 |
|
 |
| Dinastia Macedônica 212º Faraó |
|
Alexandre III da Macedônia já dominava todo o Crescente Fértil quando voltou seus olhos para o Egito. Sem dúvida, em termos de expansão política e militar ele não poderia deixar de conquistar o Egito. Mas, também é de se imaginar que o filho de Filipe II, educado por Aristóteles, conhecesse e admirasse as tradições e a cultura egípcias. O faraó, era o único governante a ser visto como um deus vivo. Era sem a menor dúvida, uma conquista sem igual e uma legitimação da profecia (segundo Plutarco) que dizia ser Alexandre filho de um deus.
Quando os exércitos de Alexandre Magno entraram no Egito, os persas que foram tão cruéis e opressores, já estavam derrotados. Não se sabe se é
a verdade mas, conta a história, que o povo egípcio recebeu Alexandre de braços abertos. Alexandre foi visitar o Oráculo de Amon e seja lenda ou verdade, o fato é que ele foi declarado filho de Amon. O grande guerreiro macedônio, foi aceito no Egito como um verdadeiro faraó e reverenciado como os faraós divinos das antigas dinastias.
Alexandre iniciou a construção da cidade de Alexandria, mas não viveu para vê-la pronta. Ele deixou no Egito como uma espécie de governador ou Sátrapa, Cleomenes, um banqueiro de Naucrátis e seguiu rumo a Ásia.
Esse Cleomenes parece que era um homem corrupto,
culpado de toda a espécie de fraudes. Então, quem foi para o Egito organizar o governo foi Ptolomeu, o mais velho dos companheiros de Alexandre, no cargo de Sátrapa do Rei e Cleomenes foi condenado a morte. Quando o Alexandre Magno morreu, seus três homens de confiança, Seleuco, Antipater e Ptolomeu dividiram entre si a administração do império que ele tinha conquistado. Ptolomeu que já estava no Egito, acabou ficando com o governo do país e dando início a uma dinastia chamada de Ptolemaíca.
|
▲ Topo ▲ |
| |
|
|
| |
|
|
|
| Dinastia Macedônica 213º Faraó |
|
Filipe III Arrhidaeus (Grego: Φίλιππος Αρριδαίος;), rei da Macedônia de 10 de junho de 323 a.e.c. até sua morte, era filho do rei Filipe II da Macedónia com uma suposta dançarina da Tessália chamada Filina de Lárissa, e meio-irmão de Alexandre Magno. Chamado de Arrhidaeus ao nascimento, assumiu o nome de Filipe ao subir ao trono.
Aparentemente, era "retardado mentalmente". No relato de Plutarco, tornou-se débil e epilético após uma tentativa de envenenamento por Olímpia do Épiro, esposa de Filipe II e mãe de Alexandre, que queria eliminar um possível rival de seu filho. Este episódio, no entanto, pode ser apenas um boato malicioso, já que não há evidência de que Olímpia realmente causou esta condição em seu afilhado. Alexandre o estimava muito, e o levou consigo em suas campanhas, tanto para proteger sua vida e para se assegurar de que ele não seria usado como peão em uma eventual disputa pelo trono.
Após a morte prematura de Alexandre na Babilônia, Arrhidaeus foi proclamado rei pelo exército macedônio na Ásia; acabou não passando, porém, de um mero testa-de-ferro, um títere nas mãos de poderosos generais que se sucederam; seu reinado e sua vida não perduraram muito tempo. A cratera de Arrideu, na Lua, foi batizada em sua homenagem.
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
|
| Dinastia Macedônica 214º Faraó |
|
Roxana estava grávida quando seu marido, Alexandre Magno, morreu e o sexo de seu futuro bebê era desconhecido. Por essa razão, houve dissensão no exército da antiga Macedônia por causa da ordem de sucessão. Enquanto a infantaria apoiava o tio do bebê, Filipe Arrhidaeus (que era epiléptico e ilegítimo), o general Perdicas, comandante da Cavalaria (Eteros), os persuadiu a esperar, na expectativa de que o filho de Roxana fosse homem. As facções de comprometeram e Perdicas governaria o Império como regente enquanto Filipe reinaria, mas sem autoridade real. Alexandre IV nasceu em agosto de 323 a.e.c
Após uma regência severa, derrotas militares no Egito, e motim no exército, Pérdicas foi assassinado por seus mais altos oficiais em junho de 320 a.e.c., quando então Antípatro foi nomeado como novo regente na Partição de Triparadisus. Ele levou consigo Roxana e os dois reis para a Macedônia e abriu mão da pretensão ao governo do império de Alexandre, deixando as antigas províncias do Egito e da Ásia sob controle dos sátrapas. Quando Antípatro morreu em 319 a.e.c. deixou Poliperconte, um general macedônio que havia servido a Filipe II e Alexandre, como seu sucessor, preterindo seu próprio filho, Cassandro da Macedônia.
Cassandro se aliou a Ptolomeu Sóter, Antígono Monoftalmo e Eurídice, a ambiciosa esposa do rei Filipe Arrhidaeus, e declarou guerra contra a Regência. Poliperconte aliou-se a Eumenes de Cárdia e Olímpia, mãe de Alexandre, o Grande. Embora Poliperconte tenha obtido sucesso no início, tomando controle das cidades gregas, sua frota foi destruída por Antígono em 318 a.e.c.. Quando, depois da batalha, Cassandro dominou completamente a Macedônia, Poliperconte foi forçado a fugir para o Épiro, seguido por Roxana e o pequeno Alexandre.
