História da Civilização - Período Pre-Dinástico - Meni ou Menés (Narmer?, Aha?)

Sitio melhor visualização em 1024x768px

Desenvolvido para Internet Explorer 7
HISTÓRIA DO EGITO
Pré-História - ate 4000 a.e.c. Pré-dinástico - 3200-3125 a.e.c. Dinástico Primitivo - 3125-2575 a.e.c.
Império Antigo - 2575-2134 a.e.c. 1º Intermédiário - 2134-2040 a.e.c. Império Médio - 2040-1640 a.e.c.
2º Intermédiário - 1640-1532 a.e.c. Império Novo - 1550-1070 a.e.c. 3º Intermédiário - 1040-712 a.e.c.
Período Tardio - 712-332 a.e.c. Greco-Romano - 332 a.e.c. - 395 d.e.c.  
Dinastico Primitivo - Meni ou Menés (Narmer?, Aha?) 3125-3100 a.e.c.
► A Paleta de Narmer
► Meni ou Narmer?
► Fundação de Mênfis
► Os Nomos
► O Nilo e a terra
► A Economia
► A Morte de Meni
► Rerefencias Bibliog.
 
Antecessor Sucessor
3150-3125 - Rei Escorpião 3100-3070 - Djer
     
Mapas
Os Nomos do alto Egito Nomos do Baixo Egito Topografia do Delta do Nilo em 4000 a.e.c.
Multimídia
Textos
     
A Paleta de Narmer
 

Termina a época chamada “pré-dinástica”. Subitamente, o número dos locals habitados cresce numa proporção elevada. O país agita-se e transforma-se. Há um afluxo de população estrangeira? Não sabemos. Talvez seja a caso de pensarmos na chegada ao Egito de nômades vindos das zonas desérticas do Leste e do Oeste. Produz-se, então, um acontecimento essencial: a reunião das Duas Terras, o Alto e o Baixo Egito, sob a comando do mesmo homem. Nasce a nação egipcia.

Paleta de Narmer

Temos conhecimento deste fato capital graças a paleta do rei Narmer encontrada no sitio de Hierakonpolis. Este pequeno monumento de 63 cm de altura é uma chameira. Este tipo de suporte, a seu estilo, a sua concepção pertencem ainda ao pré-dinástico, ao passo que os temas representados nos revelam a existência da primeira dinastia. A paleta, em xisto verde, está decorada na frente e atrás. As cenas encontram-se distribuÍdas em três registros sobrepostos. No alto, duas cabeças de vaca simbolizam a deusa Hathor, divindade cósmlca cujo nome significa “morada de Horús”.

Por ser a principal designação do faraó, o rei representado no monumento coloca-se, assim, sob uma proteção divina e celeste. O anúncio da unificação das duas partes do território egipcio é feito de maneira simples e clara: na frente, o soberano usa a coroa branca do Alto Egito, nas costas usa a coroa vermelha do Baixo Egito. E o primeiro faraó a reinar sobre o sul e o Norte. O Egito dinástico entra na História. Narmer, cujo nome está inscrito num retângulo entre as duas cabeças de vaca, prepara-se para rachar a cabeça do inimigo vencido na cena principal da frente da paleta.

Representado em tamanho grande, hierático, numa atitude de grande nobreza, poder e dignidade, o Faraó brande a maça branca. Tem no queixo a barba postiça. Em volta da criatura, uma tanga cerimonial em cuja cintura está preso um rabo de touro. O rei está descalço, mas é seguido por um dignitário cuja estatura é de cerca de um terço da sua, encarregado de transportar as sandalias. Efetivamente, nos tempos antigos a sandalia era um objeto de luxo que não devia sujar-se com o pó do caminho.

O escultor insistiu na possante musculatura de Narmer e na sua calma absoluta. Não há nenhum sadismo, nenhuma vioIência bestial no ato ritual executado pelo primeiro faraó. Na realidade, de acordo com a ordem dos deuses, ele subjuga aquele que se revolta contra a harmonia do mundo. Foi o deus-falcão quem submeteu o rei e lhe permitiu triunfar para que o Egito viva em paz. No registro superior do verso da paleta, o rei, portador da coroa vermelha, dirige-se a um campo de batalha onde se encontram arrumados em boa ordem os corpos dos inimigos decapitados e amarrados.

