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| Baixo Egito | Médio Egito | Alto Egito Setentrional | Alto Egito Meridional | Núbia | Tebas | Mênfis |
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A Núbia, região a sul da 1ª catarata, foi, desde os primórdios, considerada como pertencendo de direito ao Egito. Para além de constituir uma zona tampão na fronteira sul, era a região por onde os produtos exóticos africanos entravam no Egito e um aimportante fonte d eouro, de minerais e de madeira, mas tamb[em de valiosos recrutas para o exército e polícia do Egito.
Os grosseiros métodos de exploração do Império Antigo consistiam em incursões destinadas a obter prisioneiros e gado. No Império Médio, a zona sob controle militar direto, exercido po rmeio de uma série de fortalezas em pontos estratégicos, estendeu-se até à 2ª catarata. Durante o Império Novo, os Egípcios foram até além da 4ª catarata, tendo sido construídos na Baixa Núbia muitos templos cavados na rocha datando, sobretudo, do reinado de Ramsés II. No período tardio a Núbia foi berço d euma dinastia real, a 25ª do Egito, mas após um recontro mal sucedido com os Assírios os soberanos de Napata retiraram-se para a 4ª catarata, deixaram de s interessar pelo Egito e desenvolveram a sua própria cultura meroíta. Durante os domínio conjunto das duas culturas, no período ptolomaico e início do romano, foram construídos vários templos na parte norte da Baixa Núbia.
Na década de 60 deste século os templos núbios foram transferidos para novos locais, numa ação de cooperação internacional sem precedents na história da arqueologia. |
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O maior templo não cavado na rocha da Núbia egípcia, que mede cerca de 74m do pilone até à parede do fundo e mais ou menos 33m de largura, foi construído em Kalabsha (antiga Talmis), no reinado de Augusto, e consagrado ao deus núbio Mandulis, acompanhado de Osíris e Ísis. Em frente ao pilone encontram-se um cais e um terraço e para se chegar ao santuário atravessa-se um antepátio, uma sala hipóstila e dois vestíbulos. Apenas as três salas interiores são inteiramente decoradas como relvos. As paredes do recinto do emplo cercam também uma capela do nascimento (no canto sudoeste) e uma capela, possivelmente construída por Ptolomeu IX Sóter II (no canto nordeste).
Desde o início deste século que o templo ficava debaixo de água durante grande parte do ano e em 1962-1963 doi desmantelado e os seus 13000 blocos transferidos para as proximidades da nova barragem de Assuã (Nova Kalabsha), onde foi reconstruído. Durante a operação de desmantelamento foram encontrados blocos, aqui reutilizados, provenientes de uma porta construída pelos últimos Ptolomeus e por Augusto. Esta, com 7,35m de altura, foi agora reerguida no Agyptisches Museum em Berlim.
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Para que fosse salvo das águas do lago Nasser, o templo de Dendur foi desmantelado em 1963 e, alguns anos mais tarde, ofercido pelo goerno egípcio aos Estados Unidos e transportado para Nova Yorque. Os seus 642 blocos estão agora reagrupados no Museu Metropolitano de Arte, onde (desde Setembro de 1978) o templo constitui a ala Sackler daquele museu.
Augusto construiu um pequeno templo (o edifício principal mede cerca de 13,5m x 7m) em honra dos "santos" locais Peteese e Pihor, filhos de Quper. Não se sabe ao certo qual a razão da sua divinização em Dendur, mas talves tivessem afogado nesse local. O primitvo lugar do seu culto era uma câmara cavada na rocha por trás do templo, que data, talvez, da 26ª dinastia. O templo, que tem em frente um terraço, tem uma plnata simples: um pilone e o edifício principal com cerca de 10m. Este último compreende um pronaus com colunas, um vestíbulo e o santuário. os relevos do templo representam Augusto diante de várias divindades, entre as quais os dois irmãos divinizados e os deuss núbios Arensnuphis e Mandulis.
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O templo de Amada foi construído inicalmente por Tutmósis IIIiii e Amenhotep II e consagrado aos deuss Amon-Rá e Rá-Harakhty. Tutmósis IV acrescentou-lhe mais tarde uma sala hióstila e vários faraós da 19ª dinastia, em especial Sethi I e Ramsés I, efetuaram ao templo.
No templo de Amada há duas importantes inscrições históricas. A mais antiga, que data do ano 3 do reinado de Amenhotep II, é uma estela de topo redondo na parede do fundo (oriental) do santuário. O texto descreve uma campanha militar vitoriosa na Ásia: "Sua Majestade regressou em júbilo para junto de seu pai Amon, após ter morto com a sua própria maça os sete chefes no distrito de Takhesy, que foram então pendurados de cabeça para baixo, na proa do barco de Sua Majestade." O outro texto, gravado numa estela na parte esquerda (norte) da porta de ntrada, refere-se a uma invasão do Egito a partir da Líbia repelida no ano 4 do reinado de Merneptah.