Alguns meses mais tarde, Olímpia conseguiu persuadir seu parente, Eácida do Épiro, a invadir a Macedônia juntamente com Poliperconte. O exército de Eurídice se recusou a lutar contra a mãe de Alexandre e se rendeu a Olímpia, e Poliperconte e Eácida retomaram a Macedônia. Filipe e Eurídice foram capturados e executados em 317 a.e.c., o que fez de Alexandre IV o rei e deixou Olímpia no controle efetivo do governo, na medida em que era a sua regente. Cassandro retornou no ano seguinte, conquistando a Macedônia mais uma vez. Olímpia foi imediatamente executada, enquanto o rei e sua mãe foram aprisionados e mantidos na cidadela de Anfípolis, sob a supervisão de Gláucias.
A paz foi selada entre Cassandro, Antígono, Ptolomeu e Lisímaco, pondo um fim à Terceira Guerra dos Diádocos, em 311 a.e.c., quando se fez um tratado que assegurava os direitos de Alexandre IV e afirmava explicitamente que ele deveria suceder a Cassandro quando chegasse à maioridade.
Logo depois do tratado, os defensores da dinastia dos Argéadas declararam que Alexandre IV deveria assumir o poder e que um regente não era mais necessário. A resposta de Cassandro foi definitiva: para assegurar seu domínio, ele ordenou a Gláucias, em 309 a.e.c., que assassinasse o jovem Alexandre, então com 13 anos, juntamente com sua mãe. As ordens foram cumpridas, e ambos foram envenenados.
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
 |
|
 |
|
| Dinastia Ptolomaica 215º Faraó |
|
| Estabelecendo o Poder | A política Social |
Estabelecendo o Poder - Depois que Alexandre parara sua expansão e se estabelecera na Babilônia, Ptolomeu, o mais velho dentre seus companheiros, fora mandado ao Egito como Sátrapa do Rei. Por quase vinte anos, Ptolomeu terminou a construção de Alexandria e organizou as finanças da região, destruídas pelas guerras internas que havia assolado o país nos últimos anos do domínio Persa.
É verdade que os Persas haviam instalado diversas melhorias dentro do Egito, como um sistema de comunicações eficiente e os próprios camelos, aliás, a ênfase Persa na melhoria das redes de comunicação e mesmo nos sistemas de transporte das regiões que conquistavam foi fator determinante na facilitação da conquista de Alexandre, visto que os exércitos (que também podiam se guiar pelos relatos de Xenofonte que havia comandado um grupo de mercenários Gregos dentro do Império Persa há pouco mais de um século) Macedônicos não precisaram enfrentar grandes dificuldades geográficas para atingirem seus destinos, uma vez que podiam contar com estradas Persa que os guiavam até eles em segurança; mesmo assim, golpes sucessivos como os perpetrados pela XXVIII, XXIX e XXX Dinastias acabaram enfraquecendo a economia Egípcia.
Ptolomeu, que era dez anos mais velho do que Alexandre, sempre se destacara no campo administrativo, sendo que a guerra, em si, nunca fora seu forte. Sendo assim, nos anos em que administrou o Egito como uma Satrapia do Império de Alexandre, conseguiu consolidar novamente a nação como uma grande força econômica e mesmo militar do contexto de sua época.
Com 60, ou talvez 62 anos de idade, Ptolomeu, vendo que não havia mais quaisquer chances do Império se manter coeso, declarou a independência do Egito e se fez coroar Faraó, com o título de Ptolomeu I Sóter (ou seja, Salvador). Não se pode precisar se Ptolomeu se fez coroar Faraó em 306 ou 304, mas realmente essa data não é muito importante. Tão logo se viu livre dos grilhões que o prendiam ao antigo Império de Alexandre, Ptolomeu I, sabendo que seus exércitos eram os mais poderosos dentre todos os exércitos Helenísticos, iniciou a expansão do Egito. Com efeito, o primeiro dos Ptolomeus, fundador da Dinastia Ptolomaica (ou Ptolemaica), realizou no final do século IV uma expansão Egípcia quase tão notável quanto aquela realizada por Tutmósis III pouco mais de 1000 anos antes.
Ptolomeu I conquistou Cirene (principal cidade da Cirenaica, a região mais oriental da Líbia), o sul da Síria, a ilha de Chipre, algumas ilhas Gregas do Mar Egeu e chegou a desembarcar tropas na própria Grécia continental. Ptolomeu I, dentre todos os Monarcas Helenísticos que surgiram imediatamente após a morte de Alexandre Magno foi aquele que fez sua influência ser sentida com mais peso no panorama do Mediterrâneo Oriental; mesmo em certas regiões do Mar Negro alguns de seus navios chegaram a excursionar.
A política social - Ptolomeu I Sóter, pode ser observado por vários aspectos. Se levarmos em conta que ele fez de tudo para impor sua imagem ao Egito da mesma forma que Alexandre havia feito para impor a sua a seu Império, podemos pensar que se tratava de um plagiador com aspirações megalomaníacas. Se, por outro lado, percebermos que o Faraó fez de tudo para promover uma nova cultura Egípcia que levasse em consideração tanto o caráter cultural dos dominadores Gregos quanto o dos dominados Egípcios, podemos nos lembrar de que se tratava de um homem que, a exemplo de Alexandre, havia sido educado por Aristóteles e, sendo assim, um depositário do que havia de melhor no pensamento Grego Clássico.
