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[+] notícias
Publicado por:
Odsson Ferreira | 19 fev , 2017
Sinfonia neural
19 fev , 2017
Miguel A. L. Nicolelis
Psicologia
Neuropsicologia

Durante a primeira metado do século 20, os pioneiros da técnica de resgistro de neurônios individuais argumentaram, com evidências que na época pareciam definitivas, que toda informação sensorial amostrada do mundo exterior, por meio de sensores corpóreos especializados – como pele, retina, ouvido interno, epitélio nasal e língua –, ascendia por vias neuronais independentes para terminar em áreas corticais específicas. Essas áreas foram identificadas como os sítios primários para o processamento de informação sensorial no córtex. Elas passaram a ser conhecidas como córtex primário somestésico (processamento tátil), visual e auditivo, e ganharam grande proeminência entre os primeiros neurofisologistas corticais. Tais descobertas reforçaram de maneira fundamental a visão localizacionista do córtex. Curiosamente, durante o mesmo período, um psicólogo estadunidense, Karl Lashley (1890-1958), despontou como o principal representante da visão oposta, o distribucionismo. [61]

A maior obsessão de Lashley, desde o início de sua carreira, foi identificar o local onde o cérebro estoca suas memórias, que ele chamava de "engrama". Em seus experimentos, ele removia cirurgicamente tecido cortical de várias áreas do cérebro de ratos e macacos, antes e depois de esses animais terem aprendido um novo comportamento. Esses comportamentos podiam ser apenas a realização de uma tarefa muito simples (identificar um objeto visualmente e então tentar agarrá-Io, por exemplo), ou a solução de um problema mais complexo (como aprender a andar em um labirinto).

Depois que o animal completava a fase de treinamento, Lashley media o impacto que lesões corticais de diferentes dimensões causavam na capacidade do indivíduo de adquirir ou reter o comportamento ou hábito que ele aprendera anteriormente. Utilizando essa abordagem experimental, o pesquisador tentou entender como associações sensório-motoras são estabelecidas no córtex.

Registros de lembranças

De acordo com Lashley, depois que os animais eram treinados em uma tarefa simples, boa parte do córtex podia ser removida sem que a performance comportamental fosse alterada - desde que algum volume do córtex sensorial primário utilizado para aprender e executar a tarefa permanecesse intacto. Na realidade, Lashley calculou que, se apenas 1/60 do córtex visual primário fosse poupado, os animais conseguiam reter um hábito viso-motor aprendido antes da lesão cortical. Assim, quando confrontado com tarefas comportamentais simples, o cérebro dos animais do experimento demonstrou ser extremamente resistente e resiliente, capaz de continuar processando informações a despeito de extensas lesões. Em seu artigo mais famoso, intitulado "Em busca do engrama", Lashley resumiu esses achados na formulação de seu "princípio de equipotencialidade". De acordo com essa ideia, os traços de memória são estocados de forma distribuída por toda a extensão das áreas corticais primárias, e não em algum neurônio específico ou em grupos de neurônios especializados em registrar lembranças.

Mas Lashley também verificou que o cérebro exibia menor capacidade de recuperação de possíveis traumas quando os animais eram treinados em tarefas mais complexas. Na realidade, aqueles com pequenas lesões corticais começavam a exibir erros na execução dessas atividades, e o número de erros aumentava proporcionalmente à quantidade de massa cortical removida cirurgicamente.

Uma vez que 50% ou mais do córtex tivesse sido removido, os animais iniciavam o processo de perda do hábito, requerendo um novo treinamento extensivo para recuperá-Io. Após certo limite de dano cortical eles não eram mais capazes de reaprender a tarefa. Com base nessas observações, Lashley propôs um segundo princípio, que passou a ser conhecido como "efeito de massa neuronal".

Ele postulou que as memórias resultam de "algum mecanismo fisiológico de organização ou atividade integradora neural, em vez de ligações associativas específicas".

Nos últimos 50 anos, inúmeros neurocientistas criticaram as conclusões que Lashley tirou de seus estudos. Mesmo hoje em dia, a simples menção de seu nome durante uma palestra científica invariavelmente leva a comentários jocosos e sorrisos irônicos da plateia. A grande razão dessa retribuição cáustica deve-se ao fato de Lashley ter embasado todas as suas conclusões em um método que se valia exclusivamente da correlação entre o efeito de lesões cerebrais e a performance de animais em tarefas comportamentais. Na opinião de alguns, as tarefas escolhidas eram simples demais e, na opinião de outros, tão complexas que nenhum controle experimental fino era possível. Além disso, o estabelecimento de uma relação causal entre lesões cerebrais e performance comportamental sempre foi visto com desconfiança pela maioria dos neurofisiologistas.

Apesar das limitações claras do método e a despeito de todas as críticas, algumas válidas, outras nem tanto, Lashley certamente mostrou a possibilidade de o córtex funcionar de uma maneira bem diferente, e muito mais complexa, daquela proposta pela visão localizacionista, que predominava na época em que ele realizou seus experimentos.

Nessa encruzilhada histórica, vale a pena lembrar o dito costumeiro segundo o qual as batalhas acadêmicas são tão sangrentas porque os interesses em jogo são, invariavelmente, insignificantes. Definir a verdadeira unidade funcional do cérebro, porém, é um empenho solene. Afinal, essa busca visa identificar exatamente

que tipo de matéria orgânica decide, em nosso nome, onde o corpo de cada um de nós começa e termina, o que realmente significa sentir-se um ser humano, quais são as origens de nossas crenças arraigadas e como nossos filhos, e os filhos de nossos filhos, um dia se lembrarão de nosso legado de vida. Vistas por esse ângulo, poucas aventuras humanas chegam perto do grau de relevância e drama na busca pelas verdadeiras razões que levam cada um de nós a se sentir tão irrevogavelmente diferente e único e, ainda assim, tão espantosamente semelhante aos demais seres humanos.

Uma analogia muito simples talvez ajude a esclarecer a principal distinção entre as duas visões que disputam a primazia de compreender como o cérebro humano funciona. Imagine, por exemplo, o papel desempenhado pelos músicos de uma orquestra. Se você tivesse comprado ingresso para assistir a uma apresentação dessa orquestra e, na noite do evento, chegasse ao teatro e descobrisse que apenas uma violinista apareceu para tocar, certamente se sentiria desapontado no final da noite. Afinal de contas, mesmo que essa violinista fosse uma virtuose de renome mundial, você não conseguiria de forma alguma absorver a mensagem contida em toda a partitura da sinfonia. Para realmente poder transmitir toda a riqueza sonora da peça musical, essa orquestra precisaria contar com um número muito maior de músicos tocando em conjunto.

