História da Civilização - 2º Período Intermediário

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HISTÓRIA DO EGITO
Pré-História - ate 4000 a.e.c. Pré-dinástico - 3200-3125 a.e.c. Dinástico Primitivo - 3125-2575 a.e.c.
Império Antigo - 2575-2134 a.e.c. 1º Intermédiário - 2134-2040 a.e.c. Império Médio - 2040-1640 a.e.c.
2º Intermédiário - 1640-1532 a.e.c. Império Novo - 1550-1070 a.e.c. 3º Intermédiário - 1040-712 a.e.c.
Período Tardio - 712-332 a.e.c. Greco-Romano - 332 a.e.c. - 395 d.e.c.  

Faraós

Textos

O 2º Período Intermediário | O Governo dos Hicsos | Os Hicsos | Práticas funerárias no 2º Período Intermediário
 
O 2º Período Intermediário
 

Por volta de 1640 a.e.c. a posição da 13ª dinastia foi usurpada, não se sabe ao certo como, por um grupo estrangeiro que se designa, convencionalmente, por "Hicsos", forma grega de uma frase egípcia que significa "governante de terras estrangeiras". Os Hicsos, 15ª dinastia egípcia, parecem ter sido reconhecidos como principal linhagem real em todo o país, mas toleravam outros concorrentes. É possível que a 13ª dinastia tenha continuado a existir, tal como a 14ª como família real, no Noroeste do Delta (cuja existência tem sido posta em dúvida). Havia também um grupo paralelo de Hicsos, conhecido como 16ª dinastia, termo que talvez cubra simplesmente outros governantes asiáticos que se proclamaram reis, onde quer que se encontrassem. A mais importante destas dinastias foi a 17ª sucessão de egípcios que governaram a partir de Tebas, controlando o vale do Nilo desde a 1ª catarata até Cusae, a norte. No sul, a Baixa Núbia foi conquistada pelos chefes núbios de Kerma. Havia, portanto, essencialmente três divisões da região que fora controlada pelas 12ª e 13ª dinastias. Durante quase um século parece ter havido paz entre elas.

Têm-se encontrado nomes de reis da 15ª dinastia em pequenos objetos provenientes de lugares do Próximo Oriente bastante distantes uns dos outros, indicando a existência de relações diplomáticas ou comerciais numa vasta região. O contato com o estrangeiro trazia consigo certas inovações técnicas, que vieram mais tarde a ter importância. Algumas dessas novidades foram provavelmente trazidas por imigrantes asiáticos, enquanto outras, especificamente militares, talvez tenham sido adquiridas por altura de campanhas, em alguns casos no início da 18ª dinastia. Até essa altura, o Egito tinha estado tecnologicamente atrasado em comparação com o Próximo Oriente, mas durante o Império Novo ambos estavam mais ou menos a par. De entre as novas técnicas salientam-se a do trabalho em bronze, que substituiu a importação de ligas de bronze e a utilização de cobre arseníaco, uma roda de oleiro aperfeiçoada e o tear vertical, a introdução do zebu e de novas culturas horto-frutícolas, o cavalo e o carro, arcos compostos e novas formas de cimitarras e outras armas. Num plano diferente, novos instrumentos estiveram na moda e as danças da 18ª dinastia são diferentes das dos períodos anteriores.

Com Seqenenre Tao II, da 17ª dinastia, os Tebanos começaram a sua luta para expulsarem os Hicsos. O primeiro episódio da batalha só é conhecido através de uma história da época do Império Novo, a "Querela de Apophis [rei dos Hicsos] e de Seqenenre", mas a múmia de Seqenenre mostra que este morreu de morte violenta, talvez em batalha. Duas estelas do seu sucessor, Kamósis, descrevem importantes escaramuças entre Tebas e os Hicsos, que se aliaram aos reis núbios. Kamósis chegou quase até Avaris, capital dos Hicsos, e estendeu as suas campanhas, a sul, até Buhen, mas nada sabemos dele após o terceiro ano.

 
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O Governo dos Hicsos
 

Na realidade, os Hicsos nunca conseguiram submeter todo o Egito ao seu domínio, havia regiões no extremo sul que se mantiveram independentes, além disso, o próprio Fayum nunca aceitou o domínio estrangeiro e parece que a 13ª Dinastia continuou Reinando na região por todo o Segundo Período Intermediário. Mesmo assim o ímpeto migratório, que havia trazido os Hicsos até o Egito, cessara. A invés de seguir sua marcha para o ocidente, os Hicsos decidiram se estabelecer no Egito. Estavam desejosos de se Egipcianizar. Parecem ter adorado a cultura Egípcia, tanto assim que ao tomarem o poder nacional (ou a maior parte dele), adotaram Seth, justamente o Deus dos Estrangeiros, dos Desertos, dos Animais (seus cavalos, por exemplo) e do Caos, como seu Deus Dinástico. Era a volta, depois de tantos séculos passados desde o final da 2ª Dinastia, de Seth ao trono do Egito.

