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Abas ou Abae é uma cidade da Grécia Antiga onde se abrigava um dos Oráculos de Apolo. Localizada em uma região sagrada chamada Fócida (entre a Tessália e a Beócia), região esta que também abrigava o Parnaso e o Templo de Delfos. Pilhada pelos persas, foi parcialmente restaurada pelo imperador Adriano.
Segundo a mitologia grega, o fundador da cidade foi Abas, filho de Linceu. |
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Abdera foi uma cidade grega na costa da Trácia, perto do monte Nestos, quase frente a Tasos.
A sua fundação mítica é atribuída a Héracles, em honra de Abdero, seu eromenos, que morreu ao ajudá-lo num dos seus trabalhos. Na verdade, foi, inicialmente, uma colónia de Clazómenas, no século VII a.e.c.. Heródoto refere o nome do seu primeiro colonizador como sendo Timésio. Tornou-se particularmente próspera a partir de 544 a.e.c., quando a maioria da população de Teos (incluindo o poeta Anacreonte) fugiu da sua metrópolis, conquistada pelo Persa Hárpago, como descreve, também, Heródoto, no seu livro I, 168.
A importância da cidade parece ter entrado em declínio a partir de meados do século IV a.e.c. . O ar de Abdera tornou-se proverbial entre os gregos antigos que afirmavam que tornava as suas gentes particularmente estúpidas. Felizmente, para a reputação da cidade, Demócrito e Protágoras tinham aí as suas raízes.
As ruínas da cidade ainda podem ser visitadas no cabo Balastra, onde se dispersam por sete pequenas colinas, estendendo-se de este até um porto a oeste. Nas colinas a sudoeste encontram-se os vestígios da povoação medieval de Polistílon. A cidade era membro da Liga de Delos.
Abdera é sé titular da província de Ródope, a sul da Trácia que, atualmente, se designa por Bouloustra. |
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Anfípolis era uma cidade grega na região habitada pelos edônios, hoje periferia da Macedônia Oriental e Trácia. Foi construída num planalto na margem oriental do rio Estrimão onde ele emerge do lago Cercinite, 3 metros acima do mar Egeu. Fundada em 437 a.e.c., a cidade foi enfim abandonada no século VIII d.e.c..
Através do século V a.e.c., Atenas consolidou seu controle sobre a Trácia, que foi estrategicamente importante graças a seus materiais primários (o ouro e prata das colinas Pangaião e as densas florestas essenciais para construção naval), e as rotas marítimas vitais para provisões atenienses de cereais da Cítia. Após uma primeira tentativa mal-sucedida de colonização em 497 a.e.c. pelo tirano milésio Histieu, os atenienses fundaram uma primeira colônia em Ennea-Hodoi (Nove Caminhos) em 465 a.e.c., mas os primeiros dez mil colonizadores foram massacrados pelos trácios (Tucídides I, 100, 3). Uma segunda tentativa nasceu em 437 a.e.c. no mesmo lugar sob o comando de Hagnão, filho de Nícias.
O novo núcleo recebeu o nome de Anfípolis (literalmente, "ao redor da cidade"), um nome que é o subjeito de debates sobre lexicografia. Tucídides clama o nome vindo do fato que o rio flui "ao redor da cidade" em dois lados); contudo uma nota no Suda (também dado no léxico de Fócio) oferece uma explanação diferente aparentemente dada por Mársias, filho de Periandro: que uma grande proporção da população viveu "ao redor da cidade". Contudo, uma explanação mais provável é a dada por Júlio Pólux: que o nome indica a redondeza de um istmo. Depois, nasceu a seguinte definição: uma cidade dos atenienses ou da Trácia, que foi chamada Nove Caminhos, (tão nomeada) porque é envolvida pelo rio Estrimão. Esta descrição corresponde ao lugar atual da cidade (veja mapa adjacente), e à descrição de Tucídides. Anfípolis subsequentemente tornou-se a principal base de força dos atenienses na Trácia e, consequentemente, um alvo de cobiça para seus adversários espartanos. A população ateniense cresceu muito mais na minoria dentro da cidade.
Em 357 a.e.c., Filipe II removeu o bloco que Anfípolis apresentou na estrada para controle macedônio da Trácia por conquistar a cidade, que Atenas julgou em vão bloquear de novo durante os anos prévios. Conforme o historiador Teopompo, a conquista veio a ser o objeto de um acordo secreto entre Atenas e Filipe II, que devolveria a cidade em troca para a cidade fortificada de Pidna, mas o rei macedônio rechaçou o acordo, recusando a ceder Anfípolis e pondo cerco a Pidna. Após a conquista de Filipe, a cidade não foi imediatamente incorporada ao reino, e por algum tempo preservou suas instituições e um certo grau de autonomia. A fronteira com a Macedônia não foi mudada ao leste; contudo, Filipe mandou um número de governadores macedônios a Anfípolis, e em muitos respeitos a cidade foi efetivamente "macedonianizada". Nomenclatura, o calendário e a moeda (instalada por Filipe para capitalizar nas reservas de ouro das colinas Pangaião, substituindo o dracma anfipolitano) foram substituídos por equivalentes macedônios. No reino de Alexandre, Anfípolis foi uma importante base naval, e o lugar de nascimento de três dos mais famosos almirantes macedônios: Nearque, Andróstenes e Laomedonte.
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Atenas é uma das mais antigas cidades da Europa, fundada no século VIII a.e.c, e sua história é bastante ligada a história da Grécia, sendo de fundamental importância desde os tempos da Grécia Antiga.
Atenas na antiguidade era uma sociedade não militarista, em oposição a Esparta e se destacava das outras cidades gregas por ter adotado a democracia. Foi fundada no século VIII a.C na região da Ática. Durante as Guerras Médicas Atenas comandou o exército Grego através da chamada Confederação de Delos.
A sociedade ateniense era dividida no período de seu apogeu em:
- Eupátridas (alta aristocracia, com direito a cidadania, que foi progressivamente abrangendo os menos ricos);
- Metecos (pequenos comerciantes, sem direitos de cidadão) e
- Escravos.
A política passou pelas fases de monarquia, arcontado, tirania e democracia.
Origens - Apesar de os antigos habitantes de Atenas se considerarem Autóctones, eles na verdade resultam de uma lenta mistura de populações pré-helênicas realmente autóctones com populações helênicas, vindas principalmente da jônia, sem histórico de conflitos ou conquistas violentas. Sua posição geográfica deixou Atenas fora das correntes invasoras dóricas. Mais tarde sua população sofreu novamente influencia externa pela chegada gradual de extrangeiros, atraídos pela prosperidade comercial da cidade.
Até cerca do século VIII a.e.c. a região não constituía uma unidade política, sendo dividida em pequenas comunidades. A união destas comunidades é associada à figura mitológica de Teseu. A colina conhecida como Acrópole passou então a ser a capital do novo estado. Na origem lendária, a região da Ática era disputada entre Poseidon e Atena. Os deuses dariam a região aquele que desse aos habitantes o presente mais útil. Posídon deu então o cavalo, e Atena o suplantou criando a oliveira. A cidade ganhou então seu nome do nome desta deusa. Essa disputa entre os deuses parece estar ligada a uma mudança na população dominate da região em algum momento da sua história antiga.
Sociedade - O governo era inicialmente monárquico, com os reis considerados descendentes de Erecteu. A Sociedade era então organizada em famílias, frátrias e quatro tribos. A monarquia porém sucumbiu aos ataques das famílias aristocráticas (eupátridas) e foi substituída eventualmente por três arcontes eleitos (inicialmente por dez anos, depois para mandatos anuais) e por um conselho chamado de boulé. Os arcontes eram:
- O Arconte-Rei: com funções religiosas, representando a monarquia.
- O Arconte Epônimo: principal governante e juiz supremo. Os anos eram referidos pelo nome do arconte (dizia-se que o evento ocorreu no ano em que tal pessoa era arconte epônimo).
- O Polemarco: chefe militar responsável pela segurança do estado.
A exigência por parte das classes mais baixas de que as leis fossem escritas e publicadas levou a desiganção de mais seis arcontes, os Tesmotetas, responsáveis pela codificação e guardiães das leis, dando início ao que mais tarde se tornaria a organização judiciária no estado ateniense.
A Boulé, formada por aqueles que já tinham ocupado algum dos cargos de arconte, funcionava como tribunal de justiça e também supervisionava os magistrados.
Cada uma das quatro tribos se dividia em doze naukrariai, que deviam fornecer uma nau cada uma para a marinha de guerra. Os presidentes das naukrariai formavam um conselho que tinha importante participação na administração da cidade. A população se dividia ainda em:
- Eupatridas: os nobres;
- Gergoi: os agricultores;
- Demiourgoi: artesãos;
e mais tarde, numa divisão baseada na propriedade:
- pentakosiomedimnoi: aqueles que produziam quinhentas medidas de cereal ou azeite em suas propriedades;
- hipeis: aqueles que podiam criar um cavalo -- equivalente a trezentas medidas de cereal ou azeite;
- zeugitai: que produziam duzentas dessas medidas e por isso podiam criar uma junta de bois;
- thetes: que eram camponeses pobres ou trabalhadores.
Posteriormente estas classes passaram a ser mensuradas em padrões monetários, sendo equivalentes a rendas anuais de 500, 300 e 200 dracmas.
