 O Império Novo |
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O sucessor de Kamósis, Amósis, expulsou finalmente os Hicsos por volta de 1532 a.e.c. - muitos anos depois das tentativas de Kamósis. O curso da expulsão dos Hicsos foi resumidamente regitrado por Amósis, filho de Ebana, soldado de el-Kab. Após sua vitória, Amósis continuou a incursão pela Palestina, onde é possível que os Hicsos tivessem aliados ou algum controle, onde empreendeu campanhas durante alguns anos. Na Nùbia lutou a sul até à ilha de Sai, perto da 3ª catarata, ao mesmo tempo que, segundo parece, teve de enfrentar uma revolta no Egito. O seu reinado deixou algumas inscrições em diferents partes do país, incluindo uma, em Abidos, que mostra a sua piedade familiar para com a sua avó, dando-se, nessa altura, notável ênfase às mulheres da família real.
Amósis deixou um estado unificado, com uma economia bastante mais desnvolvida. Estendia-se desde o sul da 2ª catarata até algures da Palestina e era, nessa época, a principal potência do Próximo Oriente. O filho, Amenófis I, estendeu provavelmente a influência egípcia ainda mais para sul, não se sabendo mais nada da Ásia durante o seu reinado. Do fim da 18ª. até à 20ª dinastia, Amenófis e sua mãe, Amósis-Nofretari, foram venerados pelos habitantes de Deir el-Medina, que construíram os túmulos reais, talvez por el ter fundado o complexo institucional a quem pertenciam. Parece, no entanto, que o primeiro enterro do vale dos Reis e a fundação da própria aldeia datam do reinado seguinte.
Tutmósis I era parente, por casamento, do seu antecessor, que não tinha, provavelmente, deixado herdeiros varões. Os seus feitos militares foram mais extraordinários do que os de qualquer outro faró egípcio. Nos primeiros anos do seu reinado chegou ao Eufrates, a norte, e a Kurgus, a montante da 4ª Catarata do Nilo, a sul. Estes feitos definem os limites territoriais jamais conquistados pelo Egito, mas podem não ter sido um salto em frente se tivessem travado batalhas preparatórias, nos reinados anteriores, e parece que os Egípcios reivindicaram a posse desta região quando lá não se encontrava nenhuma outra potência importante. Durante o reinado de Amenófis I formou-se, no Norte da Síria, o reino de Mitanni, principal rival do Egito durante um século, tendo sido este o adversário de Tutmósis I no Eufrates.
Os estados insignificantes da Síria e da Palestina que formavam o "império" egípcio estavam ligados ao faraó por juramentos de fidelidade e pagavam-lhe tributo, mas continuavam a governar-se a si próprios e a procurar atingir os seus próprios objetivospolíticos locais. A presença egípcia era mantida por destacamentos militares relativamente pequenos e por alguns oficiais de alta patente. A Núbia era, no entanto, tratada como território colonial e administrada diretamente porum vice-rei Egípcio, responsável perante o faraó. Ambas as regiões comprendiam territórios que faziam parte do dote de instituições egípcias, por exemplo templos, mas os termos mais severos do sistema núbio parecem ter contribuído para generalizar o despovoamento durante as 19ª e 20ª dinastias. Tanto no Próximo Oriente como na Núbia, a principal razão da presença egípcia era a de garantir as rotas comerciais de longo curso e o acesso a matérias-primas, tendo a defesa sido um objetivo secundário. O comércio e o ouro da Núbia constituíram grande parte da riqueza e poder do país nas relações internacionais.
Dentro do Egito, o corolário das contínuas guerras de expansão foi um numeroso exército permanente. Com efeito, existiam duas novas forças na política interna do país: os sacerdotes e o exército. Ambas se foram tornando cada vez mais importantes na história do Egito, mas já na 18ª dinastia o papel da religião pode ser avaliado pelas doações reais aos templos - sobretudo ao de Amon, em Karnak - , em agradecimento pelo êxito na guerra, e pela escolha oracular de alguns faraós pelos deuses. No que diz respeito ao exército, alguns dos homens mais importantes dest período eram antigos oficiais do exército e este era, ele próprio, recutado para trabalhos de construção.
A Tutmósis II, cujo reinado deixou poucos vestígios, sucedeu o seu jovem filho, de uma das esposas secundárias, Tutmósis III, tendo Hatshepsut, viúva de Tutmósis II, tido, a princípio, o cargo de regente. Durante os primeiros 20 anos do reinado de Tutmósis III a atividade militar foi mínima e o Egito parece ter perdido bastante terreno na Asia. No sétimo ano do reinado de Tutmósis III, Hatshepsut proclamou-se "rei" feminino (na ideologia egípcia não havia lugar para uma rainha reinante) e governou como parceiro e personalidade dominante até à sua morte, por volta do ano 22, numa co-regência com o sobrinho. É evidente que Tutmósis III concordou, de certo modo, com tal situação, já que durante a maior parte do tempo tinha idade para organizar uma resistência contra a sua tia, se assim o desejasse.