A tomada do poder pelos Hicsos devolveu a independência à Núbia, pois, com efeito, os estrangeiros que não haviam conseguido atingir nem mesmo as regiões mais ao sul do próprio Egito, jamais conseguiriam transpor as cataratas do Nilo para impor seu domínio à Núbia. Outras importantes mudanças trazidas pelos Hicsos ao Egito foram a introdução da criação de cavalos e da fundição do bronze. A situação da população, no entanto, não era das melhores, se por um lado há suspeitas de que durante o Primeiro Período Intermediário tenha havido um resfriamento do clima da África Central de modo a ocasionar cheias muito diminutas, no caso do Segundo Período Intermediário essas suspeitas se comprovam através de documentos da época.

Com efeito, a política centralizadora dos últimos Monarcas da 11ª Dinastia fez com que os diques de irrigação pública fossem desvinculados das tarefas dos Nomarcas e vinculados às tarefas do Faraó. No entanto, se por um lado essa medida visava criar uma maior interação entre as regiões. Por outro, com a falência do poder central, os diques estavam fadados a também deixarem de ser cuidados, o que, certamente, ocasionaria fome e más colheitas (independentemente de cheias menos potentes do Nilo). Seja como for, o fato é que existem relatos de fome extrema assolando o Egito em todas as partes, mas, sobretudo no Alto Egito.

É compreensível que, com o fracasso da agricultura, os homens se voltassem para o extermínio dos animais como forma de busca por alimentos. Porém, depois que os animais de criação se esgotaram e que os poucos animais disponíveis também já haviam rareado, não sobraram alternativas a algumas populações além do extermínio mútuo, em outras palavras, o canibalismo. Em algumas localidades do centro da África essa prática ainda hoje ocorre. Em geral ela tem caráter muito mais místico (com o indivíduo que come a carne absorvendo as qualidades daquele que é devorado) do que gastronômico.

No entanto, não é de se estranhar que acabe se tornando um recurso de uma comunidade assolada pela fome. É a luta pela sobrevivência: vale qualquer coisa! Aos poucos, o governo dos Hicsos foi se fragmentando dentro de si próprio. Parece que uma facção dissidente fundou no Delta ocidental uma nova Dinastia, a 16ª. Além disso, em Tebas, no Alto Egito, os Sacerdotes de Amon, que ainda dispunham de algum poder e de muita organização (algo que naqueles tempos difíceis se fazia mais importante do que qualquer outra coisa), iniciaram uma luta contra os invasores estrangeiros.

 
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Os Hicsos
 

Não se sabe ao certo de onde provinham os Hicsos. Se eram um povo só ou uma leva de vários povos. Não se sabe nada sobre seus cultos originais ou mesmo sobre seu destino após sua expulsão do Egito.

Não se sabe sobre um povo que tenha sido expulso do Egito e que se tenha tornado uma ameaça invasora em qualquer outra região do norte da África ou do Oriente Médio, e sim, pois estas duas rotas seriam as mais prováveis para um povo que nunca tinha ousado sequer chegar até as cataratas do Nilo e que, para faze-lo teria que cruzar Tebas, o centro de poder daqueles que os estavam expulsando. Como não se tem notícias sobre tal leva migratória, o que se pode acreditar é que os Hicsos não tenham de fato sido expulsos, mas, sim, sido assimilados pela população Egípcia.

Como os Egípcios não consideravam os estrangeiros como pessoas, como podem tê-los aceito no seio de sua população mesmo depois de terem sofrido com sua dominação? Os Hicsos devem ter sido escravizados pelos Egípcios e, dessa forma, terem sido forçados a pagar pelos anos em que os oprimiram com seu domínio. Os Hicsos poderiam ter sido os Hebreus mas para sermos sérios, não podemos confirmar nem recusar completamente esta hipótese. É sim bastante plausível que os Hicsos tenham sido Hebreus errantes que, por volta do início do século XVIII a.e.c. invadiram o Delta oriental do Egito em busca de terras melhores do que as suas.

