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Shabaka (Neferkare) "Bela é a alma de Rá" |
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| 25ª Dinastia 187º Faraó |
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Reinou após seu irmão Piye. Passou a governar a partir de Mênfis. Seu nome de trono era Nefer-ka-re que significa Bela é a alma de Ra.
Como Piye, ele continuou a luta contra os rebeldes de outras regiões do Egito, como Bakenranef de Sais. Mâneton conta que, feito prisioneiro, Bakenranef foi queimado numa estaca. Shabaka foi diplomata e incentivou o comércio com os povos do norte, além de manter alianças políticas. Deixou uma Estela em Sais, construiu capelas nos templos de Tebas, Mênfis, Abydos, Dandara, Esna e Edfu, como também deixou inscrições. Ampliou Medinet Hau e fez acréscimos nos templos de Luxor e Karnak. A esposa de Shabaka, rainha Tabakenamun tinha títulos como Irmã do Rei, e Filha do Rei, era sacerdotisa de Hathor e Senhora de Tepihu em Afroditópolis, sacerdotisa de Hathor em Dandara e sacerdotisa de Neith. Um de seus filhos foi Alto-Sacerdote de Amon. Foi sepultado numa pequena pirâmide em el-Kurru.
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Shebitku (Djedkaure) "Duradoura é a alma de Rá" |
| 25ª Dinastia 188º Faraó |
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Possivelmente Shebitku era filho ou sobrinho de Shabaka. Seu nome de trono era Djed-ka-re que significa Duradoura é a alma de Ra.
Enquanto Shabaka mantinha relações diplomáticas com os governantes assírios no norte em termos políticos e cooperativos, Shebitku pensava diferente. Ele pretendia aumentar seu poder e ao mesmo tempo evitar que os assírios avançassem mais para dentro do Egito. Com a colaboração de seus irmãos, incluindo Taharqa, seus exércitos derrotaram os assírios na Palestina. Segundo Heródoto, os assírios foram derrotados porque uma praga de ratos roeu suas armas.
De suas obras temos registro de uma capela na beira do lago sagrado de Karnak e também adicionou relevos no templo de Luxor. Fez obras em Mênfis e Kava. Seu local de sepultamento foi a pirâmide 18 em el-Kurru.
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Taharqa (Khurenefertem) "Nefertem é seu protetor" |
| 25ª Dinastia 189º Faraó |
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Este é considerado o mais importante dos reis núbios de Napata, no Egito. Seu nome de trono era Nefertem-khu-re, que significa Nefertem é seu protetor.
Ele sucedeu Shebitku, seu irmão, quando este faleceu. Nessa altura, Shebitku havia oposto forte resistência aos assírios no norte. Durante o reinado de Taharqa, os assírios capturaram Mênfis e na batalha feriram Taharqa e seqüestraram sua família. O rei sobreviveu mas teve que fugir para a Núbia. Mais tarde ele recuperou o Delta.
Coroado em Mênfis, cidade que também funcionaria como a sua sede de governo, o seu reinado é o mais esplêndido de todos os reinados Kushitas no Egito. Após um período de secas, no ano 6 do seu reinado o Egito conheceu uma cheia que gerou grandes colheitas agrícolas, muito celebrada na época em inscrições realizadas em Coptos, Tânis e Kaua. Nestas
inscrições pode ler-se como o evento das cheias foi interpretado como uma intervenção divina de Amon-Rá, que o teria escolhido como rei.
Apoiou rebeliões na região da Palestina com o objectivo de debilitar o poder dos Assírios, que tinham penetrado na região. Em 673 a.e.c. Taharqa e os seus aliados alcançam ali uma vitória, que se traduz na expulsão dos Assírios. Contudo, o rei assírio Esarhaddon invade o Egito em 671 a.e.c., conquistando a cidade de Mênfis. Alguns princípes do Baixo Egito aproveitam o acontecimento para se revoltar, outros continuaram a apoiar Taharqa, que conseguiria reconquistar brevemente o Baixo Egito em 669, sendo expulso pelos Assírios (liderados agora por Assurbanipal) em 667 a.e.c. Taharqa parte então para Napata, onde morre em 663 a.e.c., escolhendo como seu sucessor Tatamani.
Ordenou um vasto programa de construções na Núbia, em Napata, Guebel Barkal, Meroé, Semna, entre outros locais. No templo de Amon em Karnak destaca-se uma alta colunata mandada por si edificar. Perto do templo de Amon, Taharqa patrocinou a construção de várias capelas para Osíris, dedicadas ao deus pelo rei e pela adoradora divina de Amon.
Foi sepultado provavelmente em Nuri, numa pirâmide que tem seu nome inscrito. Dentro dela foi encontrada uma múmia de um homem com uns cinqüenta anos de idade.