Na visão dos distribucionistas, quando o cérebro cria uma mensagem complexa, destinada a se transformar em um comportamento específico, ele está compondo uma espécie de sinfonia. Uma sinfonia neuronal.

Mercado de ações e capiravas

Codificar uma mensagem neuronal e transformá-Ia em comportamentos e ações, por meio do trabalho coletivo de um grande número de elementos individuais, é uma tarefa semelhante ao penoso ofício de uma orquestra sinfônica, em que cada músico contribui para a elaboração de uma melodia mais complexa. Mas não mais poderosa que a entoada por 1 milhão de vozes para destronar um ditador fardado e clamar por eleições presidenciais diretas.

Da mesma forma que um neurônio isolado não pode produzir um comportamento, um único canal iônico não tem como regular o potencial da membrana celular. Para funcionar de forma adequada, essa e todas as outras membranas excitáveis de células de nosso corpo dependem da colaboração precisa de uma população de canais iônicos .

Abordagens distribuídas para solucionar problemas cruciais também funcionam bem no âmbito macroscópico na natureza. Por [64] exemplo, leões africanos em geral caçam em grupos, sobretudo quando tentam capturar uma presa grande, como um elefante aparentemente vulnerável que esteja matando a sede em um raso poço de água.  Isso permite que, caso um dos leões seja morto ou ferido pelo elefante indignado pela ousadia dos felinos, o restante do grupo de caçadores possa ainda ter uma grande chance de se deliciar com uma iguaria incomparável, um "filé-mignon" de elefante no final da noite.

Mas por que estratégias distribuídas funcionam tão bem em variados níveis de organização e em diferentes sistemas? Por que, de proteínas a grupos de capivaras e ao mercado de ações, faz sentido confiar na interação de grande número de indivíduos para concretizar uma tarefa essencial ou atingir um objetivo complexo? Para responder a essa questão fundamental, vamos voltar à neurociência e examinar as vantagens que um código populacional confere à nossa  habilidade de pensar.

Primeiro, ao distribuir o ato de pensar por uma vasta população de neurônios, o processo evolutivo estabeleceu uma eficiente apólice de  seguro para o cérebro. Na maioria dos casos, as pessoas não perdem funções cerebrais importantes quando apenas um neurônio ou pequenos grupos dessas células são destruídos por um trauma localizado ou um acidente vascular cerebral (derrame) de pequenas proporções. Em geral, graças à utilização de uma estratégia distribuída de administração de riscos, sintomas ou sinais de alguma síndrome neurológica tendem a aparecer somente depois do estabelecimento de grandes lesões do tecido cerebral.

Por um momento, imagine os riscos que correríamos se isso não fosse verdade. Quão cheia de momentos trágicos seria nossa vida se apenas um neurônio, em todo o cérebro, tivesse o controle absoluto sobre qualquer de seus aspectos fundamentais. O que você faria, por exemplo, se o neurônio que dita a escolha do seu time favorito de futebol de repente sofresse um colapso e morresse? Com a perda dessa única célula, a fidelidade futebolística de uma vida inteira seria perdida para sempre! Embora um número razoável de nossos neurônios morra a cada dia durante toda a nossa existência, felizmente essas tragédias neurobiológicas permanecem abafadas dentro de nossa mente, uma vez que delas não resulta nenhuma alteração fisiológica ou comportamental. A bênção se deve, em grande parte, à adoção de um modo distribuído de operação no cérebro.

Além dessa propriedade, os neurônios que formam circuitos neurais são altamente adaptáveis, ou plásticos. Quando neurônios são lesionados ou morrem, aqueles que permanecem ativos em um circuito são capazes de autor-reorganizar suas propriedades fisiológicas, sua morfologia e a conectividade quando expostos ao ambiente ou a novas tarefas; assim, por meio desse processo de reorganização funcional, o circuito remanescente consegue, em muitas ocasiões, suplantar a perda de alguns de seus elementos celulares.

Esse comportamento extremamente não linear amplia sobremaneira a capacidade desses sistemas nervosos de gerar produtos comportamentais que podem, simplesmente, emergir em uma fagulha de tempo e eletricidade. Circuitos neurais formados por milhões ou mesmo bilhões de neurônios produzem continuamente propriedades emergentes, a exemplo de oscilações, padrões de disparo rítmicos que podem ser responsáveis por uma enorme variedade de funções cerebrais, como diferentes estados do ciclo vigília-sono, ou mediar estados patológicos, como crises epiléticas. Propriedades emergentes são responsáveis por outras funções cerebrais rotineiras, mas altamente complexas, como a percepção do mundo que nos cerca, a geração de expectativas sobre eventos futuros e nosso senso de existir como indivíduos únicos. No topo dessa lista reside aquela que pode ser considerada a maior dádiva a nós concedida pelos ventres explosivos de supernovas esmaecidas - a consciência humana.

Como meu grande amigo Rodney Douglas, da Universidade de Zurique, recentemente sugeriu, o cérebro funciona de fato como uma orquestra muito peculiar, na qual a música produzida pode, quase que instantaneamente, modificar a configuração dos instrumentos musicais e dos músicos e, nesse processo, compor uma melodia completamente inédita. Tudo isso sem a presença de nenhum maestro de batuta na mão! [65]

Psicologia, Neuropsicologia
Nicolelis,
Miguel A. L.
Mente&Cérebro
Publicado por:
Odsson Ferreira | 17 fev , 2017
Cosmogonia nórdica
Ragnarok:
17 fev , 2017
Mirella Faur
Mitologia
Mitologia Nórdica

A epopeia da criação e da destruição do mundo, na tradição nórdica,
é relatada no poema “Võluspa”, de autor desconhecido, traduzido
como “As profecias — ou a visão — da vala” (vidente, profetisa). Esse
poema supostamente foi escrito em torno do ano 1000, quando as pessoas passaram a temer o fim do mundo depois de uma sucessão de três invernos rigorosos (que poderiam ser o prenúncio do Fimbul, “o inverno sem fim”, e o prenúncio do Ragnarõk, “o fim dos tempos”). Foi esse poema a principal fonte de inspiração para o relato do historiador Snorri Sturluson.
A cosmogênese nórdica é permeada de toques dramáticos e trágicos, e está centralizada no eterno e perpétuo conflito entre as forças positivas e negativas da natureza, representadas pela força expansiva do fogo e a contração e cristalização do gelo. Diferente da mitologia das culturas favorecidas por climas amenos, colheitas fartas e os benefícios do calor solar, os mitos nórdicos refletem a agreste natureza das montanhas, geleiras e vulcões, com a terra banhada pelas ondas furiosas do mar gelado, com breves interlúdios de verão ensolarado [79] e vegetação abundante. O clima e a paisagem das terras nórdicas tiveram uma grande influência na modelação das crenças religiosas e dos conceitos, costumes e valores dos seus habitantes. Era natural que a difícil sobrevivência nos longos e rigorosos invernos árticos, a escassez de luz e de calor solar, que colocavam em risco a própria vida, criassem as imagens do gelo e da escuridão como monstros malévolos e ameaçadores.