Séc. VII e VII a.e.c. - O período dos séculos VII e VII foi marcado por grande instabilidade e mudança social em Atenas. As terras se acumulavam cada vez mais nas mãos de poucos e o endividamento levava os camponeses à servidão, causando tensão social cada vez maior. Esta tensão culminou na revolta de Cílon durante o arcontado de Megaclés em 632 a.e.c. Este último, tendo violado o templo de Atena Poliás para massacrar os revoltosos, acabou levando ao banimento da família dos Alcmeônidas à qual pertencia.
No período que segue, as legislações de Drácon e depois Sólon tentam trazer reformas sociais, mas sempre com resultados limitados. A sociedade passou a se agrupar em facções rivais de acordo com as ocupações e riqueza:
- os pediakoi, habitantes da planície que compreendia nobres e agricultores ricos, cuja riqueza estava na terra;
- os parálioi, habitantes da costa: marinheiros, artesãos e comerciantes cuja riqueza vinha do comércio;
principais rivais nas disputas sociais, e mais tarde, reunidos inicialmente em torno de Pisístrato:
- os diakriói, habitantes das colinas, pastores e camponeses pobres que não tinham nem terras nem tiravam riquezas do comércio.
Estes últimos foram organizados por Pisístrato numa facção realmente revolucionária, que conquistou o poder e o levou a posição de tirano em 561 a.e.c.. Neste período, Pisístrato promoveu a reforma agrária, saneou as finaças públicas, construiu uma rede de estradas pela Ática e uma rede de abastecimento de água para atenas. Atenas prosperou como centro de comércio e iniciou sua ascensão para a hegemonia sobre as regiões de raça jônica. Morrendo em 527 a.e.c., foi sucedido por seus filhos Hípias e Hiparco que continuaram seu trabalho e embelezaram a cidade ainda mais. Entretanto, com a morte de Hiparco em 514 a.e.c., Hípias tornou-se um tirano violento e impopular, culminando com sua deposição em 510 a.e.c.. Ele ainda tentou recuperar o poder através de aliança com os Persas, auxiliando-os inclusive na batalha de Maratona, mas não obteve sucesso.
Com a queda da tirania começa uma guerra entre os partidários da oligarquia, liderados por Isagoras e da democracia, liderados por Clistenes. A democracia acaba por vencer e Clistenes promove as mudanças que determinariam, segundo Herodoto, a grandeza futura de Atenas. Mesmo atacada por vizinhos (Esparta, Beócia e Calcis) em 506 a.e.c. a nova democracia consegue repeli-los e assim consolidar sua posição.
Este período inicia a história artística e literária de Atenas, com Pisístrato e seus filhos sendo patronos ardorosos das artes e atraindo artistas e poetas extrangeiros para obras de embelezamento e concursos musicais e poéticos. A escultura da Ática começa a se desenvolver e se espalhar com o crescimento do comércio, assim como a arte da pintura de vasos.
Império Ateniense - No século V a.e.c. Atenas se destaca como um estado poderoso, mas ainda sofrendo ameaças dos persas, auxiliados por Hípias que tentava restabelecer a tirania. Durante seis anos os persas foram detidos pelas revoltas das cidades gregas na Jônia auxiliadas por Atenas. Finalmente em 490 a.e,c. iniciaram-se as Guerras Médicas, quando os persas tentaram a primeira invasão detida em Maratona. A segunda Guerra Médica, dez anos depois, encontrou em atenas uma forte marinha de guerra, graças a influência de Temistócles. No final da guerra, apesar da cidade estar em ruínas, a frota ateniense se encontrava intacta, e seu prestígio ainda maior, conquistando com isso a hegemonia sobre todos os gregos da Jônia. O crescimento proporcionado nos tempos de Pisístrato também fez com que Atenas se tornasse dependente da importação de alimentos e matérias primas para a indústria, e para isso o domínio do mar era de suma importância. Sendo a única frota capaz de proteger a grécia e as ilhas do Mar Egeu contra os persas, atenas dominou as cidades gregas que haviam se rebelado contra a pérsia, iniciando assim a confederação de Delos. Através desta confederação, de suas colônias e clerucos no Mar Egeu e no Pontos Euxinus Atenas se transformou em uma potência imperial sob a liderança principalmente de Címon e Péricles. Com o tempo tomou o controle de seus aliados e apenas três deles mantiveram sua independência: Samos, Quios e Mitilene.
Na política, através das reformas constitucionais de Efialtes e Péricles, Atenas atingiu o auge de sua democracia: Governo do povo pelo povo, cargos públicos acessíveis a todos os cidadãos e remuneração dos cidadãos que exercessem cargos públicos para que mesmo os mais pobres pudessem suportar o ônus desses cargos. Foram criados em 501 a.e.c. 10 novos cargos de estratego e a escolha dos arcontes passou a ser mediante sorteio a partir de 487 a.e.c.. A partir de 458-457 a.e.c, o arcontado foi aberto a todos os cidadãos, e não apenas aos mais ricos.
Entretanto, o imperialismo ateniense ofendeu o sentimento grego de independência das cidades estado e ameaçou a hegemonia comercial de Corinto. Esta cidade comercial por excelência viu seus interesses ameaçados quando Atenas assumiu o controle de Mégara e ocupou Náupactos, no Golfo de Corinto em 459 a.e.c. e no mesmo ano a guerra entre as duas cidades havia eclodido. Égina e Esparta se juntaram também a esta guerra contra Atenas. Apesar de conseguir a capitulação de Égina em 457-456 a.e.c. e conquistar a Beócia em 457 a.e.c., Atenas sofreu reveses em várias frentes. A decisão de atacar os persas no Egito levando a destruição de um flotilha de socorro em 454 a.e.c. e a derrota para os beócios em Coronea no ano de 447 a.e.c. deixaram Atenas em uma posição frágil. Por isso, em 446 a.e.c. atenas concluiu um tratado de paz por 30 anos (chamado de "paz de trinta anos") com Esparta pondo fim a primeira Guerra do Peloponeso.
Artes - Nos cinquenta anos que seguiram as Guerras Médicas Atenas viveu um período de florescimento cultural e artístico que faria com que marcaria a cidade. Esta época produziu nomes como Ésquilo, Sófocles, Eurípides, Fídias e Polígnotos. Atenas era a salvadora da grécia, que a livrara dos bárbaros persas, proporcionava liberdade política e sentimento de independência, e dominava os mares com sua frota. A exaltação provocada pela formação de seu novo império marítimo e dos avanços sociais favoreceu a produção intelectual e cultural, junto com o intercâmbio de idéias proporcionado pela atração de visitantes de todo o mundo grego.
Na democracia ateniense os oradores desempenhavam um papel importantíssimos, pois mesmo sem ter participação no governo tinham influência decisiva nos acontecimentos políticos. Alcibíades, Clêon e Demóstenes foram desses cidadãos comuns que tiveram sua participação na política como oradores.
A administração em geral era feita por autoridades de diversos escalões. Estas eram em geral escolhidas por sorteio, a exceção dos cargos que exigiam algum conhecimento técnico ou experiência. Os mandatos eram de um ano, e em geral eram formadas por juntas de 10 membros, um para cada uma das tribos. Mesmo soando estranho, este sistema de sorteio e decisões colegiadas parece ter dado resultados satisfatórios, afinal os sorteios eram feitos entre candidatos voluntários e estes tinham de passar por exame de capacitação diante da Boulé. Além do que, eles eram também obrigados a prestar contas à Boulé de todos os seus atos.
Os principais cargos eram os arcontes (com poder judiciário) e os estrategos. Além deles haviam os tesoureiros, cujos principais eram os dez tesoureiros de Atena (tamiai), depois os recebedores gerais (apodektai) também em número de 10, que recebiam e distribuíam aos outros magistrados as finanças públicas, de acordo com as necessidades. Outros cargos eram os poletai que vendiam bens confiscados e arrecadavam rendimentos de arrendamentos; praktores que arrecadavam multas judiciais; logistái que examinavam as contas públicas e dos magistrados que deixavam os cargos, todos estes em número de 10. O policiamento era coordenado pelos astynomoi, que se dividiam em cinco para a cidade e cinco para o porto do Pireu, e os reparos das ruas ficavam a cargo dos hodopoi. Haviam também outras juntas, como juntas de inspetores de mercado, inspetores de pesos e medidas, etc. Todos eles eram escolhidos por sorteio. Os helanotamiai, tesoureiros dos tributos federais, assim como outros funcionários técnicos (superintendente do abastecimento de águas, comissários de obras públicas, etc) eram escolhidos por eleição.
O policiamento da cidade ficava por conta de trezentos arqueiros citas, que eram escravos públicos. Os carcereiros e guardas incumbidos de prender malfeitores eram também escravos públicos, e se subordinavam a uma junta conhecida como Os Onze. Diversas outras funções administrativas e burocráticas eram exercidas por escravos públicos, inclusive funções importantes como a guarda dos arquivos públicos.
População - Estima-se, baseado no número de hoplitas, que a população em Atenas no início da Guerra do Peloponeso fosse de cerca de 40.000 cidadãos, que com suas famílias compunham cerca de 140.000 pessoas. Além destes, cerca de 70.000 metecos viviam na cidade, exercendo todo tipo de atividade. O número de escravos é ainda mais difícil de estimar, mas fala-seem cerca de 150.000 a 400.000. O recenseamento efetuado por Demétrio de Falero no final do século IV a.e.c. revelou os números de 21.000 cidadãos, 10.000 metecos e 400.000 escravos.
