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No local onde a estrada quem vem de uadi Natrum se aproxima do braço de Roseta do Nilo fica a cidade de Tarrana (do copta Terenouti, a Terenuthis clássica). O nome deriva do da deusa-serpente Renenutet (Thermuthis), que era provavelmente venerada nesta região. Ali perto, no morro de Kom Abu Billo, encontraram-se os restos do templo e da necrópole.
O templo de Kom Abu Billo, dedicado a Hathor, "Senhora de Mefket" (antiga Tarrana, Mas mefket significa também turquesa), foi localizado por F. Li. Griffith, em 1887-1888. Não foi possível estabelecer o plano completo deste templo, mas o exame de alguns blocos decorados com magníficos relvos demonstram tratar-se d euma das poucas obras que restaram de Ptolomeu I Sóter, terminada por Ptolomeu II Filadelfo. As sepulturas possivelmente relacionadas com o culto de Hathor.
A vasta necrópole de Kom Abu Billo contém sepulturas que vão desde a 6ª dinastia ao século IV d.e.c. Aqui foram encontrados alguns sarcófagos de cerâmica (chamados "caixões de chinelo") com tampas modeladas de forma a imitarem rostos muitas vezs grotescos. Este local é muito conhecido sobretudo por um tipo especial de estela de túmulo, datando dos primeiros quatro séculos depois de Cristo (chamadas "Estelas de Ternuthis"). O defunto, represntado em estilo não típico do Egito, está geralmente de pé com os braços levantados, ou reclinado num divã, com um pequeno texto em demótico ou em grego por baixo.
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Um grande morro, medindo cerca de 500m de umlado a outro, designado por "Kom el-Hisn", cobre as ruínas da antiga cidade de Imu. A partir do Império Novo foi esta a capital do 3º nomo do Baixo Egito, substituindo a anterior Hut-ihyt, que ainda não foi localizada.
A característica mais importante de Kom el-Hisn é o contorno retangular do recinto do templo (cerca de 115m X 64m). As estátuas de Amenemhet III e Ramsés II ali encontradas identificam o templo como pertencendo a Sakhmet-Hathor. Hathor era a deusa tradicional da região.
A sudoeste do recinto do templo foi encontrado o túmulo de Khesure, "supervisor de profetas" do Império Médio.
Nas proximidades foram escavados vastos cemitérios (pelo menos 700 sepulturas) dos Impérios Médio e Novo. Muitas das sepulturas de homens do Império Médio continham armas (machados de Guerra, espadas e punhais).
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Na língua egípcia, Alexandria chamava-se "Raqote", nome utilizado por Ptolomeu I Sóter num texto inscrito antes de le ser proclamado rei, em 305, e derivado do de uma povoação egípcia neste local. Para além de Raqote, são de data bastante incerta os diques encontrados debaixo de água, a norte e oeste da ilha de Faros. Um dos bairros da cidade continuou a ser designado por "Rhakotis" pela população grega: nele viviam os egípcios nativos e havia monumentos em estilo egípcio. Outro bairro nativo era uma povoação cercada na ilha de Faros, perto do qual se encontram túmulos do período ptolomaico feito em estilo egipcianizante. Nas classes mais baixas eram frequentes os casamentos entre gregos e egípcios, mas à parte isso Alexandria era uma cidade grega de população muito misturada, cujo mais importante elmentos não grego era a comunidade judaica. Como principal cidade e porto do mundo helenístico teve, no entanto, um parpel essencial na divulgação do saber egípcio na antiguidade clássica.
O Serápio, principal templo do deus greco-egípcio Serápis, ficava no bairro de Rhakotis. Segundo placas bilingues, a sua fundação data do reinado de Ptolomeu III Evérgeta I. As atuais ruínas, incluindo o famoso "Pilar de Pompeu", do reinado de Diocleciano, datam, sobretudo, dos primeiros séculos Depois da Era Cristã, mas incorporam também bastante material do Egito Faraônico, nomeadamente esfinges e outras grandes esculturas cuja função devia ser a de criar ambiente. Tais objetos, e numerosas peças menores, foram também exportados, sem dúvida por Alexandria para serem utilizados em templos romanos de Serápis e Ísis, ou na vila de Adriano, em Split. Os monumentos em que foram colocados não eram de estilo egípcio.