Quando se tornou Faraó, ao mesmo tempo em que organizou sua expansão, Ptolomeu nunca se esqueceu de atrair cérebros para Alexandria. Estava convencido de que somente através da concentração do saber é que uma civilização pode, de verdade, se tornar grandiosa, por isso, se esforçou para atrair a Alexandria toda a sorte de filósofos, matemáticos, astrônomos, arquitetos, gramáticos... A História não era algo muito valorizado no governo de Ptolomeu, pelo menos não no sentido em que Heródoto havia definido, sendo assim, Historiadores estrangeiros não tiveram muito lugar na Alexandria de Ptolomeu I Sóter. Entretanto, um sacerdote de Osíris chamado Maneton conseguiu se destacar nessa área (se bem que não tenha sido esse o seu destaque principal), sendo convocado pelo Faraó a compor a História do Egito, bem como a lista de todos os seus governantes.
Mâneton de Sebenito foi educado na cidade de Mendes, no Delta, mas foi em Heliópolis (não no Clero de Ra, mas no de Osíris) que ele adquiriu prestígio, visto que ingressou no Clero de Osíris e lá cresceu até se tornar um Alto Sacerdote. Sendo o único Egípcio a integrar o séqüito mais próximo de Ptolomeu I, Mâneton escreveu a Egipicíaca (obra em que contava toda a História do Egito desde a unificação até o governo de Ptolomeu I, mas que hoje se encontra perdida, sendo que dela só sabemos algumas coisas devido à obra “Contra Apião” de Josefo, cronista Judeu Romanizado que fez uso da Egipcíaca de Mâneton para associar os Hicsos aos Hebreus e provar a antiguidade do povo Hebreu, bem como para demonstrar que eles não descendiam dos Egípcios, como sugeriam alguns), obra que se insere perfeitamente no contexto da Antiguidade, quando homens como Tito Lívio, por exemplo, dedicavam suas vidas a compor a História de seus países desde sua fundação até a vida do autor.
Contudo, se a Egipcíaca não nos chegou, por outro lado, as listas de Reis que Mâneton também compusera nos chegaram e, dessa maneira, hoje podemos saber os nomes (senão de todos, visto que Akhenaton, Tutankhamon, Aye e Smenkhare, por exemplo, não constam dessas listas, da maioria) dos Faraós que governaram o Egito. As listas de Reis e a Egipcíaca foram, com certeza, muito apreciadas por Ptolomeu I, porém, para o Monarca, o maior feito de Mâneton não foi nenhum destes, mas sim, a criação de Serápis, a Divindade padroeira de Alexandria, criada para suprir as exigências de Gregos e Egípcios e, em si, ratificar a unidade nacional sob a nova Dinastia. Serápis não foi criado à partir do nada, na verdade, Mâneton, ao cria-lo, inspirou-se no Deus de quem era sacerdote, ou seja, Osíris e no culto mais forte do Egito de então, ou seja o culto ao Boi Ápis.
Como pouco antes da criação de Serápis, Ptolomeu se havia feito divinizar como sendo uma encarnação de Dionísio (o que reforça as teorias de que o séqüito mais próximo de Alexandre, entre eles, sua mãe e até seus amigos, fossem adeptos das orgias Dionisíacas, vistas na Grécia com maus olhos por aquela época), tudo o que Mâneton fez foi fundir os cultos de Ápis e Osíris (que já eram co-relacionados, visto que Ápis, após a morte, se tornava Osíris em Amentet) ao culto a Dionísio e, dessa maneira, criar Serápis que era retratado com as feições de Zeus.
Realmente, Ptolomeu I pensara em todos os requisitos necessários para se construir um grande nome. Um dos primeiros atos de seu governo, atitude que resume muito bem sua idéia de construção da própria imagem através da legitimação do poder, foi a ordem que deu para que se buscasse na Babilônia o corpo de Alexandre. O cadáver (morto há quase vinte anos) foi trazido num luxuoso carro e, ao chegar ao Egito, depois de ser enviado para desfilar por todo o Egito, foi levado a Alexandria onde foi sepultado definitivamente num suntuoso mausoléu erigido ao lado do palácio Real, exatamente no centro da cidade, onde as duas avenidas se cruzavam. Este túmulo ficou conhecido como Soma e se tornou um dos maiores pontos turísticos do mundo Greco-Romano. Todo o incentivo cultural de Ptolomeu I Sóter e toda a atração de cérebros que ele promoveu a Alexandria acabou culminado na fundação do maior centro de saber da Antiguidade: a Biblioteca e o Museu de Alexandria.
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
Ptolomeu II FIladelfo "-" |
| Dinastia Ptolomaica 216º Faraó |
|
Provavelmente foi co-regente de seu pai Ptolomeu I Soter. Escolheu o mesmo nome que seu pai, Meryamun Setepenre que significa Amado de Amon, Escolhido de Ra. Seu reinado foi muito bem sucedido porque seu pai havia deixado o Egito, politicamente estável e expandido suas terras no Mediterrâneo. Além disso, seus projetos culturais, como a Universidade e Biblioteca de Alexandria foram complementados por Ptolomeu II, que convidou sábios de outras terras para ali ensinar. Este era o maior centro intelectual da antiguidade, com milhares de manuscritos, e era ao mesmo tempo local de ensino e pesquisa. O local ideal para os sábios trocarem suas experiências.
