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| Baixo Egito | Médio Egito | Alto Egito Setentrional | Alto Egito Meridional | Núbia | Tebas | Mênfis |
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Asyut (Zawty, em egípcio antigo) era a capital do 13º nomo do Alto Egito. O seu lugar na história do Egito foi assegurado pela sua situação estratégica, num ponto em que o desrto líbio invade as terras de cultivo e torna o vale do Nilo mais estreito e onde a rota das caravanas de Darb el-Arbain deixa o oásis de el-Kharga para seguir para sul.
Embora a cidade de Asyut e os seus santuários (em especial o templo do deus-logo local, Wepwawet) sejam mencionados com frequência nos textos egípcios, os vestígios descobertos até agora são quase exclusivamente relacionados com a necrópole de Asyut, a oeste da cidade moderna. Os túmulos mais importantes datam das 9ª-10ª e 12ª dinastias, mas também se encontram dois túmulos da dinastia raméssida (os de Siese e Amenhotepe).
Durante o 1º período intermédio, os "grandes senhores do nomo licopolita", Keti I, Itefibi e Kheti II, eram firmes apoiantes dos reis de Heracleópolis, e o nomo constituía o limite setentrional do território heracleopolitano. Textos biográficos provenientes de Asyut fornecem informações preciosas sobre a história do conflito com os "nomos do sul" (ou seja, a 11ª dinastia). A vitória final de Tebas afetou negativamente o estatuto dos Djefaihapy I-II, dignítários do nomo da 12ª dinastia, mas os seus túmulos mantiveram o nível artístico do período anterior.
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Durante a 6ª dinastia, os poderosos nomarcas do 12º nomo do Alto Egito foram enterrados em dois grupos de túmulos, perto da moderna aldeia de Deir el-Gabrawi. Alguns destes governantes locais tinham também o título de "grande senhor do nomo de Abydene", controlando, assim, a vasta zona que ia do 8º nomo (Abido), a sul, até ao 12º ou 13º a norte.
É de notar que algumas das cenas do túmulo de um dels, Ibi, foram copiadas cerca de 1600 anos mais tarde, durante o reinado de Psamético I, no túmulo tebano nº 36 de um homem com o mesmo nome.
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Não há nada em el-Qusiya, na margem ocidental do Nilo, que faça pensar que este foi o sítio da antiga Qis (Cusae), em tempos centro do 14º nomo do Alto Egito. Uns 7km a oeste de el-Qusiya encontra-se a aldeia de Meir, que deu o nome a vários grupos de túmulos mais a ocidente, numa encosta que dá acesso ao planalto desértico.
Os mais importantes destes túmulos cavados na rocha pertencem aos homens que governaram o nomo durante as 6º e 12º dinastia. É do maior interesse o fato de em ambos estes períodos a sequencia dos túmulos ser contínua, pois o cargo hereditário passava de um homem para o seu filho ou irmão mais novo.
A decoração era, em geral, executada em relevo. Algumas cenas incrivelmente vivas foram criadas por artífices da 12ª dinastia, por exemplo a cena de caça no deserto do túmulo B 1, de Senbi, que datam do reinado d eAmnemhet I. No túmulo mais recent, o de Wekhhotepe C 1, as paredes foram apenas pintadas.
No passado, Meir sofreu muito por causa de escavações ilícitas. O arqueólogo mais importante que lá trabalhou durante a primeira metade deste século foi Aylward M. Blackman.
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Akhetaton, "o Horizonte de aton", em egípcio antigo, foi a capital efêmera do Egito, residência real durante grande parte do reinado do faraó Akhenaton e centro da nova religião estatal introduzida nessa altura. É uma das poucas cidades egípcias que foi possível escavar de modo significativo. O seu traçado e arquitetura são bem conhecidos, pois foi abandonada uns 15 anos depois de ter sido fundada, escapando assim à destruição que teria resultado da habitação contínua. O faraó Akhenaton construiu em solo virgem, não manchado por qualquer presnça anterior de pessoas e dos seus deuses, mas não se conhecem as razões exatas da sua escolha desta vasta baía na margem oriental do Nilo, a norte do maciço de Gebel Abu Feda. Recentemente tem-se sugerido que o aspecto da paisagem, semelhante a um vasto hieróglifo que designa "horizonte", pode ter sido uma dessas razões.