Perto do Serápio fica a catacumba de Kom el-Shuqafa, que data do século I-II d.e.c., e compreende um impressionate complexo de zonas de sepultura com cenas e motivos egipcianizantes. As câmaras perto do nível do chão conservaram algumas decorações pintadas, mas nas partes mais profundas apenas a escultura e o relvo se mantiveram. Ao contrário do túmulo de Petosíris, em Tuna el-Gebel, que tem cenas em stilo grego pintadas por artistas egípcios, esta catacumba tem motivos egípcios num estilo clássico simplificado. No mundo romano em geral, começando a acompanhar o uso de objetos egípcios genuínos e acabando por assumir uma maior importância. Este estilo teve, provavelmente, origem em Alexandria.
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Saís (ZauI em egípcio antigo) e a sua deusa Neith são conhecidas desde os primórdios da história do egito. Esta cidade era a capital do 5º nomo do Baixo Egito, que incorporava também, até à 12ª dinastia, a região a sul, posteriormente o 4º nomo. Politicamente, Saís só atingiu lugar proeminente em finais do século VIII a.e.c., quando os seus ambiciosos príncipes lcoais, Teefnakhte e Bocahoris (24ª dinastia), entraram em conflito com os soberanos da 25ª dinastia (Núbia). Durante a 26ª dinastia foi capital do país, com templos, palácios reais e túmulos dos faraós da dinstia saíta. Podemos ter, uma ideia da sua topografia a partir dos comentários de Heródoto, que screveu em meados do século V a.e.c.
Apesar do passado famoso desta cidade, hoje em dia apenas são visíveis alguns blocos de pedra isolados. Em finais do século passado ainda era possível descortinar os restos de um enorme recinto retangular (cerca de 800m x 700m, segundo a planta publicada por G. Foucart em 1898) a norte da aldeia de Sa el-Hagar, na margem direita do braço de Roseta do Nilo. Cinquenta anos antes, em meados do século passado, os artistias da expedição de Lepsius registraram uma vista de ruínas de muros de tamanho considerável. O desaparecimento relativamente recente mas muito rápido de vedação deveu-se às atividades dos sabbakhin que procuram antigas estruturas de tijolo como fonte de fertilizante barato. Os blocos de pedra tinham já sido retirados na Idade Média para serem utilizados como material de construção. Foi possível localizar alguns deles em várias cidades e aldeias ao longo do braço de Roseta.
Há bastantes monumentos - estátuas, estelas, sarcófagos, etc - em museus, cujos textos indicam que são provenientes de Saís. A grande maioria dels data da 26ª dinastia e até agora nenhum é anterior ao 3ª período intermédio.
Sa el-Hagar tem sido pouco explorado pelos arqueólogos e as poucas escavações efetuadas não têm tido grande êxito.
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Em Tell el-Farain ("Morro dos Faraós"), no 6º nomo do Baixo Egito, fica o sítio de Buto (do Egípcio antigo Per-Wadjit, "a Propriedade de Wadjit", Ponto em copta. Pensa-se que a cidade tinha duas partes, chamadas dePe e Dep, e que era terra natal da deusa-serpente Wadjit, deusa tutelar do Baixo Egito, que tinha como paralelo no Alto Egito Neckheb (el-Kab) e Nekhen (Kom el-Ahmar e da deusa-abutre Nekhbet. "As almas de Pe", figuras com cabeça de falcão ligadas a Buto, representavam, talvez, os primeiros governantes locais ("reis do Baixo Egito") da região.
O sítio de Tell el-Farain comprende três morros, dois dos quais com ruínas, de cidade e um com um recinto de tmplo, o que corresponde ao presumível traçado de Buto, mas os resultados das escavações efetuadas até agora não indicam que a extensão da cidade fosse proporcional à sua importância ideológica em toda a história do Egito. Para além de um selo cilíndrico do dinástico primitivo, há alguns objetos do omnipresente Ramsés II e uma estela de doação do ano 38 do reinado de Shoshenk V, sendo as restantes peças, pouco significativas, do período recente.
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Behbeit el-Hagar é o sítio de um dos mais importantes templos de Ísis do Egito. Fica perto de Samannud (antiga Sebennytos), cidade natal dos faraós da 30ª dinastia, que tinham fama de terem uma especial devoção por Ísis. É provável que a fundação date dest período, ou que um vasto templo tenha sido construído no local de um antecessor sem importância.