No registro do meio, uma representação um tanto fantástica: dois homens barbudos seguram uma corda onde estão presos dois animals de grandes pescoços entrecruzados. A interpretação do egiptólogo ingles Gardiner parece-nos judiciosa: a cena simbolizaria a união do Duplo País, do Norte e do Sul. No registro talerio um possante touro desmantela as muralhas de uma cidade. O inimigo torce-se de dor sob os cascos do animal. Novo símbolo de Narmer vencedor, suficientemente possante para subjugar as localidades que se haviam oposto a ele.

Topo
 
Meni ou Narmer?
 
Meni ou Menés, unificador do Egito - 07:51

O balanço é claro: retomando a obra do Escorpião, Narmer levou-a ao seu desfecho lógico. Depois de consolidar o seu poder no Sul, exerce-o agora sobre o Egito inteiro. Mas há um problema. E, efetivamente, com um faraó denominado Meni ou Menés que as listas reais tem início. É a ele que se atribui a unificação, foi ele quem fundou uma cultura nova e original relativamente as que a precederam no solo egipcio. Uma impressionante representação do Ramesseum, o templo funerário tebano de Ramsés II, mostra uma procissão de sacerdotes numa festa religiosa.

Horus

Cada um deles tem aos ombros a imagem de um rei, ora, nos ombros de um destes soberanos figura o enigmático Menés, cuja recordação não se perdera. Após longos debates, admite-se hoje que Meni ou Menés e Narmer são, provavelmente, um só. Primeiro monarca humano, Meni sucedeu aos deuses e sentideuses que haviam reinado sobre o país durante milênios. O seu nome fornece-nos elementos interessantes. Lê-se Meni em egípcio, ou seja, “aquele que fica”, “aquele que permanece”, “aquele que perdura”. Meni é, portanto, o faraó “duradouro”, a raiz imortal de onde brota a grande ârvore das dinastias.

Philippe Derchain interpreta-o como o rei "Alguém”, o faraó impessoal. Foi certamente por isso que se atribuiu a Meni a invenção da escrita, fato historicamente inexato, mas revestido de um profundo significado religioso. Efetivamente, a escrita hieroglífica é o instrurnento de uma cultura por excelência. De modo que Meni, o Duradouro, será para o Egito a figura simbólica da primeira era de prosperidade e glória do país.

Topo
 
A Fundação de Menfis
 

Meni, o fundador, justificou plenamente essa reputação criando uma capital cuja importância não diminuirá ao longo de toda a história egípcia. Segundo Mâneton e Herodoto, Meni decidiu dar ao país uma cidade digna do novo Estado que ele dirigia. A escolha do local correspondeu à razões politicas evidentes, ja que Mênfis, da qual um dos nomes egípcios é “a balança das Duas Terras”, foi edificada na base do Delta, no local estratégico que marca uma espécie de fronteira entre o Baixo e o Alto Egito.

MenfisPara os antigos egipcios, uma cidade e, em primeiro lugar, um centro religioso, um local de culto a partir do qual se desenvolve uma atividade econômica. Meni transformou uma povoação antiga onde se adorava o deus Ptah, um dos padroeiros dos artesãos, numa cidade qualificada como “vida das Duas Terras”, com um conjunto de edifícios estáveis e perfeitos na sua beleza. É possível que o proprio termo “Egito” venha do egípcio hout-ka-Ptah, “dominio do ka do deus Ptah” (nome do grande templo de Mênfis), que significa em grego Aiguptos. Existe igualmente uma tradição segundo a qual o filho de Meni teria mandado construir um palácio em Mênfis, dando-lhe o nome de per-ãa, “grande morada”, de onde provém o nome “faraó”.

Como imaginar esta primeira capital, a obra-prirna de Meni? Era certamente formada por casas de tijolo não-cozido. Casas grandes e pequenas tinham jardins e organizavam-se em torno de uma sala de visitas de onde se tinha acesso aos aposentos privados. Mênfis tinha sido edificada na margem ocidental do Nilo, não longe do rio. Era cercada por campos férteis e palmares. Cidade branca, de ruas sombreadas pela vegetação, era protegida das cheias excessivas do Nilo por um grande dique. Tal criação supõe um elevado grau de civilização. Meni havia formado uma corporaçao de artifíces reais de excepcional competência no domínio da arquitetura e da escultura.