As fronteiras de Akhenaton eram marcadas por uma série de stelas que rodeavam esta zona em ambas as margens do rio. Nar margem ocidental, a mais a norte (Estela A) fica em Tuna el-Gebel, enquanto na margem oriental Akhetaton chegava perto dos túmulos de el-Sheikh Said (estela X).
Embora tenha sido fonte de bastantes obras de arte, Akhetaton desilude o visitante, pois quase não há edifícios de pé. O saque começou pouco despois de a cidade ter sido abandonada, com a remoção das pedras para locais de construção vizinhos, em especial para el-Ashmunein.
À exceção do lado virado para o rio, a planície de Akhetaton é inteiramente cercada por uma cadeia rochosa, interrompida de vez em quando por uadis. A baía tem uns 10 km de comprimento e cerca de 5 km de largura, mas a cidade em si ocupa apenas a zona mais próxima do rio. A sua parte central, a mais importante, compreendia o Per-Aton-em-Akhetaton "o Templo de Aton em Akhetaton", conhecido por "Grande templo", e o edifício ofical do estado, "o Grande Palácio", as partes principais dest último eram as seguintes:
- Os "Aposentots oficias", constituídos por uma série de pátios e salas com colunas e construídos em pedra;
- O "harim", com os aposentos dos criados anexos e
- A chamada "sala da coroação".
A residência particular de Akhetaton ficava do outro lado da rua e estava ligada ao "Grande Palácio" por uma ponte. Ali perto ficava o "arquivo oficial", que revelou em 1887, a correspondência diplomática em escrita cuneiforme (caras de Akhetaton) trocadas entre Amenhotep III, Akhenaton e Tutankhamon e os seus vassalos, soberanos da Palestina, Síria, Mesopotâmia e Asia Menor. Este aglomerado de edifícos oficas era cercado, a norte a sul, por residências privadas, oficnas, estúdios de escultores etc. Conhecem-se os nomes dos donos de muitas das casas através de elementos arquitetônicos inscritos, encontrados durante a escavação (o escultor Tutmose, o vizir Nakht e outros).
Próximo da extremidade da baía de Akhetaton encontrava-se o Maru-Aton, grupo de edifícos que compreendia também um lago, um quiosque numa ilha e canteiros de flores, decorado com pavimentos pintados. No extremo norte da baía estava o "Palácio do Norte", que é talvez mais uma residência real. A finalidade exata de alguns dos edifícios de Akhetaton continua, no entanto, a ser alvo de conjectura.
Os túmulos dos funcionários de Akhetaton foram cavados nos rochedos que cercam a planície. Se excluirmo Tebas e Sakkara, Akhetaton é o único local que se pode descrever como uma importante cecrópole do Império Novo. Os túmulos formam dois grandes grupos e obedecem a um plano semelhante ao dos túmulos tebanos da 18ª dinastia: (1) um pátio exterior, (2) e (3) uma sala comprida e uma sala larga, ambas, por vezes, com colunas e (4) um nicho para estátua. A decoração era em baixo-relevo. A data é revelada pelos temas novos e pelas invulgares convenções artísticas da arte de Akhetaton. Não se sabe como é que muitos destes túmulos foram realmente utilizados, tendo alguns dos seus donos mandado construir outros noutro sítio, quer antes, quer depois da transferência para Akhetaton. O túmulo nº 25 do grupo sul foi preparado para Aya, que veio a ser o penúltimo faraó da 18ª dinastia e que foi enterrado num túmulo no vale dos Reis, em Tebas nº 23.
Akhenaton escolheu para túmulo da sua própria família uma ravina a cerca de 6km da foz do grande uadi Abu Hasah el-Barhi.
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el-Ashmunein, Khumn em egípcio antigo ("cidade de 8"), cujo nome deriva do grupo de oito divindades (ogdóade), que representava o mundo antes da criação, foi designada em grego por Hermópolis, de Hermes (=Thot Egípcio). Era a capital do 15º nomo do Alto Egito e principal centro do culto de Thot, o deus da medicina e da sabedoria e patrono dos escribas. Não se encontraram ali vestígios antigos, o que se deve, possivelmente, a uma destruição fortuita.