O intricado drama cósmico inicia-se a partir de um abismo primordial, um incomensurável buraco negro e vazio, chamado Ginungagap. Nesse vazio desprovido de terra, mar, ar ou luz, sem forma, cor ou vida, surgiram após incontáveis eons (divisão de tempo geológico) duas regiões, distintas e separadas entre si.

Para o sul entendia-se Muspelheim, o reino do fogo cósmico, onde labaredas gigantes desprendiam um calor a que nenhum ser resistia, além dos gigantes de fogo, seus habitantes, que eram regidos pelo gigante Surt, o detentor de uma espada flamejante e letal. No extremo norte existia o reino de Niflheim, onde dominavam o frio e a escuridão, repleto de camadas de gelo sempre envoltas em neblina e assoladas pelas tempestades de neve. Do centro de Niflheim, jorrava a fonte Hvergelmii — o caldeirão borbulhante —, que alimentava onze rios gelados, chamados Elivagar, que se diferenciavam entre si pela largura, natureza, rapidez e turbulência da corrente. À medida que os rios alcançavam a imensidão do abismo de Ginungagap, eles congelavam e formavam enormes blocos de gelo, que rolavam ruidosamente para dentro do abismo, preenchendo aos poucos o espaço central.

Esses dois mundos antagônicos foram deslizando lentamente e se aproximando um do outro, até que, depois de milênios, encontraram-se no meio de Ginungagap. Embora o centro de Niflheim fosse gelado, a extremidade próxima a Muspelheim foi esquentando aos poucos; com o passar dos milênios e a lenta aproximação de Muspelheim, fagulhas incandescentes das suas chamas, levadas pelo vento, foram caindo sobre os blocos de gelo, produzindo, um som sibilante e derretendo alguns. O vapor formado se condensava em uma espuma, que foi se solidificando em camadas sobrepostas preenchendo o espaço central. A medida que as ondas de calor tocavam o gelo, ele começou a derreter gradativamente e, das gotas espumantes e salgadas, a vida foi se formando lentamente.

Pelo seu movimento incessante, as forças primevas do fogo e do gelo criaram a fricção necessária para ativar o potencial não manifestado de Ginungagap e o impregnaram com a centelha geradora da vida. Surgiram assim dois seres primordiais: um gigante hermafrodita chamado Ymii, a personificação do oceano congelado e o ancestral de todos os gigantes do gelo (denominados Jotnai, Thurs, Hrim) [80] e uma vaca gigantesca —Audhumbla. Ymir começou a perambular pelas redondezas e, ao encontrar Audhumbla, saciou sua fome com o leite que escorria abundantemente das suas nove tetas. Movida pela fome, Audhumbla começou a lamber um bloco de sal congelado, até que suas lambidas desvelaram outro ser sobrenatural, imponente, translúcido e com feições humanas, chamado Buri.

Enquanto isso, Ymir adormeceu deitado no beiral do abismo e, aquecido pelas lufadas de ar quente vindas de Muspelheim, começou a suar. Do suor que brotou das suas axilas plasmou-se um casal, uma moça e um rapaz; das virilhas surgiu um ser gigantesco de seis cabeças, Thiudgelmir, e dos pés, uma família de gigantes. Buri teve um filho, Bor (talvez gerado apenas por Buri, que era hermafrodita, ou da união com a moça nascida da axila de Ymir), e Thrudgelmir gerou Bergelmir, o precursor de todos os gigantes de gelo.

Quando os filhos de Ymir perceberam a presença dos seres divinos, Buri e Bor, partiram para a luta, pois, como deuses e gigantes, representavam forças opostas e em conflito; não havia possibilidade de um convívio pacífico e harmonioso.

A batalha continuou por muito tempo sem que fosse definido o vencedor, até que Bor se casou com Bestla — filha do gigante Bolthorn (descendente de Ymir e possivelmente também hermafrodita) - e juntos eles geraram três filhos poderosos. Eram eles, Odin (Wotan), simbolizando “espírito”; Vili (Will), indicando “vontade”; e Vê (Wish), sinônimo de sagrado (em outra versão seus nomes são Odin, Hoenir e Hodur).

Apesar da sua parcial descendência de gigantes, os três deuses se uniram ao seu pai Bor na luta contra os gigantes e finalmente venceram, matando o temido e sagaz Ymir. Os rios de sangue que jorraram das feridas de Ymir causaram um dilúvio, no qual morreram afogados todos os gigantes, com exceção de Bergelmir, que escapou nadando e se refugiou junto com a sua família em uma região afastada chamada Jotunheim (o lar dos gigantes). Ali eles procriaram, gerando inúmeros descendentes, que mantiveram a inimizade, os confrontos e as disputas com os deuses e seres humanos, e estavam sempre prontos para invadir e cobiçar o território e os bens dos deuses. A sua cidadela chamava-se Utgard e seu mundo era separado do mundo humano pelo rio Iving, que jamais congelava.

Odin, Vili e Vê decidiram aproveitar o imenso corpo de Ymir e, depois de triturá-lo no grande Moinho Cósmico, usá-lo como matéria-prima para modelar um novo mundo, melhor do que o seu árido e vazio habitat. Dos seus tecidos construíram a própria Terra, chamada Midgard (o jardim do meio), colocando-a no centro do espaço vazio e cercando-a por baluartes feitos das sobrancelhas de Ymir e por um vasto oceano formado do sangue e do suor do gigante. Os deuses modelaram [81] montanhas e colinas dos seus ossos, rochedos e pedras dos dentes, florestas e bosques dos cabelos encaracolados. Depois suspenderam o seu crânio, formando a abobada celeste, e salpicaram os miolos no céu à guisa de nuvens.