O sumo sacerdote de Ptah, deus que foi beneficiado por um vasto templo em Mênfis, setá, por fim, o chefe religioso dos artesãos. O culto de Meni será celebrado nessa região durante muito tempo. A própria cidade de Mênfis constitui um imenso símbolo sagrado. Segundo as concepções egípcias, o nascimento da vida na Terra, quando da concepção do mundo, concretizara-se com o aparecimento de uma elevaçao primordial saída das águas. Meni foi assimilado ao deus que fez surgir a vida sob a forma dessa elevacão, cuja capital era precisamente Mênfis. É de supor, aliás, que os operários reais drenaram uma zona um pouco pantanosa antes de escavar os alicerces da cidade.

Coroas Simbolizando o alto e baixo egito

A tradição grega registrou igualmente uma lenda em que aparece um termo comparável: Menés teria criado Crocodilopolis, a capital do Fayum, ou seja, uma cidade saída das águas. Mênfis firma-se como um centro religioso e politico a partir da primeira dinastia, porque lá se sagram os reis. Tal como Menis, todos os novos reis usam a dupla coroa na qualidade de faraós do Alto e do Baixo Egito. A união das Duas Terras é o princípio de base do governo do país. Cada vez que ele for traído, o Egito conhecerá períodos de decadência.

Topo
 
Os Nomos
 

Os Nomos do alto EgitoMeni é um grande administrador e divide o país em províncias chamadas nomos. O hieróglifo que as representa é um retângulo quadriculado, ou seja, um terreno percorrido por canais de irrigação. O nomo apresenta-se como uma entidade administrativa, geogrétrica, econômica, mas também religiosa. Efetivamente, o monarca é tambérn o sumo sacerdote do deus adorado na sua província.

Uma interessantíssirna lita de nomos, gravada no templo de Edfu no Alto Egito e datada da época ptolomaica (mais de 2.500 anos após Meni), precisa o que se convém saber acerca de cada um deles. É uma espécie de manual teológico-político, e em cada templo devia ser depositado um exemplar. Quem quiser conhecer um nomo tem de saber o seu nome e o nome da sua capital, tem de estar informado acerca das relíquias nele conservadas, das divindades adoradas, dos templos e dos locais de culto existentes, dos nomes dos principals responsáveis pelo culto, dos títulos sagrados dos sacerdotes e das sacerdotisas, dos nomes da embarcação sagrada e do seu lago, dos nomes das árvores sagradas, das datas festivas, das listas de interditos e de tabus, dos nomes dos canais e dos territórios agricolas.

Nomos do Baixo EgitoÉ difícil pronunciarmos acerca dos nomos criados por Meni. No Antigo Império, o Egito incluía trinta e oito ou trinta e nove nomos na baixa época, teoricamente quarenta e dois, os quais correspondem aos quarenta e dois juízes do tribunal de Osíris que decidiam o destino pósturno do ser. Houve, pois, variações territoriais ao longo dos tempos. Graças a esse sistema, a organização administrativa revelava-se simples e eficaz, contanto que houvesse monarcas responsáveis e competentes: as ordens partiam do palácio real, chegavam às capitais regionais que se repercutiam a escala das cidades secundárias, das aldeias e dos campos. Foi devido a essa estrutura que Meni procedeu a um recenseamento da população e a um inventário das terras aráveis.

Topo
 
O Nilo e o Cultivo da Terra
 

O Delta levanta um problema particular, em quase todas as obras egiptológicas se lê que esta parte do Egito não nos deixou documentos porque não se podia conservá-los num terreno úmido. Mas o atual Delta, com seus campos, suas árvores, seus numerosos canais e suas aldeias, não era, evidentemente, o mesmo de Meni. Nessa época remota, é provavel que apenas existisse uma imensa superfície aquática coberta por uma vegetação abundante.

Topografia do Delta do Nilo em 4000 a.e.c.Era Ia que se ia caçar e pescar, não existia uma zona costeira com portos que, mesmo séculos mais tarde, ainda serão simples portos fluviais situados no interior do Delta. Podemos, então, supor que as “cidades” comprovadas pelos docurnentos egípcios como Buto e Busíris eram santuários, locais sagrados visitados em certas festividades, e não aglomerações habitadas. Tal visão põe em causa a existência de um reino do Baixo Egito, comparável, nas suas localidades habitadas e na sua densidade populacional, ao do Alto Egito. Ela faria aparecer as vitórias dos reis do sul e do Norte como uma anexação relativamente fácil de tribos que habitavarn locals muito selvagens, o que seria uma obra civilizacional mais do que uma conquista guerreira.

