Civilização Grega - História da Civilização

Períodos de Formação da Civilização

Linha do Tempo no Período Clássico

Revolta das Cidades Gregas 1ª Guerra Médica 2ª Guerra Médica Hegemonia Ateniense A Guerra do Peloponeso Hegemonia Espartana
499-496 a.e.c.
490 a.e.c.
480 a.e.c.
478 a.e.c.
Revolta das cidades Gregas da Jônia contra os Persas 1ª Guerra Médica 2ª Guerra Médica A Hegemonia de Atenas e a Formação da Liga de Delos
431-404 a.e.c. 404-371 a.e.c.
A Guerra do Peloponeso A Hegemonia de Esparta

 

 

 

Mapas do Período Clássico

Expansão Persa Invasão Trácia Campanhas Dario Maratona
Campanhas Xerxes Batalha Salamina Império Ateniense Alianças
Guerra Peloponeso Cerco de Siracusa 2ª Liga de Atenas  
Introdução

Os Períodos que datam a história da Civilização grega variam de autor pra autor, seguindo nosso modelo o Período Clássico estende-se de 500 e 400 a.e.c., seguido pelo Período pós-classico que vai de 400 a 330 a.e.c. O Período Clássico é marcado pela guerra contra os persas e a hegemonia e declínio de Atenas e inicio do dominío Espartano em 404 a.e.c. Cada um destas pólis desenvolveu o seu modelo político (a oligarquia militarista em Esparta e a democracia aristocrata em Atenas).

Ao nível externo verifica-se a ascensão do Império Persa Aqueménida quando Ciro II conquista o reino dos Medos. O Império Aqueménida prossegue uma política expansionista e conquista as cidades gregas da costa da Ásia Menor. Atenas e Erétria apoiam a revolta das cidades gregas contra o domínio persa, mas este apoio revela-se insuficiente já que os Jónios são derrotados: Mileto é tomada e arrasada e muitos Jónios decidem fugir para as colónias do Ocidente. O comportamento de Atenas iria gerar uma reação persa e esteve na origem das Guerras Médicas (490-479 a.e.c.).

Em 490 a.e.c. a Ática é invadida pelas forças persas de Dario I, que já tinham passado por Erétria, destruindo esta cidade. O encontro entre Atenienses e Persas ocorre em Maratona, saldando-se na vitória dos Atenienses, apesar de estarem em desvantagem numérica.

Dario prepara a desforra, mas falece em 485 a.e.c., deixando a tarefa ao seu filho Xerxes I que invadiu a Grécia em 480 a.e.c.. Perante a invasão, os Gregos decidem esquecer as diferenças entre si e estabelecem uma aliança composta por 31 cidades, entre as quais Atenas e Esparta, tendo sido atribuída a esta última o comando das operações militares por terra e pelo mar. As forças espartanas lideradas pelo rei Leônidas I conseguem temporariamente bloquear os Persas na Batalha das Termópilas, mas tal não impede a invasão da Ática. O general Temístocles tinha optado por evacuar a população da Ática para Salamina e sob a direção desta figura Atenas consegue uma vitória sobre os Persas em Salamina. Em 479 a.e.c. os gregos confirmam a sua vitória desta feita na Batalha de Platéias. A frota persa foge para o Mar Egeu, onde em 478 a.e.c. é vencida em Mícale.

Com o fim das Guerras Médicas, e em resultado da sua participação decisiva no conflito, Atenas sob a liderança do lendário Péricles, torna-se uma cidade poderosa que passa a intervir nos assuntos do mundo grego. Esparta e Atenas distanciam-se e entram em rivalidade, encabeçando cada um delas uma aliança política e militar: no caso de Esparta era a Liga do Peloponeso e no caso de Atenas a Liga de Delos. Esta última foi fundada em 477 a.e.c. e era composta essencialmente por estados marítimos que encontravam-se próximos do Mar Egeu, que temiam uma nova investida persa. O centro administrativo da liga era a ilha de Delos.

Para poder atingir o seus objetivos a Liga precisava possuir uma frota. Os seus membros poderiam contribuir para a formação desta com navios ou dinheiro, tendo muitos estados optado pela última opção. Com o tempo Atenas afirma-se como o estado mais forte da Liga, fato simbolizado com a transferência do tesouro de Delos para Atenas em 454 a.e.c.. Os Atenienses passam a considerar qualquer secessão da Liga como um ato de traição e punem os estados que tentam fazê-lo. Esparta aproveita este clima para realizar a sua propaganda.

As relações entre as duas póleis atingem o grau de saturação em 431 a.e.c., ano em que se inicia a guerra. As causas para esta guerra, cuja principal fonte para o seu conhecimento é o historiador Tucídides, são essencialmente três. Antes do conflito Atenas prestara ajuda a Córcira, ilha do Mar Jónio fundada por Corinto (aliada de Esparta), mas que era completamente independente. Atenas também decretara sanções econômicas contra Mégara, justificadas com base em uma alegada transgressão de solo sagrado entre Mégara e Atenas. Para além disso, Atenas realiza um bloqueio naval à cidade de Potideia, no norte da Grécia, sua antiga aliada que se revoltara e pedira ajuda a Corinto.

Esparta lança um ultimato a Atenas: deve levantar as sanções a Mégara e suspender o bloqueio a Potideia. Péricles consegue convencer a Assembleia a rejeitar o ultimato e a guerra começa. Os Atenienses adotam a estratégia proposta por Péricles, que advogava que a população dos campos se concentrasse no interior das muralhas de Atenas; os alimentos e os recursos chegariam através do porto do Pireu. Contudo, a estratégia teve um resultado imprevisível: a concentração da população, aliada a condições de baixa higiene provocou a peste que atingiu ricos e pobres e o próprio Péricles. A guerra continuou até 422 a.e.c. ano em que Atenas é derrotada em Anfípolis. Na batalha morrem o general espartano Brásidas e o ateniense Cléon, ficando o ateniense Nícias em condições de estabelecer a paz (Paz de Nícias, 421 a.e.c.). Apesar do suposto cessar das hostilidades, entre 421 e 414 as duas póleis continuam a combater, não diretamente entre si, mas através do seus aliados, como demonstra a ajuda secreta dada a Argos por Atenas. Em 415 a.e.c. Alcibíades convenceu a Assembleia de Atenas a lançar um ataque contra Siracusa, uma aliada de Esparta, em expedição que se revelou um fracasso. Com a ajuda monetária dos Persas, Esparta construiu uma frota, que foi decisiva para vencer a guerra. Na Primavera de 404 a.e.c. Atenas rende-se.

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