Para sustentar o pálio celeste, os deuses escolheram quatro anões fortes — Nordhri, Austri, Sudhri e Vestii — e os posicionaram nos quatro pontos cardeais, cujos nomes deles derivaram: Norte, Leste, Sul e Oeste. Os anões tinham surgido do corpo esfacelado de Ymir como criaturas minúsculas e rastejantes, e receberam dos deuses feições humanas, inteligência e habilidades. Foram divididos em dois grupos. Os escuros, astutos e traiçoeiros foram exilados em Svartalheim, no mundo subterrâneo, de onde não podiam sair com o risco de serem petrificados pela luz solar. Abrangendo vários tipos e com nomes diferenciados, eles exploravam os recursos e riquezas ocultas da terra, colecionando metais e pedras preciosas e guardando-os em esconderijos nas fendas da terra ou sob rochas e colinas. A outra classe de anões, de natureza bondosa e energia luminosa, foi enviada para Aljheim, no reino dos elfos claros, situado entre o céu e a terra, e encarregados de cuidar de plantas, flores, insetos e pássaros.

Para iluminar o novo mundo, os deuses usaram fagulhas luminosas das chamas de Muspelheim para criar estrelas no firmamento celeste. Duas grandes faíscas - uma dourada e uma prateada - foram escolhidas como luminares e colocadas em carruagens, ambas puxadas por cavalos. Para conduzir as carruagens, os deuses escolheram os filhos do gigante Arfundifari, que, por serem muito belos, tinham recebido os nomes de Sol (ou Sunna) e Mani (Lua), nomeação considerada uma ofensa e por isso punida com as tarefas a eles designadas.

A carruagem solar era puxada por dois cavalos: Arvakr (o madrugador) e Alsvin (o veloz), protegidos do intenso calor por selas recheadas de ar gelado. Na frente da carruagem foi fixado um escudo, Svalin, (o resfriador), que evitava a queima da terra e dos seres vivos que nela iriam habitar.

A carruagem lunar era puxada por um único cavalo, Alsvidai (o ligeiro) e o seu condutor, Mani, tinha a tarefa de coordenar as fases e os ciclos da lua. Para ter companhia, Mani pegou duas crianças de Midgard, Bil e Hjuki, que sofriam muito com os maus-tratos do pai. Bil foi elevada posteriormente à condição divina e reverenciada como deusa lunar junto do coregente Mani. A deusa Sol, ou Sunna, reinava sozinha e precisava se defender de dois lobos ferozes — Skoll (repulsa) e Hati (raiva) -, que a perseguiam, tentando abocanhá-la, e conseguiam fazer isso de vez em quando, ocasionando os eclipses. Como os seres humanos temiam que a escuridão (solar ou lunar) se tornasse permanente, eles batiam tambores e gritavam para afastar os lobos. Assustados com o barulho, os [82] lobos largavam suas presas e se escondiam por um tempo, recomeçando depois a eterna perseguição, que duraria até o Ragnarök (fim dos tempos), quando finalmente iriam engolir o sol, mergulhando a terra na temida escuridão e no frio permanente.

Narvik, um dos gigantes de Jötunheim, tinha uma filha diferente dos demais, com cabelos, pele e olhos pretos. Chamada Nott (noite), ela se casou três vezes. Do primeiro marido, Naglfari, teve o filho Aud, do segundo marido, Armar, teve a filha Jord (terra); e do terceiro marido, o brilhante Delling, teve um filho belo e luminoso chamado Dag (dia). Odin colocou Nott e Dag em carruagens puxadas por cavalos e lhes deu como tarefas a divisão do tempo em dia e noite. O cavalo de Nott era Hrimfaxi (crina de gelo), cujo bafo e suor se condensavam em gotas de orvalho e cristais de granizo sobre a terra, enquanto Skinfaxi, o cavalo de Dag, tinha uma crina brilhante, que iluminava todos os recantos da terra durante o dia.

Para finalizar sua obra, Odin, Vili e Vé ampliaram a divisão do dia, criando o Crepúsculo e a Alvorada, a Manhã, a Tarde, o Meio-dia e a Meia-noite; depois dividiram a passagem do tempo em duas estações principais: Inverno e Verão, que eram marcadas pelos solstícios. O Verão era amado e honrado por todos, com exceção do Inverno, filho dos ventos gelados e seu inimigo eterno.

Odin conduziu depois os deuses para a grande planície de Idawolf, bem acima da terra, do outro lado do rio Ifing. No centro desse espaço foi estabelecido o reino dos deuses Aesir, chamado Asgard, onde todas as divindades se reuniam nos seus concílios. Nesse mundo era proibido verter sangue e lutar, e todos deviam se empenhar em preservar a paz e a harmonia. Foram construídos palácios resplandecentes de ouro para servirem como moradas e iniciou- se a chamada Idade de Ouro.

Quando contemplavam sua obra-prima e se regozijavam com ela, a tríade divina percebeu, ao olhar ao redor, que faltavam os habitantes do mundo que lhes tinha sido destinado — Midgard ou Manaheim —, a morada da humanidade. Caminhando à beira-mar, os deuses encontraram dois troncos de árvores trazidos pela maré, com formas semelhantes ao corpo humano, e tiveram a ideia de usá-los como matéria-prima. Do tronco de freixo modelaram o homem, Askr, e do olmo, a mulher, Embla. Depois de lhes insuflar o sopro da vida, Odin conferiu-lhes espírito e consciência; Vili, os movimentos e a capacidade mental; e Vê, a fala, a circulação sanguínea, a aparência e os sentidos. Dessa forma, o primeiro casal humano dotado de pensamentos, sentimentos e capacidade de falar, agir, trabalhar, viver, amar e morrer foi instalado em Midgard, que foi, aos poucos, povoado com seus descendentes e protegido dos gigantes pelos seus criadores divinos. [83]

Análise do mito

Sem nos atermos às metáforas e a algumas descrições incongruentes, podemos perceber e compreender melhor a complexa simbologia metafísica do mito da criação analisando detalhadamente os seus elementos.

Ginungagap é o útero primordial, o receptáculo em que surge a manifestação da energia vital pelo encontro dos princípios polarizados: o calor brilhante do fogo e a energia densa e escura do gelo e do sal nele contido.

Os dois seres primordiais são personificações primevas da matéria e da energia :Ymir representa a protomateria, Audhumbla a protoenergia, ambos atuando como cocriadores no processo de formação da vida. Da fonte tripla (constituída pela mescla do fogo e do gelo cósmico que formou Ymir e nutrida pela energia feminina de Audhumbla) surgiu um ser hermafrodita, ao mesmo tempo deus e gigante. Os filhos de Buri -  Odin, Vili e Vé — matam Ymir e da sua matéria cósmica bruta remodelam o cosmo estático e o transformam em um sistema vivo e dinâmico. Em outra passagem do mito aparece novamente uma tríade divina, desta vez Odin, acompanhado de Hoenir e Lodur, que criam o primeiro casal humano a partir de troncos de árvores. Os seres humanos não foram criados diretamente pelos deuses, pois eles ja existiam como formas orgânicas mais simples (arvores flutuando na agua do mar); tornaram-se humanos quando receberam as dadivas divinas: o sopro vital, o espírito, a consciência e as funções da mente, os sentidos e os movimentos do corpo físico.

