Civilização Grega - História da Civilização

Períodos de Formação da Civilização

Linha do Tempo na Era do Bronze

Civilização Minoana na Ilha de Creta A Invasão dos Jônios Invasão de Aqueus e Eólios Apogeu e decadênciada Civilização Micênica A Guerra de Tróia, histórica
3000 a.e.c.
2600-1950 a.e.c
1600-1580 a.e.c
1600-1100 a.e.c
1200 a.e.c.
Civilização Minoana na Ilha de Creta Invasão dos Jônios Invasão dos Aqueus e Eólios Civilização Micênica na Hélade A Guerra de Tróia

 

 

Mapas da Idade do Bronze

Cinco Eras A Creta Minoana Mito, Rito e Religião Mundo Micênico Ilha de Creta Colapso Micênico Ilha de Creta Fases de Tróia
A Grécia em seus Primórdios

Os gregos fazem parte de um vasto conjunto de povos designados com o nome convencional de Indo-Europeus. Estes, ao que parece, se localizavam, desde o quarto milênio, ao norte do Mar Negro, entre os Cárpatos e o Cáucaso, sem jamais, todavia, terem formado uma unidade sólida, urna raca, urn império organizado e nem mesmo uma civilizacão material comum. Talvez tenha existido, isto sim, uma certa unidade linguistica e uma unidade religiosa. Pois bern, essa frágil unidade, mal alicercada num “aglomerado de povos”, rompeu-se, lá pelo terceiro milênio, iniciando-se, então, uma série de migracões, que fragmentou os Indo-Europeus em vários grupos linguísticos, tomando uns a direção da Asia (armênio, indo­iraniano, tocariano, hitita), permanecendo os demais na Europa (balto, eslavo, albanês, celta, itálico, grego, germanico).

A partir dessa dispersão, cada grupo evoluiu independentemente e, como se tratava de povos nômades, os movimentos migratórios se fizeram no tempo e no espaco, durante séculos e ate milênios, não so em relação aos diversos “grupos” entre si, mas também dentro de um mesmo “grupo”. Assim, se as primeiras migrações indo-européias (indo-iranianos, hititas, itálicos, gregos) estão séculos distantes das ú1timas (baltos, eslavos, germânicos...), dentro de um mesmo grupo as migrações se fizeram por etapas. Desse modo, o grupo itálico, quando atingiu a Itália, já estava fragmentado, “dialetado”, em latinos, oscos e umbros, distantes séculos uns dos outros, em relação à chegada a seu habitat comum. Entre os helenos o fato ainda é mais flagrante, pois, como se ha de ver, os gregos chegaram a Hélade em pelo menos quatro levas: jônios, aqueus, eólios e dórios e, exatamente como aconteceu com o itálico, com séculos de diferença entre um grupo e outro. Para se ter urna idéia, entre os jônios e os dórios medeia uma distancia de cerca de oitocentos anos!

Se não é possível reconstruir, mesmo hipoteticamente, o império indo-europeu e tampouco a língua primitiva indo-européia, pode-se, contudo, estabelecer um sistema de correspondências entre as denominadas línguas indo-européias, mormente, e é o que importa no momento, no que se refere ao vocabulário comum e, partindo deste, chegar a certas estruturas religiosas dessa civilização.

O vocabulário comum mostra a estrutura patrilinear da familia, o nomadismo, urna forte organização militar, sempre pronta para as conquistas e os saques. Igualmente se torna claro que os indo-euro­peus conheciam hem e praticavam a agricultura; criavam rebanhos e conheciam o cavalo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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