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Tatamani (Bakare) "Gloriosa é a alma de Rá" |
| 25ª Dinastia 190º Faraó |
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Seu nome de trono era Ba-ka-re que significa Gloriosa é a alma de Rá. Esse rei trabalhou pela reconquista do Egito. Era necessário expulsar os assírios que haviam feito Taharqa recuar para Núbia. Ele conseguiu levar a cabo uma campanha vitoriosa no Delta e inscreveu a Estela do Sonho em Gebel Barkal, para contar a história.
Porém, não conseguiu manter o controle sobre o país e Tebas foi dominada pelo exército de Assurbanipal. Este foi o último rei de Napata (Núbia) a governar o Egito. Tantamani foi sepultado em el-Kurru.
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| Governador de Sais |
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Foi governador de Sais e após a fuga de Tatamani comportou-se como faraó. Apoiou o assírio Assurbanipal na conquista de Mênfis.
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Psamético I (Wahibre) "Constante é o coração de Rá" |
| 26ª Dinastia 191º Faraó |
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Seu nome de trono era Wah-ib-re, que significa Constante é o coração de Rá. Esse foi o primeiro governante da 26ª Dinastia e seu reinado se sobrepõe à 25ª Dinastia. Parece que no seu nono ano de reinado ele conseguiu controlar o país inteiro. Esse período é chamado de Saíta porque o centro do poder estava em Sais, no Delta.
Seu nome era Psamtik I mas ele ficou conhecido pelo nome grego Psammetichus I. O fato é que ele reinou durante uns cinqüenta anos, levando o Egito de volta a estabilidade depois de uma fase caótica de vários governantes. Psammetichus I e seu pai, Necau I de Sais, foram envolvidos numa confusão qualquer na época dos governantes Kushitas da 25ª Dinastia. O governante era Taharqa e alguma coisa ele fez que colocou Necau I e Psammetichus em maus lençóis com os assírios. Assim, os dois foram capturados e mantidos prisioneiros dos assírios, eles foram doutrinados pelos captores, inclusive recebendo nomes assírios, Psammetichus era Nabu-shezibanni. O pai e o filho voltaram ao Egito, preparados para estar do lado dos assírios. O pai, Necau I retomou o poder no Delta. Quando Necau I faleceu, Psammetichus foi reconhecido pelos Senhores Assírios como Rei do Egito, embora fosse apenas um título sem maiores poderes. Ele governava Mênfis e Sais e a maior parte do país era controlada ainda pelos vizires dos reis da Núbia (que já haviam voltado para o seu país).
Na verdade, Psammetichus soube preparar o caminho para o poder numa fase bem difícil, ele precisava controlar os príncipes rebeldes e os pequenos reis do Delta, mas principalmente era necessário recuperar o poder em Tebas. Para isso, ele se aliou à filha de um nobre tebano, chamado Mentuemhet. Essa moça era a Adoradora de Amon ou Esposa do deus Amon. Assim, Psammetichus introduziu sua própria filha Nitokris no templo, criando laços religiosos e seculares de modo a fortalecer a união egípcia. Afinal, Psammetichus I preparou seu exército, inclusive com mercenários estrangeiros (gregos e cários). Além disso, casou-se com Mehtemweskhet, que era filha de Horsiese, Alto-Sacerdote de Heliópolis. Até então ele era aparentemente leal aos senhores assírios, mas assim que encontrou oportunidade, se libertou do comando externo e se tornou governante absoluto do Egito.
Finalmente o Egito tinha um faraó, um governante do país unificado. Psammetichus I mandou construir fortalezas no Delta, em Naucrátis e Daphnae, assim como em Elefantina e ampliou o Serapeum em Sakkara. Provavelmente para desencorajar os reis kushitas, Psammetichus voltou com as campanhas militares na Núbia. Também fez alianças com seus antigos senhores assírios para combater a Babilônia e controlou a costa palestina. Combateu os líbios na fronteira de modo que eles fugiram do Delta deixando o território livre. Nas artes, o faraó recuperou as tendências das dinastias anteriores, tornando difícil hoje para os arqueólogos saber de que época são certas obras. Acredita-se que tenha sido sepultado em Sais.
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Necau II (Wehemibre) "Portador dos desejos de Rá para sempre" |
| 26ª Dinastia 192º Faraó |
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Ele pode ser considerado o segundo ou primeiro rei dessa dinastia, porque alguns consideram que Necau I (pai de Psemmetichus I) foi o fundador da dinastia. Seu nome de trono foi Wah-em-ib-re que significa Sendo o portador dos desejos de Ra para sempre. Seu nome de nascimento era Necau mas ele ficou conhecido pelo seu nome grego, Necho.
