História da Civilização - 2º Período Intermediário - Faraós

Sitio melhor visualização em 1024x768px

Desenvolvido para Internet Explorer 7
 

Em 1640 a.e.c. os Hicsos, invasores estrangeiros, se instalaram no delta e tomaram o poder do Egito, a 15ª Dinastia é representada por estes reis que dominaram parte país.
  Salitis   Khian   Khamudi
Rei Hicso Rei Hicso Rei Hicso
  Sheshi   Apophis    
Rei Hicso Rei Hicso  
 

Soberanos Hicsos de menor Importância, contemporâneos dos reis da 15ª Dinastia
  Anat-Her   Pepi III   Aneterire
Rei Hicso Rei Hicso Rei Hicso
  Useranat   Bebankh   Nubankhre
Rei Hicso Rei Hicso Rei Hicso
  Semken   Nebmare   Nubuserre
Rei Hicso Rei Hicso Rei Hicso
Uasa*Zaket Nikare II Khauserré*Iakub-Baal
Rei Hicso Rei Hicso Rei Hicso
Kar Ahotepre Iakbam
Rei Hicso Rei Hicso Rei Hicso
 
Faraós Egípcios sediados em Tebas, principal cidade egípcia resistente à dominação estrangeira. Faraós contemporâneos aos reis Hicsos da 15ª e 16ª Dinastias
  Antef V   Nebirau I   Antef VII
Rei Tebano Rei Tebano Rei Tebano
  Rahotep   Nebirau II   Tao I
Rei Tebano Rei Tebano Rei Tebano
  Sebekemsaf I   Sebekemsaf II    
Rei Tebano Rei Tebano  
  Mentuhotep VII   Antef VI    
Rei Tebano Rei Tebano  
 
Tao II "Aquele que golpeia como Rá"
Rei Tebano

Tao II foi o faraó que tomou a atitude de lutar contra os Hicsos que dominavam parte do Egito. É conhecido por ir à guerra por causa de um insulto do rei Hicso - Apophis o Hicso, reclamou dos roncos dos hipopótamos no lago real em Tebas (há milhas de distância). Tao II morreu em batalha e sua múmia foi encontrada em Tebas de modo que se pode observar os golpes que ele sofreu. Seu crânio, coluna e costelas estavam fraturados.

 
Topo
Kamósis "Florescendo está a manifestação de Rá"
Rei Tebano

Seu pai era Tao II e sua mãe a rainha Ahhotep, seu irmão era Ahmose I. Quando seu pai morreu na guerra, Kamósis tomou as rédeas e comandou o exército sobre os estrangeiros, fazendo com que eles recuassem. Paralelamente à luta no norte, Kampósis também lutou no sul contra os kushitas. Duas inscrições em pedra encontradas na Núbia, trazem os nomes de Kamósis e Amósis, lado a lado e com certeza foram escritas ao mesmo tempo e pela mesma pessoa. Podemos concluir que os irmãos reinaram juntos como co-regentes, pelo menos na época dessa inscrição. Não se sabe se Kamósis morreu em alguma das batalhas em que estava engajado, mas certamente não teve tempo de completar seu túmulo

Por volta de 1555, a 17ª dinastia tebana - que reina paralelamente à décima sexta dinastia dos Hicsos, no Norte - começa a ter dificuldade em suportar a presença de estrangeiros no solo do Egito. Os príncipes tebanos reagrupam sob a sua autoridade as províncias do Sul e decideme uma tentativa militar, dando-se então a primeira confrontação, no decurso da qual o tebano Seqenenre Tao II é morto. Sua múmia, que foi encontrada, apresenta vários ferimentos na cabeça. os egípcios foram certamente erechaçados, mas não vencidos, pelos Hicsos, pois o movimento de revolta aumenta. Por volta de 1555, Kamósis toma o poder em Tebas, decidido a continuar a luta.

Escolhido pelo deus Rá, o rei Kamósis reúne um grande conselho no seu palácio a fim de examinar a situação. E constata, com amargura, que há "um poderoso" em Avaris, o soberano dos Hicsos, e outro em Kush, na Núbia. Kamosis encontra-se, portanto, encurralado entre um Norte e um Sul que lhe são hostis. Mas seu coração deseja libertar o Egito, e sta paixão é meais forte do que os perigos a que se expõe. Felizmente, o Sul sobre o qual ele reina é próspero. A base de partida para o ataque é sólida. Mas os cortesãos estão inquietos e aconselham a prudência a Kamósis, que não os quer ouvir. Para ele, o Egito deve ser reconquistado.