Na visão da escritora Monica Sjõo, Ymir representava a terra congelada (da era do gelo), que derreteu sob a ação dos raios solares personificados por Audhumbla. Esta, ao alimentar Ymir com seu leite, tornou-se sua mãe e coparticipante no processo da criação, que se desenrolou ao longo de milênios.
Alguns episódios e personagens da cosmogênese nórdica faziam parte das tradições pré-cristãs germânicas e assemelham-se aos mitos de outras culturas.

O sacrifício do ser primordial — para que dele fosse formada a terra — tem paralelos no mito da deusa suméria Tiamat, assassinada pelo seu filho Marduk, que usou o seu corpo para criar a terra e o céu, antes de se declarar criador e senhor do seu trono. No mito greco-romano, a deusa Gaia surgiu do caos e, ao se unir com o céu (Urano), criou os titãs (gigantes) e os deuses, seus filhos. Na mitologia egípcia, existe a descrição de um vasto oceano primordial do qual se originou o céu, a terra e todos os seres vivos. A deusa criadora é representada como uma Vaca Celestial (assim como na mitologia pré-védica e egípcia), cujo leite sagrado respingou no céu, criando a Via Láctea, e o corpo servia de abrigo para as almas antes de seu nascimento. [84]

O nome de Ymir é associado ao sânscrito Yama, que significa “hermafrodita”. Em outros mitos nórdicos existem referências sobre partes de um corpo de gigante sendo dispersos no céu e formando estrelas. No mito do gigante Thiazi, conta-se que Odin — para vingar o rapto da deusa Idunna — permitiu a sua morte pelos deuses, mas depois, para consolar a filha dele, Skadhi, jogou os olhos de Thiazi no céu, onde se transformaram em duas estrelas. Em outro mito, relata-se que Thor usou o dedão congelado do gigante Aurvandil para transformá-lo na estrela de mesmo nome.

A combinação de água, sal e fogo é associada a determinados locais sagrados da Alemanha, como as fontes salgadas do rio Saale perto de Strassfurt, um lugar onde se acreditava que as preces humanas eram ouvidas e atendidas pelos deuses quando a água do rio colocada sobre a madeira incandescente resultava em sal, um resultado visível e com significado mítico da mescla de fogo e água salgada.

Um exemplo concreto da combinação do fogo e gelo criando novas formas de vida é encontrado na Islândia, onde as erupções vulcânicas com chamas, a lava incandescente e os vapores derretem as geleiras, que descem como enchentes desastrosas sobre os campos, mas ao mesmo tempo irrigam e adubam a terra com as cinzas vulcânicas.

Ao contrário dos mitos egípcios, greco-romanos e persas, não há nenhuma menção nas fontes nórdicas sobre a criação do mundo a partir de um ovo primordial, com exceção da lenda finlandesa de Ilmatar e Vãinamõinem, possivelmente trazida pelas tribos indo-europeias e incorporada aos mitos nativos.

A escritora e pesquisadora Diana Paxson, apoiada por outros pesquisadores e estudiosos da tradição nórdica, considera os gigantes (Jotnar) como uma metáfora dos poderes naturais dos elementos e do ambiente em que viviam (montanhas, rochedos, geleiras, vulcões, mar). Eles eram os regentes ancestrais dos reinos, das forças primordiais (fogo e gelo) e dos espíritos elementares da natureza, ligados ao habitat em que viviam. Diana afirma que “necessitamos da benevolência dos gigantes além da proteção dos deuses”, por isso devemos respeitar o seu habitat e evitar a degradação da natureza. Os deuses representariam a evolução da consciência e o poder de manipulação e transmutação dos elementos naturais. A interação entre deuses e gigantes pode se manifestar como conflito ou domínio das forças da natureza, levando à destruição ou sobrevivência da terra e de todos os seres que nela vivem. Os povos antigos temiam e respeitavam os “gigantes”, sabendo que a sua sobrevivência dependia da clemência e colaboração das forças e dos ciclos naturais. Eles invocavam a ajuda dos deuses para que a destruição e os desastres naturais fossem evitados e faziam a sua parte, respeitando [85] os recursos da Mãe Terra e dela retirando e usando apenas o necessário; garantiam-se assim os recursos naturais indispensáveis para a sobrevivência e segurança dos seus descendentes e de todos os seres da Criação.

O equilíbrio entre controle e poder é extremamente delicado e instável; se o poder tiver objetivos de destruição e ganância, e usar os recursos da terra sem respeitar os limites e os ciclos da ordem natural, o desequilíbrio planetário é inevitável e o mundo poderá se desintegrar e retornar a seus elementos primordiais, como descreve o mito do Ragnarök.

Mitologia nórdica, Cosmogonia nórdica
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Arquíloco
Arquíloco
Nascimento: 704 a.e.c. - Paros
Morte: 640 a.e.c. - Tasos []
Poeta grego criador do lirismo
35px
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Fato histÓRICO
200
a.e.c.
Idade Antiga
Antiguidade Clássica
  Século III 
Segunda Guerra Macedônica

A guerra contra Cartago terminou em 201 mas deixou um legado de conflito que ocuparia Roma durante décadas. Hannibal lançara a sua invasão a partir da Hispânia, e para impedir que alguém seguisse o seu exemplo, Roma criou duas províncias e se estabeleceu numa presença militar permanente na Península Ibérica. Estas medidas envolveram os Romanos em guerras quase constantes, parcialmente originadas pelo ressentimento das comunidades hispânicas face à presença de uma nova força ocupante mas também porque se envolveram nos padrões bélicos tradicionais.

O domínio romano apenas era garantido enquanto protegessem seus aliados contra as incursões. Depois de mais de duas décadas de campanhas intensas, Tibério Semprônio Graco, filho do cônsul morto em 212, conseguiu, através de uma combinação de força e diplomacia, dar início a um período de relativa tranquilidade que durou quase uma geração.

