Cidades - Alto Egito Setentrional

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Nag el-Madamud Naqada Qus Qift Dendera el Qasr wal-Saiyad
Hiw Abido Beit Khallaf Akhamin Wannina Qaw el-Kebir
 

O Alto Egito Setentrional estende-se de Tebas a Asyut. Foi o centro do Antigo Egito, berço das suas primeiras dinastias, o interior que permaneceu egípcio em templos de crise e donde, sob a liderança de Tebas, partiram tentatvias de uma nova unidade política. Do ponto de vista econômico, o controle do acesso ao ouro e minerais do desrto oriental foi sempre de importância primordial, enquanto Tebas, no Sul, ditava, a partir da 11ª dinastia, o curso dos acontecimentos.

Naqada, Qif e Abido dominam a cena durante os períodos pré-dinástico e dinástico primitivo, enquanto Dendera ganhava importância durante o Império Antigo e Abido se tornava centro religioso de todo o país no Império Médio. A ascensão de Tebas durante o Império Novo abafou os seus vizinhos a norte, embora Abido tenha matido a sua posição e Qif continuado a ser alvo de preferência para as atividades de construção reais. O templo de Dendera é certamente a estrutura mais impressionante dos finas da Antiguidade nesta região.

Para além de Karnak, Tod e Armant, a Madu antigo Egito, cerca de 8 km a nordeste de Luxor, foi um importante local de culto de Montu, deus com cabeça de falcão, na região de Tebas.

O antigo templo de Madamud, hoje destruído, datava do Império Médio (talvez da época de Nebhepetre Mentuhotepe, mas sobretudo de Sesóstris II), mas é possível que tenha sido construído por cima de um santuário mais antigo. Os faraós dos finais do Império Médio e do 2º período intermédio, em particular Amenhemhet VII (Sedjefakare), Sebekhotepe II (Sekhemre-swadjatawy), da 13ª dinastia, e Sebekemzaf I (Sekhemre-wadjkau), da 17ª dinastia, continuaram a construir ali, mas nenhum destes edifícios sobreviviu. Há também alguns monumentos espalhados, o Império Novo e do período tardio, que indicam que o local não tinha ainda sido abandonado nessa altura.

O templo de Montu, Tattawy e Harpócrates, ainda parcialmente de pé, é do período greco-romano. Foi construído por cima de struturas anteriores, tendo alguns soberanos contribuído para o seu aspecto final. Uma porta no muro de vedação de tijolo, da época de Tibério, é precedida de um cais e de restos de uma avenida de esfinges. A própria fachada do templo é constituída por três quiosques de Ptolomeu XII Auletes, e, a partir daí, tem-se acesso ao pátio de Antonino Pio. A partir da sala hipóstila exterior, de Ptolomeu VIII Evérgeta II, o plano do templo é convencional. Logo por trás há um sengundo templo dedicado ao boi sagrado de Montu. Algumas das suas salas devem ter servido para albergar o próprio animal. As paredes exteriores dos templos foram decoradas por Dominicano e Trajano.

A sul do templo de Montu havia um lago sagrado, alguns restos de alicerces e blocos provam a existência d eum templo, do princípio do ptolomaico (Ptolomeu II Filadelfo, Ptolomeu III Evérgeta I e Ptolomeu IV Filipator) no canto sudoeste do recinto.

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Os arqueólogos utilizam frequentemente os nomes de sítios de scavação importantes como termos que descrevem culturas arqueológicas com oum todo. As duas últimas culturas pré-dinásticas são geralmente designadas "Naqada I e II", nome derivado dos cemitérios escavados por W. M. Flinders Petrie, em 1895. Neste caso, o termo é um tanto errôneo, pois embora Naqada seja a maior povoação moderna desta região, os cemitérios ficam, de fato, 7km a norte, entre Tukh e el-Ballas.