Guerra do Peloponeso e o declínio de Atenas - Apesar de declarada por trinta anos, a paz com Esparta durou apenas quinze. Em 431 a.e.c. a Guerra do Peloponeso começa entre atenas e Esparta, e Atenas entra também em guerra contra Corinto na disputa por rotas comerciais. O evento culminante desta guerra -- a malfadada expedição ateniense à Sicília -- deflagrou a insurgência de vários aliados-súditos de Atenas, reprimida com algum sucesso. Ao final da guerra, também os persas se aliaram contra Atenas graças às intrigas de Alcibíades então exilado.
Com todos esses reveses, a própria cidade acabou por se insurgir, e em 411 a.e.c. um governo oligárquico conhecido como "O Conselho dos Quatrocentos" foi instaurado, complementado nominalmente pela "Assembléia dos Cinco Mil" que nunca foi convocada. Apesar disso a frota de Alcibíades, então chamado de volta, continuou defendendo os ideais democráticos de Atenas. Com a revolta da Eubéia os Quatrocentos acabaram por ser depostos. Teramenes foi um dos nomes mais importantes tanto no período oligárquico, quanto na sua deposição, e um governo misto de oligarquia e democracia idealizado por ele e baseado na "Assembléia dos Cinco Mil" entrou então em vigor. Esta forma de governo, elogiada por Tucídides e Aristóteles foi finalmente posta de lado em prol do retorno a democracia no ano de 410 a.e.c. depois da vitória naval em Cízicos. A democracia durou até a rendição de Atenas em 404 a.e.c. quando a oligarquia foi restaurada, subordinada ao comando espartano.
Atenas estava empobrecida e com seu império mutilado depois da guerra, e ficou a mercê do espartano Lisandros. A nova oligarquia liderada por Crítias formou um governo conhecido como "Os Trinta" que deveria governar e elaborar uma nova constituição. Foi composto um conselho de adeptos da oligarquia, os Quinhentos, que impôs um reinado de terror sobre Atenas. Mas as divergências entre os oligarcas levaram a uma guerra civil com os democratas, liderados por Trasíbulos. Com a intervenção de Pausânias, rei de esparta, a guerra civil terminou com a vitória da democracia em 403 a.e.c..
Em 395 a.e.c. Atenas junto com Tebas, Argos e Corinto tentam se rebelar contra a supremacia espartana mas a tentativa fracassou e resultou na paz de Antralcidas em 387 a.e.c. ditada pelo rei da Pérsia que recuperou então as cidades da Ásia Menor e o domínio do Mar Egeu.
Os principais nomes do pensamento ateniense nessa época foram Sócrates, Platão, Tucídides e Aristófanes. |
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Chalkedon Região: Bitínia
Chalkedon, Chalcedon ou ainda, aportuguesando-se, Calcedônia (do grego Χαλκηδών, por transliteração Chalkedon), era uma antiga cidade portuária da Bitínia, na Anatólia (Ásia Menor), situada do lado oposto a Bizâncio, ao sul de Scutari (moderna Üsküdar).
Era uma colônia Megárica fundada num sítio tão obviamente inferior por que observa da costa oposta, que recebeu do oráculo o epíteto de "Cidade do Véu".
Em sua primitiva história compartilhava o destino de Bizâncio, foi conquistada pelo sátrapa Otanes, e foi finalmente cedida à República Romana por Attalus III, de Pergamum (ano 133 a.e.c.).
Foi parcialmente destruída por Mitradates, mas recuperou-se durante o Império, e em 451 era a localidade do Concelho da Calcedônia.
Caiu enfim, sob os repetidos ataques das hordas bárbaras, que atravessaram o estreito depois do saque a Bizâncio, e foi acampamento dos persas sob Chosroes, cerca de 616 - 626. Os otomanos usaram-na como pedreira para a construção de Constantinopla.
Ao sul estão as ruínas de Panteichion (atual Pendik), onde se diz que Belisarius teria vivido seus últimos dias, na velhice.
O nome do mineral calcedônia é derivado desta cidade.
Modernamente o lugar é ocupado pelo distrito de Istambul (capital turca), chamado Kadiköy.
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Cidônia Região: Ilha de Creta
Cidônia foi uma importante cidade-estado na costa noroeste da ilha de Creta. Sua localização exata não é conhecida, mas está no sítio da atual cidade grega de Chania. Em lenda Cidônia foi fundada pelo rei Cidão, filho de Hermes e de Acacális, a filha do rei Minos.
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Cnido (atual Tekir na Turquia) era uma antiga cidade grega da Ásia Menor, parte de Cária. Ela era sita na extremidade da península de Datça, que forma o lado sul do golfo de Cós.
Uma parte da cidade foi construída no continente e outra parte na ilha de Triopião, que na antiguidade comunicava-se com o continente por uma ponte, e hoje por um istmo. Através da ponte, o canal entre a ilha e o continente foi formada dentro de dois portos. O comprimento extremo da cidade foi pouco menos de 1,5 kM, e a área intramural ainda possui remanescentes arquiteturais. As paredes, na ilha e no continente, especialmente ao redor da acrópole, no nordeste da cidade, são remarcadamente perfeitas.
A ágora, o teatro, o odeão, o templo de Dionísio, o templo das musas, o templo de Afrodite e um grande número de construções menores foram identificados, e o plano geral da cidade foi bem claramente executado. A mais famosa estátua de Praxíteles — a Afrodite de Cnido — foi feita para Cnido. Ela extraviou-se, mas há cópias, de que a mais fiel está no museu do Vaticano. Em um templo enclausurado foi descoberta uma estátua de Deméter, que ele mandou para Londres. Cnido, com Halicarnasso e Cós, e as cidades rodianas de Lindos, Camiros e Jalisos formavam a hexápole dórica, e lá celebravam jogos em homenagem a Apolo, Posídon e as ninfas. A cidade foi de início governada por um senado oligárquico, composto de sessenta membros, e presidida por um magistrado.

The Interpreter’s Dictionary of the Bible (O Dicionário Bíblico do Intérprete), Volume Suplementar, p. 169, descreve a localidade:“Um istmo baixo e estreito junta-se à parte principal da península cnidiana num ponto elevado de terra, abrigando a sotavento, em ambos os lados do istmo, dois portos bons. O porto maior ao S deve ter sido o porto comercial, onde navios com destino ao oeste ou ao norte, podiam deixar o tempo desfavorável passar, antes de prosseguir viagem além do cabo ventoso. Às margens dos portos havia ancoradouros; armazéns, mercados; pequenos teatros; e um templo de Dioniso.” — K. Crim, 1976.
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Cnossos Região: Ilha de Creta
Cnossos ou Knossos ou Knossus ou Cnossus ou Gnossus (Grego Κνωσσός) é o maior sítio arqueológico da idade do bronze em Creta. Provavelmente era um centro político e religioso da civilização minóica
Cnossos também é conhecido como o Palácio de Minos. Foi descoberto por Sir Arthur Evans em 1894.
Entre os achados mais importantes estão os afrescos que decoram as paredes. Estas pinturas sofisticadas mostram uma grande civilização que vivia com luxo. Suas vestimentas não parecem herdadas de nenhuma civilização conhecida. As vestes femininas tinham mangas bufantes, cinturas finas e saias drapeadas. Tinham uma distinta cor azul, indicando comércio com os fenícios. Os murais retratavam competições atléticas (possivelmente um ritual de maturidade) em que os jovens praticavam acrobacias no dorso de touros.
A peça central do palácio era a Sala do Trono. Esta câmara tinha uma notável cadeira no centro. Também havia um tanque que se especula fosse um aquário.
Creta esteve habitada desde o Neolítico. Com o começo da Idade do Bronze, os Cretenses criaram no 3.° milénio antes de Cristo uma grande civilização (cultura > minóica). Esta civilização insular deixou palácios em Cnossos, Festos, Maliá e Santa Trindade (Hagia Triada).
A partir da primeira metade do 2." milénio antes de Cristo chegou a ser o centro cultural e comercial (graças ao domínio que lhe dava a sua frota e às riquezas acumuladas pelo comércio de produtos como o vinho, o azeite, as cerâmicas, os tecidos e a joalharia impôs-se no Mar Mediterrâneo quer nos territórios vizinhos quer em locais mais afastados, como foi o caso da Sicília.) nas regiões da Idade do Bronze no Mediterrâneo Oriental (cultura do Egeu). O seu predomínio terminou c. 1400a. C., quando a ilha foi ocupada militarmente pelos Aqueus.
No século IV a. C. as cidades da ilha guerrearam entre si. No ano 67 a. C. depois de entrarem em conflito com os romanos, estes conquistam a ilha comandados por Quinto Cecílio Metelo. Quando o Império Romano se dividiu em 395, Creta assumiu um papel importantíssimo pelo lugar central que ocupava e por estar incluída no Império Romano do Oriente, tendo sido um importante posto bizantino.
Entre 823-961 a ilha foi ocupada pelos Árabes, tendo sido conquistada por Veneza no decurso da Quarta Cruzada. Estes teriam que defender a ilha das investidas dos turcos otomanos durante o século XV. Aqui se instalam em 1645 e acabam por conquistá-la totalmente em 1715, introduzindo o islamismo.
A 30 de Maio de 1913 ficou a pertencer definitivamente à Grécia.
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Corinto Região: Peloponeso
Corinto foi uma das mais florescentes cidades gregas da antigüidade clássica, tendo sido autônoma e soberana durante o período arcaico da história da Grécia. Desde aqueles tempos, Corinto experimentou um notável desenvolvimento comercial devido à sua localização, o que trouxe benefícios sobre as artes (os seus famosos vasos de cerâmica) e a cultura de um modo geral, bem como a acumulação de riquezas pela aristocracia local.