A invasão de Hannibal foi simplesmente mais um episódio na luta continuada entre Roma e as tribos da Gália Cisalpina. As suas vitórias e as obtidas pelos Gauleses inspiraram uma nova geração a resistir às incursões romanas no vale do Pó. Um certo Amílcar, um oficial cartaginês que chegou provavelmente à região com Magão, permaneceu com as tribos e continuou a liderá-las em combate depois de 201. Foram apresentadas várias queixas junto das autoridades cartaginesas, que negaram que o homem estivesse a cumprir ordens, mas o problema só ficou resolvido com a morte de Amílcar. Durante a primeira década do século II, foram enviados mais cônsules e legiões para a Gália Cisalpina do que para qualquer outra área, e o Senado exerceu um controle apertado sobre as campanhas na região, até porque não ficava longe do território nuclear de Roma. Este esforço teve como resultado a derrota final das tribos gálicas do vale do Pó, algumas das quais foram praticamente destruídas como entidades politicas e outras absorvidas. A supressão dos Ligures foi mais demorada, dado que a sua estrutura politica pouco coesa, a sua natureza independente e o seu território acidentado contribuíram para prolongar a sua resistência, tornando necessário subjugar sucessivamente as suas aldeias. Uma parte considerável dos habitantes foi transplantada para terras deixadas vagas no Sul de Itália depois da Guerra Anibálica, onde se revelaram lavradores pacíficos e de sucesso.

No ano de 200, Públio Sulpicio Galba apresentou uma moção nos Comitia Centuriata propondo a declaração de guerra à Macedônia. O pretexto foi um pedido de auxilio de Atenas contra Filipe V Quase todas as centúrias votaram contra, numa das pouquíssimas ocasiões em que o povo romano pareceu relutante em entrar em guerra. O prolongado esforço contra Cartago deixara todas as classes exaustas e hesitantes em embarcarem numa grande guerra ultramarina. Os Comitia Centuriata não eram um fórum de debate, apenas podiam votar contra ou a favor de uma proposta. Antes de convocar a assembleia para votar novamente, Galba dirigiu-se às centúrias numa reunião informal (contio). Lívio atribui ao cônsul dois argumentos principais a favor da guerra. Filipe V demonstrara ser inimigo de Roma com o seu ataque não provocado aquando da crise da Segunda Guerra Púnica. Se os Romanos não o atacassem de imediato, travando a guerra na Grécia, algures no futuro os Macedônios poderiam utilizar a sua considerável armada para desembarcarem um exército na Itália. Atenas devia ser protegida de Filipe, pois o fracasso na defesa de outra aliada, Sagunto, contra Hannibal, encorajara Filipe nos seus planos de ataque ao Lácio. Quando os comícios votaram pela segunda vez, a moção passou sem dificuldades e foi declarada guerra à Macedônia. Poderão ter existido outros motivos para a tomada desta decisão. Filipe V e o rei selêucida Antioco III tinham-se posto de acordo, em segredo, para se aproveitarem da subida ao trono do Egito de Ptolomeu V, que era menor, deitando a mão a partes do seu território. Isto ameaçava perturbar o equilibro de poder entre os três grandes reinos, mas é difícil dizer até que ponto os Romanos sabiam o que se passava. A decisão a favor da guerra baseou-se nos fatos simples de Filipe V ser um inimigo inequívoco de Roma e de o acordo para a conclusão da Primeira Guerra Macedônica ter sido, pelos padrões romanos, bastante insatisfatório. A renovação do confronto era praticamente inevitável.

A Segunda Guerra Macedônica levou diretamente a um conflito com a Liga Etólia, antiga aliada de Roma, e por sua vez à Guerra Síria, contra os Selêucidas. Todos estes inimigos foram completamente derrotados até ao ano de 189, tendo os confrontos ocorrido com muito mais rapidez e sido muito mais decisivos do que a Primeira Guerra Macedônica. A derrota numa única batalha campal bastou para persuadir os reinos helenísticos a admitirem-se vencidos. Os exércitos romanos que alcançaram estas vitórias não foram particularmente grandes, sendo quase todos de tipo consular, com duas legiões e duas alas, acrescidas de aliados locais. Como o exército que venceu Zama. A dada altura, operaram em simultâneo dois destes exércitos, um na Grécia e o outro na Ásia, mas estas campanhas não colocaram demasiadas exigências aos recursos humanos de Roma. Os exércitos helenísticos eram muitíssimos mais homogêneos do que as forças cartaginesas, compostas por mercenários e aliados. Apesar de serem quase todos profissionais extremamente adestrados e disciplinados, os seus soldados eram em número reduzido e difíceis de substituir.

O principal ponto forte de todos estes exércitos era a falange, com oito ou mais fileiras de homens armados com sarissas ou piques com 6,40m de comprimento. Manejavam-se com as duas mãos e eram mais pesadas perto do coto, pelo que dois terços da arma se projetavam em frente do soldado. Quando o exército formava devidamente, as pontas das sarissas das primeiras cinco fileiras projetavam-se em frente da formação e os soldados da retaguarda inclinavam os piques, com a densa massa de hastes providenciando alguma proteção contra os projéteis. A falange helenística era muito difícil de derrotar num ataque frontal por outra infantaria e tendia a vencer os combates devido ao seu imenso poder de resistência. A sua formação, muito cerrada e profunda, e a presença física das longas sarissas tornavam a fuga muito difícil. E quando avançava sobre o inimigo, a falange era uma visão muito intimidadora. Um comandante romano descreveu-a como a coisa mais assustadora que alguma vez vira. Filipe II e Alexandre tinham usado a falange de piques para fixar o exército inimigo e pressioná-lo de forma constante, criando oportunidades para a execução de cargas de cavalaria devastadoras contra um ponto fraco da linha adversária. O papel da cavalaria viria a diminui; em grande parte porque nenhum dos reinos dos Diádocos conseguiu alinhar uma cavalaria de qualidade na percentagem utilizada pelos seus antecessores do século IV. A falange passou a ser responsável pela execução do ataque principal, uma missão para a qual nunca fora verdadeiramente concebida.

Os Romanos enfrentaram pela primeira vez um exército helenístico moderno na guerra contra Pirro e Tarento, em 280-275. Derrotados em duas batalhas renhidas e sangrentas, as legiões acabaram por prevalecer na terceira e última contenda. Os combates do século II foram menos equilibrados. Os soldados romanos que no principio do século II combateram no Mediterrâneo Oriental depressa se revelaram muitíssimo superiores aos seus adversários profissionais. Estes legionários cresceram durante a prolongada luta contra Hannibal. Na sua grande maioria, tinham muitos anos de experiência militar, muito mais do que era normal para a generalidade dos exércitos romanos. O exército enviado para a Grécia, em 200, até incluiu um contingente considerável de soldados das legiões de Cannae, com os infelizes ainda à espera de serem desmobilizados. Nestes exércitos, os oficiais de todas as patentes eram, em media, mais jovens e experientes do que o habitual. Muitos antigos pretores e cônsules serviam como legados ou até tribunos militares. Tito Quincio Flaminio, o homem que concluiu vitoriosamente a Segunda Guerra Macedônica, guindou-se ao consulado em 198, aos 30 anos de idade e sem nunca ter sido pretor. A sua vitória eleitoral constituiu o último exemplo da flexibilidade constitucional que permitiu a ascensão do Africano. Não tardou que o padrão das cameiras se tomasse muito mais rígido. A combinação de soldados e lideres experientes deu origem a exércitos excepcionalmente eficazes e tão bem instruídos e taticamente flexíveis como os dos últimos anos da Segunda Guerra Púnica.