Cerca de 3km a norte da aldeia de Naqada , no limiar do deserto, J. de Morgan encontrou, em 1897, uma mastaba do período dinástico primittvo. Era uma grande estrutura de tijolo (54m x 27m), com uma "fachada de palácio" em cada um dos lados. Aí se encontraram tabuinhas de marfim, fragementos de vasos e selos de argila com os nomes dos reis Aha e Neithotep, e talvez da mulher deste, mais tarde rainha reinante. O túmulo foi certamente construído para um administrador local do início da 1ª dinastia. Os cemitérios vizinhos forneceram também algumas estelas dos finais do Império Antitgo e do 1º período intermédio. A necrópole pertencia à cidade de Qus, na margem oriental do Nilo.

A dimensão dos cemitérios e povoações escavados por Petre ("Naqada") mostra que a antiga Nubt (Ombos, em grego), geralmente relacionada com a moderna Tukh, uns 4km a sueste, deve ter sido uma cidade importante em finais do período pré-dinástico. O seu nome deriva, possivelmente, de nub, termo egípcio antigo que significa "ouro", devido à proximidade das minas de ouro do deserto oriental, acessíveis a partir do uadi Hammamat, o que pode também explicar a ascensão da cidade a um lugar de relevo. O deus local era Seth (Nubty, o Ombita), mais tarde considerado deus do Alto Egito par excellente. Até agora apenas foi localizado um templo do Império Novo consagrado a este deus, tendo vários faraós da 18ª dinastia (Ttutmósis I e Tutmósis II, Amenhotep II) e vários Raméssidas contribuído também para a sua construção.

Um monumento um tanto enigmático é a "pirâmide" de Tukh, construída de pedra não trabalhada, e cuja data, e até identificação como pirâmide, continua a ser posta em causa.

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A julgar pelos seus cemitérios, Qus, a noroeste de Naqada, a Gesa ou Gesy do antigo Egito (Apollinópolis Parva do período greco-romano), na outra margem do Nilo, deve ter sido uma cidade importante no início da História egípcia. Este fato foi talvez devido a servir, nessa altura, de ponto de partida para as expedições às pedreiras do uadi Hammamat e ao mar Vermelho. Hoje em dia apenas restam dois pilones do tmeplo ptolomaico de Haroeris, em Heqet.

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A cidade de Gebtu [Kebto ou Keft em copta, Koptos em grego (sem relação com a palavra "copta")], a moderna Qift, foi capital do 5º nomo do Alto Egito. A importância desta cidade deveu-se à sua situação geográfica, pois era aqui (ou em Qus, um pouco a sul) que as expedições comerciais que se dirigam à costa do mar Vermelho e muitas expedições mineiras ao desrto oriental deixavam o vale do Nilo. gebtu tornou-se em breve o mais importante centro religioso da região e o seu deus local, Min, era também considerado deus da região desértica a lesta. Ísis e Hórus tornaram-se divindades importantes, ligadas a Qift, em particular durante o período greco-romano, sendo uma das raz~eos dest fato a reinterpretação dos dois falcões do estandarte do nomo como sendo Hórus e Min. Como seria de sperar, os monumentos descobertos em Qift cobrem toda a história egípcia, embora apneas os templos de finais do período greco-romano tenham sido encontrados in situ.

Durante a escavação de W. M. Flinders Petrie (1893-1894) e de R. Weill e A. Reinach (1910-1911), foram localizados vestígios de três grupos de tmplos, rodeados de um muro de vedação.

O templo setentrional de Min e Ísis, em grande parte não decorado e que ainda está de pé, foi obra de um funcionário chamado sennun, por ordem de Ptolomeu IV Filopator, Calígula e Nero (em particular os três pilones). O templo está localizado no sítio de estruturas anteriores, de Amenemhet I, Sesóstris I e Tutmósis III, sendo testemunho deste último soberano um grande número de restos de alicerces. A sul do 3º pilone do templo setenrional encontraram-se vestígios de uma capela de Osíris, mandada construir por Amásis.

O local do temtplo do meio tinha também umalonga história, tendo-se encontrado blocos de Sesóstris I e um portal de Tutmósis III, com adições feitas por Osorkon (Possivelmente II), para além de um conjunto de esttelas ("decretos de Koptos") que datam das 6ª e 7ª dinastias, com cópias de decretos reais respeitantes ao templo e ao seu pessoal. O templo do meio foi ele próprio construído por Ptolomeu I Filadelfo, com pequenas adições feitas por Calígula, Cláudio e Trajano.