Contudo, no final dessa fase áurea, a pólis foi governada por um tirano denominado Cípselo, provavelmente entre 657 a.e.c. e 625 a.e.c. quando iniciou-se um curto período de expansionismo em que foram fundadas colônias no noroeste da Grécia.
Após anos de guerras de resistência ao domínio persa e de lutas entre os gregos pela hegemonia na península, quando chegou a ser rival de Atenas e de Esparta, Corinto, tal como as demais cidades independentes da Grécia, veio a fazer parte do Império Macedônio de Alexandre, o Grande, perdendo assim parte da autonomia plena antes existente.
Vencendo Filipe V da Macedônia, em 197a.e.c., na Batalha de Cinoscéfalos o cônsul romano Titus Quinctius Flaminius, a princípio, declarou o respeito de Roma pela autonomia das cidades gregas, o que ocorreu nos Jogos Ístmicos, realizados no istmo de Corinto em 196 a.e.c.. Todavia, as guarnições romanas ainda se mantiveram presentes na cidade.
Em 146 a.e.c., após uma rebelião, Corinto veio a ser destruída pelos romanos. Porém, cem anos mais tarde, em 46 a.e.c., Júlio César decidiu reconstruí-la., tornando-se assim a capital da província romana da Acaia.
Corinto tinha um local chamado Acrocorinto onde ficava um templo da deusa Afrodite com cerca de mil prostitutas cultuais, sendo muito comum a prática de orgias. Além disso, com as escavações feitas pelos norte-americanos, foram descobertos muitos vestígios monumentos greco-romanos.
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Crotona Região: Calábria (Sul da Itália)
Crotona foi uma antiga cidade-estado da Magna Grécia, situada no sul da Itália (atual Crotone, na Calábria). Foi fundada por aqueus no século VIII a.e.c. Foi importante centro cultural e político e disputou a hegemonia da região com sua cidade rival, chamada Síbaris. A cidade de Crotona também foi importante para a filosofia: Pitágoras passou um tempo razoável na cidade e parece ter influenciado na vida política e Filolau, que revelou aspectos secretos do pitagorismo em um livro, também era desta cidade.
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Cumas foi um antiga colónia grega fundada em cerca de 750 a.e.c. na Campânia, a cerca de vinte quilómetros de Nápoles.
Foi a primeira colónia grega fundada na Península Itálica, segundo relato de Estrabão. Os seus colonos eram oriundos da Calcídia, na Grécia, mas já se tinham fixado alguns anos antes na ilha de Pitecussas (moderna Ísquia), situada frente a Cumas. A cidade viria a fundar as suas próprias colónias, Zancle (moderna Messina, fundada em 725 a.e.c..) e Nápoles (fundada em 600 a.e.c.. e cujo nome significa "nova pólis")
A cidade estabeleceu relações comerciais com os Etruscos, aos quais fornecia produtos como vasos de cerâmica de Corinto, assim como bens provenientes da Síria e Fenícia. Com os Etruscos Cumas viria também a envolver-se em conflitos.
Em 524 a.e.c. Aristodemo derrota os Etruscos, tendo se tornado tirano da cidade. Em 474 a.e.c.., aliada a Siracusa governada por Hierão I, Cumas conseguiu derrotar os Etruscos numa batalha naval. Contudo, os Samnitas, um povo da Itália, tomaram a cidade em 428 a.e.c. (ou 421 a.e.c.). A cultura grega desapareceu então da localidade.
Cumas foi conquistada por Roma em 338 a.e.c., tendo se tornado uma cidade pouco relevante durante a fase do império. Sobreviveu até 1205, ano em que foi destruída.
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Delfos é uma moderna cidade grega muito conhecida por seu sítio arqueológico. Em épocas antigas, era o local dos Jogos Píticos e de um famoso oráculo (o oráculo de Delfos), que ficava dentro de um templo dedicado ao deus Apolo, elaborado por Trofônio e Agamedes. Delfos era reverenciado por todo o mundo grego como o omphalos, o centro do universo.
Delfos fica em um Planalto semicircular conhecido como Phaedriades, junto ao monte Parnaso, e sobranceiro ao vale de Pleistos. 15 km a sudoeste de Delfos, há a cidade-porto de Kirrha, no golfo de Corinto.
O nome Delfos tem origem em Delphinios, um epíteto para Apolo originado em sua ligação com golfinhos. De acordo com a lenda, Apolo foi a Delfos com sacerdotes de Creta no dorso de golfinhos. Outra lenda sustenta que Apolo chegou a Delfos vindo do norte e parou em Tempe, uma cidade na Tessália para colher louro, planta sagrada para ele. Com base nesta lenda, os vencedores nos Jogos Píticos recebiam uma coroa de louro colhido em Tempe. Na juventude, Apolo matou a terrível serpente Píton, que viveu em Delfos perto da Fonte Castalian, — de acordo com alguns — porque Píton tinha tentado violar Leto quando se encontrava grávida de Apolo e Ártemis. Esta era a fonte que emitia os vapores1 que permitiam ao oráculo de Delfos fazer as suas profecias. Apolo matou Píton, mas teve que ser punido por isso, dado que Píton era filho de Gaia. O altar dedicado a Apolo provavelmente foi dedicado originalmente a Gaia e depois a Posseidon. O oráculo nesse tempo predizia o futuro baseado na água ondulante e no sussurro das folhas das árvores.
Creso achou a resposta favorável, atacou e foi completamente derrotado (resultando daí, naturalmente, a destruição de seu próprio império).
Alegadamente o oráculo também proclamou Sócrates o homem mais sábio na Grécia, ao que Sócrates respondeu que, se assim era, isso devia-se a ser o único que estava ciente da sua própria ignorância. A afirmação está relacionada com um dos mottos mais famosos de Delfos, que Sócrates disse ter aprendido lá, Gnothi Seauton (ΓνωθιΣεαυτον): "conhece-te a ti próprio". Um outro motto famoso de Delfos é Meden Agan (Μηδεν Αγαν):"nada em excesso" No século III, o oráculo (talvez subornado) declarou que a divindade não falaria lá por muito mais tempo.
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Epidauro Região: Argólida
Epidauro era uma cidade da Grécia antiga, situada na Argólida, às margens do Mar Egeu e célebre pelo santuário de Esculápio, deus da Medicina, que atraía doentes de todo o mundo. Seu teatro ao ar livre está bem conservado. Fundada pelos jônicos, foi ocupada pelos dóricos e aliou-se a Esparta, perdendo sua importância com o desenvolvimento da cidade de Egina, na ilha de mesmo nome. Decaiu com a conquista romana.

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Esparta era uma das cidades-estado da Grécia Antiga. Situada nas beiras do rio Eurotas, na parte sudeste do Peloponeso, conquistou a vizinha Messénia cerca do ano 700 a.e.c. e, duzentos anos mais tarde, iria coligar-se com os seus outros vizinhos, formando a Liga do Peloponeso. Na Guerra do Peloponeso, no século V a.e.c., Esparta derrotou Atenas e passou virtualmente a governar toda a Grécia, mas em 371 a.e.c. os outros estados revoltaram-se e Esparta foi derrubada, apesar de manter-se poderosa ainda durante mais duzentos anos. Enquanto Atenas era a capital política, Esparta era a capital militar.
Esparta, localizada na península do Peloponeso, encontrava-se numa região de terras apropriadas para o cultivo da vinha e da oliveira. Era uma cidade de caráter militarista e oligárquico, nunca tendo desenvolvido uma área urbana importante. O governo de Esparta tinha como um de seus principais objetivos fazer de seus cidadãos modelos de soldados, bem treinados fisicamente, corajosos e obedientes às leis e às autoridades. Em Esparta os homens eram na sua maioria soldados e foram responsáveis pelo avanço das técnicas militares, melhorando e desenvolvendo um treino, organização e disciplina intensivos e nunca vistos até então.
Relativamente ao poder, Atenas era a principal rival de Esparta e foi ela que liderou as cidades-estado gregas na luta contra os invasores persas, em 480 a.ec.. A Constituição de Esparta, segundo a tradição, foi escrita por um legislador chamado Licurgo, personagem de existência duvidosa que teria vivido no século IX a.e.c.
História - Esparta surgiu em meados do século IX a.e.c. Durante a época micénica existiram a sul do local onde nasceria Esparta dois centros urbanos, Amiclas e Terapne. Nesta última cidade encontraram-se santuários dedicados ao rei Menelau e à sua esposa Helena, personagens da Ilíada de Homero.
À semelhança de outras partes da Grécia, a Lacónia conheceu um decréscimo populacional com o fim da era micénica. No século X a.e.c. os Dórios penetraram na região. No século seguinte, quatro aldeias da Lacónia uniram-se para fundar Esparta; no século seguinte a cidade de Amiclas foi incluída em Esparta.
Perante o problema gerado pelo aumento populacional e pela escassez de terra, Esparta optou pela via militar para solucionar a questão, ao contrário de outras pólis gregas que recorreram à fundação de colónias (Esparta fundou apenas uma colónia, Tarento, actual Taranto, no sul da Itália). Assim, Esparta decidiu conquistar os territórios vizinhos, tendo conquistado toda planície da Lacónia no final do século VIII a.e.c. Na luta pelo domínio no Peloponeso, Esparta teve como rival Argos, cidade do nordeste do Peloponeso.