O templo assemlha-se a muitos outros monumentos do período tardio, por ser construído de pdra dura, neste caso em granito, mas é o único exemplo que resta de uma estrutura desta dimensão que utiliza apenas a pedra dura. As ruínas ocupam uma área de 80m x55m e estão implantadas num recinto vedado de que s podem ainda distinguir dois dos lados. No entanto, o teplo emsi desmoronou-se completamente, quer devido a atividades de xtração de pdra, quer após um tremor de terra, e o seu plano não foi recuperado, sendo apenas visível uma massa desordenada de blocos com relvos e alguns elmntos arquitetônicos. Os relevos são belas obras da época de Nectanebo I e Nectanebo II e de Ptolomeu II Filadelfo e Ptolomeu III Evérgeta, muito mais delicadas do que as dos templos greco-romanos do Alto Egito. Os relevos neste stilo e material tiveram um papel importante na formulação da imagem clássica do Egito e quando se construíram templos de Ísis, especialmente em Roma, no início do Império, foram muitas vezs adornados com eles. Os monumentos dos Nectanebos e de Ísis parecem ter sido alvo de preferência, tendo-se encontrado um bloco deste templo no principal templo de Ísis em Roma.
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O nome de Tell Atrib, a norte da cidade de Benha, na margem direita do braço de Damieta do Nilo, deriva de Hut-hery-ib, em egípcio antigo (ou Hut-ta-hery-ibt), Athrebi em copta, e Athribis em grego. Foi a capital do 10º nomo do Baixo Egito e o nome Kem-wer ("o Grande Negro", isto é, boi) podia aplicar-se igualmente ao deus local, ao nomo e à sua capital. No período dinástico o deus-crocodilo (ou falcão) Khentekhtai passou a ser a divndade mais importante.
Os textos egípcios revelam que a história de Tell Atrib remonta, pelo menos, ao início da 4ª dinastia, mas as ruínas do templo mais antigo até agora encontrado no local datam do reinado de Amásis. Foram também localizados uma cidade, um templo e uma necrópole do período greco-romano. A topografia de Tell Atrib, onde se têm efetuado muito poucos escavações, apresnta ainda difculdades. Alguns monumentos isolados, de várias épocas, pertencem ou atribuem-se, com base nas suas inscrições, a Tell Atrib, embora nenhum dels seja anterior à 12ª dinastia. Tal como acontece com todos os sítios do delta, é necessária uma certa cautela ao tratar de objetos que podem ter sido trazidos de outros locais e reutilizados. Os sabakhin, cujas atividades afetaram gravemente este sítio, encontraram muitos monumentos. Em 1924 encontraram um vasto esconderijo de tesouros de prata (carca de 50kg), compreendendo lingotes, amuletos, vários outros monumentos têm sido acidentalmente postos a descoberto por camponeses ou operários, por exemplo os túmulos da rainha Takhut (mulher de Psamético II), de umamulher de nome Tadubaste de Pefteuawyamun Tjaiemhorimu, do período tardio, todos na parte norte do tell.
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Alguns dos mais extensos morros feitos pelo homem no delta do Egito encontram-se na margem direita do braço de Damieta do Nilo, cerca de 10km a sudeste de Mit Ghmar, em Tell el-Muqdam. Este é o síto da antiga Leontópolis, cidade importante do 11º nomo do baixo Egito e sua capital durante o período ptolomaico. Há indícios de que Tell el-Muqdam tenha sido a capital de uma linhagam de faraós da 23ª dinastia e talvez seu local de sepultura, embora até agora se tnha apenas encontrado o túmulo da rainha Kamama, mãe de Osorkon IV.
O templo do deus local, Mithos (Miysis em grego), situado na parte oriental das ruínas, teeve o mesmo destino de muitos edifícios semelhantes do delta: grande parte dos seus blocos de pedra foram retirados e reutilizados, deixando mesmo em dúvida a data de construção. Noutro tell ali próximo (uma estela de Osorkon III) e do período ptolomaico.
Encontraram-se também alguns monumentos (em especial estátuas) de épocas anteriores, usurpados por soberanos posteriores e provavelmente retirados dos seus lugares de origem. Em Tell el-Muqdam este é, certament, o caso de uma estátua do faraó Nehesy, da 14ª ou 13ª dinastia, usurpada por Merneptah, e possivelmente de outras, em especial de algumas de Sesóstris III. É pequeno o número de monumentos encontrados com escavações controladas, mas a proveniência de outros (do reinado de Ramsés II ou anteriores) pode ser estabelecida a partir das suas inscrições ou de outras indicações. Muitos dos objetos que faziam parte da coleção particular de D. M. Fouquet, dispersa em 1922, em particular estatueras de leões de bronze e outros materiais, eram provenientes de Tell el-Muqdam.