Numa escavação do templo meridional encontraram-se portas de Nectanebo II, Calígula e Cláudio e uma capela de Cleópatra VII Filopator e Ptolomeu XV Caesarion.

Cláudio construiu, em el-Qala, a nordeste de Qift, um pequeno templo (cerca de 24m x 16m) dedicado a Min, Ísis e Hórus.

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Dendera, Iunet ou Tantere, em egípcio antigo, Tentyris em grego, foi capital do 6º nomo do Alto Egito e cidade de alguma importância, mas desde a Antiquidade que o centro populacional da região se transferiu para Qena, na margem oriental. O complexo do templo está agora isolado no limiar do deserto.

A necróple de Dendera compreendia túmulos do período dinástico primitvo, mas a su afase mais importante teve lugar em finais do Império Antigo e no 1º período intermédio. Nessa altura, as províncias eram pratticamente autônomas e, embora Dendera não fosse a facção mais importante do Alto Egito, os nota´veis construíram várias mastabas de tamanho considerável, das quais apenas uma tem decorações para além de stelas e portas falsas. Na parte ocidental encontram-se catacumbas com abóbadas de tijolo, com sepulturas de animais, sobretudo aves e cães, tendo-se encontrado sepulturas de vacas em vários lcoais da necrópole - a vaca era uma das formas assumidas por Hator.

Foi aqui recuperada uma capela de Nebhepetre Mentuhotepe, que se encontra agora reconstruída no Museu do Cairo. este edifício, que tinha também inscrições de Merneptah, destinava-se mais ao culto do faraó do que ao da deusa e stava possivelment subordinado ao templo principal da época.

O complexo do tempo é orientado, como habitualmente, para o Nilo, que corre aqui de leste para oeste, e assim o templo está virado a norte, embora este fosse simbolicament o "leste" para os Egípcios. Nesta descrição utilizam-se os pontos cardeais.

Dendera

A monumental porta de entrada de Domiciano e de Trajano está aberta num muro de vedação maciço, de tijolo, e dá acesso a uma zona aberta, com a capela do nascimento do período romano a oeste. Este é o mais recente templo deste tipo que se conservou. Foi o local ritual onde Hathor deu à luz Ilhy, que simboliza a fase jovem do criador dos deuses em geral. O templo foi construído quando a estrutura anterior, começada por Nectanebo I e decorada no princípio do período ptolomaico, foi atravessada pelos alicerces do primeiro pátio e do templo principal de Hathor (nunca terminado). Ambas as capelas do nascimento podem agora ser vistas, diferindo consideravelmente no que respeita a plano e decoração.

Imediatamente a sul da capela do nascimento mais antiga encontra-se um "sanatório" de tijolo, onde os visitantes podiam banhar-se nas águas sagradas ou "incubar" - passar a noite na esperança de trem um sonho curativo enviado pela deusa.

O templo principal é o mais grandioso e mais cuidadosamente decorado dest período, contendo possivelment os maciços alicerces muitos dos blocos da estrutura anterior que substituiu. Encntraram-se no local fragmentos de períodos anteriores, mas nenhum edifícil; Pepi I e Tutmósis III, em especial, são lembrados nas inscrições do templo.

Dendera

A parte de trás do templo foi construída primeiro, provavelmente em finais do século II a.e.c. O rei mais antigo ali nomeado é Ptolomeu XII Auletes, mas a maior parte dos cartuchos está em branco, provavelmente devido às lutas no seio da família real, durante o século I a.e.c. a sala hipóstila exterior foi decorada entre os reinados de Augusto e Nero, tendo uma inscrição dedicatória em grego do ano 35 d.e.c.

O templo segue a planta clássica. As colunas das duas salas hipóstilas e do "pátio do ano novo" têm capitéis em forma de sistro, instrumento musical sagrado de Hathor. O seu uso evoca a imagem de Hator sob a forma de vaca, entre as plantas do pântano da criação. No centro da parede exterior sul, que era dourada, havia também um relvo represetando um sistro, ambos demonstrando a sua importância e evocando Hathor, o "ouro dos deuses". Todas as figuras de sistro foram mutiladas no princípio do período cristão.