Sucedeu a seu pai Psammetichus I e prosseguiu com as conquistas paternas de modo que a Palestina se tornou outra vez possessão egípcia. Ele governou a Síria (pelo menos uma parte dela) e recebeu tributos de Jerusalém. Mais tarde, Necau II perdeu a Síria para os babilônios, que perseguiram os egípcios e os derrotaram. Este faraó é conhecido pelos monumentos em homenagem ao Boi Ápis em Mênfis e inscrições nas pedreiras de Mokattam Hills. Necau II foi um visionário que mandou construir um canal navegável mais de 2500 anos antes do Canal de Suez. Esse canal ligava a margem do Nilo onde estava localizada a fortaleza de Pelusium e o Mar Vermelho. Isso criou uma grande cidade portuária, Per-Temu-Tjeku (a casa de Aton de Tjeku) hoje Tell el-Mashkuta.
Necau também criou uma Marinha Egípcia, para aproveitar a expansão do comércio com a Grécia. Embora os egípcios não fossem muito chegados ao mar e essa marinha não fosse uma verdadeira força armada, ela trouxe benefícios como a criação de uma nova rota de comércio com a África e isso foi algo revolucionário na época. Acredita-se que Necau II foi sepultado em Sais.
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Psamético II (Neferibre) "Belo é o coração de Rá" |
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| 26ª Dinastia 192º Faraó |
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Filho de Necau II, possivelmente com a rainha Chedebnitjerbone I. Seu nome de trono era Neferibre que significa Belo é o coração de Ra.
Sabe-se que ele casou com a rainha Takhout ou Takhut de Atribis, que lhe deu uma filha chamada Ankhnesneferibre. De seus filhos também se conhece a princesa Herynebti Menekhoubaste e Apries que o sucedeu no trono. É possível que ele tenha governado por um curto período de tempo, talvez seis anos. No seu reinado, as pedreiras em Makattam Hills próximo ao Cairo foram exploradas e ele deve ter fundado o templo de Hibis no Oásis El-Kharga e as ruínas mais antigas de Philae são de seu governo. É possível que Psammetichus II tenha feito adições ao templo de Neith em Sais, construído monumentos em Leontópolis e o templo de El-Mahalla el- Kubra. Blocos de seu reinado foram encontrados em Abydos, Karnak (onde ele usurpou o quiosque de Taharqa) e Elefantina. Seu monumento mais famoso foi um obelisco erigido em Heliopólis que foi levado por Augusto para Roma e hoje está na Piazza di Montecitorio.
Na Núbia foi encontrado um grafiti rabiscado na perna esquerda da colossal estátua de Ramsés II em Abu Simbel, que confirma que lá estiveram aqueles que navegaram junto com o rei Psammetichus quando ele foi a Elefantina. Foi o primeiro confronto entre Egito e Núbia desde o reinado de Tatamani. Parece que foi uma campanha para desbaratar a rebelião Núbia liderada por Anlamani um rei Kushita tentando reviver o reino de Napata. O exército egípcio talvez tenha chegado até Napata, onde saquearam templos e destruíram as estátuas Kushitas. Parece que não conquistaram terras embora tenham obrigado os núbios a removerem sua capital mais para o sul e tenham acabado de vez com as idéias de conquistas dos núbios. Psammetichus II deve ter sido sepultado em Sais.
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Apries (Haaibre) "Constante é o coração de Rá" |
| 26ª Dinastia 193º Faraó |
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Seu nome de nascimento era Wah-ib-re que significa Constante é o coração de Ra. Seu nome de trono, Haa-ib-re, Jubiloso é o coração de Ra para sempre. Apries é seu nome grego pelo qual é mais conhecido.
Era o filho de Psammetichus II e Heródoto conta que a esposa de Apries era Nitetis. Algumas fontes dizem que esse faraó é o Hophra da Bíblia. Ele deixou obras como templos em Atribis (Tell Atrib), no Oásis Baharya, em Mênfis e Sais. Apries prosseguiu com a política intervencionista de seu pai na Palestina, mas sofreu muitos reveses, tanto em casa quanto fora. Ele sofreu uma invasão no Egito mas também liderou campanhas bem sucedidas contra Chipre e Fenícia. Em seu reinado as tropas egípcias em Elefantina (hoje Assuã), se amotinaram mas foram contidas.
Apries enfrentou o problema mais difícil quando mandou o exército composto por egípcios para ajudar a Líbia contra os gregos dóricos que a haviam invadido. Eles foram derrotados e quando os sobreviventes chegaram no Egito irrompeu uma guerra civil. Apries foi culpado pelo desastre que resultou num confronto entre o exército egípcio regular e os mercenários estrangeiros comandados pelo faraó. Parece que a derrota para os gregos foi apenas uma desculpa para a revolta, porque os mercenários eram tratados muito melhor do que os soldados egípcios. Quando Apries mandou o general Amasis debelar a revolta, os egípcios pediram que ele se tornasse seu líder, pedido que ele aceitou de imediato.