O país equipa-se sob a férula de Meni: existência de uma corporação de artesãos, celeiros geridos pela administraçao central, estaleiros navais, construção de templos, organização de uma agricultura e de criação de animais. Uma característica deve ser imediatamente sublinhada: tudo pertence ao rei, pois toda a terra egípcia é dele, tendo-a herdado dos próprios deuses, que o encarregaram de assegurar a sua prosperidade. Não existe, portanto, propriedade privada, embora o faraó possa oferecer lotes de terra mais ou menos consideráveis aos que o serviram lealmente.

Assim se constituirão os domínios dos grandes dignitários que, segundo o modelo real, se tornarão responsaveis pelo bom estado dos seus bens. A economia egípcia é religiosa. Efetivamente, é o templo que assegura a circulacao dos bens. Tudo começa pela oferenda aos deuses, sem os quais o país cairia na anarquia e na miséria. Quando os deuses estão satisfeitos, é posslvel prover as necessidades dos homens, repartindo devidamente as riquezas. As colheitas são vigiadas de perto pelos escribas, e uma parte dos cereals é transportada para os celeiros da capital, onde são armazenados para serem distribuídos em caso de fome.

Hiieróglifos representando alimentos do egito antigoA delimitacão dos campos é objeto de cuidados. A “terra negra” é generosa: produz diversas espécies de trigo, numerosos legumes como Ientilhas, ervilhas, alhos-porós, cebolas, e frutos como tâmaras, figos e uvas. Utiliza-se o mel para adoçar, O gado não falta. Existem várias raças de bois. Gansos e patos povoam as capoeiras. O camponês egÍpcio ama a sua terra. A sua vida não é fácil, o trabaiho é duro. Mas o período da inundação permite-lhe um repouso prolongado. Enquanto o Nilo cobre o Egito, ele fica em casa a sua prosperidade, como a dos seus compatriotas, está ligada ao benéfico extravasar do Nilo e a sua inteligente exploração.

Nestas area, Meni prossegue e aperfeiçoa as obras empreendidas pelo Escorpião. Sabe que a irrigação é vital para o Egito. Sem ela, os dons do Nilo seriam inúteis. Ao criar um forte poder central, ele pode empreender uma série de grandes obras no país. Os nomarcas são encarregados de aplicar nas suas províncias os planos traçados pelos mestres-de-obras do rei. Em vários pontos-chave do curso do Nilo instalam-se nilômetros, que permitem anotar anualmente a altura atingida pelas cheias; classificando essas observações, será possivel fazer previsões em vista de uma distribuição adequada das águas.

Cheias demasiado abundantes ou inferiores ao normal constituen catástrofes naturals e econômieas contra as quais deve estar prevenido. Nas listas reais, figura o nível de altura das cheias; aliás, figura entre os acontecimentos notáveis de um reinado. Por todo o Egito levantam-se diques e abrem-se canais. Enchem-se as depressões e nivelam-se as elevações formadas pelos aluviões. As ilhotas ao longo do rio são cultivadas. Além disso, com um notável senso “ecológico”, mantêm-se numerosas áreas pantanosas para a caça, a pesca e a perpetuação de espécies consideradas indispensáveis. Criar não basta também é necessário limpar constanternente os canals e criar bacias de irrigação para que o livro seja utilizado ao máximo.

Topo
 
A Economia
 

A vida econômica e espiritual do Egito fundamenta-se na construção dos templos, erguidos por artifices que Meni organizou quase que certamente em colégios do Estado. A matéria-prima não faltava, quer se tratasse da pedra, da madeira ou dos metais. Abrem-se pedreiras em redor de Mênfis e talvez nas areas desérticas. No Egito de Meni, as árvores não são raras: palmeiras, salgueiros, acácias, tamarindos e sicômoros forneciam também madeiras que se podem trabalhar. Em breve se enviarão expedições comerciais para trazer cedros do Líbano e ciprestes da Síria. O cobre abunda, sendo utilizado na fabricação de armas e utensílios. O bronze só se tornará corrente no Médio lmpério. O ferro — de origem meteórica ou não — é muito raro.