Este sítio fica numa zona larga e fértil do vale do Nilo, estando atualmente arruinado, com pequenas partes de tmplos sobressaindo dos escombros gerais. Apenas a ágora do períoro romano, com a sua basílica Cristã, se encontra bem conservadaa, testemunhando a grande prosperidade da cidade m finais da Antiguidade.
Um monumento egípcio que ainda estava de pé em 1820 era constituído por duas filas de colunas da época de Alexandre Magno e de Filipe Arrhidaeus. Cerca de 200m a sul desta templo estava um pilone mais antigo, da época de Ramsés II, em cujas fundações uma expedição alemã, chefiada por Gunther Roeder, encontrou, entre 1929 e 1939, mais de 1500 blocos provenientes de templos desmantelados de Akhenaton, em Akhetaton. Outros monumentos do período dinástico que se podem ver atualment são a entrada de um templo de Amnemhet II e o primeiro pilone de Sethi II. Todos estes edifícios ficavam na zona sagrada central da cidade, cercados de um maciço muro de tijolo, da 30ª dinastia.
A prosperidade do período greco-romano deveu-se à agricultura e ao prestígio de Thot, venerado, tanto por egípcios como por gregos, como Hermes Trimegisto "Hermes triplamente grande", e a quem era atribuído o corpus hermético de escritos místicos. Hermópolis e Tuna el-Gebel tornaram-se centros de peregrinação para gregos e egípcios.
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As ruínas de Tuna el-Gebel estendem-se por cerca de 3km ao longo do deserto e a 7km a oeste de l-Ashmunein. O monumento mais antigo, uma estela de fronteira de Akhenaton, é uma das mais acessíveis de uma série de stelas semlhantes. Um grupo de sis, de que sta é a mais setrentrional (Estela A), é referido no texto como marcando os limites entre Akhetaton e o seu interior agrícola. O monumento consiste num "relicário" talhado na rocha, na escosta escarpada, tendo a um lado a estela com o seu texto muito erodido. O topo da estela tem um relevo do faraó e da mulher venerando o disco solar. A seu lado estão duas estátuas do faraó e da rainha, também cavadas na rocha, cujos braços fazem gestos diferentes, possivelmente de adoração e oferenda. Estátuas estão acompanahdas de figuras de princesas bem menores.
A sul fica a antiga necrópole de el-Ashmunein. os objetos mais antigos aqui encontrados são papiros em aramaico do século V a.e.c. Estes documentos administrativos, datando da ocupação persa, estavam num vaso nas catacumbas das sepulturas de íbs e babuínos que são a parte mais vasta do local e que incluíam um sarcófago de babuíno da época do rei Dario I. Grande parte do material encontrado nas catacumbas data do período greco-romano, estando atualmente no museu da viznha cidade de Mallawi uma selção de cerâmica, estatuetas de bronze e múmias. O íbs e o babuíno são os dois principais animais sagrados de Thot, dues de el-Ashmunein.
Este local inclui também o precioso túmulo da família de Petosíris, que data do reinado de Filipe Arrhidaeus, em forma de templo, com um pórtico de entrada e, por trás, uma capela para o culto (as sepulturas estão em câmaras subterrâneas). No pórtico vêem-se cenas da vida quotidiana e de portadores de oferendas, num estilo que é um misto de egípcio e de grego. A capela contém as tradicionais cenas religosas e textos importantes, inclusive uma longa descrição das obras dos templos de Hermópolis.
A sul do túmulo de Petosíris fica a grande cidade dos mortos grega, dos primeiros séculos da nossa era, com túmulos e casas funerárias decoradas numa complexa mistura de estilos egípcio e grego. Tanto as galerias como a cidade dos mortos foram escavadas, entre as duas guerras mundiais, pelo egiptólogo egípcio Sami Gabra.
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Beni Hassan, uns 23 km a sul de el-minya, na margem oriental do Nilo, é a necrópoli provincial mais importantet e releveladora do Império Médio, entre Asyut e Mênfis. Contém 39 grandes túmulos cavados na rocha, pertencendo, pelo menos, oito deles aos "grandes senhores do nomo de Orix" (16º nomo do Alto Egito) de finais da 11ª dinastia e princípios da 12ª.
