Cidades - Tebas

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Templo de Luxor Templo de Karnak Margem Ocidental: Templos Vale dos Reis

A Waset do Antigo Egito foi designada pelos Gregos por "Thebai",mas não se sabe por que razão. Tem sido sugerido que a pronúncia dos nomes egípcios Ta-ipet (ipet-resy era o templo de Luxor) ou Djeme (Medinet Habu) era semelhante à do da cidade da Beócia, mas este argumento não é muito convincente.

Waset ficava no 4º nomo do Alto Egito, bem para sul. A sua situação geográfica contibui bastante para a importância histórica da cidade: ficava perto da Núbia e do deserto oriental, com os seus valiosos recursos minerais e rotas comerciais, e distante dos centros de poder restritivos do Norte. Os soberanoslocais de Tebas dos princípios da história egípcia seguiram políticas expansionistas ativas, em especial nos 1º e 2º períodos intermédios. Durante este último tais políticas foram disfaçadas como uma reação egípcia contra os invasores estrangeiros (os Hicsos). São raros os monumentos anteriores aofinal do Império Antigo e Waset pouco mais era do que uma cidade de província. A sua ascensão a um lugar de relevo teve lugar durante a 11ª dinastia e, embora a capital tivesse sido transferida para Itjtawy no início da 12ª dinastia, Tebas, com o seu deus Amon, foi considerada centro administrativo do Alto Egito meridional. O seu auge teve lugar durante a 18ª dinastia, quando a cidade foi capital do país. Os seus templos eram os mais importantes e ricos e os túmulos, preparados, na margem ocidental, para a elite dos seus habitantes, os mais luxuosos que o Egito alguma vez viu. Mesmo quando, em finais da 18ª dinastia e durante o período dos Ramessidas, a residência e o centro das atividades reais se transferiram para norte (Akhentaton, Mênfis e Pi-Ramsés), os templos tebanos continuaram a prosperar, os monarcas continuaram a ser enterrados no vale dos Reis e a cidade a manter uma certa importância na vida administrativa do país. Durante o 3º período intermédio, Tebas, tendo à sua frente o sumo-sacerdote de Amon, contrabalançou o reinado dos faraós da 21ª e 22ª dinastia, cuja sede de governo era em Tanis, no delta. A influência de Tebas apenas terminou no período tardio.

A parte principal e, provavelmente, mais antiga da cidade e os templos mais importantes ficavam na margem oriental. Do outro lado do rio, na margem ocidental, ficava a necrópolis, com túmulos funerários,, mas também a parte ocidental da cidade. Amenhotep III tinha o seu palácio em el-Malqata e, durante o período dos Ramessidas, a própria cidade de Tebas estava centrada a norte, em Medinet Habu.

Os vestígios textuais e arqueológicos indicam que no início da 18ª dinastia, ou ainda antes, existia um santuário no local do templo de Luxor ou na sua vizinhança, mas o templo que podemos ver hoje em dia foi contruído essencialmente por dois faraós, Amenhotep III (a parte interior) e Ramsés II (a parte exterior). Vários outros soberanos contribuíram para as suas inscrições e decorações em relevo, acrescentando pequenas estruturas ou fazendo alterações, sobretudo Tutankhamon, Haremhab e Alexandre Magno. Um santuário mais antigo, da tríade tebana, foi incorporado no pátio de Ramsés II. O comprimento total do templo, entre opilone e a parede do fundo é de quase 260m.

O templo era consagrado a Amon (Amenemope), que tomava, em Luxor, a forma do Min ictifálico. Estava em estreita ligação com o Grande Templo de Amon, em Karnak, e uma vez por ano, durante o segundo e terceiro meses da época das cheias, tinha lugar em Luxor uma longa festa religiosa, durante a qual a imagem de Amon de Karnak visitava o seu Ipet-resyt, "Ipet do sul", como era chamado o templo.

No final do reinado do imperador romano Diocleciano, logo a seguir ao ano de 300 d.e.c., a primeira antecâmara da parte interior do templo foi convertida em satuário do culto imperial, servindo a guarnição militar lcoal e a cidade, e os estandardes e insígnias da legião eram lá guardados. Era decorado com magníficas pinturas, ainda visíveis no século XIX, mas quase completamente perdidas atualmente. Uma pequena mesquita de Abu el-Haggag, construída no pátio de Ramsés II durante o período dos Aiúbidas (século XIII d.e.c.) ainda lá se encontra.

Templo de Luxor

Uma alameda de esfinges de cabeça humana de Nectanebo I ligava Karnak, cerca de 3km a norte, a Luxor, levando o visitante até a um muro de vedação de tijolo. No antepátio que precedia o templo propriamente dito encontravam-se várias estruturas posteriores, inclusive uma colunata de Shabaka (mais tarde desmantelada) e capelas de Hathor (construída por Taharqa) e de Serápis (construída por Adriano). As paredes de tijolo cozido, visíveis a leste a oeste do templo, são restos da cidade romana, contemporânea do santuário imperial.