Dentro do templo, as partes mais invulgares são as "criptas" decoradas, que são séries de salas em três andares, encaixadas na espessa parede extterior. A sua principal função era armazenarem objetos de culto, arquivos e símbolos mágicos para proteção do templo. A su adecoração ajusta-se ao eixo do templo e os relevos mais imoprtantes, entre os quais os sistros predominam mais uma vez, encontravam-se sobre o próprio eixo. Também na espessura da parede há escadas que dão para o telhado. No telhado há um quiosque, onde tinha lugar o ritual da união da deusa com o disco solar. Há também dois relicários de Osíris, de um dos quais proveio o famoso zodíaco de Dendera, atualmente no Louvre, em Paris. Dendera era um dos muitos túmulos de Osíris e os relicários, que não têm qualquer relação direta com Hathor, eram utilizados para celebrar a sua ressurreição. A su amorte era talvez reconstituída no lago sagrado, a oeste do templo.

Dendera

Logo a sul do templo de Hathor está o do nascimento de Ísis, decorado no reinado de Augusto, que utiliza blocos de alicerces de um edifício ptolomaico destruído. A entrada leste do recinto, também do pe´riodo romano, dá acesso a este templo, único pela sua dupla orientação, em que as salas exteriores estão viradas a leste e as interiores a norte, na direção do templo de Hathor. A cena central do nascimento de Ísis foi mutilada.

A leste do templo encontrava-se parte da cidade, com um templo de Hórus de Edfu no meio. Este era, talvez, semlhante a algumas ruínas de templos do período romano, a cerca de 500m do recinto principal.

As tríades de divindades venradas em Edfu e Denderam eram semelhantes, compreendendo Hórus, Hathor (ou Ísis) e Ilhy ou Harsontus. A Hathor de Dendera e o Hórus de Edfu encontravam-se, numa cerimônia sagrada de casamento, quando a deusa se dirigia para sul.

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Os túmulos cavados na rocha, perto da moderna aldeia de el-Qasr wa-I-saiyad, a nordeste de Hiw, encontram-se na margem direita do Nilo,na zona correspondente ao 7º nomo do Alto Egito.

A data da sua construção situa-se aproximadamente nos princípios do 1º período intermédio.

Apenas dois túmulos, os dos "grandes senhores do nomo", Idu Seneni e Tjanti, merecem especialm atenção, devido à sua decoração em relevo bem conservada.

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Durante o reinado de Sesóstris I foi fundada, na margem ocidental do Nilo, no 7º nomo do Alto Egito, uma propriedade real denominada "Kheperkare" (Sesóstris I), o justificado é Poderoso.

Esta localidade em breve se tornou masi importante do que a primitva capital do nomo e o seu enorme nome começou a ser abreviado para Hut-sekhem ou Hut. O termo Hu-skhem foi reinterpretado como "Mansão do Sistro", alusão à deusa local Bat, adorada sob a forma de sistro, com cabeça humana e orelhas e chifres de bovino.

No entanto, já durante o Império Novo a deusa Bat era assimilada à Hathor da vizinha Dendera. No período greco-romano Hiw era conhecida por Dióspolis Mikra ou Dióspolis Parva. A versão copta deste nome, Ho (ou Hou), conduziu ao nome pelo qual a localidade ´atualment conhecida.

Apesar do fato de srem mencionados em textos egípcios (por exemplo, Papiro Harris I, que registra uma doação ao templo no reinado de Ramsés III), não foi descoberto em Hiw qualquer templo faraônico. As únicas duas estruturas existentes datam do período greco-romano, tendo talvez uma delas sido contruída por Ptolomeu IV Filometor e a outra por Nerva e Adriano.

A leste da cidade existem vastos cemitérios de todos os períodos e sepulturas de animais sagrados (cães, íbis e falcões) do período greco-romano.