É dito que Ptolomeu II se portava como um mecenas para os professores, sábios, poetas e homens brilhantes em geral, mas em troca gostava de ser por eles glorificado e tratado como um deus. Ptolomeu II nasceu em Cós(uma ilha grega do Dodecaneso, próxima ao golfo de Cós). Ele teve os melhores tutores e a melhor educação possível, afinal seu pai aprendeu isso na Macedônia, onde o jovem Alexandre teve como tutor o famoso Aristóteles. Contudo, parece que os Ptolomeus possuíam uma habilidade inata para a ambição, a luxúria e a intriga. No seu governo, a capital, Alexandria, cresceu tanto que foi dividida em três distritos, Rhakotis, o distrito dos egípcios, Bruchium distrito dos nobres greco-macedônios e o distrito judeu, que era tão grande quanto o dos gregos.
Infelizmente, no reinado dos Ptolomeus, o Egito sempre pareceu um país dividido. Afinal, a maioria dos gregos jamais se preocupou em aprender a língua do país, é dito que a mais famosa e última governante da linhagem, Cleópatra VII foi a única a aprender o egípcio. Portanto, embora usassem um exército de tradutores para se comunicar, o fato é que não havia ligações entre os governantes, os gregos e o povo egípcio.
Ptolomeu II completou o canal que foi iniciado por Necao e ampliado por Dario, ligando o Nilo ao Mar Vermelho, dotando o canal com uma comporta. Ele se tornou conhecido por casar com sua irmã Arsinoe, que procurou se mostrar como uma encarnação da deusa Isis. Ptolomeu II faleceu e foi sepultado em Alexandria (provavelmente).
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
Ptolomeu III Eurgeter I "-" |
| Dinastia Ptolomaica 217º Faraó |
|
Ptolomeu III Euergeter I - conhecido como Benfeitor, era filho de Ptolomeu Filadelfo com Arsinoe sua primeira esposa. Ao subir ao trono, Ptolomeu III tomou o nome egípcio Iwaennetjerwysenwy Sekhemankhre Setepamun, que significa Herdeiro dos (dois) deuses benéficos, Escolhido de Ptah, Poderosa á alma de Ra, Imagem viva de Amon. Ele casou com uma mulher chamada Berenice mas sua irmã também era chamada Berenice. Sua esposa Berenice ficou à frente do governo do Egito enquanto o rei foi para a guerra. Ela é conhecida como Berenice II filha do rei Magas de Cirene e era habituada às batalhas, ela comandava uma equipe na corrida de bigas (carruagem) vitoriosa em Neméia. Calimachus fez um poema a respeito The Lock of Berenike.
Ptolomeu III teve problemas no Egito mas, através do Decreto Canopus o clero egípcio faz uma homenagem ao rei e sua esposa por sua contribuição ao culto egípcio, especialmente àqueles que envolviam animais sagrados (como o Boi Ápis e Mnevis) e por manter a paz através de um sistema forte de defesa e pelo bom governo. Um exemplo do bom governo, foi a preocupação de Ptolomeu III em importar por conta do governo, os grãos para alimentar a população quando a fraca enchente do Nilo ameaçou o país com a fome. Esse decreto, assim como a Pedra de Rosetta está inscrito em hieróglifos, demótico e grego.
Como no reinado de seu pai, no governo de Ptolomeu III o Egito prosperou e se expandiu. Ele prosseguiu os trabalhos em Alexandria, ordenou que todos os manuscritos descarregados nas docas de Alexandria, fossem apreendidos para que fossem feitas cópias. A Biblioteca ficava com os originais (marcados dos navios) enquanto que os proprietários ficavam com as cópias. Ele também pegou emprestado em Atenas os originais dos três grandes escritores, Ésquilo, Sófocles e Eurípides, dizendo que era para corrigir os textos na Biblioteca. Para isso, teve que fazer um depósito de grande valor, mas uma vez que pegou os originais decidiu abandonar o depósito e ficar com os manuscritos. Ao falecer deve ter sido sepultado em Alexandria, na necrópole real.
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
Ptolomeu IV Filopator "-" |
| Dinastia Ptolomaica 218º Faraó |
|
Ao assumir o trono, usou o nome egípcio Iwaennetjerwy-menkhwy Setepptah Userkare Sekhemankhamun, que significa Herdeiro dos (dois) deuses benéficos, Escolhido de Ptah, Poderosa é a alma de Ra, Imagem viva de Amon.
Os Ptolomeus governaram o Egito como se o país fosse sua propriedade privada, mas, mesmo assim conseguiram bons resultados, pelo menos em Alexandria. O povo egípcio os suportava porque não havia nada que pudessem fazer a respeito, embora quando sentiam alguma fraqueza, explodiam em rebeliões na tentativa de restabelecer as tradições e o governo sob um egípcio, mantendo o centro do poder em Mênfis.
Do governo de Ptolomeu IV em diante, podemos notar um declínio geral. Na administração, as intrigas, os reveses militares e as crises econômicas. Este Ptolomeu levou uma vida dissoluta, seu cúmplice, Sosibius, se tornou indispensável. Talvez até influenciado por ele, Ptolomeu mandou envenenar e escaldar sua mãe e seu irmão Magus.
Ptolomeu teve problemas com os sírios, sob o comando de Antiochus III. Então, formou um grande exército de mercenários estrangeiros e acompanhado de sua irmã mais nova, Arsinoe, partiu para a guerra. Ptolomeu foi vitorioso mas na verdade, não ganhou muito com essa vitória, apenas, para o bem ou para o mal, um exército muito bem treinado. Quando voltou ao Egito, Ptolomeu casou com sua irmã e após sete anos ela lhe deu um herdeiro para o trono egípcio. O problema é que nessa altura, Ptolomeu já estava apaixonado por outra, Agathoclea que se tornou sua amante. Ela e o irmão dela, Agathocles encorajavam os vícios do rei. As tropas egípcias, bem treinadas agora, se rebelaram e conseguiram a libertação do sul do país, que pelo menos por algum tempo, foi governado por um rei nativo. Isso criou mais um problema para Ptolomeu IV, porque precisava dos mercenários para defendê-lo e para isso tinha que ter como pagá-los. A situação econômica estava cada vez pior.