O templo tem, no frontispício, um pilone de Ramsés II, com relevos e textos nos seu exterior, relatando a história da famosa batalha contra os Hititas, em Kadesh, na Síria em 1285 a.e.c. Em frente do pilone encontravam-se inicialmente dois obeliscos de granito vermelho, de que resta apenas um, de cerca de 25m de altura, tendo sido o outro retirado e colocado na praça da Concórdia, em Paris, em 1835-1836. Várias estátuas colossais de Ramsés II, duas das quais sentadas, ladeiam a entrada. A porta central do pilone foi decorada em parte por Shabaka.

O pátio com peristilo de Ramsés II, por detrás do pilone, tem 74 colunas papiriformes, com cenas do faraó diante de várias divindades. As colunas estão dispostas em dupla fila, do lado do pátio, e são interrompidas por um relicário que consiste em três capelas (ou estações de barcas) de Amon (centro), Mut (esquerda) e Khons (direita), construías por Hatshepsut e Tutmósis III e redecoradas por Ramsés II. Foi certamente a existência deste relicário que causou o considerável desvio dos edifícos de Ramsés II em relação ao eixo do templo anterior de Amenhopet III. Nos intervalos entre as colunas da fila da frente, na extremidade do pátio, encontram-se colossais estátuas de pé do faraó.

Templo de Luxor

A entrada para a colunata processional de Amenhotep III, a norte, com sete colunas de cada lado, tem dois colossos sentados de Ramsés II com a rainha Nefertari junto à sua perna esquerda, enquanto do lado sul se encontram duas duplas estátuas sentadas de Amon e Mut. As paredes por trás das colunas foram decoradas por Tutankhamon e Haremhab, com relevos representando a festa de Opet, os da parede oeste e Luxor e os da parede leste a sua viagem de regresso.

Um antepátio com peristilo, de Amenhopet III, une-se com a sala hipóstila, primeira sala da parte interior do templo, inicialmente coberta. Esta dá acesso a uma série de quatro antecâmaras com salas secundárias. A chamda "Sala do Nascimento", a leste da segunda antecâmara, é decorada com relevos representando o "nascimento divino" simbólico de Amenhotep III, resultante da união de sua mãe, Mutemwia, e do deus Amon. Alexandre Magno construiu uma estação da barca na terceira antecâmara. O Santuário de Amenhotep II é a última sala do eixo central do templo.

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O Recinto de Amon | O Recinto de Montu | O Recinto de Mut

O nome de Karnak derivado do de uma aldeia moderna próxima (el-Karnak), é utilizado para designar uma vasta aglomeração de ruínas de templos, capelas e outros edifícios de várias épocas, medindo cerca de 1,5km por, pelo menos 1,5km. Esta era a Ipet-isut do Antigo Egito. "O Mais Selecto dos Locais", principal lugar de culto da tríade tebana, com o deus Amon à frente, mas tamt´bem de várias divindades "convidadas". Nenhum outro lugar do Egito deixa uma impressão mais irresistível e duradoura do que este aparente caos de paredes, obeliscos, colunas, estátuas, estelas e blocos decorados. Depois de os soberanos de Tebas e o deus Amon terem atingido a notoriedade, no princípio do Império Médio, e em especial a partir do início da 18ª dinastia, quando a capital do Egito foi firmemente estabelecida em Tebas, os templos de Karnak foram construídos, ampliados, demolidos, acrescentados e restaurados durante mais de 2000 anos. O templo de Amon era, ideológica e economicamente, a mais importante instituição do gênero em todo Egito.

Este sítio pode ser convenientemnete dividido em três grupos, definidos geograficmente pelos restos das paredes de tijolo que rodeiam o recinto central, otemplo de Amon propriamente dito. O recinto norte pertence a Montu, deus local original da zona de Tebas, enquanto o recinto de Mut se situa a sul e está ligado ao de Amon por uma alameda ladeada de esfinges com cabeça de carneiro. Uma avenida de esfinges ligava Karnak ao templo de luxor, sendo os templos de Amon e Montu ligados ao Nilo por canais.

Templo de Karnak

O Recinto de Amon - O recinto central, em forma de trapézio, compreende o Grande Templo de Amon, construído ao longo de dois eixos (este-oeste e norte-sul), alguns templos e capelas mais pequenos e um lago sagrado. A leste eencontrava-se um templo de Amenhotep IV (Akhenaton), construído eme enorme escala e hoje completamente destruído, assim como duas estruturas ptolomaicas de menor importância, também atualmente destruídas. Descobriram-se ainda in sistu,na parte oriental do Grande Templo, no chamado "Pátio Central", por detrás do pilone IV, alguns dos mais antigos edifícios de Karnak, que datam da época de Sesóstris I.

Pode descrever-se o plano do Grande Templo como consistindo numa série de pilones de várias épocas, com pátios ou paredes entre eles, dando acesso ao santuário principal. Os mais antigos são os pilones IV e V, construídos por Tutmósis I, tendo o templo sido, a partir de então, ampliado por construções em direção a oeste e a sul.