Depois disso, não há certezas sobre o que ocorreu, de acordo com a maioria, as tropas de mercenários gregos comandadas por Apries avançou sobre o exército formado pelos egípcios. Eles talvez tenham se encontrado no noroeste do Delta num local chamado Momemphis. É possível que Apries tenha sobrevivido às primeiras batalhas mas seu exército foi derrotado e ele foi obrigado a fugir do país. Outras fontes dizem que ele retornou ao seu palácio em Mênfis, de onde continuou a controlar parte do Egito. De qualquer maneira, Amasis se tornou o novo rei. Apenas uma estátua de Apries sobreviveu, embora outras, que trazem o nome de Amasis podem ter sido usurpadas e terem pertencido a Apries.
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Amasis (Khnemibre) "Ele que abraça o coração de Rá" |
| 26ª Dinastia 194º Faraó |
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Seu nome de nascimento era Ahmose II que significa A lua nasceu, Filho de Neith. Seu nome de trono era Khnem-ib-re, Ele que abraça o coração de Ra. Amasis, nome pelo qual ficou conhecido, é grego.
Amasis deveria ser filho da Senhora Takheredeneset, e casou com duas esposas, Tentheta e Nakhtsebastetru. Talvez Khedebneithireretbeneret também fosse sua esposa, era ela filha de Apries. Dessas duas esposas ele teve um grande número de filhos, incluindo seu sucessor Psammetichus III. Outro filho conhecido foi o general Ahmose, que foi sepultado junto com sua mãe Nakhtsebastetru, na tumba LG 83 em Gizé.
Através de Heródoto ficamos sabendo que ele foi um faraó popular, que o povo gostava muito dele e que Amasis gostava muito de beber, algumas vezes deixando os deveres em troca da bebida. Lendo a respeito de Apries, acima, ficamos sabendo que Amasis era general do exército egípcio e foi enviado pelo faraó para debelar a revolta dos soldados egípcios. Mas, foi escolhido pelos próprios soldados para ser o governante, o faraó. Assim, marchou na frente do exército e destronou Apries. Existem algumas versões do episódio, alguns dizem que Apries fugiu do país, outros que ele continuou a governar o sudeste do Egito a partir de Mênfis. O fato é que Amasis se estabeleceu em Sais e se Apries não fugiu naquela ocasião, ele fugiria mais tarde, porque Amasis pode ter tido uma nova batalha contra ele e novamente se sagrado vencedor. Agora, Amasis era realmente o faraó, controlava todo o Egito. Mas, há uma outra história que conta, que em 567 Apries voltou ao Egito liderando um exército da Babilônia. Amasis novamente o derrotou e o capturou. Conta Heródoto que o faraó entregou Apries ao povo, que o estrangulou. Seja como for, Amasis devia guardar respeito por aquele que um dia foi seu faraó e talvez ele fosse também seu sogro, e deu a Apries um funeral com todas as honras reais na necrópole de Sais.
Como faraó, Amasis mandou erguer dois colossos de granito e um templo para Isis em Philae, fez obras em Mênfis, Elefantina, Edfu, Abydos, Karnak, além de muitas outras incluindo locais do Delta e sua tumba em Sais. Ainda que essa tumba nunca tenha sido descoberta, Heródoto conta que era uma grande construção isolada, feita de pedras, decorada com pilares esculpidos imitando folhas de palmeiras e outros enfeites caros. Havia uma câmara com portas duplas e atrás das portas ficava o sepulcro. O reinado de Amasis foi muito próspero para o Egito, sabemos que a agricultura alcançou um nível espetacular e as cidades, de acordo ainda com Heródoto chegavam a mais de vinte mil. Amasis consolidou a política de Psammetichus I ao encorajar os gregos mercadores a viverem no Egito, localizados em Naucratis. Isso facilitava o controle sobre eles e criava taxas bem lucrativas para o tesouro. Quando da morte de Amasis, depois de reinar por volta de quarenta e quatro anos, os persas já tinham conquistado a Babilônia e estavam nas fronteiras do Egito.
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Psamético III (Ankhkaenre) "Rá dá vida à sua alma" |
| 26ª Dinastia 195º Faraó |
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Seu nome era Psamtek que significa Marido de Metek e o nome de trono Ankhaenre, Ra dá vida a sua alma. Ele foi o último rei da 26ª Dinastia, reinou apenas durante alguns meses antes de ser derrotado pelos persas e provavelmente morto pelo fundador da 27ª Dinastia, Cambises. Conta a história que Psammetichus III foi inicialmente traido por seus aliados e forçado a se retirar para Mênfis. A cidade ficou sob o cerco dos persas durante alguns meses e finalmente se rendeu. Mas, Psammetichus III continuou a insuflar rebeliões contra os conquistadores, de modo que, Cambises mandou matá-lo.
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Cambises (Mesutire) "Descendente de Rá" |
| 27ª Dinastia 196º Faraó |
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Depois de capturar o Egito, Cambises usou o nome de trono Mesut-i-re (Mesuti-Ra), Descendente de Ra. Cambises era filho do imperador persa Ciro, o Grande que também nomeou seu filho rei da Babilônia, embora Cambises tenha abandonado esse título após reinar um ano apenas, ele invadiu o Egito. Derrubou o rei egípcio Psammetichus III e se tornou o primeiro governante da 27 ª Dinastia, Persa.