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A antiga Tjebnutjer (Djebenoute ou Djemnouti em copta, Sebennytos em grego), atualmente na margem esquerda do braço de Damieta do Nilo, foi capital do 12º nomo do Baixo Egito e cidade de certa importância em finais do período faraônico. Segundo Maneton, ele próprio natural de Sebbenytos, os faraós da 30ª dinastia eram originários de lá.
Um grande morro a oeste da cidade moderna marca as ruínas do templo do deus local, Onuris-Shu. Os blocos de granito exibem os nomes de Nectanebo II, Alexandre IV, Filipe Arrhidaeus e Ptolomeu II Filadelfo. Diz-se que alguns monumentos anteriores vieram de Sammannud ou das suas proximidades, incluindo uma porta falsa do Império Antigo, de um tal Sesni, um altar de Amenemhet I, uma estátua da época de Psamético I, um fragmento de relicário de Neferites (provavelmente I) e esculturas do reinado de Nectanebo I. Não há registro de quaisquer blocos ou outros elementos arquitetônicos ou edifícios anteriores à 30ª dinastia.
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A sul da moderna aldeia de el-Baqliya, três pequenos morros, que se elevam apenas alguns metros acima da terra cultivada, marcam o sítio da antiga Bah ( a Hermópolis Parva do período greco-romano), capital do 15º nomo do Baixo Egito.
Tell el-Naqus cobre, provavelmente, a cidade e o templo do deus local, Thot. São visíveis os contornos de um muro de vedação, com cerca de 350m x 384m, dentro do qual se encontram, no entanto, poucas ruínas. Fora da vedação estão alguns blocos de granito, incluindo o capitel em forma de sino de uma coluna papiriforme que deu, possivelmente, o nome ao tell ("o Morro do Sino").
A necrópole pertencent à cidade, que inclui um cemitério de íbis, situava-se, possivelmente, em Tell el-Zereiki.
Tell el-Ruba cobre outras ruínas, ainda não identificadas. Foi ali encontrado um "naos" (relicário) monolítico de quartzito, consagrado a Thot por Apries, bem como o torso de uma estátua de granito de Nectanebo I.
Na zona de el-Baqliya foram encontrados blocos de Psamético I e Nectanebo I e um fragmento de um sarcófago de basalto de um Amósis, da 26ª dinastia. Nos últimos anos foi descoberta outra estátua de Nectanebo I e, em 1970, uma estátua de granito de um escriba chamado Nehesy, contemporâneo de Ramsés II. Esta úlima é, até agora, o monumento mais antigo encontrado em el-Baqliya, onde se têm efetuado poucas escavações.
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Os dois morros - distantes umas centenas de metros um do outro - que se ncontram a noroeste da moderna cidade de el-Simbellawein, no centro do delta, marcam o sítio das que foram, sucessivamente, capital do 16º nomo do Baixo Egito: Tell el-Ruba, mais a norte (Per-banebdjedet em egípcio antigo, "O Terrítorio do Senhor Carneiro de Djedet, Mendes em Grego), foi substituída, no período greco-romano, por Tell el-Timais, mais a sul (Thmuis em grego). Os nomes mais antigos de Tel el-Timais foram Ampet e Djedet. A princípio a deusa-peixe Hatmehyt era a divndade local, mas durante o período dinástico o culto local mais importante era o do Carneiro (Ba) de Mendes (Djedet). No canto noroeste do recinto de Tell el-Ruba encontra-se um cemitério de carneiros sagrados sepultados em grande sarcófagos.