O 1º pilone é precedido de um cais (possivelmente reconstruído na sua forma atual durante a 25ª dinastia) e de uma avenida de esfinges com cabeça de carneiro, protegendo o faraó, a maioria das quais tem o nome do sumo-sacerdote de Amon, Pinudjem I, da 21 ªdinastia. a sul da avenida encontram-se várias estruturas menores, incluindo uma estação da barca de Psamutis e Hakoris, e ebalaustradas das 25ª e 26ª dinastias, com textos ligados à cerimônia do preenchimento dos vasos da tríade tebana. A data do pilone em si não é conhecida com certeza, sendo provavelmente da 30ª dinastia. O antepátio, por trás deste pilone, compreende um triplo relicário de barca de Sethi I, que consiste em três capelas contíguas consagradas a Amon, Mut e Khons. No centro do pátio existem restos de um quiosque de Taharqa, de construção invulgar, com cerca de 79 colunas ainda de pé. Um pequeno templo (estação da barca) de Ramsés II dá para olado sul do antepátio.

O 2º pilone, talvez obra de Haremhab, que reutilizou um elevado número de blocos anteriores para o construir, é precedido uma (a norte) que o representa sentado com a princesa Bentanta. Por trás do pilone, o teto da sala hipóstila, hoje desaparecido, parte mais impressionante de todo o complexo do templo, era suportado por 134 colunas papiriformes, das quais as 12 da nave central são maiores e têm capitéis de tipo diferente. A decoração em relevo é obra de Sethi I e Ramsés II. As paredes exteriores representam campanhas milittares destes faraós, na Palestina e na Síria, incluindo a batalha de Ramsés II em Kadesh.

O 3º Pilone foi construído por Amenhotep III, mas o pórtico em frente foi decorado por Sethi I e Ramsés II. Foram encontrados numerosos blocos de edifícios anteriores reutilizados neste pilone: um santuário do ritual sed de Sesóstris I (a "Capela Branca", hoje reconstruída a norte da sala hipóstila), relicários de Amenhotep I e de Amenhotep II, Hatshepsut (a "Capela Vermelha", assim chamada devido ao material de que é feita, quartzito vermelho) e Tutmósis IV, e um pórtico com pilares do mesmo faraó. Os quatro obeliscos que ficavam por detrás do pilone foram mandados erigir por Tutmósis I e Tutmósis III para marcar a entrada para o templo original, encontrando-se apenas um, de Tutmósis I, ainda de pé.

Entre os 4º e 5º pilones, ambos de Tutmósis I, encontra-se a parte mais antiga do templo ainda conservada com 14 colunas papiriformes, originalmente douradas, e dois obeliscos de Hatshepsut (um de pé e outro caído).

O 6º pilone e o pátio que o precede doram construídos por Tutmósis III. Por trás há um vestíbulo com dois magníficos pilares de granito, ambos ainda de pé, com os emblemas do Alto e do Baixo Egito. O relicário da barca data do tempo de Filipe Arrhidaeus e fica no local de um santuário mais antigo, construído por Tutmósis III.

Por detrás do Pátio Central encontra-se o Templo Cerimonial de Tutmósis II. Uma das salas do templo é conhecida por "Jardim Botânico", devido às suas representações de plantas, aves e animais exóticos.

Outros quatro pilones foram acrescentados ao longo de um novo eixo, que ampliou o grande Templo de Amon em direção a sul. O pátio a norte do 7º pilone é conhecido por "Pátio do Esconderijo" e foi ali que se encontrou, no princípio deste século, um depósito de milhares de estátuas que stavam inicialmente no templo. Foram também encontrados neste pátio restos de edifícios anteriores, incluindo pilares de Sesóstris I e várias capelas de Amenhotep I. Os 7º e 8º pilones foram construídos por Tutmósis III e o pátio entre eles compreende a sua estação da barca.

Os 9º e 10º pilones datam do tempo de Haremhab. Encontraram-se muitos talatat, blocos de edifícios de Amenhotep IV (Akhenaton), grande parte deles datando da sua mudança para Akhetaton, reutilizados nestes pilones. No pátio entre eles encontra-se um temlo do ritual sed de Amenhotep II.

Perto do canto noroeste do lago sagrado do templo está uma estátua colossal do escaravelho sagrado, que data do templo de Amenhotep III.

O templo de Khons fica no canto sudoeste do recinto. Chega-se ao seu propilone (portão no muro de vedação), construído por Ptolomeu III Evérgeta I e conhecido por "Bab el-Amara", poruma avenida de carneiros que protegem Amenhotep III. O pilone foi decorado por Pinudjem I, o antepátio por Herihor e a parte interior por vários Ramsés (pelo menos parte do templo foi construída por Ramsés II), havendo alguns relevos ptolomaicos.

O templo da deusa-hipopótamo. Opet, que se situa próximo do anterior, foi em grnade parte construído por Ptolomeu VIII Evérgeta I. A decoração foi completada por vários soberanos posteriores, etnre outros Augusto, e por baixo do santuário, ao fundo do templo, existe uma "Cripta de Osíris" simbólica.