Em 570 a.e.c., uma tentativa de conquista da Arcádia revelou-se um fracasso, tendo Esparta optado por alterar a sua política no sentido da diplomacia. Assim, Esparta ofereceu a outras localidades do Peloponeso a possibilidade de integrar uma liga por si liderada, a chamada Liga do Peloponeso. A maioria dos estados do Peloponeso integraria esta liga, com excepção de Argos.
Durante as Guerras Persas, Esparta liderou as forças que defenderam a Grécia em terra, enquanto que Atenas defendia pelo mar. Com o final da guerra, as relações com Atenas deterioraram-se, culminando na Guerra do Peloponeso (431-404 a.e.c..), que os Espartanos venceram.
Em 1834, o governo do então reino da Grécia fundou a moderna cidade de Esparta, que ocupa parte da antiga Esparta e que é capital do departamento da Lacónia.
Educação - A educação espartana, que recebia o nome técnico de agogê, apresentava as particularidades de estar concentrada nas mãos do Estado e de ser uma responsabilidade obrigatória do governo. Estava orientada para a intervenção na guerra e a manutenção da segurança da cidade, sendo particularmente valorizada a preparação física que visava fazer dos jovens bons soldados e incutir um sentimento patriótico. Nesse treinamento educacional eram muito importantes os treinamentos físicos, como salto, corrida, natação, lançamento de disco e dardo.
Desde o nascimento até à morte - De acordo com Plutarco (50-120 d.e.c.), quando nascia uma criança espartana, pendurava-se na porta da casa um ramo de oliveira (se fosse um menino) ou uma fita de lã (se nascesse uma menina). Havia rituais privados de purificação e reconhecimento da criança pelo pai, além de uma festa de nascimento conhecida como genetlia, na qual o recém-nascido recebia um nome e presentes de parentes e amigos. (Cf. Maria Beatriz B. Florenzano. Nascer, viver e morrer na Grécia antiga)
Desde o nascimento e até à morte, o espartano pertencia ao estado. Os recém-nascidos eram examinados por um conselho de anciãos que ordenava eliminar os que fossem portadores de deficiência física ou mental ou não fossem suficientemente robustos (uma forma de eugenia).
A partir dos 7 anos, os pais (cidadãos) não mais comandavam a educação dos filhos. As crianças eram entregues à orientação do Estado, que tinha professores especializados para esse fim. Os jovens viviam em pequenos grupos, levando vidas muito austeras, realizavam exercícios de treino com armas e aprendiam a táctica de formação.
A educação espartana, supervisionada por um magistrado especial, o paidónomo, compreendia três ciclos, distribuídos por três anos:
- Dos sete aos onze anos;
- Dos doze aos quinze anos;
- Dos dezesseis aos vinte anos (a efebia).
Vejamos alguns dos métodos da educação espartana, tendo como base o relato dos historiadores gregos Xenofonte (A constituição dos lacedemônios) e Plutarco (A vida de Licurgo).
- Em lugar de proteger os pés com calçados, as crianças eram obrigadas a andar descalças, a fim de aumentar a resistência dos pés. Usavam um só tipo de roupa o ano inteiro, para que aprendessem a suportar as oscilações do frio e do calor.
- A alimentação era bem controlada. Se algum jovem sentisse fome em demasia, era permitido que furtasse para conseguir alimentos. Castigavam-se, entretanto, aqueles que fossem apanhados roubando.
- Uma vez por ano, os meninos eram chicoteados em público, diante do altar de Ártemis (deusa grega vingativa, a quem se ofereciam muitos sacrifícios). Essa cerimônia constituía uma espécie de concurso público de resistência à dor física.
- Na adolescência, os jovens eram encarregados dos serviços de segurança na cidade. Qualquer cidadão adulto podia vigiá-los e puni-los. O respeito aos mais velhos era regra básica. Às refeições, por exemplo, os jovens deviam ficar calados, só respondendo de forma breve às perguntas que lhes fossem feitas pelos adultos.
Com 18 anos, o jovem espartano entrava no exército. Mas só aos 28 anos de idade adquiria plenos direitos políticos, podendo, então, participar da Assembléia do Povo ou dos Cidadãos (Apelá).
Depois de concluído o período de formação educativa, os cidadãos de Esparta, entre os vinte e os sessenta anos, estavam obrigados a participar na guerra. Continuavam a viver em grupos e deviam tomar uma refeição diária nos chamados syssitia.
Para o historiador italiano Franco Cambi, a educação desenvolvida em Esparta e Atenas constitui dois modelos educativos diferentes. Em Esparta, a perspectiva militar orientava a formação de cidadãos-guerreiros, defensores do Estado. Já em Atenas, predominava um tipo de formação mais livre e aberta, que, de modo mais amplo, valorizava o indivíduo e suas capacidades. (Cf. Franco Cambi. História da pedagogia.)
A educação dos homens - Os homens espartanos (esparciatas) eram mandados ao exército aos sete anos de idade, onde recebiam educação e aprendiam as artes da guerra e desporto. Aos doze anos, eram abandonados em penhascos sozinhos (só contavam uns com os outros), nus (para criarem resistência ao frio) e sem comida (para caçarem e pescarem). Aos 18 anos, voltavam a Esparta, e até os 30 anos de idade eram considerados cidadãos de segunda classe, sem direito a voto, por exemplo. Podiam ser agredidos por qualquer esparciata acima de 30 anos, ficavam nus e recebiam pouca comida (para aprenderem a furtar). Os jovens poderiam atacar a qualquer momento escravos (hilotas), a fim de lutar e se preparar para a guerra, mas, se fossem mortos por ele, o escravo receberia dois dias de folga (por conseguir matar alguém que não era bom o bastante para o exército espartano). Existia uma temporada de caça aos hilotas, para treinarem os jovens para a guerra.
O homem que conseguisse viver até os 30 anos tornava-se um oficial, voltando ao quartel com todos os direitos de cidadão espartano, além de direito ao voto, direito a ter relações sexuais com mulheres (antes dos 30 só eram autorizadas com homens) e direito a casar. Os homens engravidavam suas mulheres e casavam-se com elas; caso não conseguissem engravidá-las, devolviam-na à sua família e voltavam ao quartel para fazerem parte da tropa de elite do exército. Podiam, assim, "casar" com um homem do exército. Contudo, se conseguissem engravidar suas mulheres, casavam-se com elas e voltavam ao quartel depois de deixá-las grávidas em suas casas. Aos 60 anos, poderiam ir para a casa de suas esposas para viver com elas.
A educação das mulheres - As mulheres recebiam educação quase igual à dos homens, participando dos torneios e atividades desportivas. O objetivo era dotá-las de um corpo forte e saudável para gerar filhos sadios e vigorosos. Consistia na prática do exercício físico ao ar livre, com a música e a dança relegadas para um segundo plano (ao contrário do que tinha sucedido na Época Arcaica). Assim como os homens, também iam aos quartéis quando completavam 7 anos de idade para serem educadas e treinadas para a guerra mas dormiam em casa, onde recebiam da mãe aulas de educação sexual, assim que atingiam a chamada menarca (primeira menstruação), começavam a receber aulas práticas de sexo, para gerarem bons cidadãos para o estado, aulas onde se usavam escravos, com coito interrompido para não engravidarem de hilotas (escravos) e recebiam também uma educação mais avançada que a dos homens já que seriam elas que trabalhariam e cuidariam da casa enquanto seus maridos estivessem servindo ao exército.
Assim que atingiam a maturidade(entre 19 e 20 anos) elas pediam a autorização ao estado para casarem, passando por um teste para comprovar sua fertilidade (engravidavam de um escravo que era só para a reprodução, sendo muito bem tratado e alimentado e morto aos 30 anos, pois era considerado velho. o filho que ela tinha com esse escravo era morto e a mulher conseguia sua autorização para casar), caso elas não conseguissem engravidar, era mandada aos quartéis para, assim como os homens, servir ao exército espartano.
A mulher espartana podia ter qualquer homem que quisesse, mesmo sendo casada, já que seus maridos ficavam até os 60 anos de idade servindo ao exército nos quartéis, e podia também requisitar o seu marido ao general do quartel, mas o mesmo não poderia ser feito pelos homens.
Muitos filhos era sinal de vitalidade e força em Esparta, assim, quanto mais filhos a mulher tivesse, mais atraente ela seria, podendo engravidar de qualquer esparciata, mas o filho desta seria considerado filho do seu marido.
Sociedade - A sociedade espartana era fortemente estratificada, sem qualquer possibilidade de mobilidade entre os três grupos existentes: os Esparciatas, os Periecos e os Hilotas.
Esparciatas - Pertenciam a este grupo todos os que fossem filhos de pai e mãe espartanos, sendo os únicos que possuíam direitos políticos (governo da cidade), constituindo o corpo dos cidadãos (homoioi, pares). Deviam dedicar sua vida ao estado espartano, permanecendo à disposição do exército ou dos negócios públicos. Além disso, para se pertencer a este grupo era obrigatório ter recebido a educação espartana e estar inscrito num syssition, onde tomavam a refeição em comum.
Segundo Políbio e Plutarco, todos os cidadãos de Esparta receberam uma parte igual das terras públicas. A terra teria sido dividida em parcelas, os klêroi, no mesmo número dos cidadãos existentes. Estas parcelas de terras eram inalienáveis e indivisíveis, passando de pais para filhos. As mulheres podiam herdar o klêros, mas só no caso de não ter existido descendência masculina e com o objectivo de o transmitirem. Os espartanos não podiam exercer o comércio.