Este nomo é mencionado em textos egípcios já na 4ª dinastia e os monumentos mais antigos encontrados em Tell el-Ruba são mastabas de finais do Império Antigo. Alguns monumentos isolados da época dos Ramessidas, em especial Ramsés II, Mernptah e Ramsés III, sugerem a existência de um templo dessa altura, mas nenhum foi ainda encontrado. O templo mais antigo que se conhece, autenticado pelos restos dos seus alicerces, foi construído por Amásis. Um santuário monolítico de granito vermelho, com quase 8m de altura, consagrado pelo mesmo faraó, domina o cenário, mas para al[em dos muiros de vedação, só parcialmente preservados, nada resta do templo emsi e não se encontraram quaisquer fragmentos de relevos do templo nesta zona. Tell el-Ruba atingiu o auge da sua glória durante o período tardio e já que se diz que os faraós da 29ª dinastia eram naturais de lá, pode ter mesmo sido residência real e capital.
Tell el-Timai, muito danificada pelos sabbakhin, contém ruínas de estruturas de tijolo do período greco-romano.
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A Iunu do antigo Egito (a On Copta e bíblica), capital do 13º nomo do Baixo Egito, situa-se em e à volta de Tell Hisn, a noroeste da moderna el-Matariya (na realidade, um subúrbio do Cairo, a norte de Misr el-Gedida). Os templos do deus-sol Rá, Rá-Aton ou Rá-Harakhty, em Heliópolis, contam-se entre as instiuições religosasmais importantes e influentes do país, do ponto de vista econômico e, sobretudo, ideológico. A doutrina hiliopolitana, com o deus criador, Aton, e o deus-sol, Rá (onde o nome grego da cidade, de Helios=Sol), no seu centro, teve um papel muito importante na configuração da história religosa e política do Egito. O benu (fênix) e boi Mnevis eram venerados como Manifestações do deus Hathor, "Senhora de Hetpet", e Iusas eram as divindades femininas ligadas a Heliópolis.
Apesar da importância da cidade, não se vêem atualmente quaisquer monumentos espetaculares nesta zona, à exceção de um obelisco de Sesóstris I, ainda de pé. Como o Cairo fica muito perto, a maior parte da pedra foi removida dos templos e reutilizada há muito tempo. Simultaneamente, o fato de sta zona ser de cultivo ou de construção dificulta as pesquisas arqueológicas. O templo principal e, provavelmente, a cidade, em Tell Hisn também, estavam rodeados de maciços muros duplos de tijolo. Calcula-se que a área vedada meça cerca de 1100m x 475m, mas não se conhece ao certo a história arquitetônica deste local nem a sua topografia exata. Encontraram-se com abundância monumentos isolados (estátuas, relvos, obeliscos, mesas de oferndas, etc.), desde a 3ª dinastia (Djoser) até ao período ptolomaico, e as escavações, levadas a cabo nos últimos anos e ainda em curso, puseram a descobeto alguns edificios descritos como templos, construídos por vários faraós do Império Novo: Amenófis III (restaurado por Ramsés II), Sethi I, Ramsés II, Ramsés IX e Mernptah. Resta saber se estes edifícos são realmente templos, ligados ao grande templo de Rá (sabe-se que existiram, pelo menos, alguns em Heliópolis durante o Império Novo), ou se são partes do próprio templo de Rá.
Uns 550m a sudoeste do obelisco de Sesóstris, perto do canto sudoeste do muro de vedação, foram localizados túmulos dos sumos-sacerdotes de Heliópolis da 6ª dinastia. Seguindo na mesma direção, em el-Matariya, a cerca de 950m do obelisco, encontravam-se pequenos túmulos do período tardio, enquanto a uns 3km, em Ard el-Naam "a Quinta da Avestruz", se encontraram objetos que indicam a presença de mais túmulos, dos períodos ramessida e tardio.
Cerca de 1,3km a nordeste do obelisco, em Arab el-Tawil, descobriram-se túmulos de bois Mnevis do período ramessida.
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Tell el-Yahudiya "o Morro dos Judeus", nay-ta-hut em egípcio antigo, Leontópolis em grego, fica a cerca de 2km a sudoeste da aldeia de Shibin el-Qanatir, dentro do 13º nomo (heliopolitano) do Baixo Egito.
O mais notório, e também mais desconcertante, neste síto são as ruínas de um muro retangular fortificado, o chamado "Acampamento dos Hicsos", com cerca de 515m x 490m. É normalmente interpretado como fortificação e datado de finais do Império Médio ou do 2º período inermédio. Não existe qualquer bom exemplo egípcio d emaciços muros fortifcados deste tipo, cobertos de gesso, em declive no exterior e quase na vertical no interior, por isso procuraram-se os seus construtores fora do Egito, recaindo a escolha, óbvia, nos imigrantes vindos do Noroeste da Ásia durante o período dos Hicsos. Há, no entanto, uma forte possibilidade de esta estrutura ser mais de caráter religoso do que militar.