Dentro do recinto de Amon encontram-se ainda quase 20 outras pequenas capelas e templos, comprendendo um templo de Ptah, construído por Tutmósis III, Shabaka, os Ptolomeus e Tibérios (a norte do Grande Templo, perto do muro da vedação) e uma capela de Osíris Heqadjet, "Soberno do Tempo", de Osorkon IV e Shebitku (a nordeste do Grande Templo, perto do muro da vedação).

Ramsés II e o templo de Karnak - 17:31

O recinto de Montu - O recinto norte, em forma de quadrado, é o menor dos três. Compreende o templo rpincipal d eMOntu, várias estruturas menores (em especial os templos de Harpre e Maat) e um lago sagrado. Em 1970 foi encontrado, fora do muro de vedação esta, um templo antigo de Montu, construído por Tutmósis I. Em frente do templo de Montu encontra-se um cais e uma avenida de esfinges de cabeça human que dá acesso ao templo pelo lado norte. O propilone, conhecido por Bab el-Abd, foi construído por Ptolomeu III Evérgeta I e Ptolomeu IV Filopator, e o templo de Amenhotep III, mas os faraóss posteriores, em especial Taharqa, fizeram algumas modificações em relação ao plano original.

O recinto de Mut - O recinto sul compreende o templo de Mut, Rodeado de umlago em forma de crescent e de estruturas secundárias, em particular o templo de Khonspekhrod, inicialmente da 18ª dinastia, e um templo de Ramsés III.

O templo de Mut foi construído por Amenhotep III, mas, aqui também, o propilone domuro de vedação é ptolomaico (Ptolomeu II filadelfo e Ptolomeu III Evérgeta I) e existem construções posteriores adicionais ao templo, feitas por Taharqa e Nectanebo I, entre outros. Amenhotep III consagrou ao templo centenas de estátuas da deusa-leoa Sakhmet, de granito negro, algumas das quais se podem ainda ver em Karnak

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Deir el-Bahari | Medinet Habu

Do outro lado do Nilo, frente aos templos de Karnak, as ruínas de templos ocupam uma faixa de cerca de 7,5km. Tratava-se em grande parte, de templos funerários reais do Império Novo, cuja função principal era manter vivo o culto dos falecidos faraós, enterrados nos seus túmulos cavados na rocha, mais para oeste, embora também lá fossem adorados deuses, em especial Amon e Rá-Harakhty. Os mais importantes dests templos são os de Deir el-Bahari, o Ramseum e Medinet Habu. o templo funerário de Sethi I fica em Qurna, enquanto o sítio do templo de Amenhotep III apenas é marcado por enormes estátuas sentadas, os "Colossos de Memnon", e por outras esculturas fragmentárias. Vários dos templos da margem ocidental não são funerários, por exemplo os de Hathor (Deir el-Medina), Thot (Qasr el-Aguz) e Ísis (Deir el-Shelwit), todos do período greco-romano.

Deir el-Bahari - Tradicionalmente ligado ao culto local da deusa-vaca Hathor, quase em frente a Karnak, foi o lugar escolhido por Nebhepetre Mentuhotep, da 11ª dinastia, e pela rainha Hatshepsut, da 18ª, para os seus templos funerários (no caso de Mentuhotepe) o templo estava diretament ligado ao túmulo, enquanto Hatshepsut preparou para si dois túmulos, um no vale remoto por trás do templo, o uadi Sikket Taqet Zaid, e o outro no vale dos Reis. Pouco depois de terminado o templo de Hatshepsut, Tutmósis III construíu um complexo de tmplos para o culto do deus Amon (Djeser-Akhet) e uma capela de Hathor, entre as duas estruturas anteriores, e um quiosque (Djeser-menu) no pátio do templo de Mentuhotepe.

O templo funerário de Nebhepetre Mentuhotepe (Akh-isut)

Embora a ideia básica deva já ter estado presente na mente dos arquitetos dos complexos de pirâmides do Império Antigo, no Egito só se tentou um plano que colocava conscientemente as diferentes partes de um templo em terraços de altura variável quando Nebhepetre Mentuhotepe construiu o seu templo de Deir el-Bahar. Outro elemento novo aqui introduzido, a colunata (Pórtico) ao fundo do terraço, teve talvez origem no aspecto dos túmulos saff dos faraós mais antigos da 11ª dinastia.

A parte frontal do templo, separada, acedia-se por uma calçada de 46m de largura a partir do templo do vale, hoje desaparecido, e consiste num antepátio, cercado de muros em três lados, e numa estrutura em forma de mastaba, completamente em ruínas, possivelmente associada ao culto do deus-sol. Na parte oriental do antepátio há uma abertura conhecida por "Bab el-Hosan", ligada por uma longa passagem subterrânea a um túmulo real, provavelment simbólico, que ficou inacabado. A parte ocidental do antepátio comprendia inicalmente um pomar de tamargueiras e sicômoros, de cada lado de uma rampa ascendente que dava acesso ao terraço. Por trás da colunata, na extremidade oeste do pátio, e noutro terraço estavam relvos representando procissões de barcos, campanhas no estrangeiro, cenas de caça, etc., de que se encontra um grande número de pequenos fragemntos em vários museus. A mastava, ponto mais distintivo do templo, é rodeada por todos os lados com uma arcada com pilares. Na sua parede oeste há seis relicários de státuas (e, mais para oeste, túmulos) de senhoras da família real do reinado de Nebhepetre (de norte para sul: Myt, Ashayt, Zadeh, Kawit, Kemsyt e Henhenet).