No quesito artes, Ptolomeu IV não ficou atrás de seus antecessores, embora fosse um amador, ele escreveu uma tragédia chamada Adonis. Também fundou o Homereion, um templo em homenagem a Homero, em cujo interior havia uma estátua do poeta circundado por figuras que representavam as cidades que clamavam para si a honra de ter sido o local de nascimento de Homero. Ele fez obras no Templo de Isis em Philae, em Tanis, no templo de Montu em Medamud, no templo ptolemaico de Hathor, no templo de Khonsu em Karnak e no templo de Hórus em Edfu.
Ptolomeu IV deve ter sido sepultado em Alexandria. Acredita-se que Arsinoe permaneceu sendo sua esposa e seu filho Ptolomeu V era uma criança. Ela queria o poder como regente do filho, mas, Sosibius e Agathocles também queriam. Eles provavelmente mataram Arsinoe e Sosibius desapareceu da história, não se sabe o que lhe aconteceu. Agathocles ficou sendo regente usando um testamento forjado de Ptolomeu IV. De qualquer maneira o povo não aceitou a situação e ele foi linchado pela multidão, que estava mais politizada e foi atrás dos parentes e cúmplices de Agathocles.
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
|
| Dinastia Ptolomaica 219º Faraó |
|
Sem dúvida a vida foi difícil para Ptolomeu V. Seu pai, Ptolomeu IV morreu aos 41 anos após uma vida dissoluta. Sua mãe foi assassinada pelos conselheiros de seu pai (Agathocles e Sosibius), que foram as pessoas designadas para cuidarem do herdeiro que tinha apenas cinco anos de idade. O povo ao descobrir o assassinato de Arsinoe (mãe do herdeiro) linchou Agathocles, e Sosibius desapareceu não se sabe como.
O menino foi criado por um conselheiro ambicioso atrás do outro. Ptolomeu IV já havia deixado como herança muitos problemas políticos e sociais e agora os problemas aumentavam, com o Alto Egito em plena ebulição. Com uma série de reis verdadeiramente egípcios, o Alto Egito já se portava como independente, impedindo o governo de Alexandria de receber tributos, que muito faziam falta para pagar os mercenários do exército que lutavam contra os rebeldes. Foi por esse motivo que decidiram coroar o jovem herdeiro quando fizesse doze anos, em Mênfis.
Ele foi o primeiro Ptolomeu a ser coroado em Mênfis e deu inicio à tradição. Ptolomeu V usou o nome egípcio Iwaennetjerwy-merwyitu Setepptah Userkare Sekhem-ankhamun, o mesmo que seu pai e que significa Herdeiro dos (dois) deuses benéficos, Escolhido de Ptah, Poderosa é a alma de Ra, Imagem viva de Amon. Tudo isso foi registrado pelos sacerdotes de Mênfis e inscrito em hieróglifos, demótico e grego numa pedra, a famosa Pedra de Rosetta encontrada em 1799 e que permitiu que Jean-François Champollion decifrasse a escrita hieroglífica.
Durante o governo de Ptolomeu V o Egito perdeu as terras conquistadas, enfrentou revoltas no sul e também fases de fome com baixa inundação do Nilo. Ptolomeu V casou com a filha de Antiochus o Grande. Seu nome era Cleópatra (foi a primeira Cleópatra) e deu a ele dois filhos e uma filha. Ptolomeu V faleceu com vinte e oito anos, muitos dizem que ele foi envenenado. Antes de sua morte ele conseguiu retomar o sul do Egito de Ankhwennefer e acabou com as rebeliões no Delta, deixando um governo fraco mas estável para sua esposa Cleópatra governar como regente de seu herdeiro Ptolomeu VI, Filometor. O rei Ptolomeu V foi sepultado provavelmente em Alexandria, mas sua tumba nunca foi encontrada.
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
Ptolomeu VI Filometor "-" |
| Dinastia Ptolomaica 220º Faraó |
|
Após a morte de seu pai, Ptolomeu V, quem ficou como regente foi sua mãe Cleópatra filha de Antiochus III o Grande. Ptolomeu VI era muito criança ainda. Logo depois, sua mãe faleceu e dois espertos conselheiros, tomaram conta do herdeiro como aconteceu com seu pai quando criança. Um eunuco, Eulaeus e um ex-escravo sírio Lenaeus se apropriaram do governo e assumiram o lugar de regentes. Quando de fato ocupou o trono, ele tomou o nome de Iwa-en-netjerwy-per Setep-en-Ptah-khepri Ir-maat-en-amun-re, que significa, Herdeiro das (duas) casas dos deuses, Escolhido de Ptah, A verdade é a forma de Amon-Ra. Casou-se com sua irmã, outra Cleópatra (II) e tomou como co-regente, seu irmão, Ptolomeu VII Euergetes II.