Não se sabe muito sobre Cambises e os textos de Heródoto, historiador grego fazem desse rei persa um retrato terrível. Segundo Heródoto, Cambises destruiu os templos egípcios, foi um déspota, um tirano cruel, um monstro de maldade. Hoje sabemos que essa é uma visão grega da história, até porque os gregos eram inimigos dos persas. De qualquer maneira, parece que Cambises entrou no Egito através do deserto com muita facilidade. Derrotou as forças egípcias em batalha e cercou Mênfis. Se Psammetichus III logrou escapar, logo foi capturado e preso.
Os estudiosos hoje em dia acreditam que o governo de Cambises no Egito não foi terrível como Heródoto contou, na realidade a dinastia Saíta já estava derrotada quando Cambises tomou o país. Aparentemente o Egito já tinha sido abandonado pelos seus aliados gregos, e as minorias como a comunidade judaica em Elefantina, assim como uma parte da aristocracia egípcia recebeu bem o governo de Cambises. Uma evidência de que Cambises respeitava os costumes egípcios e procurava se apresentar como um rei egípcio é a inscrição numa estátua de Udjadhorresnet (autobiografia, hoje no Museu do Vaticano), que era um sacerdote saíta, além de médico e oficial da marinha. Através de suas palavras ficamos sabendo que Cambises procurava promover os cidadãos nascidos no Egito, dando-lhes trabalho no governo e que mostrava respeito pela religião egípcia.
É muito provável que a história da destruição dos templos e pilhagem das cidades nunca tenha existido, sendo apenas uma história inventada pelos gregos. Na Pérsia, os nobres estavam se alinhando ao lado do irmão de Cambises, Bardias (ou Esmerdis). O trono de Ciro, o Grande estava mudando de mãos e Cambises precisava retornar à Pérsia. Nessa altura parece que Cambises já estava apresentando problemas mentais. Ele abandona rapidamente o Egito deixando um sátrapa no governo. Existem muitas histórias com relação a morte de Cambises e a previsão dos sacerdotes de Buto sobre como seria essa morte. Mas, o fato é que Cambises morreu na Síria, quando voltava para casa, na Pérsia. Embora ele tenha governado o Egito e tido seu nome inscrito num cartucho como os faraós, ele foi sepultado em Takht-i-Rustam (nagsh-e-rostam) perto de Persepolis.
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| Dario I "-" |
| 27ª Dinastia 197º Faraó |
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Após a morte de Cambises houve uma rápida revolta popular sufocada por Dario I, parente distante de Cambises e oficial do exército. Ele era filho de Hystaspes, membro da família de Ciro, o Grande. Dario I servia no exército no Egito enquanto Cambises governava e quando o rei faleceu a caminho da Pérsia, ele tomou o trono. Mais tarde ele foi considerado o último grande legislador do Egito.
Dario I foi um rei generoso, tratou os egípcios com respeito por sua religião e seus costumes e foi responsável por muitas reformas sociais e políticas. Ele foi bem aceito pelo povo. Durante seu reinado houve muitos projetos de construção. Ele completou o canal do Delta ao Mar Vermelho, que havia sido iniciado por Necau II (Necho). Aumentou o Serapeum e recuperou o templo de Ptah em Mênfis, também construiu no Fayum, el-Kab, Busiris e Sais. Embora ele fosse um bom rei, enfrentava revoltas constantes dos egípcios, especialmente depois que os persas foram derrotados em Maratona. Ficou claro então, que o grande império persa não era invencível e as rebeliões aumentaram.
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| Xerxes I "-" |
| 27ª Dinastia 198º Faraó |
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Filho de Dario I, ele é mais conhecido pelas suas tentativas frustradas de conquistar a Grécia. Parece que passava a maior parte do tempo fora do Egito, deixando o governo entregue nas mãos dos regentes e sátrapas locais. As revoltas que explodiram no final do reinado de Dario I foram debeladas por Xerxes durante o segundo ano de seu governo. Essa fase é bem documentada por Heródoto, embora vista pelo seu olhar grego. Xerxes nunca deu muita importância ao Egito, que governou sempre a distância. Ele foi assassinado junto com seu filho Dario, o herdeiro do trono em 465 a.e.c.
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| Artaxerxes I "-" |
| 27ª Dinastia 199º Faraó |
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Subiu ao trono quando seu irmão mais velho foi assassinado junto com seu pai, Xerxes. Poucos meses após subir ao trono, um rebelde egípcio, Amyrtaios, que governava em Sais, se levantou contra ele. Artaxerxes conseguiu manter Mênfis e os egípcios e seus aliados gregos foram derrotados.