Sob o governo de Hatshepsut distinguiu-se um dos mais importantes plebeus do Egito, Senenmut, professor e camareiro da sua filha. Foram recuperadas, em escavações na zona de Tebas, cerca de 20 estátuas de Senenmut, tendo este o privilégio único de ser retratatado nos relvos do templo de Deir el-Bahari. É possível que a sua pupila, Nefrure, também com lugar proeminente no registro, tivesse sido destinada a futura co-regent ou mulher de Tutmósis III, mas morreu pouco depois de este ter assumido sozinho o poder.
Não há qualquer registro de campanhas na Ásia no reinado de Hatshepsut. Uma curiosa inscrição no templo de Speos Artemidos, próximo de Beni Hasan, pormenoriza o seu ódio aos Hicsos, afirmando que restabeleceram a ordem - afirmação estranha, duas gerações após a expulsão daqueles. É como se o fato de rejeitar os Hicsos, que nunca tinham sido alvo de tal vilipêndio, justificasse o não ter seguido a política do seu predecessor na Asia. Logo após a morte de Hatshepsut, Tutmósis III lançou uma longa série de campanhas no Próximo Oriente, tendo começado por reconquistar territórios na Palestina que haviam recentemente escapado à alçada do Egito. Nos 20 anos seguintes, Tutmósis lutou sobretudo na Síria, onde os Mitanni resistiram com êxito, tendo sido obrigado a renunciar aos pontos de expansão mais longínquos no Eufrates. Este conflito iria durar mais uma geração. Tutmósis III lançou também campanhas na Núbia, em finais do seu reinado, e estabeleceu a capital provincial de Napata, perto da 4ª catarata.
Tutmósis III construiu emmuitos locais e existem túmulos particulares importantes datando dest reinado. Toda esta atividade ´sinal dos benefícios econômicos da expansão. No final do seu reinado, Tutmósis III virou-se contra a memória de Hatshepsut e ordenou que as suas imagens em relevo fossem apagadas e substituídas por figuras representando-o a si próprio e aos seus dois antecessores, e as suas estátuas destruídas. Esta mudança de atitude deve ter sido devida tanto à política interna da altura em que teve lugar como às ações da própria Hatshepsut.
Nos últimos anos do seu reinado, Tutmósis III tomou para co-regente o seu filho Amenófis II. Amenófis emprendeu campanhas, quer antes, quer depois da morte do pai, e deparou, tal como outros faraós, com o problema de governantes menores deverem fidelidade e respeitarem mais um faraó do que o Egito em geral. Os novos faraós tinham frequentemente necessidade de reafirmarem a sua autoridade. Os feitos de Amenófis II foram exibições de força que se estenderam à Síria - apresentou-se a si próprio como grande atleta - e não campanhas com significado estratégico. Estas exibições continham uma mensagem para as potências estrangeiras. No final da campanha do 9º ano do seu reinado, Amenófis recebeu presentes (forma normal de contato diplomático) das três principais potências da época, os Hititas, o Mitanni e a Babilônia. Os Hititas e a Babilônia emergiam então de um período de relativa fraqueza, enquanto o Mitani estava no auge do seu poderio.
Tanto no estrangeiro como no país, os reinados de Tutmósis IV e Amenófis III foram uma única fase. O Egito perdeu mais terreno a favor do Mitanni no reinado de Tutmósis IV, mas as duas potências assinaram a paz, antes da morte deste, selando-a com o casamento de uma princesa mitanni como esposa secundária de Tutmósis IV. O tráfego de mulhers num único sentido demonstra que o Egito era reconhecido como potência superior ou simplesmente que, nas palavras de Amenófis III ao rei da Babilônia, "desde a antiguidade que a filha do faraó do Egito não é dada a ninguem". Por seu lado, Amenófis III casou com mais de uma princesa mitanni.
A paz trouxe consigo mais um acréscimo da riqueza do país, pois o número e dimensões dos monumentos construídos no reinado de Amenófis III só são comparáveis aoss do reinado, muito mais longo, de Ramsés II, ao mesmo tempo que se produziam esculturas reais e particulares em mais larga escala do que nunca. Muitos destes trabalhos são de excelent qualidade. Exploraram-se novas abordagens no planejamento de toda a região tebana (e provavelmente Mênfis), com avenidas processionais ladeadas de esfinges ligando os principais templos. Um enorme lago artificial na margem ocidental, o Birket Habu, foi o centro de um novo bairro que incluía um palácio real em el-Malqata e o enorme templo funerário do faraó. Numa alteração ideológica significativa, este divinizou-se a si próprio em vida. O indivíduo mais importante deste reinado, Amenhotepe, filho de Hapu, era um oficial do exército reformado, que dirigiu grande parte dos trabalhos de construção e teve a honra de ter o seu próprio templo funerário. Em períodos posteriores foi divinizado, tendo a sua reputação póstuma sido construída a partir do seu estatuto em vida.