Quando Antiochus IV entrou pelo Delta do Egito com suas tropas e cercou as muralhas de Alexandria, o jovem rei precisou pedir ajuda a Roma. Esse foi o primeiro passo dado para ficar sempre dependente. A partir desse momento, o Egito estava sujeito às ordens de Roma para, em troca poder contar com suporte militar. Foi decidido que Ptolomeu Philometor reinaria na velha capital, Mênfis (protegido por Antiochus), enquanto que seu irmão Eugertes, pediu ajuda a Roma e passou a reinar em Alexandria ao lado de sua irmã. O fato é que a força de Antiochus ainda era grande dentro do Egito. A situação já era insustentável quando Roma enviou os representantes do Senado para confrontar Antiochus IV. Mandaram-no abandonar o Egito e ele não teve saída senão concordar com as ordens, afinal Roma era a maior potência na época.
A situação entre os dois irmãos se tornou impossível, Ptolomeu VI não conseguia mais suportar as maquinações do irmão. Assim, ele foi para Chipre onde formou uma base, a espera de solução. Em Alexandria, pediam seu retorno. Assim, com a mediação de Roma, os dois irmãos resolveram que Ptolomeu VI ficaria com o Egito enquanto seu irmão ficaria com a província da Cirenaica. Ainda assim as confusões entre os dois prosseguiram a ponto de Ptolomeu VI tentar assassinar o irmão, o que não conseguiu.
Finalmente, talvez com medo da reação de Roma, Ptolomeu VI ofereceu sua filha Cleópatra Thea como esposa para seu irmão. Ptolomeu foi ferido numa batalha e faleceu dois dias depois. Provavelmente foi sepultado em Alexandria. Sua viúva Cleópatra II ficou em Alexandria como regente do herdeiro Ptolomeu VII Neos Philopator.
|
▲ Topo ▲ |
| |
| |
|
|
Ptolomeu VII Neos Philopator"-" |
| Dinastia Ptolomaica 221º Faraó |
|
Filho de Ptolomeu VI e Cleópatra II. Quando seu pai morreu ele tinha por volta de dezesseis anos e tinha sido co-regente de seu pai no mesmo ano. Seu grande problema era seu tio Ptolomeu VIII Eugergetes II (passou para Ptolomeu VIII porque o herdeiro ficou como Ptolomeu VII). Esse tio não só queria o trono como também tinha uma certa força. O problema é que ele não conseguiu tirar Cleópatra do caminho, então o melhor a fazer era casar-se com ela. Assim ele fez e na festa do casamento, o herdeiro do trono foi assassinado.
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
Ptolomeu VIII Euergetes II "-" |
| Dinastia Ptolomaica 222º Faraó |
|
Foi um rei aparentemente detestado, chamado de tirânico e repulsivo. Ele se juntou a Demetrius II na Síria, com um exército de mercenários e viu a chance de retomar o Egito. Cleópatra, que protegia seu filho, o herdeiro, Ptolomeu VII, precisou fugir para Mênfis. Finalmente ela cedeu e aceitou casar-se com Ptolomeu VIII para proteger o filho. Alguns contam que Ptolomeu VIII mandou assassinar o filho de Cleópatra II na festa do casamento, outros, que assim que teve um herdeiro seu, ele mandou assassinar o sobrinho.
Ptolomeu VIII se apaixonou pela sobrinha chamada Cleópatra III, filha de Cleópatra II. A sobrinha aceitou a ligação com ele, desde que pudesse também ser rainha. Portanto, a mãe e a filha, irmã e sobrinha de Euergetes se tornaram as rainhas Cleópatra II e III ao mesmo tempo. Pode se imaginar que Cleópatra II, que já o detestava pela morte do filho ficou mais furiosa ainda. O povo de Alexandria gostava de Cleópatra tanto quanto odiava Ptolomeu VIII e logo estava nas ruas em busca do sangue do rei. Ptolomeu VIII fugiu para Chipre levando a jovem Cleópatra III, seus dois filhos e seu filho com Cleópatra II.
Cleópatra II reinava no Egito como Cleópatra Philometor Soteira. Ptolomeu, estava tão enlouquecido (no sentido médico da palavra) que, para se vingar da irmã e do povo de Alexandria, que destruiu suas estátuas e suas memórias, matou seu próprio filho Memphites (com Cleópatra II) e mandou o corpo desmembrado de presente para a mãe no dia do aniversário dela. Uma parte do Egito era a favor de Ptolomeu VIII, enquanto Alexandria estava o lado de Cleópatra II. Isso deflagrou uma guerra civil e Cleópatra teve que fugir para Síria. Ptolomeu VIII então se vingou da cidade de Alexandria de maneira sangrenta. Mais tarde Cleópatra II retornou ao Egito embora não se saiba o que aconteceu com ela. Talvez ela tenha morrido antes do rei, quem herdou o trono foi sua filha e esposa de Ptolomeu VIII Cleópatra III, cumprindo o desejo de seu marido, o rei.
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
Ptolomeu IX Sóter II (Lathyros) "-" |
| Dinastia Ptolomaica 223º Faraó |
|
Cleópatra III era sobrinha e esposa de Ptolomeu VIII e casou-se com ele quando ainda era casado com a mãe dela. Cleópatra III lhe deu dois filhos, Ptolomeu IX, Philometor Soter II e Ptolomeu X, Alexandre I, assim como três filhas - Cleópatra IV, Cleópatra Tryphaena, e Cleópatra Selene.
Ao falecer, Ptolomeu VIII deixou o trono para Cleópatra e o filho que ela preferisse. Ela detestava Látiro e escolheu o mais novo, Alexandre. O povo de Alexandria preferia Látiro, que era nessa altura, governador de Chipre. Então, Látiro veio para o Egito e seu irmão, Alexandre foi mandado para Chipre para ocupar o lugar de governador. Látiro se casou com sua irmã, Cleópatra IV mas, a mãe deles não aceitou o casamento e trocou as esposas. Substituiu Cleópatra IV por Cleópatra Selene, que era irmã de Cleópatra IV.