Como se sabe, a região que hoje corresponde a Israel e à Cisjordânia nem sempre foi habitada por Hebreus. Este povo pode muito bem ter sido um dos primeiros Povos do Mar, oriundos dos confins da Ásia e introduzidos no contexto do Crescente Fértil. É verdade que Senuosret III (Sesostris III) fez uma expedição militar à Palestina, no entanto, não é possível saber com certeza quais povos ele combateu. Pode ter sito talvez até mesmo os próprios Hebreus que, como recém-chegados à região, talvez estivessem causando problemas com tentativas de ataques ao Sinai.

Porém, pensando de um ponto de vista mais cético, temos que concordar que o Velho Testamento é uma compilação (obviamente de caráter fortemente ideológico) dos principais acontecimentos da História do Crescente Fértil dos quais se tinha conhecimento através da tradição oral. Muitas Histórias nele presentes foram modificadas pelo passar dos séculos e acabara sendo compiladas de modo a parecerem um amontoado de provações de Javeh (o Deus dos Judeus e Cristãos) para com seus filhos. Nesse contexto, podemos depreender do Velho Testamento diversas passagens da História de outros países, mas, em especial, do Egito. Assim sendo pode-se especular que os Hicsos eram Hebreus e, sendo assim, que, após sua derrota frente aos Tebanos, acabaram servindo como escravos no Egito.

 
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Práticas funerárias no 2º Período Intermediário
 

Este é o período mais nebuloso da História do Egito no que se refere às práticas funerárias. Com efeito, não sabemos como os Hicsos enterravam seus mortos, ou mesmo se o faziam, porque, pelo fato de Avaris se localizar no Delta, e pelo fato de aquela região ser freqüentemente alagada sendo semi-pantanosa, a maior parte dos vestígios arqueológicos acabou destruída. Mesmo Mênfis, capital secular do Egito tem suas escavações muito dificultadas pela destruição das águas do Nilo. Sendo assim, infelizmente, nada sabemos sobre as práticas funerárias Dinásticas dos Hicsos.

Contudo, no tocante às práticas funerárias da população nesse período, sabemos que a mumificação, bem como o sepultamento o mais digno possível, continuaram ocorrendo. A 13ª Dinastia do Fayum, enquanto existiu, construiu pirâmides naquela região e os Faraós da 17ª Dinastia de Tebas iniciaram a construção de túmulos escavados nas rochas. Com efeito, os túmulos nas rochas foram a saída encontrada para combater os saques generalizados que se abateram sobre as tumbas Faraônicas no Segundo Período Intermediário, de forma ainda mais epidêmica do que no Primeiro.

Outra inovação introduzida nos enterramentos do final do Segundo Período Intermediário, especialmente nas primeiras tumbas escavadas nas rochas, foi o Livro dos Mortos. Esses livros eram longos pergaminhos ricamente pintados e decorados que continham informações importantes sobre como ser bem sucedido no julgamento dos Deuses no Tribunal de Osíris. Não havia qualquer garantia de que o portador de tais livros adentraria em Amentet, o livro servia apenas como uma espécie de “cola”, um lembrete para que o morto não se esquecesse do que deveria declarar e de como agir na presença dos Deuses. É possível que tais livros tenham sido criados para evitar que o choque da presença Divina atrapalhasse o raciocínio do morto. Porém, também há indícios de que bem cedo estes Livros dos Mortos tenham se tornado uma grande forma de arrecadação financeira do Clero de Amon em Tebas.

 
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Referências Bibliográficas
1 Baines, John e Málek, Jaromír. O mundo egípcio, Madri, Edições del Prado, 1996;  
2 Jacq, Christian. O Egito dos grandes faraós, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2007;  
3 J.H. Breasted, A History of Egypt, 2ª ed. New York, 1909;  
4 Revista Edição Ilustrada Egito Antigo, Escala, 2007;  
5 Tyldesley, Joyce. Pirâmides a verdadeira história por trás dos mais antigos monumentos do Egito, São Paulo, Globo, 2005;  
6 www.wikipedia.org  
 