Atribui-se a Meni a invencão do luxo, ou, pelo menos, do conforto. Esta lenda devia ser real num país onde se sabia fabricar cadeiras e areas de madeira, caixas de toalete, potes para perfumes e pós, jóias, roupas simples e elegantes — como as tangas para os homens e os compridos vestidos muito justos para as mulheres. O material do rei — o papiro — permite registrar a escrita numa superfície manipulável e classificável. Carecemos de inforrnações sobre o exército e a justiça. O exército existia, sem dúvida, pois permitiu a Meni conquistar o Nome.

O faraó em pessoa era o seu chefe supremo. Era igualmente o juiz por excelência, aplicando um corpo de leis não-escritas. É provável que cada nomo dispusesse de um tribunal e de um direito costumeiro que podia diferir do nomo vizinho. Mas trata-se de um campo muito incerto, do qual uma noção deve, no entanto, salientar-se: a inexistência de escravos no Antigo Egito.

Contrariamente ao que se passou na Grécia e em Roma, nunca houve no Egito indivíduos totalmente privados de direitos e reduzidos ao estado de coisas ou de mecânicas animais. Aqueles que certos historiadores designaram abusivamente por “escravos” podiam possuir terras e gerir as suas próprias explorações agrícolas depois de estarem empregados em grandes domínio. Podemos pensar em servidão, mas não em escravidão, o que constitui uma das grandes glórias da civilização faraônica.

Topo
 
A Morte de Meni
 

Sobre a morte de Meni nada sabemos ao certo. Conta-nos uma lenda que o rei, perseguido por uns cães nas proximidades do lago Moeris, se viu obrigado a entrar na água e salvou-se graças a um crocodilo. Devemos ver nisto uma narrativa simbólica, pois o deus desta região era Sobek, com cabeçaa de crocodilo. Também se diz que este primeiro faraó foi morto por um hipopótamo, talvez durante uma caçada, e que morreu com sessenta e dois anos.

Outros fatos não verificados referem-se a sua famllia. A esposa de Meni teria inventado uma eflcaz loção capilar e o seu filho Atótis, médico, teria sucedido ao pai antes de ser assassinado. As fontes desse tipo de histórias são gregas; encontraremos outras a propósito deste ou daquele faraó. Finalmente, diz-se que o filho de Meni aumentou ou construiu um palácio real em Mênfis e que fazia parte da casta dos sacerdotes. As primeiras duas dinastias continuarão a obra de Meni. No final da segunda, o Egito afirma-se como uma nação coerente cujas riquezas aumentam constantemente. O país tem uma capital, uma administração e corporações de oficios. A instituição real esta finalmente estabebecida. Tudo esta pronto para um novo salto para a frente.

Topo
 
 
Referências Bibliográficas
1 Baines, John e Málek, Jaromír. O mundo egípcio, Madri, Edições del Prado, 1996;  
2 Jacq, Christian. O Egito dos grandes faraós, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2007;  
3 J.H. Breasted, A History of Egypt, 2ª ed. New York, 1909;  
4 Revista Edição Ilustrada Egito Antigo, Escala, 2007;  
5 www.wikipedia.org  
   