Amenófis IV tornou-se príncipe herdeiro após a morte de um príncipe chamado Tutmósis. Começou o seu reinado atribuindo-se o título de sumo-sacerdote do deus-sol, papel tradicional dos faraós do Egito, mas não incorporado nos seus títulos. Formulou então um novo nome dogmático para o deus-sol, "Rá-Hrakhty, que regozija no horizonte do seu nome de Shu [ou 'luz'] que é o disco solar [Aton]". Este nome foi em breve incorporado num par de cartuchos, atribuindo ao deus a qualidade de um rei, e criou-se uma nova representação do deus, sob a forma d eum disco com raios em mão, que oferece o hieróglifo que significa "vida" ao faraó e à rainha. O desenvolvimento dest culto, que quase não deixava lugar para nenhuma das divindades tradicionais, exceto o deus-sol, tornou-se, com a autoglorificação, o principal objetivo da vida do faraó. A sua esposa principal, Nefertiti, teve um papel quase tão importante como o dele nestas mudanças. Nos primeiros seis anos dest reinado desenvolveu-se um vasto programa de construção em Karnak, para além de algumas estruturas em outras cidades. Todos estes edifícios eram decorados com relevos num estilo artístico interament novo. Um dos santuários de Karnak continha uma série de estátuas reais colossais, das quais talvez um quarto eram da rainha. Algumas representações da decoração do templo de Akhetaton (Tell el-Amarna), de um período posteirior deste reinado, apresntam igual número de colossos do rei e da rainha.
Talvez no quinto ano do seu reinado, Amenófis IV mudou o seu nome para Akhenaton ("benéfico para o disco") e começou a construção de uma nova capital, chamada Akhetaton, no local virgem de Tell el-Amarna. Os restos desta cidade foram desmantelados no período seguinte, tendo, no entanto, deixado muitos testemunhos valiosos. O grande hino ao Sol de Akhenaton foi inscrito no túmulo do seu mais alto dignatário, Aya, e outros relvos e pequenos objetos provam o desenvolvimento da sua religião. Por volta do 9º ano, o nome dogmático do deus foi substituído por mais purista "Rá, o que governa o horizonte, que se regozija no horizonte no seu nome de Rá, o pai, que voltou como disco solar", mas depois disto pouco mais se desnvolveu e o número de monumentos dos últimos anos deste reinado é pequeno. Provavelmente, na altura da introdução do segundo nome dogmático, Akhenaton fechou templos de outros deuses por todo o país e a palavra "Amon", e por vezes "deuses" no plural, foi apagada - grande empreendimento que deve ter tido o apoio militar. O entusiasmo popular em relação a estas mudanças parece não ter sido grande.
Akhenaton teve seis filhas, mas nenhum filho, de Nefertiti, e é provável que o seu segundo sucessor, Tutankhamon, fosse filho de uma esposa secundária, Kiya, cuja memória foi perseguida mais tarde neste reinado. Por volta da mesma altura aparece nos monumentos um co-regente que parece ser Nefertiti, usando o seu segundo nome, Nefernefruaten, seguido de elementos adicionais e com os atributos da realeza - tal como o fizera Hatshepsut anteriormente nesta dinastia. Os títulos de Nefernefruaten foram rapidament alterados. Na versão final, Smenkhare substituiu o nome original - fase que corresponde, talvez, a um breve reinado de ex-Nefertiti após a morte de Akhenaton. Tutankhaton, mais tarde Tutankhamon, rapaz de cerca de sete anos, sucedeu-lhe então. No Início dest reinado, a nova religião foi abandonada, embora só mais tarde tivesse sido completamente excluída e perseguida, e Mênfis, que tinha sido, durante muito tempo, a principal cidade tornou-se capital do país.
Enquanto Tutankhamon foi faraó, o poder esteve nas mãos de Aya e do general Haremhab. As inscrições de Tutankhamon registram a restauração dos templos, mas nenhum pormenor de política externa, encontrando-se as possessões egípcias no Próximo Oriente em desordem, após as campanhas do rei hitita Suppiluliuma. Aya ocupou o trono por um breve período, tendo-lhe sucedido Haremhab, normalmente colocado na 18º dinastia, mas considerado poelos egípcios do século seguinte como o primeiro rei dessa era, a que chamamos 19ª dinastia.