Na batalha de Papremis, Artaxerxes foi morto e seu sátrapa Megabysos foi quem destruiu a frota grega e retomou Mênfis. O Alto Egito permaneceu sob o controle persa e Atenas alegou não ter tido nada a ver com o conflito. O Baixo Egito e as cidades do Delta estavam em constante agitação.
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| Dario II "-" |
| 27ª Dinastia 200º Faraó |
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Parece que era um filho ilegítimo de Artaxerxes I. Acredita-se que Dario II deu um pouco mais de atenção ao Egito, construindo, inclusive, um templo de Amon no Oásis de Kharga. Durante seu reinado, o Egito tinha uma grande população de judeus e de gregos, dizem que Dario II favorecia aos judeus de Elefantina. Dario II estava muito envolvido numa aliança com Esparta para fazer guerra contra Atenas. Enquanto isso no Egito, as rebeliões prosseguiam liderados por Amirtaios, um príncipe saíta. Dario II faleceu em 404 a.e.c
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| Amirtaios "-" |
| 28ª Dinastia 201° Faraó |
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Temos aqui uma dinastia totalmente diferente de todas as que já vimos e das que ainda vamos ver. Essa é a dinastia de um só rei, Amirtaios. Ele reinou entre os poderosos reis persas e os últimos reis egípcios de fato. Sua dinastia durou apenas cinco anos. É possível que Amirtaios fosse líbio, talvez um príncipe saíta. Ele governou o país a partir de Sais após a morte de Dario II, quando houve uma grande revolta no Egito. Nos Papiros de Elefantina há um documento que é um contrato e foi escrito no quinto ano do reinado de Amirtaios, donde se conclui que ele foi reconhecido de fato no Alto e Baixo Egito. Ele deve ter sido deposto e provavelmente assassinado quando os persas reinvadiram o país.
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| Nepherites I "-" |
| 29ª Dinastia 202º Faraó |
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Esse rei é mais conhecido pelo fato de aliar à Esparta contra os persas. É sabido que ele presenteou Esparta com milho e equipamentos para cem navios em troca da aliança. O que ele não esperava é que os presentes fossem interceptados em Rodes quando a frota egípcia passou por lá, porque o governo de Rodes já tinha se aliado aos persas.
Os registros sobre Nepherites são inscrições e construções em Buto, Sais, Mênfis e Karnak. Seu sarcófago foi encontrado em 1869 junto com itens funerários em Mendes. É possível que, quando Nepherites faleceu ou foi assassinado, não se sabe nada a respeito, o trono tenha sido usurpado por Psammuthis que governou junto com Hernebkha Muthis filho de Nepherites.
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| Psammuthis "Filho da deusa Mut" |
| 29ª Dinastia 203º Faraó |
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Pode ser que ele tenha usurpado o trono após a morte de Nepherites mas talvez Hernebkha Muthis (filho de Nepherites) tenha reinado junto com ele. Mâneton o menciona entre Nepherites e Hakoris. O nome de Psammuthis, Pasherienmut significa Filho da deusa Mut. Ele provavelmente reinou no Alto Egito durante um ano, mais ou menos. Logo a seguir, Hakoris recuperou o trono. Seus registros são inscrições em Karnak e Sakara.
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| Hakoris (Khnemmaatre) "-" |
| 29ª Dinastia 204º Faraó |
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É possível que Hakoris tenha governado ao mesmo tempo que o usurpador Psammuthis por um tempo muito curto. Logo ele retomou o trono e fez um bom governo. Seu reinado foi marcado pela paz entre Pérsia e Esparta, isso foi um problema porque, sem maiores preocupações, a Pérsia voltou a se interessar pelo Egito. Hakoris fez aliança com Chipre e formou um exército forte para repelir os invasores. Ele foi bem sucedido e o Egito voltou a ser independente politicamente. Hakoris fez obras marcantes como uma capela em Karnak, a sala hipostila em el-Kaab, um quiosque em Medinet Habu e outras obras em Mendes, Sakkara e Elefantina. Parece que o rei Hakoris foi sepultado em Sakkara, mas sua tumba não foi encontrada.
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Nepherites II "-" |
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| 29ª Dinastia 205º Faraó |
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Filho de Hakoris, reinou apenas durante quatro meses, quando foi deposto e provavelmente assassinado por seu sucessor Nectanebo I (30ª Dinastia). Sabemos de sua existência por Mâneton e pela Crônica Demótica.
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Nectanebo I (Kheperkare) "A alma de Rá sobrevive" |
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| 30ª Dinastia 206º Faraó |
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Seu nome egípcio era Nakhtnebef que significa Forte em seu Senhor. Seu nome de trono, Kheper-Ka-re, A alma de Ra sobrevive.
Nectanebo foi o nome dado a ele pelos gregos. Sua terra natal era Sebennytos que hoje é Sammanud, e talvez ele tenha sido parente de Nepherites II. Essa dinastia que Nectanebo fundou, a trigésima, é considerada a última em que reinaram verdadeiros egípcios, ou seja, reis considerados naturais do Egito.