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A Abedju do antigo Egito (Ebot ou Abot, em copta) foi o mais importante cemitério do país no princípio do período dinástico primitov e existem vestígios de povoamento que datam do período pré-dinástico Naqada I, mas a importância política da cidade de Abido, assim como a sua relação com a capital do nomo, Tjeni (talvez a moderna Girga), é menos clara.

O templo do deus da necrópole local, Khentamentiu ("O Primeiro dos ocidentais", ou seja soberno dos mortos), foi, durante as primeiras dinastias, um importante centro religioso. Nas 5ª e 6ª dinastias o deus passou a ser identificado com Osíris, originário do Baixo Egito, e durante o Império Médio Abido foi o principal centro religioso popular do centro do Egito. Os "mistérios de Osíris", durante os quais se fazia uma reconstituição ritual da morte e ressurreição do deus, atraíam peregrinos de todo o Egito. Muitas pessoas desjavam comungar das cerimônias no outro mundo, com símbolo da comunhão na ressurreição de Osíris, e contruíam pequenos cenotáfios de tijolo e colocavam estelas na zona entre o tmeplo de Osíris e os cemitérios. Os próprios cemitérios, numa extensão de cerca de 1,5km a sudoeste de Kom el-Sultan até ao templo de Sethi I, são muito mais vastos do que quaisquer outros cemitérios locais. No Império Médio o que culminou , na 19ª dinastia, nos templos de Sethi I e Ramsés II. os túmulos particulares de Abido, do período recent, tinham com frequência pirâmides de tijolo com uma pedra de topo em forma de pequena pirâmide.

Encontraram-se também sepulturas de cães ou chacais, íbis e falcões, datando dos períodos tardio e greco-romano.

Abido

Tumulos reais mais antigos - Em 1895-1896 E. Amélineau escavou, em Umm el-Qaab ("Mãe dos Potes", assim chamada devido a grande quantidade de cerâmica ali encontrada), uma série de túmulos contendo objetos com os nomes de reis do período dinástico primitov. Depois das campanhas um tanto insatisfarórias de Amélineau, W. M. Flinders Petrie voltou a trabalhar no local em 1900-1901, tendo descoberto monumentos de todos os reis da 1ª dinastia e de dois da 2ª (Peribsen e Kha-sekhemwy). As superstruturas dos túmulos tinham desaparecido, apenas restando covas forradas de tijolo com filas de sepulturas secundárias. Estas descobertas incluíam magníficas estelas de pdra com os nomes do fraós e pequenos objetos, por exemplo selos de argila, marfim e etiquetes de ébano, partes de vasos de pedra e pedaços de mobiliário. O túmulo de Djer, mais tarde considerado como o túmulo do próprio Osíris, estava cercado de cerâmica votiva da 18ª dinastia e posterior.

O cemitério é anterior ao começo da 1ª dinastita e foi talvez também o local de sepultura dos últimos reis do período pré-dinástico.

Existem mais ruínas do dinástico primitivo na zona do templo de Osíris. Etas compreedem cemiérios, rodenado zonas vazias onde talvez tivessem sido erguidos edifícios temporários para as cerimônias funerárias de determinados reis. Pensa-se que o Shunet el Zebib, um muro de vedação maciço de tijolo, situado um pouco para dentro do deserto, tenha sido uma versão monumental dessas zonas, possivelmenete o antepassado da vedação da pirâmide de degraus de Sakkara. Um mosteiro copta, a norte, parece ter também sido construído sobre os alicerces de enormes paredes do dinástico primitivo.

A cidade e o templo de Osiris - O centro da antiga cidade fortifcda é o monte chamado Kom el-Sultan. O elemento mais importante da cidade deve ter sido o templo, inicialment consagrado a Khentamentiu e, a partir da 12ª dinastia, a Osíris. Este templo foi construído em tijolo, tendo apenas alguns elemntos, como ombreiras de portas e lintéis, em pedra, o que justifica, em parte, a sua quase completa destruição. Os objetots mais antigos ali econtrados são do início da 1ª dinastia: um framento de vaso de Aha e algumas pequenas figuras de homens, animais e répteis de pdra e faiança. A partir de Khufu, da 4ª dinastia (uma estatueta de marfim, única reprsntação conservada deste faraó), encontraram-se vestígios de quase todos os faraós do Império Antigo até Pepi II. No Império Antigo, Nebhepetre Mentuhotepe acrescentou provavemente um pequeno relicário ao templo já existente e, a partir de então, há vestígios de quase todos os faraós até à 17ª dinastia. Na 18ª dinastia, Amenhotep I, Tutmósis III e Amenhotep III empreenderam trabalhos de rescontrução, estando também represetandos todos os principais Raméssidas, e sobretudo Ramsés II, por um templo continuado provavelmente a funcionar até ao período greco-romano. Kom el-Sultan é rodeado de grossos muros de tijolo da 30ª dinastia.