Dentro do recinto, na sua parte nordeste, encontraram-se estátuas colossais de Ramsés II, que sugerm ser est o síto de um templo dessa época. Na parte ocidental estava um templo de Ramsés III e alguns mosaicos de faiança decorados com rosetas, aves rekhyt, simbolizando os súbditos do faraó, cartuchos e prisoneiros estrangeiros, provenientes do palácio do templo e que se encontram agora em várias coleções de museus, vieram também de lá.
Fora do recinto, perto do seu canto nordeste, encontram-se ruínas de um templo e de uma cidade onde o sacerdote judeu Onias foi autorizado por Ptolomeu VI Filometor a construir. A povoação prosperou durante mais de 200 anos, até que o templo foi fechado por Vespasiano em 71 d.e.c.
A leste do muro de vedação estendem-se cemitérios de várias épocas, a começar pelo Império Médio.
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Tell Basta, a sudoeste de Zaqaziq, é o sítio da antiga Bast ( Bubastis clássica, de Per-Bastet, "o Domínio de Bastet", cidade da deusa-leoa Bastet (Bubastis) e capital do 18º nomo do Baixo Egito durante o período tardio. A cidade atingiu lugar de relevo logo no início da história egípcia devido, pelo menos em parte, à sua importante localização estratégica, controlando as rotas de Mênfis para o Sinai (uadi Tumilat) e para a Ásia. Do ponto de vista político, o auge da influência desta cidade teve lugar durante a 22ª dinastia, cujos faraós eram naturais de Bubastis. O declínio de Bubastis deu-se nos primeiros séculos da nossa era.
O templo principal, consagrado a Bastet, foi escavado por E. Naville, entre 1887 e 1889. Não foi possível reconhecer a planta do edifício, com cerca de 200m ou 300m de comprimento, para além da sua divisão básica em sala de entrada de Osorkon II, sala do ritual sed e sala hipóstila de Ososrkon II, e sala de Nectanebo II.
Em meados do século V a.e.c., Heródoto descreveu este templo como situando-se numa ilha, com dois canais de água de lado e como estando a um nível muito mais baixo do que a cidade onde estava situado. A escavação confirmou a correção de ambas estas afirmações, embora os canais devam ser mais corretamente descritos como os dois braços de um lago sagrado. neste templo foram encontrados blocos de várias épocas, inclusive alguns com os nomes de faraós da 4ª dinastia, que aqui foram reutilizados.
Entre os outros edifícios encontrados em Tell Basta contam-se alguns templos ka de Teti (uma estrutura que mede por volta de 108m x 50m, cerca de 250m a noroeste do templo de Bastet) e Pepi I, as capelas do ritual sed de Amenemhet III e Amenhotep III, um templo de Aton construído por Osorkon II, um templo de MIhos (o deus-leão considerado fiho de Bastet) dedicado por Osorkon III e um templo do período romano.
Em Tell Basta encontraram-se várias sepulturas de dignitários importantes, entre os quais o vizer Iuti, da 19ª dinastia, e dois vice-reis de Kush, chamados Hori, pai e filho, das 19ª e 20ª dinastias. Recentmnt encontraram-se alguns monumentos do Império Antigo que indicam a presnça de túmulos desta época. foram também localizados vastos cemitérios de animais sagrados, em especial gatos (associados a Bastet a partir do 3º período inermédio).
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A cidade foi erguida sobre uma aglomeração fundada por Sethi I no começo do reinado de Ramsés II. Para lá são transferidos obeliscos e nela se erguem templos dedicados às principais divindades egípcias, como Amon,Ré e Ptah. Dois séculos depois as suas estátuas e obeliscos da cidade foram transferidas para Tânis, a nova capital da XXI dinastia egípcia. As razões que explicam esta mudança de capital, além das raízes familiares do pai de Ramsés II, Sethi I, é a sua localização estratégica estar mais próxima do principal inimigo do Egito na época, o reino Hitita (atual Turquia), facilidando assim a vigia das fronteiras e uma intervenção militar.
Alguns morros arenosos nesta região indicam a existência de povoações do Império Médio, do 2º período intermédio e do período intermédio e do período ramessida. O lugar importante que fica mais a sul, perto de el-Khatana, é Tell el-Qirqafa, onde se encontraram ruínas de uma porta de granito de uma capela com colunas de Amenemhet I e Sesóstris III.