O texto biográfico do túmulo nº 2 do último detentor deste título, Amenemhet, está datado do "ano 43, mês 2 da estação das cheias, dia 15" do reinado de Sesóstris I. Embora os túmulos dos seus sucessores, Khnumhotep II nº13 e Knumhotep III nº3, nõ demontrem um diminuião apreci´ve e recrusos materiais, a centrização gradualmente estabelcida pelos primeiros faraós da 12ª dinastia acbou por quebrar as linhagens de nomarcas em todo o Médio Egito e deixaram de se construir grandes túmulos cavados na rocha. O plano do último destes túmulos consiste em (1) um pátio exterior com um pórtico de dois pilares, (2) uma sala principal retangular com quatro pilares poligonais e (3) um nicho para estátua. A decoração, que se está rapidamente a deteriorar, é toda pintada, figurando nela, predominantemente, cenas de ativdades miltares, por exemplo cercos. Por baixo destes túmulos há outros, mais modestos, alguns do quais datam da 6ª dinastia.
A sul de Beni Hassanfica Speos Artemidos (conhecida localmente por Istabl Antar), templo cavado na rocha, construído pela rainha Hatshepsut e consagrado à deusa-leoa local Pakhet. A arquitrave tem uma longa dedicatória com a famosa denúncia dos Hicsos.
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Cerca de 15km a oeste de Beni Suef, na margem direita do Bahr Yusuf, fica a moderna aldeia de Ihnasya el-Medina, cujo nome deriva do nome egípcio antigo Henen-nesu (Hnes em copta), capital do 20º nomo do Alto Egito, situada ali próximo, provavelmente a oeste. A cidade antiga adquiriu o seu nome clássico, Heracelópolis Magna, porqu eo deus principal era Harsaphes, o deus de cabeça de carneiro (Herishef em egípcio, à letra "Aquele que está no seu lago", mais tarde identtificado com o Héracles grego.
As ruínas do templo de Harsaphes ficam a sudoeste da aldeia e foram escavadas por E. Naville (1891-1892), W. M. Flinders Petrie (1904) e, recentmnt, por uma expedição espanhola (J. López). Os monumentos mais antigos datam da 12ª dinastia. Na 18ª dinastia o templo foi ampliado, mas o mais importante programa de reconstrução foi o de Ramsés II e o templo continuou a ser utilizado no 3º período intermédio e período tardio.
Heracleópolis desempenhou o seu mais imporante papel na história do Egito durante o 1º período intermédio, quando foi capital dos soberanos da 9ª-10ª dinastias (heracleópolitana). Ainda não foram encontrados templos deste período ou de outros anteriores, mas, a uns 300m a sudoeste do templo, encontraram-se túmulos de dignitários contemporâneos.
A Sudoeste do templo de Harsaphes, em Kom el-Aqarib, havia outro templo construído por Ramsés II. Sidmant el-Gebel, cerca de 7km a oeste, era, possívelmente, a principal necrópole que servia a cidade, com sepulturas e túmulos cavados na rocha que vão desde o 1º período intermédio ao greco-romano.
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A pirâmide de el-Lahun, uns 3km a norte da moderna cidade do mesmo nome, foi construída por Sesóstris II. Fica do lado direito de uma abertura por onde o Bahr Yusuf entra no Fayum, em frente de Kom Medinet Ghurab, dominando a região a que os faraós da 12ª dinastia prestaram muita atenção. os construtores desta pirâmide utilizaram uma elevação rochosa para a colocarem e empregaram o método, usual no Império Médio, da construção centralizada. Este método baseava-se na construção de paredes de arrimo de pedra, a partir do centro, e no preenchimento das câmaras assim formadas com tijolos. O revestimento exterior, de pedra, produzia um efeito comparável ao das pirâmides intermente construídas em pedra mas atualmente, tendo desaparecido o revestimento, a estrutura pouco mais é do que um grande monte de terra. Entrava-se para o interior da pirâmide po rdois poços perto da face sul, o que é muito invulgar (normalmente a entrada fica na face norte) e levantou problemas consideráveis a W. M. flinders Petrie, que a escavou.