A parte interior do templo, cavada na rocha, consiste num peristilo e em pátios hipóstilos a leste e a oeste da entrada para uma passagem subterrânea que dá acesso, ao fim de uns 150m, ao túmulo propriamente dito. Pouco se ncontrou do equipamento funerário real. O relicário talhado na rocha, ao fundo da parte interior do edifício, era o principal lugar de culto do falecido faraó no templo.

O templo funerário de Hatshepsut (Djeser- djeseru)

O templo é uma estrutura parcialmente talhada na rocha e parcialmente em terraços. os seus construtores seguiram e desenvolveram as extraordinárias ideias arquitetônicas do seu predecessor de 550 anos, ao norte do qual se encontra. Mesmo atualmente, no seu estado de incompleta conservação, o templo transmite uma harmonia incomparável entre a criação humana e o ambiente natural. O efeito do seu aspecto original, com árvores, canteiros de flores e numerosas esfinges e státuas, devia ser então ainda mais irresistível. O templo foi construído entre os anos 7 e 22 do reinado de Hatshepsut e Tutmósis III, estando associados à sua construção alguns altos funcionários do estado, entre outros o influente "administrador geral de Amon", Senenmut.

Do templo do vale e do complexo restam vestígios das suas fundações, mas o edifíco em si desapareceu, pelo menos em parte, devido à sua proximidade em relação ao templo posterior de Ramsés IV. A calçada monumental, com cerca de 37m de largura, ladeada de sfinges e com uma capela da barca, dava acesso a uma série de três pátios, em níveis diferntes, a que se acedia por rampas e separados por colunatas (pórticos) protegendo relvos, hoje famosos. Estes representam barcaças enormes, especialmente construídas para trazer obeliscos de Assuã para o templo de Amon em Karnak (colunata inferior), cenas do nascimento e coroação divnas de Hatshepsut (metade norte da colunata do meio) e uma expedição comercial por mar à exótica terra africana do Ponto (metade sul da colunata do meio). A colunata superior, formada por pilares osíricos ladeados de estátuas colossias da rainha, precedia o pátio superior. As salas abobadadas nos lados norte e sul deste pátio eram consagradas a Hatshepsut e a seu pai, Tutmósis I, e aos deuss Rá-Harakhty e Amon. Eram estes os principais cultos praticados no templo. Ao fundo (lado oeste) havia uma série de nichos na parede, com estátuas da rinha e, na mesma parede, uma entrada que dava para o santuário propriamente dito. A sala mais interior do atual santuário foi mandada talhar por Ptolomeu VIII Evérgeta II, sendo o resto da arquitetura do templo espantosamente livre de interferências posteriores. A partir do segundo pátio tinha-se acesso a relicários especiais de Anúbis e Hathor.

O templo funerário de Ramsés II (Khnemt-waset) ou Ramseum

O complexo funerário de Ramsés II, descrito por diodoro, um tanto enganadoramente, como "o túmulo de Osimandias (de Userma-atre, parte do prenome de Ramsés II), hoje conhecido por Ramseum, compreende o templo propriamente dito e alguns armazéns e outros edifícios que o cercam (o túmulo de Ramsés II fica no vale dos Reis).

A disposição interior do templo de pedra é bastante ortodoxa, embora um tanto mais elaborada do que o habitual: dois pátios, uma sala hipóstila, uma série de antecâmaras e salas secundárias, a sala da barca e o santuário. O plano geral do templo é, curiosamente, em forma de paralelogramo, em vez de retângulo. Este fato deveu-se, provavelmente, a ter-se mantido a orientação de um pequeno templo anterior, consagrado a Tuya, mãe de Ramsés II, enquanto se colocavam os pilones de modo a ficarem de frente para o templo de Luxor, na margem oriental. O templo de Tuya fica a norte da sala hipóstila do Ramseum.

O 1º e 2º pilones do Ramseum são decorados com relevos representando, entre outras coisas, a batalha de Kadesh (também representada em Karnak, Luxor, Abido e Abu

Ramesseum

Simbel). Numa plataforma dque precede a sala Hipóstila encontravam-se, originalmente, dois colossos de granito de Ramsés II. A prte superior da estátua da esquerda (sul) está atualmente no Museu Britânico, mas pode ainda ver-se a cabeça da outra no Ramseum. a primeira câmara por detrás da sala hipóstila, tem um teto astronômico e deve ter servido de biblioteca do templo. O habitual palácio do temlpo ficava à esquerda do primeiro pátio.

 

 

O Ramesseum - 03:25

Medinet Habu - Situada frente a Luxor, a antiga Tjamet, Djeme, em copta, foi um dos mais antigos locais da zona de Tebas estreitamente associado a Amon. Hatshepsut e Tutmósis II construíram ali um templo consagrado a este deus. Ao lado, Ramsés III fez erguer o seu templo funerário, cercando as duas estruturas de grandes muros de tijolo. No interior destes havia armazéns, oficinas, edifícios administrativos e residências de sacerdotes e funcionários.