Entre Dezembro de 1964 e Fevereiro de 1975 este templo foi transferido para uma nova localização, uns 65m mais acima e cerca de 2,5km da original. Parte do templo, que pesava cerca de 900t, foi transportada até ao seu novo local de uma só vez.
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Em el-Sebua, na margem ocidental do Nilo, situavam-se dois templos do Império Novo.
O mais antigo destes templos foi construído por Amenhotep III. Na sua primeira fase compreendia um santuário cavado na rocha (cerca de 3m x 2m), defronte do qual havia um pilone de tijolo, um pátio e uma sala, decorada parcialment com pinturas murais. Inicalmente, o tmeplo parece tr sido consagrado às formas núbias locais de Hórus, mas as suas representações foram posteriormente alteradas para Amon. Durante a perseguição das imagens de amon, no período de Akhetaton, a decoração foi danificada, mas Ramsés II restaurou-a e ampliou também o templo, construindo em frente do pilone do plano primitvo.
O grande templo de el-Sebua, conhecido por "Templo de Ramsés-meryamun (Ramsés II) no Domínio de Amon", foi construído cerca de 150m a nordese do templo de Amenhotep III. Alguns monumentos e representações do vice-rei de Kush, Setau, indicam que a construção teve lugar entre os anos 35 e 50 do reinado de Ramsés II. O templo é parcialmente cavado na rocha.
Segundo ao longo do eixo central, passa-se por uma série de três pilones e pátios, chegando-se à sala hipóstila (mais tarde convertida em igreja copta), onde começa a parte do templo cavada na rocha. A antecâmara dá para duas salas laterais, duas capelas laterais e o santuário propriamente dito. As estátuas do nicho do santuário foram destruídas. mas é quase certo que reprsentavam Amon-Rá, Rá-Harakhty e o próprio Ramsés II.
Durante a campanha da UNESCO para salvar os monumentos da Núbia, o templo foi transferido para um novo local, uns 4km a oeste.
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O único templo núbio cavado na rocha, construído por Ramsés II na margem direita do Nilo, estava situado em el-Derr. A sua localização devia-se, possivelmente, ao fato de o rio, ao aproximar-se da curva de Korosko, correr de modo "estranho" em direção a sudoeste. Em 1964 o templo foi desmantelado e transferido para um lugar perto de Amada.
O templo de Ramsés-Meryamun (Ramsés II) no Dominio de Rá foi construído na segunda metade do reinado deste faraó, segundo um plano e com uma decoração semelhantes aos do Grande Templo de Abu Simbel (sem as colossais estátuas sentadas na fachada). Depois de limpa, a decoração em relvo é extraordinarimente brilhante e vívida, contrastando fortemente com os tons mais pálidos a que estamos habituados noutros sítios. As principais divndades veneraas neste templo tinham estátuas sentadasno nicho do santuário: Rá-Harakhty, o próprio Ramsés II, Amon-Rá e Ptah.
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Dos três maciços de arenito que se podiam ver a sul da aldeia de Ibrim (o nome deriva, possivelmente, do clássico Primis), na margem oriental do Nilo, o do meio era o mais importante. No seu cimo, o forte de Qasr ibrim "o castelo de Ibrim" estava certamente assent sobre ruínas faraônicas, como o sugerem vários monumentos reutilizados ou isoaldos, datando do Império Novo (o mais antigo é uma estela do ano 8 de Amenhotep I), e a estrutura d eum templo de Taharqa (com uma pintura que representa o faraó apresntando uma oferenda a um deus). Partes da fortaleza foram construídas durante a curta estada da guarnição romana, chefiada pelo prefeito Gaio Petrônio, no reinado de Augusto, e desde então Qasr ibrim continuou a ser ocupada até princípios do Século passado.
Alguns relicários consagrados ao faraó reinatne e a vários deuses foram feitos pelos vice-reis de Kush, da 18ª e 19ª dinastias, no fundo do rochedo. Durante a operação de salvamente, levada a cabo enquanto a nova barragem de Assuã estava a ser construída, os seus relvos foram retirados e levados para as proximidades de el-Sebua.
A grande estela de pedra de Sethi I e do vice-rei de Kush, seu contemporâneo, Amenemope, que se encontrava a sul do forte, foi transferida para as proximidades do templo de Kalabsha reconstruído em Assuã.
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Aniba, a antiga Miam, teve muita importância durante o Império Novo, altura em que foi centro administrativo de Wawat (Baixa Núbia, entre a 1ª e 2ª cataratas).
A cidade tinha um forte, possivlmente do Império Médio, e um templo do Hórus de Miam. É possível que o templo date do início da 12ª dinastia (Sesóstris I), mas a maioria do svestígios datam da 18ª (Tutmósis III e faraós posteriores).