Haremhab desmantelou os templos de Amenófis IV (Akhenaton) em Karnak e construiu el próprio bastante nesse local. Anexou também a maior parte das inscrições de Tutankhamon, talvez por achar que registravam os seus próprios feitos. O seu segundo sucessor, Seti I também construiu muito. emprendeu várias campanhas no Próximo Oriente, conseguindo, durante um período de fraqueza dos Hititas, reconquistar temporariamente algumas das possessões egípcias na Síria. Os principais registros destas campanhas são impressionates relvos de batalhas, de umtipo novo e mais realista.
Nos finais do seu reinado, Seti I associou-se ao filho Ramsés II, no trono. O novo faraó herdou os problemas do pai na Síria. Após um êxito no ano 4 defrontou pela primeira vez o exército hitita, no ano 5 numa batalha de resultado indeciso, em Kadesh, que Ramsés apresentou como grande vitória e registrou em muitos relevos de templos. Depois de mais alguns combates, durante os anos seguintes, fizeram-se tréguas, seguidas de um tratado formal, no ano 21. O texto deste tratado encontra-se preservado nos relvos do templo egípcio de Ramsés II e em tabuinhas cuneiformes acádias da capital hitita Bogazkoy (antiga Hattusa). A paz prolongou-se por mais de 50 anos, confirmada por casamentos de Ramsés II com princesas hititas.
Ramsés II construiu mais edifícios e foram-lhe erigidas mais estátuas colossais do que a qualquer outro faraó do Egito, tendo mandado esculpir o seu nome, ou representar-se em relevos, em muitos monumentos mais antigos. Tal como Amenófis III, foi divinizado em vida e, pela projeção que fez de sua personalidade em vida e, pela projeção que fez da sua personalidade , tornou, durante séculos, o nome Ramsés sinônimo da realeza. Mas o programa oficial de contrução não foi acompanhado de tantos trabalhos para personalidades particulares como o de Amenófis III. Muitos projetos datam do início do seu reinado, enquanto os edifícios posteriores dão mostras de um declínio na habilidade dos artífices. Parece que nos últimos anos do seu reinado teve lugar um declínio econômico considerável.
Um dos mais importantes emprendimentos de Ramsés II foi a transferência da capital para um novo local no delta chamado Pi-Ramsés ("domínio dos Raméssidas"), talvez na moderna el-khatana e Qantir. A família real era natural desta zona, mas a razão pela qual sabemos menos da história do período tardio do que da do Império Novo.
Ramsés II sobreviveu a grande parte da sua enorme família, tendo-lhe sucedido o seu 13º filho, Merneptah. No início do seu reinado, Merneptah viu-se confrontado com uma agressão líbia, a que tinha já feito face Seti I e que levara Ramsés II a construiu fortalezas a ocidente, ao longo da costa mediterrânica. Na região ocidental do delta travou-se uma batalha contra os invasores líbios e contra os "povos do mar" - grupo de tribos com nomes que sugerm uma origem mediterrânica. Os invasores tencionavam fixar-se e tinham trazido mulheres e os filhos. A batalha foi-lhes, no entanto, desfavorável, tendo alguns deles fugido, enquanto outros permaneceram à força, como prisioneiros de guerra.
Após a morte de Merneptah teve lugar um período de lutas dinásticas qu terminou com o breve governo de uma rainha, Tmosre, viúva de Seti II. Durante este tempo, o verdadeiro poder no país parece ter sido um alto dignatário, Bay, possivelmente de origem síria, que é talvez mencionado sob pseudônimo num documento posterior que apresnta essa pessoa como um gênio mau da época.
O primeiro faraó da 20ª dinastia, Sethnakhte, refer-se, numa inscrição da época, a um período de guerra civil que se prolongou pelo segundo e último ano do seu próprio reinado, tendo terminado com a derrota dos rebeldes. Dá a entender que a desordem era generalizada no país antes da sua chegada, mas algunas funcionários do tempo de Merneptah sobreviveram até ao de Ramsés III, o que leva a crer que a violência se limitou à corte e aos círculos militares. Ramsés III herdou uma situação interna estável que explorou em alguns trabalhos de contrução, mas foi bastante pressionado a norte por duas tentavias de invasão por parte dos Líbios e por mais um ataque dos "Povos do Mar", que teve lugar entre aquelas. Todos estes ataques foram contrariados e o Egito manteve igualmente o controle do Sinai e do Sul da Palestina.
O título de Ramsés III era quase igual ao de Ramsés II e o seu complexo funerário, em Medinet Habu, tomou como modelo o ramseum de Ramsés II. Este e os outros faraós da 20ª dinastia foram singularmente conservadores na sua apresntação de si próprios, como se não tivessem confiança que chegasse apra serem auto-suficientes. Mas enquanto os feitos de Ramsés III foram consideráveis, o mesmo não pode ser dito dos seus sucessores. Em 90 anos houve mais oito faraós de nome Ramsés, nome adotado ao acederem ao trono, para além dos nomes próprios. Todos parecem ter sido descendents de Ramsés III, atnes do que teve lugar uma conspiração entre as suas esposas, para colocar um dos filhos no trono. No exterior, o Egito perdeu o controle da Palestina durante esta dinastia e a Núbia foi perdida no final. Os únicos monumentos importanets posteriores ao reinado de Ramsés III são os túmulos reais e o templo de Khon, em Karnak, que só foi acabado no período ptolomaico.