Medinet Habu tornou-se o centro da vida administrativa e econômica de toda a região de Tebas, papel que desempenhou durante várias centenas de anos. Começaram mesmo a construir-se ali túmulos e capelas tumulares, em especial as das divinas esposas da 25ª e 26ª dinastias. Este local continuou a ser habitado até à Idade Média (século IX a.e.c.).

O templo de Amon (Djser-iset)

O templo original, construído por Hatshepsut e Tutmósis II, sofreu muitas alterações e ampliações do decurso dos 1500 anos seguintes, sobretudo durante as 20ª (Ramsés III), 25ª (Shebaka e Taharqa), 26ª, 29ª (Hakoris) e 30ª dinastias (Nectanebo I) e durante o período greco-romano (Ptolomeu VIII Evérgeta II, Ptolomeu X Alexandre I e Antonino Pio). Estes ampliaram consideravelmente o seu plano, acrescentando uma sala com colunas, dois pilones e um pátio na frente.

O templo funerário de Ramsés III

O templo estava inicialmente ligado ao Nilo por um canal, aspecto de alguma importância, já que as procissões de barcos eram uma parte importante das festas religiosas, tento sido construído um cais de desembarque fora do muro de vedação. A entrada para o recinto do temlpo fazia-se por dois portões fortificados, a leste a oeste, de que apenas resta o primeiro, por vezes chamado "pavilhão".

O templo em si tem uma arquitetura ortodoxa e parece-se muito com o templo funerário de Ramsés II (o Ramseum), de que é, possivelmente, uma imitação consciente. A sul do primeiro pátio ficava o palácio, construído em tijolo, atualmente muito danificado, utilizado pelo faraó durante as festas religiosas que tinham lugar em Medinet Habu. Foram reconhecidas duas fases na construção deste edifício. As paredes interiores do palácio foram inicalment decoradas com lindíssimos mosaicos de cerâmica, semlhantes aos que se conhecem noutros palácios da mesma época no delta (Tell el-Yahudiya e Qantir). A "janela das presenças" ligava o palácio ao templo.

Alguns dos relevos de Medinet Habu são importântes, não do ponto de vista artístico, mas sim do histórico, já que registram acontecimentos históricos do reinado de Ramsés III:

Templo de Ramsés III

1º Pilone - No exterior o faraó está representado flagelando prisioneiros estrangeiros diante de Amon e de Rá-Harakhty, em cinas simbólicas de triunfo. As terras e cidades estrangeiras subjugadas estão representadas pelos seus nomes, inscritos em anéis com cabeças humanas. Na curta fachada do maciço sul econtram-se cenas de caça.

2º Pilone - No exterior (fachada leste) do maciço sul o faraó apresnta prisioneiros a Amon e Mut. No interior, e também nas paredes norte sul do segundo pátio, encontram-se rpresentações das festas de Sokar e min.

O exterior do templo- Na parte norte estão representadas campanhas contra os Líbios, Asiáticos e "povos do mar". Nas paredes das câmaras da parte interior do templo encontram-se cenas mais estritamente religosas.

 
Túmulos Reais | Túmulos Particulares

Túmulos Reais -

el-Tarif

Os ambiciosos soberanos do princípio da 11ª dinastia tebana, competindo com a 9ª-10ª dinastia de Heracleópolis pela supremacia do egito, construíram os seus túmulos em el-Tarif, parte mais meridional da necrópole tebana,em relação ao rio. Embora os túmulos sejam comparáveis, no tipo, aos túmulos regionais contemporâneos de outros lugares, as suas dimensões majestosas e arquitetura verdadeiramente monumental associam-nos ao templo e túmulo funerários do faraó que acabou por conseguir controlar todo o Egito, Neghepetre mentuhotepe, em Deir el-Bahari.

Os túmulos são constituídos por uma escavação feita na rocha, formando um enorme pátio (300m de comprimento e 60m de largura). Ao fundo do pátio, uma série de aberturas em forma de porta dão a impressão de uma fachada com pilares. Foi isto que deu aos túmulos o nome de túmulos saff (saff,"fila" em árabe). A câmara funerária, relativamente modesta, e as outras salas, são talhadas na rocha por trás da fachada, sendo o complexo completado por um templo de tijolo. Pouco se conserva da decoração dos túmulos.

Conhecem-se três túmulos saff:

  1. Inyotef I (Hórus Sehertawy) - Saff el-Dawaba;
  2. Inyotef II (Hórus Wahankh) - Saff el-Kisasiya;
  3. Inyotef III (Hórus Nakhtnebtepnufer) - Saff el-Baqar.