Nas proximidades havia cemitérios de várias épocas, incluindo túmulos do Império Novo. Um destes, o túmulo de Penniut, delgado de Wawat no reinado de Ramsés VI, cavado na rocha, foi agora transerido para um novo lugar, perto de Amada.
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Dos sete templos contruídos por Ramsés II na Núbia, os templos de Abu Simbel, cavados na rocha, na margem ocidental do Nilo, são os mais impressionantes.
A primeira referência ao Grande Templo foi feita por J. L. Buckhardt, em 1813 e G. B. Belzoni abriu-o em 1817. O templo tornou-se um dos mais conhecidos monumentos do Egito devio à grande publicidade feita à volta da operação de desmantelamento e transferência de que foi alvo. O seu nome antigo era simplesmente "o templo de Ramsés-meryamun", tendo sido provavelmnte construído no início do reinado deste faraó.
Um portal dá acesso a um antepátio, a que se segue um terraço onde o visitante se vê prante a fachada do templo, talhada na rocha, com cerca de 30m de altura e 35m de largura, e quatro estátuas colossais sentadas de Ramsés II (cerca de 21m de altura), acompanhadas de estátuas menores, de pé, represetando familiares, junto às suas pernas. Estas são as seguintes:
1º colosso Sul: a rainha Nefertari junto à perna esquerda do faraó, a sua mãe (e mulher de Sethi I), Muttuyia, junto à sua perna direita e o príncipe Amenhirkhopshef em frente.
2º colosso Sul: (pela mesma ordem que na estátua anterior): as princesas Bentanta, Nebettawy e outra, não nomeada, possivelmente Esenofre.
1º colosso Norte: A rainha Nefertari junto à perna direita do faraó, a princesa Beketmut junto à sua perna esquerda e o príncipe Ramsés em frent.
2º colosso Norte: a princesa Merytamun, a rainha Muttuya e a princesa Nefertari.
Um nicho por cima da entrada do templo contém um grupo escultórico simbólico representando uma inscrição criptográfica no "preanomen" de Ramsés II, Usermaatre: o deus Rá, de cabeça de falcão, tem junto à sua perna direita o hieróglifo constituído pela cabeça e pescoço de um animal que se lê user, enquanto a deusa junto à sua perna esquerda representa maat. No cimo da fachada do templo encontra-se uma fila de estátuas de babuínos em atitudes de adoração, cujos gritos se dizia darem as boas-vindos ao Sol nascente.
O templo foi construído de tal forma que durante duas vezs por ano, quando o Sol surgia no horizonte, na margem oriental do Nilo, os seus raios penetravam na entrada do templo, atravessavam a grande sala de oito pilares, em forma de estátuas colossais do faraó, a segunda sala de pilares, o vestíbulo e o santuário, vindo incidir sobre as quatro estátuas no nicho do fundo, que iluminavam totalmente. As estátuas representavam os três deuses estatais mais importantes do período ramessida: o deus menfita Ptah (primeiro à esquerda), o deus tebano Amon-Rá (segundo) e o deus heliopolitano Rá-Harakhty (quarto). A terceira figura a contar da esquerda representava o próprio faraó.
O grande Templo de Abu Simbel é testemunha da divnização de Ramsés II em vida e inclui cenas que representam o faraó cumprindo ritos perante a barca sagrada da sua forma divinizada (na parede norte da segunda sala de pilares e na parede norte do santuário). Os relevos da sala grande representam cenas de natureza histórica ou simbólica: na longa parede onrte a batalha de Kadesh, na Síria, e na parede sul as guerras da Síria, Líbia e Núbia.
O Pequeno Templo de Abu Simbel, contemporâneo ao Grande Templo, foi consagrado à Hathor de Ibshek e à rainha Nefertari. A fachada é constituída por seis estátuas colossais de pé (cerca de 10m de altura), esculpidas na rocha. Quatro delas representam o faraó e duas a rainha, sendo cada uma delas ladeada por príncipes e princesas. No que diz respeito ao plano, o Pequeno Templo é uma versão abreviada do Grande Templo: uma sala com pilares de Hathor, um vestíbulo com câmaras laterais e o santuário. O nicho que fica ao fundo contém uma estátua de uma vaca Hathor protegendo o faraó.
Entre 1964 e 1968 ambos os templos foram transferidos para a sua nova localização, cerca de 210m mais longe do rio e 65m mais acima, o que custou perto de 40 milhões de dólares americanos.
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Referências Bibliográficas |
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W. MacQuitty, Abu simbel, Londres, 1968; |
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C. Aldred, "the Temple of Dendur", Metropolitan Museum of Art bulletin, XXXV (1) (Summer 1978); |
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K. G. Siegler, Kalabsha, Achitecktur und Baugesthichte des Tempels, Berlim 1970. |
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