Templos Cenotáfios Reais - Os templos cenotáfios são templos funerários secundários dos seus construtores, servindo divindades regulares e o culto do falecido rei como Osíris. O primeiro faraó que se sabe ter construído um templo deste tipo, uns 3km a sul de Kom el-Sultan, é Sesóstris III. Todos os outros edifícios identificáveis na mesma zona parecem estar ligados a Amósis, incluindo o construído para a sua avó, Tetisheri. Conhecem-se, através de textos, vários templos da 18ª dinastia, mas não foram localizados.

O templo de Sethi I (o "Memnonium" de Strabo) tem uma planta em forma de L, muito invlugar, mas o seu interior é apenas uma variante da norma. Tem dois pilones (o exterior quase completamente destruído), com dois pátios e pórticos com pilares, seguidos de duas slas hipóstilas e de st capelas lado a lado. De sul para norte, as capelas eram consagradas a Sethi I, Ptah, Rá-Harakhty, Amon-Rá, Osíris, Ísis e Hórus. A capela de Osíris dá para uma zona consagrada ao culto de Osíris, cobrindo toda a largura do templo e compreendendo duas salas e dois conjuntos de três capelas de Osíris, Ísis e Hórus. O seu elmnto mais estranho é uma sala com dois pilares, desnhada de forma a ser completamente inacessível. O anexo sul do templo compreende câmaras para o culto dos deuses menfitas Nefertem e Pta-Sokar e uma galeria onde se ncontra um magnífico relvo de Sethi I e Ramsés II apanhando um boi com um laço e, do outro lado, uma das poucas listas de faraós do Egito, servindo aqui ao culto dos antepassados reais. A galerai dá acesso a um conjunto de armazéns, provavelmente utilizados quando o faraó estava de visita, durante as festas.

Os relevos das partes interiores do templo, terminados por Sethi I, são de uma beleza excepcional. As zonas exteriores, incluíndo a primeira sala hipóstila, foram completadas por Ramsés III, em aluns casos por cima das construções de su pai.

Por detrás do templo de Sethi I e sobre o mesmo eixo está o cenotáfio propriamente dito. Tanto no que respeita à planta como à decoração (sobretudo exectudada por Merneptah), assemlha-se a um túmulo real, sendo o seu acesso feito pelo norte, porumlongo corredor inclinado. As principais câmaras são uma sala que imita uma ilha e outra semelhante a um sarcófago, com um teto astronômico. As maciças arquitraves de granito cobriam apenas parte da sala da ilha, sendo o centro aberto. Eta sala destinava-se à recriação das águas primordiais - sendo a ilha rodeada d eumlençol de água -, tendo no seu centro a sólida elevação da ilha, onde é possível que se fizesse germinar cevada, como símbolo da ressurreição de Osíris.

Ramsés II contruiu ele próprio um templo menor, a noroeste do de seu pai. Este templo é digno de nota pela excelente conservação das cores dos seus relvos, que podem ver-se à luz do sol. O plano é muito semelhante ao do tmeplo de Medinet Habu.

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Perto da aldeia de Beit Khallaf, uns 20km a noroeste de Abido, foram encontradas cinco grandes mastabas de tijolo com selos de argila com os nomes de Zanakht e Netjerykhet (Djoser). Os túmulos foram, provavelmente, feitos para administradores da região tinita dos princípios da 3ª dinastia.