Dra Abu el-Naga

Os soberanos de Tebas da 17ª dinastia e as suas famílias foram enterrados em túmulos modestos, em Dra Abu el-Naga, entre el-Tarif e Deir el-Bahari. Conhece-se a posição relativa destes túmulos e a quem pertencem através de um papiro que registra a sua inspeção, por volta de 1080 a.e.c. (o Papiro Abbott). Durante as escavações dirigidas por Mariette, antes de 1860, encontraram-se vários objetos com inscrições, inclusive os chamados "caixões rishi", bem como armas e jóias decoradas. A arquitetura dos túmulos, que devem ter tido pequenas pirâmides de tijolo, é pouco conhecida.

O vale dos Reis ("Biban el-Muluk")

Após a derrota dos Hicsos, os soberanos de Tebas da 18ª dinastia começaram a construir túmulos num estilo digno dos faraós de todo o Egito. O túmulo de Amenhotep I ficava provavelmente em Dra Abu el-Naga. Não se conhece ao certo a sua localização, mas a estima de que o rei era alvo por parte da comunidade de trabalhadores especializados, ocupados na construção dos túmulos reais, sugere que foi este o primeiro túmulo do novo tipo. Tutmósis I foi o primeiro a mandar cavar o seu túmulo na rocha de um vale deserto por detrás de Deir el-Bahari, conhecido atualmente por vale dos Reis. Esta zona é dominada pelo pico de el-Qurn ("o Chifre") e o vale tem duas partes principais, o vale oriental, com a maior parte dos túmulos, e o vale ocidental, com os túmulos de Amenhotep III e Aya. O número total de túmulos é de 62 (otúmulo nº62 é o de Tutankhamon, último a ser descoberto), mas alguns dels não são de faraós e está também ainda a ser discutido a quem pertencem outros. Os túmulos eram separados dos rspectivos templos funerários, construídos junto das terras cultivadas. As razóes da separação do templo e do túmulo não eram apenas de segurança, mas também religiosas e arquitetônicas.

O plano dos túmulos reais da 18ª à 20ª dinastia (o último é o de Ramsés XI) no vale dos Reis comprende um longo corredor inclinado, cavado na rocha, com uma ou mais salas (porvezes com pilares), terminando na câmara funerária. Nos túmulos mais antigos o corredor, após certa distância, vira à direita ou à esquerda, geralmente em ângulo rego, mas a partir do fim da 18ª dinastia segue a direita. O seu comprimento podia ser considerável, tendo o de Haremhab 105m, o de Siptah 88m e o de Ramsés IV 83m. A decoração dos túmulos é quase exclusivamente religiosa. Há numerosas cenas representando o faraó em presença dos deuses, mas os elementos mais impressionanes são os textos, e ilustrações que os acompanham, de várias composições religiosas ("livros"), por exemplo o livro de Amduat ("o que está no mundo dos mortos"), de portões, de cavernas, a litania de Rá e outros. Os exemplos mais antigos de tais textos eram feitos de forma a darem a impressão de enormes papiros funerários desnrolados nas paredes dos túmulos. A partir de finais da 18ª dinastia a decoração passou a ser gravada em relvo.

Não é fácil imaginar a riqueza e a beleza originais do conteúdo destes sepulcros reais. O de Tutankhamon, único que se encontrou em grande parte intacto, e que permite entrever o que se perdeu, pode muito bem não ser típico.

A Aldeia dos trabalhadores de Deir el-Medina

A vida quotidiana da comunidade de trabalhadores ("servidores do Sítio da Verdade") ocupados na construção dos túmulos reais do vale dos Reis pode ser reconstrituída em bastante pormenos a partir de ostracas, papiros e outros vestígios. Podem ver-se as ruínas da aldeia, cercada de muros (cerca de 70 casas), em que viveram os trabalhadores e respectivas famílias, a partir do reinado de Tutmósis I, num pequeno vale por detrás do monte de Qurnet Murai, em Deir el-Medina. Os túmulos dos próprios trabalhadores e as capelas dos seus deuses locais encontram-se ali perto.

O grupo de trabalhadores, uns 60 ou mais homens, era dividido em dois "lados", cada um com um capataz, o seu ajudante e um ou mais escribas. O seu superior era o vizir, que se deslocava ocasionalmente, ou mandava um dos "mordomos" reais para visitar o local e inspecionar o andamento das obras. os salários dos trabalhadores eram pagos em espécie, sobretudo em cerais, ao fim de cada mês. Também lhe eram fornecidos outros produtos, por exemplo peixe legumes, e, raramente, carne, vinho, sal, etc. Sinal dos tempos o fato de, durante a 20ª dinastia, ter havido ocasiões em que as rações se atrasaram, tendo os trabalhadores recorrido, por várias vezs, a manifestações. A mais antiga "movimentação industrial" registrada teve lugar no 29º ano do reinado de Ramsés III. os trabalhadores ficam normalmente no local do túmulo, no vale dos Reis, durante a "semana" de trabalho de 10 dias, regressando à aldeia para passar os dias de descanso ou as festas religiosas que eram também feriados.