Cleópatra IV foi para Chipre e tentou casar com Ptolomeu Alexandre e formar um exército. O exército ela conseguiu mas não o casamento. Então, ela partiu para Síria onde usou seu exército como dote e casou com Antiochus IX Cyzicenus. Cleópatra III, por sua vez, acusou seu filho Látiro de tentar matá-la e ele teve que fugir, deixando para trás sua esposa e dois filhos. Seu irmão Alexandre, voltou de Chipre e assumiu o trono. Látiro ficou em Chipre. Após a morte de Alexandre numa batalha, Látiro (com mais de cinqüenta anos) voltou para Alexandria para manter o trono dos Ptolomeus. Parece que ambos os seus filhos já haviam morrido e portanto ele não tinha herdeiros. Quando faleceu aos sessenta e dois anos, deixou apenas uma filha, Cleópatra Berenice que governou sozinha por um tempo.
|
▲ Topo ▲ |
| |
| |
|
|
| Ptolomeu X Alexandre I "-" |
| Dinastia Ptolomaica 224º Faraó |
|
Cleópatra III e Ptolomeu X Alexandre I Ele governou quando sua mãe Cleópatra III (que o queria como rei) acusou seu filho mais velho Ptolomeu IX Soter (Lathyros) de tentar assassiná-la. Isso obrigou Lathyros a fugir para Chipre e seu irmão, que era o governador de Chipre voltou para o Egito para governar junto com sua mãe. Cleópatra logo se cansou dele e o forçou a fugir de Alexandria. Alexandre depois voltou na intenção de uma fingida reconciliação e tratou de mandar assassinar a mãe. Alexandre morreu numa batalha naval.
|
▲ Topo ▲ |
| |
| |
|
|
| Ptolomeu IX Sóter II (Lathyros)"-" |
| Dinastia Ptolomaica 223º Faraó |
|
Em 115 a.e.c. Cleópatra III força o filho a divorciar-se de sua irmã Cleópatra IV para casar com outra irmã, Cleópatra Selene, que a rainha considerava mais moldável aos seus interesses pessoais. Em 110 a.e.c. Cleópatra III expulsa-o do Egipto e manda chamar o seu filho preferido de Chipre, que se torna o novo monarca. Ptolemeu regressou em 109 a.e.c., mas a mãe voltou a expulsá-lo no ano seguinte. Após a morte da sua mãe em 88 a.e.c. Ptolemeu IX regressa para o Egipto a pedido do povo. Morreu em 81 a.e.c., tendo delegado o poder à sua esposa e aos seus filhos.
|
▲ Topo ▲ |
| |
| |
|
|
| Ptolomeu XI Alexandre II "-" |
| Dinastia Ptolomaica 225º Faraó |
|
Cleópatra Berenice - era filha de Lathyros, Ptolomeu IX, Soter II e casada com Ptolomeu X Alexandre I. Após a morte de Alexandre ela governou o Egito durante um ano sozinha. Foi forçada a casar com seu enteado ou possivelmente filho. Dezenove dias após o casamento, Ptolomeu XI assassinou a esposa. Pelo crime ele foi linchado pelo povo de Alexandria que gostava muito de Cleópatra Berenice.
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
| Ptolomeu XII Neos Dyonisos "-" |
| Dinastia Ptolomaica 226º Faraó |
|
Esse Ptolomeu era filho ilegítimo de Lathyros, Ptolomeu IX Soter II. Ele foi chamado de Bastardo ou Tocador de Flauta (Auletes). O nome que ele mesmo escolheu era Theos Philopator Philadelphos Neos Dionysos. Apenas nos livros de História ele é chamado de Ptolomeu XII. Casou com sua irmã Cleópatra V Tryphaena e foi o pai da mais famosa Cleópatra, a de número VII que é referência para muitas pessoas que conhecem pouco a história do Egito.
Ele foi corajoso ou louco o bastante para enfrentar César que era o novo cônsul de Roma. Foi expulso de Alexandria e deixou como co-regentes, sua esposa Cleópatra V e a filha mais velha dos dois, Berenice IV. Cleópatra V morreu um ano depois e Berenice IV governou sozinha. Ela foi obrigada a casar com Seleucus Kybiosaktes mas logo depois mandou estrangulá-lo. Auletes ganhou o direito de retornar ao Egito, pagando muito dinheiro a Roma e governou até sua morte. Ao morrer deixou o trono para sua filha Cleópatra VII.
Berenice IV - era a filha mais velha de Ptolomeu XII Neos Dionysos, reinou durante três anos enquanto o pai esteve exilado. Primeiro foi co-regente com sua mãe Cleópatra V Tryphaena mas a mãe faleceu um ano depois. Berenice reinou a partir de então sozinha. Casou-se obrigada com Seleucus Kybiosaktes, mas pouco tempo depois mandou estrangular o marido. Seu segundo marido foi Archelaus, cujo exército foi derrotado por Pompeu. Por sugestão de Pompeu e muito dinheiro, Auletes conseguiu retornar ao Egito. Um dos seus primeiros atos ao retornar ao país foi mandar executar a filha Berenice.
|
▲ Topo ▲ |
| |
| |
|
|
| Ptolomeu XIII "-" |
| Dinastia Ptolomaica 227º Faraó |
|
Filho de Ptolomeu XII e casado com Cleópatra VII Philopator. Na morte do pai ele se encontrava sob a tutela do general romano Pompeu e estava completamente obscurecido por sua célebre irmã e esposa, Cleópatra. Ptolomeu XIII morreu afogado, acidentalmente, no Nilo quando em combate contra as tropas de Júlio César.