Periecos -
Eram os habitantes das cidades da periferia (que descendiam dos povos conquistados pelos esparciatas) que estavam integrados no estado espartano e ao qual pagavam impostos. Apesar de serem livres, não tinham direitos políticos e dependiam dos Espartanos em matéria de política externa. Estavam obrigados a participarem das guerras, mesmo não tendo recebido a mesma educação dos esparciatas. Eles combatiam ao lado dos Espartanos, embora em contingentes particulares. Ao contrário dos Espartanos, os periecos podiam dedicar-se ao comércio e à indústria artesanal.
Hilotas - Eram os servos, que pertencendo ao estado espartano, trabalhavam nos kleros(lotes de terra), entregando metade das colheitas ao Espartano e eram duramente explorados. Deviam cultivar essa terra a vida inteira e não podiam ser expulsos de seu lugar. Levavam uma vida muito dura, sujeita a humilhações constantes. Foram protagonistas de várias revoltas contra o estado espartano. Para controlar as revoltas e manter os hilotas sob clima de terror, os espartanos organizavam expedições anuais de extermínio (krypteia ou criptias), onde os hilotas eram obrigados a participar. Tratava-se de um massacre anual que consistia na perseguição e morte dos hilotas considerados perigosos, no qual os espartanos competiam para ver quem matava mais hilotas.
Analisando a situação dos espartanos, periecos e hilotas, alguns historiadores afirmam que os periecos, por dominar o comércio e o artesanato, podiam enriquecer, desfrutando de certo conforto material e liberdade. Os esparciatas, por sua vez, cumpriam obrigações tão pesadas em relação ao Estado que se tornaram vítimas de suas próprias instituições. Quanto aos hilotas, sua vida era marcada pela opressão e miséria. |
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Estagira Região: Calcídica (Macedônia)
Estagira (em grego antigo 'Στάγειρος'/Stágeiros, depois τὰ Στάγειρα/tà Stágeira) é uma antiga cidade da Macedônia, situada na região da Calcídica, no golfo do rio Strymónas. A cidade é particularmente conhecida por ser o local de nascimento do filósofo Aristóteles, que, por essa razão, é muitas vezes referido como "o Estagirita".
Estagira foi fundada em 656 a.e.c.. por colonos de Andros, uma das ilhas Cíclades. Em 480 a.e.c., foi ocupada pelo grande rei aquemênida Xerxes I. Mais tarde, a cidade se junta à Liga de Delos. Em 424 a.e.c, abandona a Liga, juntamente com a cidade vizinha de Acantos, em razão de promessas feitas pelo general espartano Brásidas. Na sequência, Atenas envia o demagogo Cleón como estratego, para tomar a cidade, mas este fracassa.
Décadas depois, é conquistada e destruída por Felipe II da Macedônia. Este, porém, para homenagear Aristóteles, preceptor de seu filho Alexandre, reconstruiu a cidade e ali reinstalou seus habitantes, que haviam sido escravizados. Na mesma ocasião, a cidade foi dotada de infra-estrutura, inclusive um aqueduto. Entre outros edifícios, dois santuários dedicados a Demeter foram construídos. |
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Helicarnasso Região: Anatólia (Ásia Menor)
Halicarnasso (do grego: Ἀλικαρνᾱσσός, Halikarnassos, latim Halicarnassus; (atual Bodrum) foi uma antiga cidade sita na costa sudoeste da Anatólia, no golfo de Cós.
Naquela cidade foi construído, a mando da rainha Artemísia II de Cária, um monumento que entrou para a lista das sete maravilhas do mundo antigo.
Ocupava apenas, na sua origem, a pequena ilha de Zephyria, perto da costa e hoje ocupada pelo castelo de São Pedro, construído pelos cavaleiros de Rodes em 1404. Ao longo do tempo, a ilha uniu-se ao continente, de forma que a cidade incorporou Salmacis, uma antiga cidade ocupada por carianos e léleges. Localizado no instímo de Cefirión (latim Zephyrium) teve por nome inicial Cefiria (Zephyria).
Foi uma colónia da cidade de Trecén (na Argólida) fundada antes do ano 1000 a.e.c. foi uma das cidades que constituíram a Hexápolis dórica (as outras foram Cnido, Cós, Ialis, Ialisos, Lindos e Camiros).
Esta cidade tinha pelo menos três fortalezas consideradas impossíveis de conquistar, sendo a mais conhecida Salmacis, trata-se de um verdadeiro rochedo na parte norte da cidade. Outra era Arconeso, supostamente uma ilha em frente ao porto. (actualmente Orak Ada).
Devido a um conflito religioso (um desportista que ficou com o troféu que havia ganho em vez de o dedicar ao Deus Apolo como era tradicional) e das suas afinidades jónicas foi excluída da Liga Dórica no século VII a.e.c. liga que mais tarde se passou a chama-se de Pentápolis Dórica.
No século VI a.e.c.. foi conquistada pelo reino de Lídia quando este se dirigia para a Pérsia em 546 a.e.c. Nos começos do século V a.e.c., com a revolta Jónica, conquistou a sua independência, mas teve de submeter-se outra vez à Pérsia no ano de 494 a.e.c., conservado alguma autonomia interna e prosperidade.
Durante os anos de ocupação Lídia dependeu do Sátrapa de Sardes, Ligdamis ou Lygdamis que fez muitas tiranias no ano de 494 a.e.c. A sua viúva Artemisa I lutou ao lado de Jerjes II na Batalha de Salamina.
Ligdamis foi nomeado sátrapa de Caria (setrapia muitas vezes independente e outras dependente da Lídia) e os seus descendentes governaram toda a Caria, com uma relativa independência da Pérsia até ao ano de 386 a.e.c., ano em que os Persas assumiram um domínio mais directo.
A dinastia grega de Caria, apesar de impor o Helenismo e a língua grega, permaneceu fiel aos persas. Quando Alexandre Magno chegou a esta cidade estava no trono uma rainha de nome Ada que resistia alinda ao partido favorável aos persas e que era encabeçado pelo seu irmão Pixodoro que a tinha desposado depois da morte do marido Idreo (morto antes do ano 344 a.e.c. ou 343 a.e.c., e que continuava no poder sob o domínio do Satrapa Orontobates, um nobre persa genro de Pixodoro.
Ada acolheu Alexander e tratou-o como filho. Os macedónios derrotaram Orontobates e depois o seu sucessor Memnón de Rodes, um grego ao serviço da Pérsia e restabeleceram como rainha Ada em 333 a.e.c.
Em 326 a.e.c. Helicarnaso foi assediada e destruída e os seus habitantes refugiaram-se na acrópole de Salmacis que foi incendiada.
A cidade não se recuperou desta destruição. Dai em diante só foi mencionada pelo seu mausoléu. Depois da morte de Alexandre foi governada por Asandro, satrapa de Caria até 305 a.e.c., quando passou ao controlo de Antigono I Monoftalmos.
Em 301 a.e.c. derrotado e morto Antígonas, o poder passou a Plistarco até ao ano de 294 a.e.c., quando se converteu numa base naval dos Lágidas do Egipto.
Em 272 a.e.c. passou ao poder os Seléucidas e foi debaixo do seu governo que permaneceu dentro de uma liga que ficou conhecida por a Liga Caria.
Em 189 a.e.c. pelo Tratado de Apamea, passou para o controlo do Império Romano, debaixo da qual foi um cidade livre e mais tarde uma colónia romana.
Em 88 a.e.c. foi ocupada, embora por pouco tempo Mitrídates VI, Eupator, rei de Ponto.
Depois seguiu em mãos de Roma e Bizâncio até em ano de 1071, quando caiu nas mãos dos turcos Selyúcidas. O sultão Mehmet permitiu aos Cavaleiros de Rodes, ocupar a cidade e construir um castelo (o Castelo de São Pedro, que Ainda se conserva ali com as suas torres como símbolo da moderna cidade de Bodrum).
Em 1522 caiu debaixo da soberania otomana quando Solimão "o Magnífico" conquistou a ilha de Rodes.
Segundo alguns dados então era chamada de Petrión (provavelmente o nome do castelo) e os otomanos passaram o nome a Bodrum. Actualmente ainda se conservam as antigas muralhas uns resto do mausoléu e algumas fontes. O Templo de Afrodite, considerado um dos mais belos da antiguidade, com se conservou, algumas estruturas encontradas na cidade turca que é actualmente Bodrum, levam a supor que eram decorações do mausoléu, e estão actualmente no Museu Britânico. Foi o lugar de nascimento de Heródoto e de Dionísio de Halicarnaso. |
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A Hexápole Dórica era uma federação de seis cidades dóricas, e incluía:
- Cós, na ilha de mesmo nome no mar Egeu;
- Cnido, em Cária;
- Halicarnasso, também em Cária;
- Lindos, na ilha de Rodes;
- Jaliso, também em Rodes; e
- Camiros, também em Rodes.
Os membros daquela hexápole eram acostumados a celebrar um festival, com jogos, no promontório Triopiano perto de Cnido, em homenagem a Apolo; e Halicarnasso foi excluída da federação, pois um de seus cidadãos levou o prêmio do festival para sua própria casa antes de dedicá-lo no templo de Apolo. A hexápole tornou-se assim uma pentápole.
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Hímera foi uma colónia grega fundada na costa norte da Sicília por volta de 649-648 a.e.c. por colonos de Zancle (Messina), acompanhados por exilados de Siracusa. Situa-se perto da moderna Termini Imerese e o acesso ao local pode ser feito pela auto-estrada Palermo - Catania.