Em Tell el-Daba, a leste de Tell el-Qirqafa, encontraram-se, entre outros objetos das 12ª e 13ª dinastias. Estátuas da rainha Nefrusobk e do faraó Hernedjeriotef (Hetepibre). No 2º período inermédio. Tell el-Daba foi testemunha de um grande afluxo de imigrantes enstrangeiros vindos da Ásia, contemporâneo de ascensão da 15ª dinastia (Hicsos). A um lado aparente, durante a 18ª dinastia, seguiu-se um período de atividade de construção nos reinados de Haremhab e dos Ramessidas, incluindo um vasto templo (180m x 140m), possivelmente consagrado a Seth.
Em Ezbet Rushdi el-Saghira, a norte de Tell el-Daba, eencontraram-se uma cidade e um templo construído por Amenemhet i.
Nos anos 20 Registrou-se a descoberta de vários mosaicos decorados nas proximidades de Qantir. Posteriores escavações confirmaram que alguns mosaicos, com desenhos de flores, peixes, patos, plantas etc., tinham vindo de um palácio da 19ª e 20ª dinastias. Alguns deles tinham inscritos os nomes de Sethi I e Ramsés II. Foram também encontrados, o que é importante, estelas, estátuas, blocos de portas e outros monumentos contemporâneos.
Em Tell Abu el-Shaia, a norte de Qantir, encontra-se a base de um colosso sentado de Ramsés II, indicando, possivelmente, a localização de um templo.
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Um grande morro, com cerca de 1,5km de diâmetro, a nordeste do delta, indica a localização da Imet do antigo Egito. Durante o Império Novo foi esta a capital do distrito que foi mais tarde dividido no 18º (capital, bubastis) e 19ª (capital, Tanis) nomos do Baixo Egito. Os nomes modernos desta localidade são Tell Nabasha, Tell Farun ou Tell Bedawi.
Podem ainda discernir-se os contorno de uma vedação de tijolo do templo da deusa Wadjit, medindo cerca de 215m X 205m. O recinto comprendia, de início, pelo menos, dois templos. O maior (cerca de 65m X 30m), a que se acedia pelo lado este, foi possivelmente construído pelos Ramessidas (encontram-se indícios de Ramsés II e de outros). Embora se tenham encontrado esfinges do Império Médio usurpadas por faraós posteriores, é provável que estas tenham sido trazidas de outros locais. O templo menor, junto ao canto nordeste do primitvo templo, com o seu eixo apontado para norte, é datado, segundo os restos dos seus alicerces, da época de Amasis. Foram também descobertos neste local monumentos do Império Mério reutilizados.
A sudoeste do recinto do templo foram localizadas ruínas de uma cidade do período greco-romano, e, mais para leste, na planície, fica um cemitério do período tardio.
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Situada na parte nordeste do delta do Nilo, a antiga Djanet (Tanis em grego, a moderna San el-Hagar) foi residência real e local de sepultura dos faraós da 21ª e 22ª dinastias. No período tardio foi capital do 19º nomo do Baixo Egito. No estado atual dos nossos conhecimentos arqueológicos sobre o delta, este é, certamente, o sítio mais impressionante desta região e um dos maiores. Os problemas com que deparamos ao tentar interpretar os monumentos de Tanis, de modo a descobrir a sua história, sintetizam as dificultdades relacionadas com todas as escavações no delta. Os mais importantes arqueólogos que realizaram escavações em San el-Hagar foram A. Mariette, na segunda megade do século passado, W. M. Flinders Petrie (1883-1886) e P. Montet (1929-1951).