Túmulos particulares - Os maiores e mais importanes túmulos tebanos estão concentrados em várias zonas da margem ocidental. A começar do Norte, são elas: Dra Abu el-Naga, Deir el-Bahari, el-Khokha, Asasif, Sheik Abd el-Qurna, Deir el-Medina e Qurnet Murai. Ao todo, o Serviço de Antiguidades do egito atribuiu números oficiais a 409 túmulos, mas recenttmente adicionaram-se a estes mais cinco. As datas dos túmulos vão desde a 6ª dinastia ao período greco-romano, mas a maior parte é do Império Antigo. Existem muito mais túmmulos, alguns grandes decorados, outros pouco mais do que simples sepulturas, sendo talvez os mais importantes os do vale das Rainhas, a sul de Deir el-Medina, e de vales próximos, menores, incluindo o "Túmulo das Três Princesas", do reinado de Tutmósis III, no uadi Qubbanet el-Qirud ("vale dos Túmulos dos Macacos") com um tesouro em vasos de ouro e prata que se encontra atualmente no Museu Metropolitano de Nova Iorque.

Como seria de esperar, em el-Tarif e Dra Abu el-Naga, muitos dos túmulos menos importantes, não incluídos na série oficial de túmulos tebanos, são contemporâneos dos túmulos reais das 11ª e 17ª dinastias, mas esta última zona em particular continuou a ser utilizada até ao período tardio. O mesmo se pode dizer dos cemitérios de Asasif el-Khokha, à volta das rapmas que dão acesso aos temlpos das 11ª e 18ª dinastias, em Deir el-Bahari, e do próprio Deir el-Bahari.

Foram encontrados vários esconderijos importantes com sepulturas conjuntas. Em 1891, E. Grébaut e G. Daressy encontraram, em Deir el-Bahari, um grande esconderijo de caixões de "sacerdotes" de Amon" do 3º período intermédio. Foi a segunda descoberta deste tipo, tendo já Mariette encontrado, em 1858, um esconderijo de caixões de "sacerdotes de Montu". O mais espetacular destes esconderijos secretos foi o encontrado em 1881, no túmulo nº 320, no primeiro vale a sul de Deir el-Bahari. Continha caixões e múmias dos mais famosos faraós do Egito, da 17ª à 20ª dinastias, ali reunidos durante a 21ª dinastia por razões de segurança.

Alguns dos túmulos de Sheik Abd el-Qurna, a sul de Deir el-Bahari, pertenciam à família do famoso plebeu Senenmut, do reinado de Hatshepstu. Encontrou-se igualment um túmulo do 3º período intermédio (conhecido por "túmulo do príncipe de Gales"), com uns 30 caixões (embora este esconderijo tenha sido estabelcido, pelo menos em parte, na época atual e os sarcófagos trazidos de outros lugares) e outro com 14 caixões que datam do reinado de Adriano.

Como o seu nome o sugere, o vale das Rainhas ("Biban el-Harim") contém túmulos de rainhas e outros membros da família real, em especial os dos príncipes da dinastia dos Raméssidas.

Quase todos os grandes túmulos tebanos eram cavados na Rocha, tendo alguns deles uma superestrutura isolada. Os respectivos planos são muito variáveis, sendo as características que se indicam a seguir apenas de carater muito geral.

  • Finais do Império Antigo - Uma ou duas salas de forma irregular, por vezes com pilares. O acesso a uma ou mais câmaras funerárias fazia-se por poços inclinados;
  • Império Médio - A parede do fundo de um antepátio aberto forma a fachada do túmulo. A um longo corredor segue-se uma capela, ligada à câmara funerária por um corredor inclinado;
  • Império Novo - A fachada, com uma fila de "cones funerários" de cerâmica por cima da porta, é precedida de um antepátio aberto, muitas vezes com estelas. Uma sala "comprida", no eixo central do túmulo, segue-se a uma sala transversal ("larga"), por vezs com estelas nas paredes estreitas. O santuário tem um nicho com estátua ou uma porta falsa. Toas as salas interiores podem ter pilares. O poço da câmara funerária é geralmente cavado no antepátio. Os túmulos dos Raméssidas, em Deir el-Medina, combinam uma superestrutura completa ou parcialmente separada (pilone, pátio aberto, pórtico e capela abobadada com um nicho para estátua e uma pirâmide de tijolo por cima) com câmaras cavadas na rocha, a que se acedia por um poço.
  • Período Tardio - Alguns destes túmulos são enormes e os seus planos muito complexos. Pilones de tijolo e pátios abertos precedem uma série de salas subterrâneas, geralmente com pilares, que dão para a câmara funerária. A pintura é o método mais comum de decoração dos túmulos tebanos, mas o relevo também se encontra com certa frequência. Os temas incluem tanto cenas da vida quotidiana como cenas religiosas, predominando estas últimas a partir do período dos Raméssidas.
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Referências Bibliográficas
1 A. Gayet, Le Temple de Louxor, Cairo 1894;  
  Reliefs and Inscriptions at Karnak, by the epigraphic Survey. Chicago 1936;  
  H. Carter e A. C. Mace, The bomb of Tut.ankh.amen, Londres etc. 1923-33;  
  Medinet Habu, by the Epigraphic survey. chicaco 1930-70;  
  E. Naville, The Temple of Deir el Bahari, Introductory Memoir and. Londres 1894-1908;  
     
 
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