Iry-Hor
3200-3175
Ka-Sekhen
3175-3150
Escorpião
3150-3125
1ª Dinastia
Meni
3125-3100
Djer
3100-3070
Djet-Wadjit
3070-3000
Den
3000-2930
Anedjib
2930-2880
Semerkhet
2880-2810
Qaa
2810-2770
2ª Dinastia
Hatepsek...
2770-2755
Reneb
2755-2720
Ninetjer
2720-2670
Peribsen
2670-2649
3ª Dinastia
Nekba
2649-2630
Djoser
2630-2611
Sekhemkhet
2611-2603
Khaba
2603-2599
Huni
2599-2575
4ª Dinastia
Snefru
2575-2551
Khufu
2551-2528
Radjedef
2528-2520
Quéfren
2520-2494
Miquerinos
2490-2472
Shepseskaf
2472-2467
5ª Dinastia
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2465-2458
Sahure
2458-2446
Neferirkare
2446-2426
Shepseskare
2426-2419
Raneferet
2419-2416
Neuserre Izi
2416-2392
Menkauhor
2396-2388
Djedkare
2388-2356
Wenis
2356-2323
6ª Dinastia
Teti
2323-2291
Pepi I
2289-2255
Merenre
2255-2246
Pepi II
2246-2152
Merenre II
2152-2151
Nitókris
2151-2149
7ª/8ª Dinastia
Diversos
2149-2134
9ª/10ª Dinastia
Diversos
2134-2040
11ª Dinastia
Inyotef I
2134-2118
Inyotef II
2118-2069
Inyotef III
2069-2061
Mentuhotep
2061-2010
Sankhkare
2010-1998
Nebtawyre
1998-1991
12ª Dinastia
Amenemhet I
1991-1962
Sesóstris I
1971-1926
Amenemhet II
1929-1892
Sesóstris II
1897-1878
Sesóstris III
1878-1841
Amenemhet III
1844-1797
Amenemhet IV
1799-1787
Nefrusobk
1787-1783
13ª Dinastia
Diversos
1783-1690
14ª Dinastia
Diversos
1690-1640
15ª Dinastia
Diversos
1640-1532
16ª Dinastia
Diversos
1640-1532
17ª Dinastia
Diversos
1640-1550
18ª Dinastia
Amósis
1550-1525
Amenhotep I
1525-1504
Tutmósis I
1504-1492
Tutmósis II
1492-1479
Tutmósis III
1479-1425
Hatshepsut
1473-1458
Amenhotep II
1427-1401
Tutmósis IV
1401-1391
Amenhotep III
1391-1353
Akhenaton
1353-1335
Semenkhare
1335-1333
Tutankhamon
1333-1323
Aya
1323-1319
Haremhab
1319-1307
19ª Dinastia
Ramsés I
1307-1306
Sethi I
1306-1290
Ramsés II
1290-1224
Menerptah
1224-1214
Seti II
1214-1204
Siptah
1204-1198
Twosre
1198-1196
20ª Dinastia
Setenaquete
1196-1194
Ramsés III
1194-1163
Ramsés IV
1163-1156
Ramsés V
1156-1151
Ramsés VI
1151-1136
Ramsés VII
1143-1136
Ramsés VIII
1136-1131
Ramsés IX
1131-1112
Ramsés X
1112-1100
Ramsés XI
1100-1070
21ª Dinastia
Smendes
1070-1044
Amenemnisu
1044-1040
Psusennes I
1040-992
Amenemope
993-984
Osorkon I
984-978
Siamun
978-959
Psusennes II
959-945
22º Dinastia
Shoshenk I
945-924
Osorkon II
924-909
Takelot I
909-897
Shoshenk II
897-883
Osorkon III
883-855
Takelot II
860-835
Shoshenk III
835-783
Pami
783-773
Shoshenk V
773-735
Osorkon V
735-712
23º Dinastia
Pedubast I
828-803
Osorkon IV
777-749
Peftjau
740-725
24º Dinastia
Tefnakhte
724-712
Boccoris
717-712
25º Dinastia
Kashta
770-750
Piye
750-712
Shabaka
712-698
Shebitku
698-690
Taharqa
690-664
Tatamani
664-657
26º Dinastia
Necao I
672-664
Psamético I
664-610
Necao II
610-595
Psamético II
595-589
Apries
589-570
Amásis
570-526
Psamético III
526-525
1º Per. Persa 27ª Dinastia
Cambises
525-522
Dario I
521-486
Xerxes I
486-466
Artaxerxes I
465-424
Dario II
424-404
28ª Dinastia
Amirtaios
404-399
29ª Dinastia
Nepherites I
399-380
Psammuthis
380-393
Hakoris
393-380
Nepherites II
390-380
30ª Dinastia
Nectanebo I
380-362
Teos
365-360
Nectanebo II
360-343
2º Per. Persa
Artaxerxes III
343-338
Arses
338-336
Dario III
336-332
Macedônios
Alexandre M.
332-323
Filipe Arrhid
323-316
Alexandre IV
316-304
Ptolomeus
Ptolomeu I
304-284
Ptolomeu II
285-246
Ptolomeu III
246-221
Ptolomeu IV
221-205
Ptolomeu V
205-180
Ptolomeu VI
180-145
Ptolomeu VIII
170-116
Ptolomeu IX
116-107
Ptolomeu X
107-88
Ptolomeu IX
88-80
Ptolomeu XII
80-51
Cesarião
44-30
Romanos
Imp. Romanos
30aec395dec
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