A sul da pirâmide, no túmulo-poço da princesa Sithathoriunet, encontraram-se lindas jóias do Império Médio, comparáveis às descobertas em Dahshur.
Na proximidade da pirâmide encontram-se mastabas e sepulturas que datam de quase todos os períodos da história egípcia.
O templo do vale fica cerca de 1km a leste, perto da linha de cultivo. ali próximo fica a povoação fortificada de el-Lahun (também conhecida por Kahun), escavada por Petrie. Grande parte da cidade foi planejada e construída ao mesmo templo, com ruas e casas dispostas em filas geométricas.
Podem distringuir-se, pelo menos, três bairros da cidade, separados por muros: (1) a "acrópole", destinada provavelmente ao próprio faraó, (2) o bairro oriental, co mgrandes mansões (cerca de40x60m), centradas à volta de um pátio e comprendendo entre 70 e 80 divsões, (3) o bairro ocidental, de habitações uniformes menoes (cerca de 10x10m, com 4 a 12 divisões.
A cidade albergava sacerdotes e funcionários ligados à pirâmide e, embora seja única em data, deve ter sido uma das muitas construídas perto de complexos de pirâmides. Esta cidade ´famosa pelas centens de papiros hieráticos "papiros de Kahun" ali encontrados. Estes continham textos de natureza vária, obras de literatura, matemática, medicna e veterinária e também documentos legais relativos ao templo, contas, cartas etc.
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Embora seja geralmente descrito como oásis, o Fayum está ligado ao Nilo por um braço do rio conhecido por Bahr Yusuf "rio de José" em árabe. O Fayum (She-resy em egípcio antigo, "lago meridional", mais tarde dividido em She-resy e Mer-wer, "grande lago", Moeris em grego) é uma vasta depressão, extremamente fértil, com cerca de 65 km de leste a oeste, com um lago (o moderno Birket Qarun, o lago Moeris dos escritores clássicos), na sua parte noroeste. Hoje em dia o lago ocupa apenas cerca de um quinto do Fayum e fica cerca de 44m abaixo do nível do mar, mas antigamente era muito maior, fervilhando de vida selvagem e com uma abundante vegetação nas suas margens. os crocodilos devem ter sido muito vulgares nesta região, donde o papel desmpenhado por esta estécie com principal divndade da zona (sobek, suchos em grego). O nome Fayum deriva do lago Peiom em copta.
Houve dois períodos da história egípcia muio significativos para esta região. Quando, durante a 12ª dinastia, a capital do Egito foi transferida para el-Lisht foram tomadas medidas para acentuar a importância econômica do Fayum, reduzindo, provavelmente, o fluxo de áqua que entrava no lago e recuperando terrenos. A maioria dos templos e povoações descobertos até agora data do período greco-romano, altura em que esta zona voltou a ser o centro da atenção real. O lago foi reduzido artifcialmente, de modo a obter-se mais terreno arável, e Ptolomeu I Filadelfo estabeleceu ali novos colonos, sobretudo veteranos greco-macedônios. Nas escavações de cidades do Fayum deste período encontraram-se milhares de papiros (demóticos) e gregos.
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A vista inconfundivel de Maidum revela uma enorme estrutura em forma de torre que aparece por cima de um monte formado por fragemntos de pedra. Estas são as ruínas da primeira pirâmide verdadeira que se tentou construir no Egito e o mais antigo complexo de pirâmides que se conhece (em conjunto com a "Pirâmide Torta" em Dahshur).