Esta realidade foi amplamente demonstrada nas principais batalhas destes conflitos. Em Cinoscéfalas, em 197, as colunas de Flamínio e Filipe V deram subitamente uma com a outra ao aproximarem-se de um desfiladeiro vindas de direções opostas. Como de costume, os exércitos rivais formaram a linha de batalha volvendo as colunas à esquerda. O flanco direito de cada exército - a cabeça da coluna - conseguiu formar mais rapidamente e atacar, pondo em fuga o desprevenido flanco esquerdo inimigo. O exército de Filipe estava disposto numa típica linha, segundo a prática normal helenística, e carecia de reservas. Os Romanos estavam formados na habitual triplex acies. Um tribuno anônimo do flanco direito do exército pegou em vinte manípulos e conduziu-os numa manobra de envolvimento do vitorioso flanco direito macedônico. Filipe não conseguiu responder e os seus homens foram massacrados. Em 190, Lúcio Cornélio Cipião, o irmão mais novo do Africano, enfrentou Antioco III em Magnésia. O rei, liderando à maneira de Alexandre, comandou pessoalmente um ataque de cavalaria que parece ter rompido a formação de uma das legiões. Sem reservas e com o seu comandante demasiado envolvido na ação para ver o que se passava no resto do campo de batalha, os Selêucidas não conseguiram explorar a vantagem. A cavalaria de Antioco foi travada pelos piquetes postados junto do acampamento romano, que temerariamente atacara, e depois vencida pelas reservas trazidas por um comandante subordinado romano. Entretanto, fechada a brecha na linha romana com tropas de reserva, o inimigo foi posto em debandada. Em Pidna, no ano de 168, a escaramuça entre os postos avançados romanos e macedônios, com ambos os lados a empenharem cada vez mais tropas na refrega, escalou para uma batalha. Esta confusão e a longa distância percorrida em formação apressaram o processo habitual pelo qual a falange se fragmentava nas suas unidades constituintes. Depois de os Romanos conseguirem formar uma linha de combate para travar o avanço macedônico, alguns centuriões tomaram a iniciativa e conduziram grupos de homens pelas brechas entre as várias seções da falange. Os piqueiros não tinham defesa contra ataques de flanco e quando os Macedônicos começaram a entrar em pânico a formação fragmentou-se numa debandada.

Pidna decidiu a Terceira Guerra Macedônica (172-167) e foi o canto do cisne da geração da Segunda Guerra Púnica. Começava a sentir-se a preocupação de que os recrutas do exército já não possuíam as virtudes marciais dos seus predecessores. Em 168, num esforço para restaurar as práticas tradicionais, Lúcio Emílio Paulo foi eleito cônsul pela segunda vez. Paulo era filho do homem que tombara em Cannae e tinha 60 anos de idade, o que o tornava muito mais velho do que a maioria dos generais desde Fábio Máximo e Marcelo. Paulo levou consigo muitos oficiais experientes, instruiu cuidadosamente o exército na Grécia e concluiu vitoriosamente a campanha. As causas da guerra ajudam a ilustrar a atitude romana face aos inimigos vencidos. Depois de Cinoscéfalas, Filipe aceitara termos de paz similares aos impostos a Cartago. Não poderia entrar em guerra fora da Macedônia sem autorização de Roma e obrigou-se a pagar uma indenização de 1.000 talentos durante um período de dez anos. Reconheceu a independência de várias comunidades da Grécia e da Ásia Menor retirando das que lhe estavam sujeitas em ambas as áreas. Além disso, a armada macedônica foi reduzida a uma força simbólica, eliminando os receios romanos de um ataque à Itália, e todos os prisioneiros e desertores romanos foram devolvidos sem resgate. De fato, durante os anos que Flamínio passou na Grécia a implementar o acordo, descobriu vários escravos que tinham sido capturados por Hannibal, provavelmente na campanha de Cannae, e vendidos aos traficantes quando o Senado se recusou a autorizar o seu resgate. Escrupulosamente, Flamínio comprou a liberdade destes homens e enviou-os para Itália.

O tratado que pôs fim à Segunda Guerra Macedônica deixou claro que o reino passava a estar subordinado a Roma, embora fosse livre de regular os seus assuntos internos. Roma passou a dirigir a sua politica externa, arbitrando em disputas entre Filipe e as cidades gregas e esperando que ele se comportasse como um aliado leal. O exército que venceu os Macedônios foi alimentado, pelo menos em parte, com cereais fornecidos pela recém-derrotada Cartago. Quando Lácio Cipião se deslocou com o seu exército para a Ásia, para enfrentar os Selêucidas, Filipe V recorreu a uma combinação de diplomacia e força para proteger a passagem das tropas romanas pelos desfiladeiros controlados pelas predatórias tribos trácias. Ao comandar a marcha de regresso do exército romano, utilizando a mesma rota, Mânlio Vulsão não solicitou a assistência da Macedônia e foi muito maltratado numa série de emboscadas. Antioco III viu-se obrigado a aceitar depois de Magnésia, termos de paz semelhantes aos acordados com Filipe V. Aceitou retirar da Ásia Menor foi proibido de entrar em guerra na Ásia ou na Grécia, e apenas ficou autorizado a combater defensivamente se fosse atacado por outro Estado nesta área. Foi estipulado o pagamento de uma indenização de 15.000 talentos a Roma, uma quantia superior ao exigido a Cartago mas não impossível para os ricos Selêucidas. Além disto, Antioco cedeu quase todos os seus navios e elefantes de guerra.