A principal atração de San el-Hagar é um vasto recinto retangular, construído de tijolo, medindo cerca de 430m x 37m. Os muros de vedação tinham, espantosamente, uns 15m d espessura e cerca de 10m de altura. No interior deste recinto há outra vedação interior, com tijolos gravados, datando da época de Pausenes I, que comprende o grande templo de blocos decorados e com inscrições, de colunas, obeliscos e estátuas de várias épocas, algumas das quais com os nomes de soberanos do Império Antigo e Médio (Khufu, Rakhaef, Teti, Pepi I e II, Sesóstris I). No entanto, a maioria dos monumentos com inscrições relacionam-se com Ramsés II, o que levou P. Mountet, o mais importante perito em monumentos de Tanis, a pensar ser este o local da antiga Pi-Ramsés, capital do delta dos Ramessidas. Contudo, nenhum edifício até agora escavado provou de modo convincente ter sido construído antes deo reinado de Pausenes I, da 21ª dinastia, sendo, portanto, forçoso concluir que todos os monumentos da época dos Ramessidas ou de épocas anteriores foram trazidos de outros lugares. Alguns foram reutilizados como material de construção (prática generalizada no Egito, os monumentos do delta percorriam muitas vezes distâncias consideráveis), enquanto outros foram utilizados para decorar novos templos.
Há testemunhos seguros de Pausenos I em restos de alicerces do santuário que fica na parte mais oriental do grande templo. Mais tarde, Siamun deixou a sua contribuição nesta mesma zona, tendo possivelmente acrescentado um pátio com pilone (o segundo a partir do exterior), enquanto Osorkon III (mais uma vez segundo tstemunhos dos eus restos de alicerces), da 22ª dinastia, completou o plano do templo acrescentando outro pilonoe um pátio (o primeiro a partir de fora). Por fim, Shoshenk II construiu um aporta e o muro de vedação, por onde se chega ao primeiro pilone. O único nome posterior que se pode liga com certeza ao grande templo de San el-Hagar é o de Nectanebo I, que aqui efetuou, provavelmente, alguams obras de restauro.
Para além do grande templo, dentro da vedação interior existiam outras estruturas menores. Os blocos de vários destes edifícios, em especial de um templo e de uma capela do ritual sed, da época de Shoshenk V e de um templo de Psamético I, foram posteriormente reutilizados por Nectanebo I na construção do lago sagrado e de um templo de Khons-Neferhotep, ali próximo. Fora do recinto, perto do caminho que dá acesso ao grande templo, ficava uma capela de Ptolomeu II Filadelfo.
Os faraós que construíram entre os muros exterior e interior foram Osorkon III "o Templo Oriental" e Nectanebo II com Ptolomeu II Filadelfo (templo de Hórus). fora do muro de vedação exterior, perto do canto sudoeste, havia um recinto de Anta (mut), contruído em grande parte por Siamun e Apries e reconstruído por Ptolomeu IV Filopator.
em 1939, P. Montet encontrou um grupo de túmulos reais das 21ª e 22ª dinastias dentro do muro de vedação interior, perto do canto sudoeste do grande templo. O hábito de construir túmulos dentro dos recintos dos templos era caracaterístico do 3º período intermédio, ditado provavelmente pelas condições de instabilidade do país. Ao todo , encontraram-se seis túmulos em San el-hagar, pertencendo a Pausenes I, Amenemope, Osorkon III e Shoshenk III, permanecendo os restantes dois anônimos. É provável que não existissem quaisquer superestruturas, pelo menos nenhuma foi encontrada. As partes subeterrâneas, comprendendo em muitos casos várias salas, foram construías de calcário (muitos os blocos eram material reutilizado de épocas anteriores), granito ou tijolos, sendo a entrada eita por um poço. As paredes dos túmulos de Pausenes I, e Osorkon III e Shoshenk III eram decoradas com relevos e inscrições. Alguns dos túmulos continham várias sepulturas, com sarcófagos muitas vezes feitos de granito e usurpados. Encontraram-se ainda mais dois caixões reais: o sarcófago utilizado por Takelot II foi descoberto numa das slas do túmulo de Osorkon III, tendo sido o caixão de Shoshenk I, de prata, com cabeça de falcão, colocado no túmulo de Pausenes I. O sarcófago e caixão de Amenemope foram descobertos no túmulo de Pausenes I. As descobertas mais espetaculares são caixões de prata, máscaras de múmias de ouro e jóias, como peitorais, pulseiras e gargantilhas. Exceção feita ao túmulo de Tutankhamon, da 18ª dinastia, os túmulos reais de san el-Hagar são os únicos que foram descobertos praticamente intactos.
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Referências Bibliográficas |
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P. Vernus, Athribis, Cairo 1978; |
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P. M. Fraser, Ptolemaic Alexandria, Oxford 1972; |
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D. G. Hogarth, H. L. Lorimer e C. C. Edgar. "Naukratis, 1903", Journal of Hellenic studies 1905, 105-36. |
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