As experiências feitas com o desenho desta pirâmide são a causa do seu aspecto atual. Este monumento começou por se uma pirâmide de sete degraus, tendo, subsequentemente, sido transformada numa estrutura de oito degraus. Por fim, os degraus foram prenchidos e um revestimento exterior aplicado para completar a sua fransformação numa pirâmide propriamente dita. É possível que fosse Huni, o último soberano da 3ª dinastia, o faraó para quem a pirâmide começou a ser construída, mas deve ter sido o seu sucessor, Snefru, o responsável pela conclusão da obra, já que alguns grafites do Império Novo nos dizem que os próprios Egípcios a relacionavam com ele. No entanto, o revestimento liso das paredes, originalmente destinadas a ficarem expostas como paredes exteriores da pirâmide de degraus (podem ainda ver-se algumas),não constituiu suficiente ligação para o material posterior que foi mais tarde aplicado contra as paredes para preenchimento dos degraus. Para além disso, o revestimento exterior não foi colocado sobre bases sólidas e o método utilizado na colocação dos blocos não foi bem escolhido. Em consequencia destas deficiências de construção, as bases dos quatro esteios cederam e as paredes desmoronaram-se, criando a torre que se pode ver atualmente. Continua a discussão sobre a data em que tal aconteceu, tendo sido feitas tentativas para relacionar esta "catástrofe de construção" com a alteração do ângulo da "Pirâmide torta", em Dahshur, mas a presença de uma vasta necrópole contemporânea não abona em favor de uma data tão antiga. A não ser que seja descoberta qualquer outra prova textual ou pictórica, só mais escavações na vizinhança da pirâmide podem fornecer uma solução satisfatória a este problema.
A norte e leste da pirâmide encontram-se cemitérios de grandes mastabas de tijolo, do início da 4ª dinastia. As mais conhecidas são as mastabas gêmeas de Rahotepe e de sua mulher, Nofret, e de Nefermaat e da mulher Itet.
Embora este local não tenha, de modo algum, sido sistematicamente explorado, vários arqueólogos trabalharam lá, sendo os mais importantes a. Mariette, W. M. Flinders Petrie e Alan Rowe.
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No início do seu reinado, o faraó Amenhemhet I, da 12ª dinastia, transferiu a capital administrativa do Egito e a residência real de TEbas para Itjtawy, cidade fortifcada recentemente fundada algures entre o Fayum e Menfis. Por paradoxal que pareça, não foram encontrados quaisquer vestígios da cidade em si e continua a desconhecer-se a su alocalização exata. É, no entento, certo que o campo de pirâmides de el-Lisht era a sua necrópole principal, e, poir isos, Itjtawy deve ter-se expandido pela área cultivada a leste. Esta cidade manteve a sua importância durante, pelo menos, 300 anos, perdendo-a apenas em favor do centro dos Hicsos, Avaris, no Noroeste do delta, e em favor de Tebas, durante o 2º período intermédio.
Em el-Lisht são de salientar duas pirâmides dilapidadas, de Amenemhet I e do seu filho, Sesóstris I, a cerca de 1,5km uma da outra, rodeadas de outras, menores, bem como de mastabas de membros da família real e de dignitários e de cemitérios de sepulturas vulgares. A proximidade da necrópole menfita proporcionou a Amenemhet I uma fonte de material de construção devidamente preparado e, por isso, os arqueólogos recuperaram, no núcleo da pirâmide, muitos blocos decorados vindos de templos reais anteriores.
As mastabas mais interessantes da 12ª dinastia, perto da pirâmide norte de Amenemhet I, pertencem ao vizir Inyotefoger, ao administrador geral Nakht, ao supervisor dos responsáveis pelos selos, Rehurdjersen, e à senhora da casa, Senebtisy, enquanto perto da pirâmide sul, de Sesóstris I, se encontram os túmulos do sumo-sacerdote de Heliópolis, Imhotep, do administrador Sehetepibre-ankh, do sumo-sacerdote de Mênfis, Sewosret-ankh, e outros. Os monumentos de el-Listh foram explorados pelas expedições do instituto francês de Arqueologia Oriental (1894-1895) e do museu Metropolitano de Arte, de Nova Iorque (1906-1934).
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Referências Bibliográficas |
| 1 |
F. L. Griffith, The Inscriptions of Siut and Der RIfch. Londres, 1889; |
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| 2 |
N. de G. Davies, The Rock Tombs of Deir el Gebrawi Londres, 1902; |
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| 3 |
A. M. Blackman, The Rock Tombs of Meif, Londres, 1914-53; |
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| 4 |
G. T. Martin, The Royal tomb at el-Amarna, Londres, 1974; |
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| 5 |
W. M. F. Petrie, Meidum, Londres 1992; |
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