Filipe V obedeceu diligentemente aos termos do seu tratado com Roma mas tanto ele como o filho, Perseu, não se pouparam a esforços para fortalecer o seu poder na Macedônia. O exército foi aumentado e cuidadosamente instruído, foi incrementado o controle sobre as fronteiras com as tribos trácias e ilírias, e foram renovadas as ligações com as cidades da Grécia. Apesar de inteiramente legitimo pelos padrões gregos, este comportamento não era o que os Romanos esperavam de um aliado subordinado. É extremamente duvidoso que a Macedônia constituísse uma ameaça para Roma da forma que Lívio refere ou que Perseu tivesse planos para uma invasão da Itália, mas a verdade é que os Romanos olhavam para estes desenvolvimentos com enorme desconfiança. Poderio militar e politica externa independente não eram coisas que se tolerassem a antigos inimigos. Depois da derrota de Perseu, o reino foi abolido mas os Romanos sentiram a maior relutância em acrescentar outra provIncia às quatro existentes. Por consequência, a Macedônia foi dividida em quatro merides ou regiões autônomas, cada uma dotada de leis e magistrados próprios. Alguns elementos deste arranjo perdurariam durante vários séculos.

Civilização Romana - Civilização Macedônica - Segunda Guerra Macedônica - Filipe V - Macedônia - Atenas
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Trasibulo - Paramenes - Alcibiades
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{+} Batalhas
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TEMAS DA FILOSOFIA
Período Pré-Socrático - Escola Jônica (Matemática)
Tales de Mileto
Teorema de Tales
Por

"Quando duas retas se cortam, são iguais os ângulos"

Tales observou que, num mesmo instante, a razão entre a altura de um objeto e o comprimento da sombra que esse objeto projetava no chão era sempre a mesma para quaisquer objetos

"Este teorema certamente mostra, que de duas linhas retas, que se cortam, os ângulos contrários pelo vértice são iguais. Contudo a questão se apresenta pouco clara, porque o teorema supõe também outros conhecimentos mais simples, os quais possivelmente Tales não tivesse. Por isso, melhor é supor que Tales se tenha valido de sua experiência adquirida em cálculos práticos.

"Com referência à geometria, Pânfilo diz, que:

Tales, - aprendiz dos egípcios, - foi o primeiro, que inscreveu no círculo o ângulo reto, e que por isso ofereceu a Deus um boi. 21

O matemático Apolodoro e outros atribuem isto a Pitágoras. Só, ou ambos, Tales e Pitágoras estudaram este aspecto da matemática, e cada um com resultado Com referência ao sacrifício do boi, por causa de uma descoberta matemática, eis uma assertiva não convincente, gerada todavia dentro dos parâmetros do pensamento mítico, que faz o saber derivar de uma inspiração externa superior.

Não é impossível, que entre muitos sábios continuasse a haver um resto deste modo de pensar. Ainda o eminente Descartes, apesar de seu espírito crítico, fez uma promessa a N. Sra. do Loreto de visitar o seu santuário, se resolvesse as suas dúvidas, e como julgasse havê-lo conseguido, foi especialmente à Itália pagar seu voto. Assim também o saber de Platão gerou o mito, de que fora gerado por Apolo, o qual teria engravidado sua mãe; então o seu saber estaria explicado, porquanto era filho de um Deus, e dali porque passou a ser citado como o Divino Platão. O mesmo se dirá de alguns dos fundadores de religiões. E assim também a descoberta do teorema de Tales teria valido o sacrifício de um boi.

Tales ensinou sobre a descoberta das propriedades do ângulo escaleno e das linhas em geral.

Tales de Mileto - Período Pré-Socrático - Pré-Socráticos - Escola Jônica - Filosofia Clássica
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Morte:
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A humanidade sempre foi fascinada pelo "enorme". Seja no plano religioso ou político, as megaestruturas como os obeliscos e pirâmides tanto no Egito, na Mesoamérica, Ásia ou Núbia, foram instrumentos de comunicação com os deuses e com os homens, trazendo e lenvando mensagens de eternidade e/ou poder.

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As mudanças climáticas sempre foram e sempre serão um dos principais fatores que promovem mudanças de comportamento e determinantes na extinção de todas as formas de vida na Terra, inclusive a do homem. Ao longo da história, essas mudanças afetaram significativamente a humanidade, moldando impérios, extinguindo civilizações.

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A grande história revela o misterioso poder do outro. Pensamos na história como uma linha contínua de tempo, uma série de acontecimentos que se extendem há dois mil anos no passado. É hora de repensar. O invés de uma linha imagine uma rede com direções infinitas interagindo por bilhões de anos, agindo juntas para criar tudo o que conhecemos no Universo, nosso planeta e em nós mesmos. Quando vemos os momentos mais épicos pelas lentes da ciência, e sob uma nova luz evolucionária, os movimentos dos átomos agindo juntos com os movimentos dos homens, das civilizações, a história como a conhecemos está ficando maior.

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Como poderia algo tão simples como o Sal estar ligada a toda a vida, aos seres humanos, a terra e a própria civilização. A resposta está na Grande História.

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Homens e mulheres. Durante séculos, as pessoas têm argumentado ferozmente sobre se nascemos ou não com  diferentes cérebros.  Agora parece que estamos chegando perto de uma resposta. Com nova tecnologia, os cientistas tIem recentemente identificado diferenças sutis no cérebro de homens e mulheres. Diferenças que poderiam ajudar a explicar forças e fraquezas percebidas. Mas a pesquisa é controversa e levanta difíceis questões. São as diferenças cerebrais inatas? Ou elas ão formadas pelo mundo que nos rodeia?

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10000 a.e.c., o homem na América
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Eles eram animais pre históricos que governaram por 3 milhões de anos América do Norte, mas sua supremacia estava prestes a ser desafiada, pois pela primeira vez, humanos chegaram a américa do norte. Em 10.000 a.e.c., os humanos se deparavam com um mundo novo, mas era um mundo novo cheio de desafios fatais. Essas populações humanos primitivas, por volta de 10.000 a.e.c. ocupavam o cenário não apenas como predadoras, elas também foram vítimas. O confronto dos humanos pre históricos foi com os animais colossais da época, com uma mudança climática abrupta e devastadora, quem não se adaptar, não sobreviverá. Esta é uma jornada dos humanos na América em 10.000 a.e.c.

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El-Alamein e Tunísia - Uma mensagem decifrada da máquina Enigma auxiliou os Aliados na derrota do exército sob comando de Erwin Rommel. Ela reveleava o novo plano de ataque da Raposa do Deserto ao sudeste de El-Alamein. Desembarque na Sicília e na Itália - Em janeiro de 1943, Inglaterra e Estados Unidos uniram-se para invadir a Itália, seriamente debilitada por seus fracassos no norte da África. Era preciso decidir por onde começar a invasão: Sardenha ou Sicília? O homem que enganou Hitler - A estratégia despistou o inimigo e salvou centenas de soldados aliados: o corpo de um oficial chegou a costa mediterrânea espanhola com informações falsas sobre o desembarque de tropas aliadas. Hitler caiu na armadilha.

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