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Akhmim (Ipu em egípcio antigo, Khmin ou Shmin em copta, donde o termo grego Khemmis e o nome moderno), na margem oriental do Nilo, foi em tempos o centro próspero do importante 9º nomo do Alto Egito. Hoje em dia ouco resta da sua glória passada. Nada resta da cidade e, na Idade Média, os templos foram quase inteiramente desmantelados e o material reutilizado em aldeias próximas, não tendo nunca sido sistematicament explorados os vastos cemitérios da antiga Akhmim.

em el-Salamuni, a nordeste de Akhmin, h´auma capela consagrada ao deus local, Min. Os gregos identificaram Min com Pã e, assim, o nome dado à cidade na antiguidade clássica era Panópolis. A capela foi provavelmente mandada talhar por Tutmósis III e decorada, durante o reinado de Aya, pelo "Primeiro profetat de Min", Nakhmin. Os relevos representam Aya e a mulher, Teye, diante dos deuses locais, e alumas imagens de Ptolomeu II Filadelfo, cerca de 1000 anos mais recentes, representando-o de forma semlhante, foram adicionadas pelo seu contemporâneo, o "sacerdote supremo de Min", Harnakheru.

Os dois templos que em tempos se encontravam a oeste da moderna cidade de Akhmin foram construídos em hora a Min (Pã) e à deusa Repyt (Triphis), considerada como sua companheria. Ambos datava, ao que parece, do período greco-romano, pois embora tenham também sido encontrados alguns blocos mais antigos, não se sabe se pertenciam a estes templos ou se tinham sido reutilizados.

Nesta zona, em el-Hawawish, a nordeste de Akhmim, e em el-Salamuni, uns 3km mais para norte, conhecem-se vários gurpos de túmulos cavados na rocha, de várias épocas. os tetos dos túmulos do período greco-romano de el-Salamuni são decorados com zodíacos circulares pintados. Alguns dos túmulos de el-Hawawish foram feitos durante o Império Antigo e princípios do Império Médio para dignitários do nomo Panopolita.

Podem-se atribuir a Akhmim muitos monumentos, em especial estelas e sarcófagos, conhecidos através de várias coleções de museus, embora não seja possível estabelcer as circunstâncias extadas da sua descoberta.

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Wannina, uns 10km a sudoeste de Akhmim, é o sítio de um tempo (antiga Hut-Repyt, donde o termo grego Athribis) construído no reinado de Ptolomeu XV Caesarion em hora da deusa Triphis (Repyt). A sul deste templo encontrava-se outro, mais antigo, de Ptolomeu IX Sóter II. Um dos túmulos vizinhos, pertencent aos irmãos Ibpemeny, o jovem, e Pemehyt, de finais do século II d.e.c., tem dois zodíacos no teto.

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Vários grandes complexos funerários em terraços, construídos por funcionários do 10º nomo do Alto Egito na zona da moderna Aldeia de Qaw el-Kebir (antiga Tjebu, mais tarde Djew-ga, a antaiópolis do período greco-romano), durante a 12ª dinastia, representam o auge da arquitetura funerária particular do Império Médio. Uma calçada dava acesso, a partir do vale, a uma série de salas, em parte cavadas na rocha. A sala mais interior da capela estava ligada à câmara funerária por um poço.

Nas proximidades encontraram-se cemitérios de outras épocas. Um remplo ptolomaico (possivelmente de Ptolomeu IV Filopator, ampliado e restaurado por Ptolomeu VI Filometor e Marco Aurélio), localizado perto do rio, foi destruído na primeira metade do século passado.

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Referências Bibliográficas
1 W. M. F. Petrie, Koptos. Londres 1896;  
  W. M. F. Petrie, Iospolis Parva: the Cemeteries of Abadyeh and Hu. 1898-9, Londres 1901;  
  A. M. Calverley et al., The Temple of King Sethos I at Abydos, Londres e Chicago 1933;  
  W. M. F. Petrie, The Royal Tombs of the First Dynasty / Earliest Dynasties. Londres 1900-01;  
  J. Garstang, Mahâsna and Bêt Khallâf. Londres 1903;  
  W. M. F. Petrie, Athribis. Londres 1908;  
 
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