Nectanebo I era o filho do general Djedhor, e provavelmente amigo do general ateniense Khabrias ou Chabrias, que comandou os mercenários gregos no reinado de Hakoris. É possível que esse general grego tenha ajudado Nectanebo a chegar ao poder, até porque logo depois ele foi chamado de volta a Atenas. Uma das esposas de Nectanebo era uma senhora de nome grego, Ptolemais que pode ter sido filha de Khabrias. Seu filho e herdeiro, Teos (Djedhor) era filho de outra esposa chamada Udjashu. Teos foi seu co-regente. Em seu reinado, o exército persa tentou atacar o Egito mas ele estava pronto para defender seu país, embora o que de fato tenha feito os invasores recuarem, tenha sido a cheia do Nilo. Os persas demoraram tanto a decidir a tática de batalha que o rio encheu, o Delta ficou alagado e os persas tiveram que se retirar.
Seu reinado foi pacífico, ele fez obras e estimulou as artes. Restaurou os templos pelo país afora, são inúmeras suas obras, mas também cobrou taxas das instituições religiosas. Uma de suas construções mais importantes foi a parte mais antiga do Templo de Philae, que mais tarde, no período grego, se transformaria num dos lugares mais sagrados. Perto do final de seu reinado, Nectanebo tentou refazer as alianças do Egito com Atenas e Esparta, porque sabia que os persas não tinham ainda abandonado a idéia de que o Egito era província sua e pretendiam retomá-la. Provavelmente Nectanebo foi sepultado em Sebennytos mas até hoje não foi encontrado o local certo. Já foram achadas ushabits (pequenas figuras que são colocadas na tumba) suas e os restos do sarcófago que lhe pertenceu e remete à arte da 18ª Dinastia.
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Teo "-" |
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| 30ª Dinastia 207º Faraó |
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Teo ou Djedhor era o filho e sucessor de Nectanebo I. Foi co-regente de seu pai e quando este morreu herdou o trono. Decidiu que iria atacar os persas embora seus generais discordassem. Para juntar o dinheiro para essa campanha, ele confiscou os tesouros dos templos sofrendo a ira dos sacerdotes, que se tornaram seus inimigos.
Ao sair para a guerra, Teo, deixou no comando do Egito, Tjahapimu. Este era possivelmente um meio irmão mais velho de Teo, ou como alguns acham, Tjahapimu era filho de Teo, de modo que Nectanebo II seria seu neto. Ele fez uma campanha vitoriosa sobre a Síria, mas seu ataque aos persas foi vergonhoso. Ele foi abandonado pelos seus mercenários gregos e também pelos próprios egípcios. Teos fugiu para a Pérsia onde Artaxerxes lhe deu asilo, embora fosse inimigo. O regente do Egito, Tjahapimu, indicou então Nectanebo II para assumir o trono (fosse ele seu filho ou sobrinho). Teo, viveu na Pérsia desde então e lá morreu.
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Nectanebo II "-" |
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| 30ª Dinastia 208º Faraó |
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A história deste período tardio é conturbado e muito complexa. Atualmente, inúmeros egiptólogos interessam-se por ela e todos os anos há progressos no conhecimento das dinastias do final do Egito. Quando Nectanebo II sobe ao trono em 360 a.e.c., ele tem de confrontar-se com uma situação muito difícil. Quando o rei anterior, Teo, fugira do Egito após uma pesada derrota infligida pelos persas, Nectanebo era soldado na Síria. Regressou precipitadamente a seu país, onde a guerra civil ameaçava eclodir. Teo tornara-se muito impopular devido aos impostos suplementares lançados para equipar as tropas. Nectanebo conteve a revolta, fez-se reconhecer como chefe pelos notáveis locais e tornou-se faraó.
Há anos que o Egito se apóia na sua aliança com os gregos para salvaguardar a sua independência. A 1ª ocupação persa (524-404 a.e.c.) deixou vestígios em todas as memórias. A trigésima e última dinastia, iniciada em 380 a.e.c., assistiu a mudanças de atitude dos faraós em relação aos gregos. Conhece, porém, um clima de paz e possui uma economia estável, que lhe permite pôr em prática um grande programa de construções. Nectanebo dedica-se a construir e restaurar Templos. Trabalha-se em Mênfis, Bubastis, Abidos, Karnak, Edfu e Philae. Antes da trigésima dinastia, a ilha de Philae era apenas uma massa de vegetação perdida numa paisagem árida. Doravante, será erguido neste local um admirável templo de Ísis, não longe da ilha de Biggeh, onde ficava o Abaton, território sabrado de Osíris. É nestes lugares que a religião egípcia resiste mais tempo ao cristianismo. Philae foi o último templo egípcio a manter-se aberto.