É possível reconstituir grande parte da administração do país, durante a 19ª dinastia e, particularmente, durante a 20ª dinastia, a partir de documentos em papiro e ostraca. A mais importante alteração a longo prazo foi o fato de grande parte da terra ter passo para a posse dos templos, em especial para o de Amon, em Karnak. O estado e o templo administravam conjuntamente o país, mas o templo de Amon acabou por tomar praticamente o controle do Alto Egito. Os cargos religiosos mais importantes toranram-se hereditários e, assim, bastante independentes do faró, de tal modo que os sumos-sacerdotes formaram uma dinastia que acabou por rivalizar com ele. Outra prática significativa era o estabelecimento de prisioneiros de guerra em colônias militares. Os Líbios eram o mais importante destes grupos. Embora se tivessem em breve tornado completamente egípcios, mantiveram uma identidade separada, marcada pelo nome tribal Meshwesh (frequentemente abreviado para Ma), tendo-se tornado, com o tempo, a principal força política do país.
Enquanto estes elementos desmembravam o Egito numa sociedade quase feudal, os movimentos de povos no Próximo Oriente, no início da dinastia, introduziram aí, mas não no Egito, a Idade do Ferro. Todo o Mediterrâneo entrou num período de crepúsculo, de que o Egito sofreu menos do que outros países, mas o Próximo Oriente emrgiu tecnologicamente mais avançado e o Egito perdeu definitivamente a sua posição preponderante.
No reinado de Remsés XI o vice-rei da Núbia, Panehsy, travou uma batalha em defesa da zona de Tebas que acabou por perder, retirando-se para Aniba, na Baixa Núbia, onde foi enterrado. Depois da sua intervenção, a anterior linhagem de sumos-sacerdotes desapareceu do cargo e um militar, de nome Herihor, substituiu-os, no ano 19 do reinado de Ramsés. Sacerdote e o oficial formavam uma combinação postente e Herihor fez realçar o seu estatuto para além do de qualquer dos seus prececessores, fazendo-se retratar como rei e utilizando um sistema de datação alternativo, que faz, provavelmente, alusão à presença de dois "reis" no país. Herihor morreu após apenas cinco anos. O seu sucessor, Pi-ankh, morreu também antes de Ramsés XI, mas por essa altura a virtual divisão do país estava já estabelecida, embora alguns sumos-sacerdotes posteriores só ocasionalmente reclamassem o título de rei. Tinha-se estabelecido o padrão para o período seguinte.
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 As Raizes do Império Novo |
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Não é possível entender a formação do Império Egípcio sem se entender a participação de Amon-Rá nela. O governo de Hatshepsut, bem como o de seu marido Tutmés II fez com que os grandes avanços militares de Amósis, bem como os resultados da campanha de Tutmés I à Ásia se encontrassem agora quase desfeitos. Tutmés III partiu para a primeira de suas 17 (segundo alguns Historiadores, não seriam 17, mas 14) campanhas, realizadas em 16 anos de governo.
Seu primeiro passo foi expandir ainda mais os domínios na Núbia, construindo e reformando as fortalezas ao longo do Nilo. Com efeito, sob este Faraó o Egito atingiu a quinta catarata do Nilo, um lugar antes nunca sonhado em ser atingido. No forte Napata (fundado por este Faraó), no meio do caminho entre a quarta e a quinta (limite máximo da expansão Egípcia na Núbia) cataratas, foi estabelecida a capital da Província Egípcia da Núbia. O lugar passaria a ser administrado por um Vice-Rei e concederia a base financeira de que o Egito necessitaria para se expandir rumo a Ásia. Na Palestina, Tutmés III submeteu diversos governantes ao seu poder estabelecendo guarnições militares nos pontos em que julgava de maior importância. Marchou então contra o Mitanni impondo severa derrota a este Reino, o que o fez recuar para os limites geográficos impostos pelo rio Eufrates.
Depois da vitória sobre o Mitanni, Tutmés recebeu embaixadas de diversos Reinos, tais como Hititas, Creta, Biblos, Reinos Mesopotâmicos e o próprio Mitanni. Todos traziam presentes ao grande conquistador. Presentes esses que foram tratados e registrados como tributos, o que contribuiu para a atribuição a Tutmés III do título de “o Grande”. Talvez o primeiro Monarca da História a fazer jus ao título. No âmbito interno, Tutmés III estabeleceu que o Egito deveria ter duas capitais: uma religiosa e uma política. Sendo assim, Mênfis, a lendária cidade fundada por Narmer ou Meni, voltou a ser uma capital desde o final do Império Antigo. Por sua vez, Tebas nunca perdeu a glória de ser a legitimadora Real, local onde os Faraós eram coroados e onde obrigatoriamente deveriam realizar obras de ampliação, restauração e embelezamento do Templo de Karnak, dedicado a Amon, seu Deus invisível.