Perto da cidade teve lugar a conhecida Batalha do Hímeras. A colónia foi governada pelo tirano Terilo, que foi expulso por Téron de Acagras. Terilo decidiu pedir ajuda ao cartaginense Amílcar que em 480 a.e.c. invadiu a costa norte da Sicília com o objectivo de reinstalar Terilo no poder. Contudo, Amílcar seria derrotado pelas forças de Gélon, tirano de Siracusa. De acordo com a tradição grega, esta batalha teria se desenrolado no mesmo dia em que os Gregos derrotaram os Persas na Batalha de Salamina. Para celebrar o sucesso foi construído o Templo da Vitória cujas ruínas é possível observar hoje no local. Os Cartaginenses mantiveram-se afastados da cidade durante algum tempo, até que em 409 a.e.c. a cidade foi tomada e arrasada por eles.
Um das personalidades mais famosas de Hímera foi o poeta Estesícoro. Várias peças de interesse encontradas no local encontram-se expostas no Museo Archeologico Regionale di Palermo.
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Lindos Região: Dodecaneso
Lindos (em grego – Λινδος) é uma cidade e um sítio arqueológico na costa leste da ilha de Rodes, no Dodecaneso. Está 55 kM ao sul da cidade de Rodes e suas praias finas fazem-na um popular destino turístico e de feriado. Sobre a cidade moderna situa-se a acrópole de Lindos, uma cidadela natural que foi fortificada sucessivamente pelos gregos, pelos romanos, pelos bizantinos, pelos hospitalários e pelos otomanos. Estes tornaram o sítio para escavar e interpretar arqueologicamente. A acrópole oferece vistas espetaculares dos portos vizinhos e da costa.
História - Lindos foi fundada pelos dóricos que chegaram no século X a.e.c.. Foi uma das seis cidades dóricas na área conhecida como hexápole dórica. A região leste de Rodes fê-la um natural lugar de encontro entre os gregos e os fenícios, e no século VIII a.e.c. Lindos foi um importante centro comercial. Sua importância declinou após a fundação da cidade de Rodes no século V a.e.c.. Em tempos clássicos a acrópole de Lindos foi dominada pelo massivo templo de Atena Lindia, que chegou à sua forma final ao redor de 300 a.e.c.. Em tempos helenísticos e romanos, o templo prescindiu como mais construções foram feitas. Em tempos medievais recentes aquelas construções caíram em desuso, e no século XIV elas foram tiradas de foco por uma massiva fortaleza construída na acrópole pelos hospitalários para defender a ilha contra os otomanos.
Na acrópole - Na acrópole de Lindos hoje parte das seguintes construções podem ainda ser vistas:
- O Templo Dórico de Atena Lindia, datando de 300 a.e.c.. Dentro do templo está a mesa de oferendas e a base da estátua de culto de Atena;
- Os Propileus do Santuário, também datando do século IV a.e.c.. Uma escada monumental leva a um stoa em forma de D;
- O stoa helenístico com asas de projeção lateral, datando de 200 a.e.c.. O stoa tem 87 metros de comprimento e consiste de 42 colunas;
- O famoso relevo de um trirema rodiano (navio de guerra). Lá existe uma estátua do general Hagesander, a obra do escultor Pitocrito, que também marcou a Vitória de Samotrácia. O relevo data de 180 a.e.c.;
- A escada helenística (século II a.C.) levando à principal área arqueológica da acrópole;
- Remanescentes de um templo romano, possivelmente dedicado ao imperador Diocleciano e datando de 300 d.e.c.;
- a acrópole é circundada por um muro helenístico contemporâneo da Propiléia e da escada. Uma inscrição romana diz que o muro e torres quadradas foram reparadas por um padre de Atena no século II d.e.c.;
- O Castelo dos Hospitalários, construído antes de 1317 nas fundações de fortificações bizantinas mais velhas. Os muros e torres seguem a conformação natural da rocha. Uma torre pentagonal no sul comandou o porto e a estrada desde o sul da ilha. Havia uma grande torre redonda no leste com a fachada voltada para o mar e outras duas, uma redonda e a outra numa quina, no nordeste da área. Hoje uma das torres no sudoeste e uma no oeste sobrevivem;
- A Igreja de São João, ortodoxa grega, datando do século XIII ou XIV e construída nas ruínas de uma igreja anterior, que pode ter sido construída no século VI.
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Antiga cidade da Ásia Menor, no sul da Jônia, situada junto à foz do rio Meandro.
Foi uma cidade bastante ativa comercialmente, mantendo negócios tanto com o oriente como com o Egito, onde estabeleceu um centro comercial em Náucratis, no delta do Nilo. Também mantinha vínculos com a cidade de Síbaris, no sul da atual Itália. Uma atividade econômica importante desenvolvida na cidade era a criação de ovelhas e Mileto produzia a melhor lã do mundo grego. Seu território, no entanto, não era muito extenso e limitava o acesso da emergente classe mercantil às terras. Esta limitação territorial, aliada à forte vocação comercial de seus habitantes, contribuiu para a fundação de colônias milésias na Trácia. Seus colonos e marinheiros se concentravam na região do Mar Negro, onde buscavam cereais e atum.
A política da cidade foi historicamente turbulenta, onde dissidências, conflitos e revoluções eram comuns. O governo milésio era baseado em um conselho chamado Aeinautai (marinheiros perpétuos) que visava extrair todo o lucro possível dos empreendimentos marítimos e coloniais.
Embora a cidade fosse economicamente forte, as agitações políticas sempre a fragilizavam. Uma dessas agitações levou ao poder o tirano Trasíbulo, por volta de 600 a.e.c.O tirano teve sucesso ao impedir os ataques da Lídia mas, internamente, as lutas entre as facções políticas enfraqueciam Mileto e a conquista dos lídios acabou por consumar-se. Mesmo assim, ainda conseguiu alguns privilégios.
Era esta a situação quando Ciro II, o Grande, rei da Pérsia, dominou a Lídia. Os milésios passaram a enfrentar toda sorte de dificuldades e iniciaram a revolução jônica contra a Pérsia, cujo rei era agora Dario I. A luta se extendeu de 499-94 a.e.c. e os persas acabaram por destruir Mileto.
Tanto a filosofia como a primeira escola filosófica, de acordo com a tradição, surgiram em Mileto. Os representantes da escola milésia são Tales, Anaximandro e Anaxímenes.
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Mégara (em grego, Μέγαρα – grandes casas) era uma cidade-estado da Grécia Antiga. Prosperou imensamente no século VII a.C., tendo inclusive fundado colônias. Participou das guerras médicas e lutou contra Corinto em 459 a.e.c. com ajuda de Atenas. Durante a guerra do Peloponeso teve o seu território devastado e entrou em declínio. Revigorada como colônia romana, foi definitivamente arruinada na Idade Média. Sua principal colônia foi construída em 667 a.e.c.: Bizâncio, capital do império Bizantino e atual Istambul. A moderna Mégara é uma aglomeração de vocação agrícola da Ática, a 43 kM a oeste de Atenas. Construída sobre a cidade antiga, é atravessada pela auto-estrada que liga a capital grega a Corinto e Pátras. Encontra-se num território de colinas semeado de olivares. Sua população em 2001 atingia 32.000 habitantes.
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Olímpia, cidade da antiga Grécia, é famosa por ter sido o local onde se realizavam os Jogos Olímpicos da antiguidade, tendo na altura uma importância comparável à de Delfos, onde se realizavam os Jogos Pítios. Os vestígios mais remotos da realização dos Jogos em Olímpia datam do ano 776 a.e.c., tendo-se repetido a cada quatro anos (uma Olimpíada) até que foram abolidos, no século IV, pelo imperador Teodósio.
Olímpia também é conhecida pela gigantesca estátua de Zeus em marfim e ouro, criada pelo escultor Fídias, e que foi uma das sete maravilhas do mundo antigo. Escavações junto ao templo de Zeus, durante os anos 50, revelaram a existência de um estúdio que se supõe ter pertencido a Fídias.
O estudo arqueológico de Olímpia começou com uma expedição francesa que, em 1829, escavou o bairro dos templos e seus arredores. Mais tarde, no final do século XIX, arqueólogos alemães continuaram o trabalho, acabando por descobrir, intacta, a estátua de Hermes de Praxíteles, entre outros artefactos. Em meados do século XX, o estádio onde tinham lugar as competições de corrida foi escavado.
Actualmente, com a reinstituição dos Jogos Olímpicos por Pierre de Coubertin, a chama Olímpica acende-se de quatro em quatro anos no restaurado estádio de Olímpia, utilizando a luz do Sol reflectida por um espelho parabólico. Essa chama vai depois acender uma tocha que é transportada por atletas até ao local da realização dos Jogos dessa Olimpíada.
O Templo de Zeus em Olímpia (ou Olympieum) era o centro religioso do local e foi construído entre 470 a.e.c. e 456 a.e.c. pelo arquiteto Libon de Elis. Foi constuído na ordem dórica e tinha seis colunas frontais e treze de cada lado, e única entrada encontrada era na fachada oriental, sendo acessada por uma grande rampa. Os pedimentos mostravam a corrida de bigas entre Pélops (criador dos Jogos Olímpicos) e Enômao (rei de Pisa) e as métopas estavam decoradas com as cenas dos "doze trabalhos de Hércules". O grande atrativo para os visitantes do templo era a monumental Estátua de Zeus, do escultor Fídias:possuía doze metros de altura e era toda de ouro e marfim.Não era sem motivo que era uma das Sete maravilhas do Mundo Antigo. A estátua foi destruída em um incêndio e o templo pereceu num terremoto no século V d.e.c.Porém o geógrafo grego Pausânias, em sua Descrição da Grécia nos deu uma visão detalhada do templo, o que nos possibilita reconstruí-lo em seu aspecto original.