O Egito já não é uma grande potência, mas aprendeu a conhecer o mundo exterior: seus marinheiros empreenderam uma imensa viagem que os levou do mar Vermelho ao Cabo, manifestando a sua surpresa quando viram o sol erguer-se à sua direita. As duas Terras têm ligações econômicas com muitos outros países. Abriu-se o chamado "canal dos Dois Mares", o primeiro Canal de Suez, cuja idéia remontaria a Sesóstris. Ferdinand de Lesseps inspirou-se no traçado antigo, modificando o plano.
O rei pacífico e religioso, Nectanebo II teve de enfrentar a mais dura realidade quando o rei persa Artaxerxes II atacou o Egito em 351 a.e.c. O exército egípcio, com os seus mercenários gregos, conseguiu rechaçá-lo. Mas o faraó não pode ser impreciso, e por isso fomenta movimentos de revolta contra os persas, notadamente na Fenícia. Todavia, a manobra não dá certo e as tentativas de rebelião são impiedosamente reprimidas. Além disso, o rei dos persas está cansado da resistência egípcia.
Durante o ano de 343-342 a.e.c., Artaxerxes III envia contra o Egito um formidável exército de trezentos mil homens apoiado por uma frota de mais de trezentos barcos, ou seja, três vezes maior que a dos efetivos do faraó. O ataque faz-se por mar e por terra. O combate é desigual, o Delta é invadido e Mênfis, a capital administrativa é dominada. Nectanebo II refugia-se no Egito, onde procura reunir as últimas energias. O exército persa lança uma segunda investida em direção ao sul, a fim de eliminar todos os focos de oposição. Todo o Egito é conquistado, e seus templos sofrem graves estragos. A ocupação estrangeira é muito dura.
Não sabemos como desapareceu o último faraó egípcio, grande construtor e infortunado soldado. Deve ter acabado os deus dias na Núbia. Portango, 343 a.e.c. foi o último ano em que um faraó de origem egípcia reinou no "trono dos vivos".
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Artaxerxes III Ochus "Rá o criou" |
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| 30ª Dinastia 209º Faraó |
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Foi rei da Pérsia durante vinte anos e governou o Egito por pelo menos seis anos. Essa chamada 31ª Dinastia teve inicio após os exércitos persas derrotarem os egípcios. Essa foi a segunda campanha de Artaxerxes III contra o Egito. Na primeira os persas recuaram mas a segunda foi mais violenta. Durante a ocupação do Egito, houve muita crueldade, massacres, profanaram os templos e roubaram muitas obras de arte. De acordo com o historiador grego, Diodoro de Sicília, o vizir Bagoas, (um eunuco, muito poderoso e violento) foi responsável pelo assassinato de Artaxerxes III. Este Bagoas se tornou famoso por assassinar toda a família real mas, existe um tablete no Museu Britânico (BM 71537), escrito em caracteres cuneiformes, que registra o fato do rei Artaxerxes ter morrido de causas naturais.
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Arses "-" |
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| 30ª Dinastia 210º Faraó |
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Foi o filho de Artaxerxes que o sucedeu no trono do Egito. Pode ser que o vizir Bagoas tenha sido o responsável pela sua subida ao trono. Não se sabe se porque Bagoas havia matado seu pai ou se Artaxerxes apenas morreu de morte natural e o vizir estava interessado em manter Arses como seu fantoche.
É possível que, um cidadão muito rico do Alto Egito, Khabebesh, tenha se declarado faraó nessa mesma época. Ele foi apoiado pelo povo que sofria sob os persas e deve ter governado escondido, para não ser morto. O fato é que seu nome com os títulos de faraó, foram encontrados em diversos locais, inclusive numa Estela de Ptolomeu I, em papiros do primeiro ano de seu reinado e amuletos encontrados na tumba de Horemheb em Mênfis. Existem fontes que afirmam que Bagoas assassinou o rei Arses.
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Dario III Codoman "-" |
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| 30ª Dinastia 211º Faraó |
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Esse rei era sobrinho de Artaxerxes e ocupou o trono após Arses. Reinou durante seis anos até que o exército de Alexandre Magno entrou no Egito. Darius III foi derrotado na Batalha de Issus e fugiu. Alexandre não o capturou mas ele foi assassinado, mais tarde, pelo seu próprio general, Bessus, o Sátrapa da Bactria. Darius III foi o ultimo governante persa do Egito.
Após rejeitar as propostas de paz de Dario, Alexandre, o Grande derrota-o definitivamente na Batalha de Gaugamela. Dario foge então para Ecbátana a fim de agrupar um novo exército, enquanto Alexandre conquista a Babilônia, Susa e a capital persa, Persépolis.
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Referências Bibliográficas |
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Revista Edição Ilustrada Egito Antigo, Escala, 2007; |
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Tyldesley, Joyce. Pirâmides a verdadeira história por trás dos mais antigos monumentos do Egito, São Paulo, Globo, 2005; |
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www.corbis.com |
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