O principal ato de Tutmés III em relação à política interna (e também externa) foi a captura dos herdeiros dos países que conquistara, com efeito, o Faraó os trazia para o Egito onde ele eram educados no Kap, uma espécie de escola secreta. Além de revitalizar Mênfis, Tutmés III ainda conseguiu associar seu filho ao trono, sendo assim, após sua morte, a sucessão foi tranqüila. Ao contrário da sua, que havia sido turbulenta e retardada pelas pretensões de Hatshepsut.
Hoje em dia só se sabe da existência e dos feitos de Hatshepsut por causa das pinturas de seu túmulo (poupado por Tutmés III) e por causa da inscrição contendo seu nome no topo dos obeliscos por ela erigidos no Templo de Karnak. Amenófis II, filho de Tutmés III, ascendeu ao trono logo depois da morte de seu pai. Como ele, realizou diversas campanhas militares, seus feitos, é claro, não podem ser comparados aos do pai que já havia conquistado boa parte daquilo que se havia para conquistar, no entanto, ele manteve os limites do Império Asiático e Núbio e conseguiu, apenas simbolicamente (para mostrar que havia atingido um local mais distante do que aquele atingido por seu pai), transpor o Eufrates, erigindo uma estela em sua margem oriental.
Da mesma forma que Tutmés III, Amenófis II também assegurou uma transição pacífica de seu governo para o de seu filho, associando-o ao trono. Sendo assim, Tutmés IV pôde tomar posse sem maiores complicações. O governo de Tutmés IV foi marcado por uma única transformação no panorama político internacional: o Reino de Mitanni, antes inimigo do Egito, agora se aliara a este por livre e espontânea vontade. Na verdade, os soberanos de Wassuganni (capital do Mitanni) haviam concluído que de maneira alguma conseguiriam se defender contra os ataques de dois adversários poderosos: Egito e Hititas, sendo assim; tão logo começaram a ser atacados por Hatti (o país dos Hititas), que visava expandir seus domínios sem, por hora, se interpor com os poderosos Egípcios; propuseram aliança ao Egito enviando-lhes princesas para servirem de Esposas Secundárias aos Faraós.
O filho de Tutmés IV, Amenófis III, foi um Faraó padrão, realizou algumas campanhas militares, investiu no comércio, erigiu monumentos e se fez ser reconhecido como a verdadeira Divindade que era. Aliás, foi justamente no campo religioso que se deu a maior realização do governo de Amenófis III. Para começar, devemos ter em saber que este Faraó tinha como característica principal o autoritarismo, tanto que foi o primeiro Faraó de que se tem notícia a se casar com uma mulher do povo e eleva-la à condição de Grande Mulher do Rei. Sua notificação ao Clero de Amon sobre seu casamento em nada legitimador do governo (que já havia sido legitimado pela sua associação ao trono, perpetrada por seu pai) foi simples, objetiva e com um forte tom autoritário. Ele enviou ao Sumo Sacerdote de Amon, em Karnak, um escaravelho (escaravelhos são insetos, mas, no caso do Egito, também eram utilizadas réplicas desses insetos feitas em pedra como forma de correspondência entre pessoas abastadas, por exemplo, o Faraó) com a seguinte inscrição na base: “Viva Tiye, a Grande Mulher do Rei. O nome de seu pai é Yuya. O nome de sua mãe é Tuya. Ela é esposa de um poderoso Faraó”.
O recado era claro: gostassem ou não, ele iria se casar com aquela mulher e fazer dela sua Grande Mulher, pois, tinha poder para isso. Ao que parece, um forte conflito religioso vinha se desenrolando desde o governo de Tutmés IV. As conquistas Asiáticas parecem ter trazido aos Egípcios uma nova forma de ver o Sol, sendo assim, começou a se intensificar um culto há muito abandonado na região: o culto ao Sol em si, ou seja, ao disco solar que brilha nos céus. Aton era o nome do disco solar, era um Deus antigo e, como tal, nunca totalmente abandonado, apenas, canibalizado há muito por Rá. Os cultos a Rá se davam em recintos abertos, sem teto, para que as pessoas pudessem contemplar o Sol em toda a sua grandeza.