Iry-Hor
3200-3175
Ka-Sekhen
3175-3150
Escorpião
3150-3125
1ª Dinastia
Meni
3125-3100
Djer
3100-3070
Djet-Wadjit
3070-3000
Den
3000-2930
Anedjib
2930-2880
Semerkhet
2880-2810
Qaa
2810-2770
2ª Dinastia
Hatepsek...
2770-2755
Reneb
2755-2720
Ninetjer
2720-2670
Peribsen
2670-2649
3ª Dinastia
Nekba
2649-2630
Djoser
2630-2611
Sekhemkhet
2611-2603
Khaba
2603-2599
Huni
2599-2575
4ª Dinastia
Snefru
2575-2551
Khufu
2551-2528
Radjedef
2528-2520
Quéfren
2520-2494
Miquerinos
2490-2472
Shepseskaf
2472-2467
5ª Dinastia
Userkaf
2465-2458
Sahure
2458-2446
Neferirkare
2446-2426
Shepseskare
2426-2419
Raneferet
2419-2416
Neuserre Izi
2416-2392
Menkauhor
2396-2388
Djedkare
2388-2356
Wenis
2356-2323
6ª Dinastia
Teti
2323-2291
Pepi I
2289-2255
Merenre
2255-2246
Pepi II
2246-2152
Merenre II
2152-2151
Nitókris
2151-2149
7ª/8ª Dinastia
Diversos
2149-2134
9ª/10ª Dinastia
Diversos
2134-2040
11ª Dinastia
Inyotef I
2134-2118
Inyotef II
2118-2069
Inyotef III
2069-2061
Mentuhotep
2061-2010
Sankhkare
2010-1998
Nebtawyre
1998-1991
12ª Dinastia
Amenemhet I
1991-1962
Sesóstris I
1971-1926
Amenemhet II
1929-1892
Sesóstris II
1897-1878
Sesóstris III
1878-1841
Amenemhet III
1844-1797
Amenemhet IV
1799-1787
Nefrusobk
1787-1783
13ª Dinastia
Diversos
1783-1690
14ª Dinastia
Diversos
1690-1640
15ª Dinastia
Diversos
1640-1532
16ª Dinastia
Diversos
1640-1532
17ª Dinastia
Diversos
1640-1550
18ª Dinastia
Amósis
1550-1525
Amenhotep I
1525-1504
Tutmósis I
1504-1492
Tutmósis II
1492-1479
Tutmósis III
1479-1425
Hatshepsut
1473-1458
Amenhotep II
1427-1401
Tutmósis IV
1401-1391
Amenhotep III
1391-1353
Akhenaton
1353-1335
Semenkhare
1335-1333
Tutankhamon
1333-1323
Aya
1323-1319
Haremhab
1319-1307
19ª Dinastia
Ramsés I
1307-1306
Sethi I
1306-1290
Ramsés II
1290-1224
Menerptah
1224-1214
Seti II
1214-1204
Siptah
1204-1198
Twosre
1198-1196
20ª Dinastia
Setenaquete
1196-1194
Ramsés III
1194-1163
Ramsés IV
1163-1156
Ramsés V
1156-1151
Ramsés VI
1151-1136
Ramsés VII
1143-1136
Ramsés VIII
1136-1131
Ramsés IX
1131-1112
Ramsés X
1112-1100
Ramsés XI
1100-1070
21ª Dinastia
Smendes
1070-1044
Amenemnisu
1044-1040
Psusennes I
1040-992
Amenemope
993-984
Osorkon I
984-978
Siamun
978-959
Psusennes II
959-945
22º Dinastia
Shoshenk I
945-924
Osorkon II
924-909
Takelot I
909-897
Shoshenk II
897-883
Osorkon III
883-855
Takelot II
860-835
Shoshenk III
835-783
Pami
783-773
Shoshenk V
773-735
Osorkon V
735-712
23º Dinastia
Pedubast I
828-803
Osorkon IV
777-749
Peftjau
740-725
24º Dinastia
Tefnakhte
724-712
Boccoris
717-712
25º Dinastia
Kashta
770-750
Piye
750-712
Shabaka
712-698
Shebitku
698-690
Taharqa
690-664
Tatamani
664-657
26º Dinastia
Necao I
672-664
Psamético I
664-610
Necao II
610-595
Psamético II
595-589
Apries
589-570
Amásis
570-526
Psamético III
526-525
1º Per. Persa 27ª Dinastia
Cambises
525-522
Dario I
521-486
Xerxes I
486-466
Artaxerxes I
465-424
Dario II
424-404
28ª Dinastia
Amirtaios
404-399
29ª Dinastia
Nepherites I
399-380
Psammuthis
380-393
Hakoris
393-380
Nepherites II
390-380
30ª Dinastia
Nectanebo I
380-362
Teos
365-360
Nectanebo II
360-343
2º Per. Persa
Artaxerxes III
343-338
Arses
338-336
Dario III
336-332
Macedônios
Alexandre M.
332-323
Filipe Arrhid
323-316
Alexandre IV
316-304
Ptolomeus
Ptolomeu I
304-284
Ptolomeu II
285-246
Ptolomeu III
246-221
Ptolomeu IV
221-205
Ptolomeu V
205-180
Ptolomeu VI
180-145
Ptolomeu VIII
170-116
Ptolomeu IX
116-107
Ptolomeu X
107-88
Ptolomeu IX
88-80
Ptolomeu XII
80-51
Cesarião
44-30
Romanos
Imp. Romanos
30aec395dec
Sobre o Autor | Mapa do Site | Publique seu Artigo | Contato | ©2007-2009 Templo de Apolo - Por Odsson Ferreira