Kamósis parte em campanha. "Desci a corrente", diz ele "a fim de derrubar os asiáticos por ordem de Amon, o justo-de-conselhos; meus bravos soldados diante de mim são um sopro de fogo". O primeiro papel de Kamósis, apoiado por uma intendência minuciosamente escolhida, consiste eme trazer ao seio da nação os egípcios que se tinham aliado aos Hicsos. É assim que combate contra um príncipe Téti:

"Passei a noite no meu barco", explica Kamósis "Meu coração estava feliz. Quando a terra se iluminou, caí sobre ele como um falcão" Ao meio-dia a questão estava resolvida. O adversário inclina-se, as muralhas da cidade são derrubadas, e seus habitantes, capturados. Como leões, os soldados de Kamósis partilham o espólio, onde se contam gado, leite e mel.

Uma vez que Kamósis sobe em direção ao Norte, os Hicsos são obrigados a bater em retirada e a refugiar-se na sua capital, Avaris, onde se vêem sitiados. Kamósis apresenta-se como um impiedoso vingador, mandando arrasar as cidades favoráveis aos asiáticos. Assim pereceram os inimigos do Egito, aqueles que haviam esquecido a onipotência do faraó. O rei é, aliás, bafejado pela sorte: seus homens capturaram um mensageiro de partida para a Núbia, portador de uma carta escrita pelo soberano dos Hicsos, na qual chamava os núbios em socorro contra Kamósis, considerando-o muito perigoso. "Se conseguir abater-me", previne seus aliados do sul, "também vos abaterá. vinde!", suplica "Subi imeediatamente epara Norte não hesiteeis mais. Vedee, ele está aqui, a meu lado... não me livrarei dele antes que chegueis. Então partilharemos as cidades do Egito." Nâo contente de ter reconquistado a indepedência, a turbulenta Núbia traía assim o gito. Mas não pode ofercer aos Hicsos os desejado socorro. Elfantina, na fronteira egípcia, era uma praça-forte fiel a Kamósis. As tropas núbias, supondo terem sido enviadas, não conseguiram passar. Não houve, pois aliança asiático-núbia contra o Egito. Kamósis regressou, vitorioso a Tebas, onde foi aclamado por uma população jubilosa. Esta título de "glória" seria outorgado ao seu sucessor Amósis, o fundador da décima oitava dinastia e do Império Novo.

A múmia de Kamósis é mencionada no Abbott Papyrus, que registra os roubos de tumbas, escrito durante o reinado de Ramsés IX. Lá está que, a tumba de Kamósis estava em bom estado mas a múmia tinha sido removida. De fato ela foi descoberta em 1857 em Draa Abu Naga, num caixão pintado, aparentemente escondida numa pilha de escombros. Infelizmente parece que a múmia estava em mal estado, mas foi sepultada com uma adaga de ouro e prata, amuletos, um escaravelho, um espelho de bronze e um peitoral na forma de um cartucho com o nome de seu sucessor e irmão Amósis.

O caixão ficou no Egito, a adaga em Bruxelas e o peitoral e o espelho estão no Louvre, Paris. O nome do faraó inscrito no caixão só foi reconhecido cinqüenta anos após a descoberta, quando então, a múmia abandonada sob os escombros já tinha desaparecido.

 
 
Referências Bibliográficas
1 Baines, John e Málek, Jaromír. O mundo egípcio, Madri, Edições del Prado, 1996;  
2 Jacq, Christian. O Egito dos grandes faraós, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2007;  
3 J.H. Breasted, A History of Egypt, 2ª ed. New York, 1909;  
4 Parcerisa, Josep Padró - História del Egipto faraónico. Madrid: Alianza Editorial, 1999;  
5 Revista Edição Ilustrada Egito Antigo, Escala, 2007;  
6 Rice, Michael - Who´s Who in Ancient Egypt. Routledge, 1999;  
7 Shaw, Ian - The Oxford History of Ancient Egypt. Oxford University Press, 2003.  
8 Tyldesley, Joyce. Pirâmides a verdadeira história por trás dos mais antigos monumentos do Egito, São Paulo, Globo, 2005;  
9 www.wikipedia.org  
   
Sobre o Autor | Mapa do Site | Publique seu Artigo | Contato | ©2007-2009 Templo de Apolo - Por Odsson Ferreira