Com certeza tais práticas não contentaram os Sacerdotes de Amon que, a esta altura já eram os verdadeiros senhores do Egito, sendo o Faraó apenas o chefe político-militar, enquanto eles faziam o papel do grande conselho de impunha sua vontade ao governante. Para acalmar os ânimos já muito acirrados por sua decisão de se casar com Tiye, Amenófis III aceitou se legitimar ao trono casando-se com uma Princesa Real, sua própria filha, Sit-Amon. Contudo, a medida não parece ter surtido o efeito desejado, o Clero de Amon continuou descontente com o Faraó e até pode ter encarado sua atitude de se casar com a própria filha como sendo um desaforo, uma gozação para mostrar que ele próprio fizera da menina uma Princesa Real e agora a desposara para se legitimar por sua própria criação e não pela tradição.
Amenófis III, que tinha o autoritarismo como marca registrada, não aceitou a continuada repudia do Clero de Amon às suas manobras, por isso, resolveu mostrar-se mais poderoso do que ele. Iniciou uma espécie de reforma religiosa tendo como Mênfis a cidade principal de sua ação. Para ele, Aton era o principal Deus do Egito e guardava dentro de si as essências de Ra, Ptah e Amon. Sendo assim ele era a um só tempo o Criador, o Sol e o Invisível e Onipresente. Seu filho e “herdeiro necessário”, Tutmés, foi escolhido como Sumo Sacerdote de Mênfis e responsável pelo culto à nova Divindade Solar. Enquanto isso, para humilhar os Sacerdotes de Amon, Amenófis III erigiu um enorme templo na margem ocidental de Tebas. Este templo não era em homenagem a outro Deus senão ele próprio, o Faraó. Do fabuloso templo de Amenófis III hoje nos restam apenas duas estátuas colossais: os Colossos de Memnon, duas estátuas do Faraó sentado em seu trono que adornavam a entrada de seu magnífico templo.
Amenófis III Reinou por 43 anos (37 para alguns), porém, quando estava próximo da morte, já muito velho e doente, teve o desgosto de ver seu “herdeiro necessário” falecer. Amenófis III pode ter interpretado tal acontecimento como um sinal de reprovação de Amon em relação a seus atos, por isso, no final de seu governo aproximou-se novamente do Clero de Tebas, reformando o Templo de Karnak, ampliando o salão principal do Templo, construindo pilonos em sua frente e iniciando a construção de novas portas para o recinto principal. Antes de morrer, Amenófis III se viu obrigado a associar ao trono um filho por quem aparentemente não nutria afeição (ao menos é o que nos diz o Egiptólogo Americano Bob Brier): Amenófis, que viria a se tornar o Faraó Amenófis IV (Akhenaton).
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 Constumes funerários do Império Novo |
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Os Faraós, a partir de Tutmés I, passaram a ser sepultados no Vale dos Reis, em túmulos escavados nas rochas como galerias. Estas eram abarrotadas de preciosos artigos, e depois seladas com a obstrução de seus túneis com o cascalho retirado pelos responsáveis pela escavação. Em muitos desses túmulos havia fossos e dispositivos de segurança, além de paredes falsas e até mesmo falsas câmaras mortuárias para dar a possíveis ladrões a impressão de que não havia muito o que roubar ou mesmo a de que outros ladrões já haviam estado lá antes deles.
Porém, mesmo com toda essa segurança, apenas a tumba de Tutankhamon não foi saqueada e, por isso, se tornou a mais célebre da História Egípcia (para que se saiba, a tumba da mãe do Faraó Quéops também não foi saqueada, mas, por não se tratar da tumba de um Faraó, não tem o mesmo valor que a de Tutankhamon). A principal mudança no que concerne às práticas funerárias não se refere aos enterramentos em si, mas ao pensamento da população. O Livro dos Mortos que antes era visto como uma espécie de lembrete, sendo um compilado das regras a serem decoradas, agora, mais do que nunca, passara a ser uma receita mágica de entrada em Amentet. Uma espécie de ticket, sem o qual não haveria possibilidades de se ser salvo.
É claro que esta crença é de inteira responsabilidade do Clero de Amon. Como únicos responsáveis pela inscrição dos Livros dos Mortos, os Sacerdotes produziam-nos aos milhares, com preços e tipos para todos os bolsos, sendo assim, na medida em que pregavam a necessidade de seu uso, tratavam de garantir uma renda estável para os cofres do Templo, uma vez passados os períodos de expansão territorial que tantos dividendos traziam.
Essa mistificação de uma teologia tão bela e bem elaborada provocou um triste reducionismo abstrativo, quase uma superstição. O Amentet que antes era um mundo justo no qual só poderia entrar quem fosse puro de coração e houvesse cumprido seu papel na sociedade (pois, afinal, a função da Maat era garantir justamente isso, que todos cumprissem seus papéis na sociedade), tornara-se agora um grande estádio onde quem comprasse o ingresso teria direito a um assento. Mais um dos indícios de que a sociedade Egípcia se havia tornado uma sociedade materialista e não tão espiritualista como costumava ser.