Em nomenclaturas mais antigas, este rei recebia o número XII ou até mesmo XIV. Era filho de Ptolomeu XII (chamado Auleta, ou seja, "tocador de flauta") e provavelmente de Cleópatra V. Sucedeu ao seu pai aos dez anos, tendo como co-regente a sua irmã de dezessete anos Cleópatra VII, com a qual viria a casar. Os seus tutores, Potino e Aquilas, não aprovavam a regência de Cleópatra pelo que instigaram um revolta contra esta, que acabou por fugir do Egito, fixando-se na Síria no ano 48 a.e.c., onde reuniu um exército para combater o irmão. Ptolomeu XIII mandou assassinar Pompeu, rival de Júlio César na guerra civil, na esperança de obter a simpatia deste, num intento que se revelou fracassado. Júlio César, convertido em amante da sua irmã, restaurou o poder de Cleópatra, altura em que se dá o casamento entre os irmãos. Ptolomeu XIII tomou armas contra César e a irmã, mas morreu afogado no rio Nilo em 47 a.e.c..
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
| Ptolomeu XIV Caesarion "-" |
| Dinastia Ptolomaica 229º Faraó |
|
Filho de Júlio César e Cleópatra VII, com ela reinou durante pouco tempo no Egito. Foi morto por ordem de Augusto aos dezessete anos. Antes de morrer, Cleópatra tinha mandado o filho para Berenice, cidade portuária egípcia às margens do mar Vermelho. Otávio Augusto, no entanto, conseguiu atraí-lo para Alexandria, onde foi preso e executado no mesmo ano, assim o Egito se tornou definitivamente uma província do Império Romano.
Caesarion foi elevado ao estatuto de faraó pela sua mãe a 2 de Setembro de 44 a.e.c., quando tinha apenas três anos. É pouco provável que tenha tido algum papel político relevante dada a sua jovem idade e à sagacidade política de Cleópatra. Após o assassinato de César nos Idos de Março de 44 a.e.c. a qualidade das relações diplomáticas entre a casa faraónica do Egito e a República de Roma começou a deteriorar-se. O auxílio prestado por Cleópatra a Marco António, rival de César Augusto na guerra civil, foi o pretexto encontrado por Roma para invadir o Egito após a batalha naval de Actium. Cleópatra enviou Caesarion para um local seguro e suicidou-se em seguida, antes de ser apanhada pelos romanos. César Augusto, no entanto, necessitava de eliminar Caesarion, uma vez que este era o único filho que César gerara, e mandou matar o jovem faraó pouco tempo depois da anexação, concretizada a 1 de Agosto de 30 a.e.c.
|
▲ Topo ▲ |
| |
 |
|
 |
| Cleópatra VII Filopator "" |
| Dinastia Ptolomaica 228º Faraó |
|
| Cleópatra VII Filopator |
▲ Topo ▲ |
| |
 |
| |
|
|
| Imperadores Romanos |
| Província do Império Romano |
|
O Egito, sob o imperador romano Augustus tornou-se um celeiro, um grande produtor de alimentos que servia Roma. Sob os romanos, o Egito atravessou um dos períodos mais prósperos, em que foram construídas novas cidades e novos templos. Pela amplitude do Império Romano, o Egito foi apresentado a novas culturas e novas influências. O Egito faraônico já tinha desaparecido e o fato de ter se tornado província romana foi responsável pelo golpe final na antiga civilização egípcia.
Foi de Roma que veio o cristianismo. o cristianismo foi o responsável pelo fechamento dos templos que se transformaram em monastérios ou igrejas. As imagens dos velhos deuses e faraós, consideradas demoníacas, foram destruídas. Os papiros mantidos nas bibliotecas dos templos, se tornaram combustível para a intolerância e foram queimados. Quando o Império Romano foi dividido em duas partes, o Egito se tornou parte do Império Bizantino e a maior parte de sua população já estava convertida ao cristianismo. O único templo que preservava o antigo culto era o Templo de Ísis na ilha de Philae. No inicio do século VI da era cristã, esse magnífico templo foi fechado pelo exército colocando um ponto final na antiga civilização egípcia.
|
▲ Topo ▲ |
| |
Referências Bibliográficas |
| 1 |
Baines, John e Málek, Jaromír. O mundo egípcio, Madri, Edições del Prado, 1996; |
|
| 2 |
Jacq, Christian. O Egito dos grandes faraós, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2007; |
|
| 3 |
J.H. Breasted, A History of Egypt, 2ª ed. New York, 1909; |
|
| 4 |
Parcerisa, Josep Padró - História del Egipto faraónico. Madrid: Alianza Editorial, 1999; |
|
| 5 |
Revista Edição Ilustrada Egito Antigo, Escala, 2007; |
|
| 6 |
Rice, Michael - Who´s Who in Ancient Egypt. Routledge, 1999; |
|
| 7 |
Shaw, Ian - The Oxford History of Ancient Egypt. Oxford University Press, 2003; |
|
| 8 |
Smith, William, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, "Alexander IV", Boston, (1867); |
|
| 9 |
Tyldesley, Joyce. Pirâmides a verdadeira história por trás dos mais antigos monumentos do Egito, São Paulo, Globo, 2005; |
|
| 10 |
www.corbis.com |
|
| |
|
|