Civilização Grega - História da Civilização

Períodos de Formação da Civilização

Linha do Tempo no Helenismo

Alexandre, o Grande Os Espólios de Alexandre Os Selêucidas Os  Lágidas Os Antigônidas Anexação Romana A Batalha de Actium
336 a.e.c.
323 a.e.c.
312 a.e.c.
305 a.e.c.
Alexandre, o Grande Os Espólios de Alexandre Os Selêucidas Os Lágidas
276 a.e.c. 200 a.e.c. 31 a.e.c.
Os Antigônidas Anexação Romana A Batalha de Actium, o Fim do Helenísmo

 

 

Introdução

A História da Grécia no III século a.e.c. apresenta um quadro complexo no qual poderíamos apontar os seguintes traços caracterIsticos:

  1. Decadência de cidades outrora florescents e gloriosas, como Esparta e Atenas. Estas cidades não passam agora de simples capitais regionais;
  2. Lutas de caráter político e social nas cidades; guerras entre cidades e ligas de cidades;
  3. Ascensão política de certas regiões como a Etólia e a Acaia que passam a desempenhar o papel de campeãs da independência e unidade helênicas;
  4. Atuação do imperialismo Macedônico reprsentado pelas dinastias dos Antigônidas.

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Antígono Gonatas (276-239 a.e.c.)

Antigono Gonatas, que reconstituiu o reino da Macedonia após a morte de Lisímaco, pertencia a ilustre estirpe (descendia, por parte de pai, de Antígono Monoftalmo e, por parte de mãe, de AntIpater) e caracterizava-se pela ponderação e decisão. Ao subir ao trono, procurou restaurar o poderio macedônico submetendo a Grécia a sua autoridade. Com esses planos não concordava Ptolomeu II que temia perder o domínio dos mares e a fonte que lhe fornecia colonos, colaboradores e mercenários de primeira ordem. A rivalidade entre a Macedônia e o Egito era acentuada com o tratado existente entre AntIgono e Antloco I.

Ptolomeu II fomentou a revolta de Esparta e Atenas contra Antigono. Este, porém, não só desbarata os adversários no continente (265-262) mas estende a influência macedôniea no Egeu, dando um golpe nas pretensões dos Lágidas (255 a.e.c.).

Antigono Gonatas faleceu em 239 a.e.c., após uma longa e pertinaz luta pela hegemonia macedônica na Grécia, deixando como sucessor Demétrio II.

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Demétrio II (239-229)

Recebeu um reino poderoso mas cercado de adversários prontos a atacá-lo. Os dez anos do reinado de Demétrio II figuram "entre os mais trágicos da História da Macedonia". As cidades gregas sacodem o jugo macedônico: etólios, aqueus, beócios, atenienses, dardânios rompem com Demétrio que sucumbe na luta pela defesa do reino. "A obra de urn século parece aniquilada. Ao sul do Olimpo, excetuadas a Eubéia e algumas cidades da Tessália, a Macedônia tudo perdeu. A Grécia nada tem a temer de um menino de nove anos, o herdeiro de Demétrio. Mas, outrora, Filipe, tutor de seu sobrinho, havia salvo sua pátria da ruína; ao tutor do filho de Demétrio, Antígono, alcunhado Doson, estava reservada uma tarefa semelhante; pois a Grécia não havia mudado, suas discórdias são eternas".

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Antigono II, Doson (229-221)

Tutor de Filipe, filho de Demétrio, com uma hábil política de concessões e intrigas semeia a discórdia entre os gregos e tem a gloria de haver derrotado os espartanos em Sellasia (222) a dez quilômetros ao norte de Esparta e de haver, em seguida, ocupado o ate então inviolável solo da orguihosa capital lacedemônica. Ao morrer em 221 Doson, a hegemonia macedônica parecia estar restaurada na península.

Antes de falecer, Doson tivera cuidado de assegurar a sucessào a seu tutelado: Filipe V.

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Filipe V (221-179 a.e.c.)

Jovem de dezessete anos, ve-se logo envolvido em uma luta contra a Etólia e seus aliados, a Élida e Esparta. O jovem soberano não recebe auxílio esperado de outros gregos. Após diversos êxitos dos etólios na Tessália, no Peloponeso e na própria Macedônia, Filipe tomou a ofensiva e saqueou Thermos, centro federal da Etólia.

Em 217 a paz de Naupacte pós termo a luta sem que Filipe V impusesse aos etólios condições severas. o rei macedônico adquiriu então uma tal popularidade na Grécia que parecia ser possível a unificacão da peninsula. Durante a conferência de Naupacte, o etólio Agelau fizera um apelo em favor da unidade helênica em face da "nuvem que se levantava. no Ocidente" onde Roma e Cartago se empenhavam em guerra de extermínio. Roma, com efeito, já estava na Ilíria e, em 215, Filipe V buscou a aliança de Cartago para expulsar as legiões daquela região.

O resultado dessa aliança foi a aproximação entre Roma e a Etôlia (212) possibilitando aos romanos, embora sem grande êxito, devido a segunda guerra púnica, a intromissão nos assuntos internos dos gregos. No inicio do II século a.e.c., Roma e Filipe V enfrentam-se novamente. O consul Flaminius, admirador da civilização helênica e conhecedor do idioma grego, consegue aliados contra a Macedônia e derrota Filipe na batalha de Cinoscéfalos em 197 a.e.c. que assinala o fim da hegemonia macedônica na Grécia. No ano seguinte, no istmo de Corinto, o esperto e vaidoso Flaminius pôde, entre o entusiasmo geral, proclamar a independência grega. Doravante a História da peninsula é parte integrante da História de Roma.

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Referência Bibliográfica:

  1. GIORDANI, Mario Curtis. Historia da Grécia, Petrópolis-RJ, Ed. Vozes, 2000;
  2. MORKOT Robert, Historical Atlas of Ancient Greece, London, Penguin Group, 1996.
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