No mais, quanto aos ubshabtis, é interessante ressaltar que nas tumbas do Período de Amarna (Akhetaton), os ubshabtis não portavam instrumentos de trabalho como mandava a tradição, mas um cajado e um mangual (símbolos do poder só utilizados pelo Faraó), ou uma ankh (a Cruz Egípcia que simboliza a vida). Não se sabe o porque disso, mas é de se supor que também estivesse ligado à nova doutrina de Akhenaton. Talvez você trabalhasse em vida para o Sol (Aton na figura do Faraó), para que ele trabalhasse por você na sua pós-vida.
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 O Declínio do Império Novo |
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Comumente se diz que as invasões dos Povos do Mar agravadas pelo atraso tecnológico crônico no qual se encontrava o Egito foram os responsáveis pela desintegração do Império Novo, no entanto, uma nova teoria começa a ser defendida. A que se saber que o governo de Ramsés II se voltou quase que unicamente para a exaltação da imagem do Faraó. É verdade que isso pode ter sido o suficiente para a construção de uma imagem internacional de invencibilidade daquele homem, o que explicaria o fato de o Egito só ter vindo a ser atacado depois de sua morte, ou seja, quando os inimigos sentiram que não teriam mais a oposição de um Deus Vivo.
No entanto, esse aspecto do governo de Ramsés negligenciou praticamente todas as outras coisas e é certo que em seu governo os saques às tumbas Faraônicas, que já eram endêmicos há alguns anos, tenham se tornado uma constante quase incontrolável (talvez até por não haver interesse do próprio Faraó em controlar tais atitudes, visto que ele próprio cometia freqüentemente o crime de se expropriar da memória de Faraós anteriores roubando-lhe monumentos e estátuas). Certo, é realmente possível que os saques tenham se tornado uma constante quase incontrolável durante o governo de Ramsés, mas o que isso tem a ver com a derrota do Egito frente a seus invasores? Os túmulos estavam abarrotados de tesouros como jóias, ouro e madeira. Esquecendo-se da madeira que apodrece e se torna imprestável depois de alguns anos, o ouro e as jóias eram importantes moedas de troca no comércio internacional.
O Egito os utilizava para negociar com seus aliados e com seus vassalos. Era através do ouro que ele, e qualquer um, obtinha o estanho necessário à fundição do bronze, a madeira necessária à construção de carros e navios, gado, inclusive cavalos, que não eram muito abundantes no Egito e até mesmo mercenários, visto que os trabalhadores eram costumeiramente pagos em trigo e ungüentos, porém os mercenários (as infantarias Egípcias), grosso do exército do Faraó, eram pagos em peças de ouro. Agora vejamos, se os túmulos eram recheados de riquezas e se estas riquezas eram saqueadas, para onde elas iam? Para o mercado, entravam em circulação para enriquecer aqueles que as roubaram, Pois bem, quanto mais dinheiro em circulação, mais caras ficam as coisas e quanto mais caras ficam as coisas, mais dinheiro se gasta para compra-la, o que leva a preços proibitivos e a uma potencial redução do poder de compra.
Então, se a quantidade de ouro e pedras preciosas no mercado aumentou abruptamente durante o governo de Ramsés II, logo o poder de compra do Egito diminuiu, sendo assim, contratar mercenários, importar estanho, madeira, gado, cavalos, etc, ficou muito mais caro. Isso aliado ao tratado de paz assinado por Ramsés II e pelo Rei Hitita pode ter feito com que o Faraó, tão preocupado que estava em promover sua própria imagem, tenha abandonado também os investimentos nos exércitos, visto que acreditava que sua única ameaça seriam os Hititas e como este haviam se rendido (como Ramsés mandou escrever)... A metalurgia do bronze não era muito desenvolvida no Egito, aliás, excetuando-se as armas e armaduras dos mais importantes oficiais do exército, as demais armas, armaduras e instrumentos eram ainda feitas de cobre, pedra, couro e madeira. Quando as invasões Asiáticas bateram Hatti e adentraram o Egito, os corpos diminutos aliados à falta constante de produtos essenciais levaram o país à derrota e, sendo assim, ao final do Império Novo.
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Referências Bibliográficas |
| 1 |
Baines, John e Málek, Jaromír. O mundo egípcio, Madri, Edições del Prado, 1996; |
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| 2 |
Jacq, Christian. O Egito dos grandes faraós, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2007; |
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| 3 |
J.H. Breasted, A History of Egypt, 2ª ed. New York, 1909; |
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| 4 |
Revista Edição Ilustrada Egito Antigo, Escala, 2007; |
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| 5 |
Tyldesley, Joyce. Pirâmides a verdadeira história por trás dos mais antigos monumentos do Egito, São Paulo, Globo, 2005; |
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| 6 |
www.corbis.com.br |
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