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Plateias (em grego Πλάταια «Plataia», ou mais frequentemente no plural Πλαταιαί «Plataiai» é uma antiga cidade da Grécia, localizada no Sueste da Beócia, a Sul da principal cidade da região, Tebas.
A cidade teve um papel decisivo nas Guerras Médicas, tendo sido a única cidade que combateu junto a Atenas na planície de Maratona, em 490 a.e.c.. Enviou um contigente às Termópilas, alguns quilómetros para Noroeste, em 480 a.e.c., e no ano seguinte, foi defronte das suas muralhas que a aliança das cidades-Estado derrotou os Persas e obrigaram à sua retirada para a Ásia Menor, na batalha de Plateias.
Aliada de Atenas, mas situada entre dois acérrimos inimigos daquela (Corinto e Tebas), suportou heroicamente um cerco de dois anos (429 a.e.c. - 427 a.e.c.) durante a Guerra do Peloponeso, acabando por ser capturada pelas forças tebanas e Espartanas em 427 a.e.c., tendo os seus homens sido executados e as mulheres e crianças escravizadas; a cidade foi somente reconstruída em 386 a.e.c.. Foi porém de novo destruída por Tebas em 373 a.e.c., e a partir de então não jogou de novo um papel importante na história da Hélade.
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Pérgamo é uma antiga cidade grega que situava-se na Mísia, oeste da Ásia Menor, numa distância de mais de 20 km do mar Egeu, numa colina isolada do vale do rio Caicus (hoje Bakir), na atual Turquia.
Existiu desde o século V a.e.c., mas apenas no período helenístico tornou-se importante, por ter sido sede da dinastia atálida.
Possuía uma biblioteca de prestígio que perdia em importância apenas para a Biblioteca de Alexandria, sendo que foi em Pérgamo que surgiu o pergaminho.
No monte cônico, quase 300 metros acima do vale ao redor da cidade, vários templos foram construídos, entre os quais destaca-se um altar dedicado a Aclépio, deus grego da cura, sendo que Pérgamo tornou-se o centro de quatro seitas pagãs durante o século I, competindo com Éfeso.
Pérgamo foi também uma das sete igrejas mencionadas no livro do Apocalipse na Bíblia.
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Sardes, ou Sárdis (Σάρδεις, em grego), correspondente ao moderno vilarejo turco de Sart, foi a capital do antigo reino da Lídia, sendo depois sede de uma província durante o Império Romano, após as reformas administrativas de Diocleciano, continuando a pertencer depois e durante o período bizantino.
Sardes localizava-se no vale do rio Hermo e no sopé do íngreme monte Tmolo, distante cerca de 34 km ao sul daquele curso d'água. No local, encontra-se hoje o vilarejo turco de Sart, da província de Manisa.
A importância da cidade era devida ao seu poderio militar, à sua localização numa estrada importante, que ligava o Egeu ao interior, e ao vale fértil do Hermo.
Sardes é a destinatária de uma das cartas às igrejas do Livro do Apocalipse (Ap. 3:1-6).
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Selêucida do Tigre foi a primeira cidade com o nome de Seleucida. Era uma cidade Helenística fundada por um dos generais de Alexandre que se tornou monarca de uma parte de seu império, Seleuco Nicator. Logo após ser fundada se tornou a capital do vasto Império Selêucida e chegou a ter uma população de 600,000 habitantes no século III a.e.c. O que a tornava a segunda maior cidade do mundo depois de Alexandria, segundo Plínio. Após ser conquistada pelos partos no século II a.e.c, ela perdeu grande parte da população e rapidamente declinou. Mas ainda continuou sendo uma cidade Helenística mesmo sob dominío parto.
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Foi colônia de Corinto, tendo sido fundada cerca de 734 a.e.c.. Foi cidade-Estado até ser conquistada pelos romanos em 212 a.e.c.. Arquimedes, o matemático e inventor grego, morreu justamente no massacre que se seguiu à rendição da cidade.
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Síbaris foi uma antiga cidade grega às margens do golfo de Taranto. Foi fundada em 720 a.e.c. O comércio intenso a tornou não apenas rica como também uma das mais importantes cidades da Magna Grécia. O vocábulo sibarita consagrou-se como adjetivo de pessoa dada aos prazeres da vida, tendo em vista a opulência de Síbaris.
Atualmente, é um pequeno vilarejo (frazione) do comune italiano de Cassano allo Ionio.
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Tarento foi uma das principais cidades da Magna Grécia, chamada pelos gregos de Taras. Teve seu apogeu no século IV a.e.c., sob o comando de Arquitas. Foi conquistada pelos romanos em 272 a.e.c. e a cidade foi por eles chamada de Tarentum. A partir de então, entrou em decadência.
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Tebas foi uma cidade-estado grega, antiga aliada de Esparta. Aproveitando o enfraquecimento do exército espartano após a Guerra do Peloponeso, rebelou-se e expulsou os exércitos espartanos de seu território (batalha de Leuctras, em 371 a.e.c.). Esparta não passará, desde então, de uma cidade de segunda categoria, limitada na sua ação ao Peloponeso, sobre o qual nunca mais conseguirá restabelecer a sua antiga dominação. Em 377 a.e.c. Esparta, Atenas e Tebas começaram a lutar entre si, acabando por eliminar as poucas forças que haviam sobrado das antigas cidades-estados, poderosas e independentes. Em 335 a.e.c., quando os exércitos macedónios invadiram Tebas (Batalha de Queroneia em 338 a.e.c.) a cidade foi destruída e os tebanos mortos ou escravizados. As cidades gregas não conseguiram resistir, pois encontravam-se seriamente debilitadas por causa da luta interna, caindo sob domínio dos macedônios.
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Téspias (em grego Θεσπιαι, Thespiai; também se verificam as formas Téspia ou Téspis, menos correctas) era uma cidade da Antiga Grécia, situada na Beócia, ao Sul de Tebas, da qual foi, desde sempre, inimiga figadal. os Téspios combateram nas Termópilas ao lado dos Espartanos, e foram, de acordo com a tradição, o único contingente que não desertou, tendo perecido a pelejar ao lado de Leónidas e dos seus 300 homens.
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Éfeso foi uma das grandes cidades dos jônicos na Ásia Menor, situada no local onde o rio Cayster desagua no Egeu. Foi fundada por colonos provenientes principalmente de Atenas. Ciro, o Grande, incorporou a cidade ao império persa e Alexandre a libertou em 334 a.e.c.. Com o surgimento do cristianismo, Éfeso foi uma das primeiras cidades cuja pregação dos apóstolos alcançou. Atualmente, pertence à Turquia. Em Éfeso existia um dos maiores teatros do mundo, com capacidade para 25.000 espectadores de uma população total estimada em cerca de 400.000-500.000 habitantes. Era a quinta mais populosa cidade do império. Também em Éfeso surgiram as condições para uma mudança fundamental no pensamento do Ocidente, durante os séculos VII e VI a.e.c. Éfeso e Mileto, também na Ásia Menor, são berços da filosofia. Em 133 a.e.c. Éfeso foi declarada capital da província romana da Ásia, mas pesquisas arqueológicas revelam que Éfeso já se constituía em centro urbano antes de 1000 a.e.c., quando era ocupada pelos jônios.
Sua riqueza, contudo, não era apenas material. Nela se destacavam iniciativas culturais como escolas filosóficas; escola de magos e muitas manifestações religiosas, sendo a mais significativa em torno de Ártemis – a deusa do meio ambiente conhecida como Diana pelos romanos. É dedicado a Ártemis o maior templo nela encontrado por arqueólogos austríacos - Onde, segundo o estudioso sobre Grécia antiga e Teologia, Chrysthiano Gomes, refere-se dizendo que "a religiosidade e o comércio se cunfundiam". Ao lado do templo de Ártemis, com 80 m de comprimento e 50 m de largura, foram encontrados suntuosos palácios romanos. Como é comum em praticamente todas as cidades ao redor do Mediterrâneo, também Éfeso acumulava em sua tradição traços religiosos orientais, egípcios, gregos, romanos e do judaísmo. O antigo geógrafo Estrabão, que viveu de 64 a.e.c. a 25 d.e.c., descreveu-a como "o maior centro de comércio exterior que havia na "Ásia" (Geografia XII, 8 e 5). Os arqueólogos encontraram uma inscrição em pedra (talvez erigida por ordem do imperador), que premiava Éfeso como a "mais ilustre de todas as cidades" da Ásia. Sua população era, na sua maioria, constituída de pessoas razoavelmente ricas e bastante intelectualizadas.
Nos tempos apostólicos, Éfeso foi uma das cidades do Império Romano onde o cristianismo mais se difundiu. Os apóstolos Paulo e João pregaram na cidade. A igreja que havia em Éfeso no fim do primeiro século de nossa era foi uma das sete igrejas mencionadas no Apocalipse, ao lado de Esmirna, Pérgamo, Sardes, Tiatira, Filadélfia e Laodicéia. A cidade também foi sede de dois concílios. Nela se localizam ruínas da Basílica de São João, o Teólogo.
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