Períodos de Formação da Civilização 

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Linha do Tempo no Helenismo 
| 336 a.e.c. | 323 a.e.c. |
312 a.e.c. |
305 a.e.c. |
| Alexandre, o Grande | Os Espólios de Alexandre | Os Selêucidas | Os Lágidas |
| 276 a.e.c. | 200 a.e.c. | 31 a.e.c. | |
| Os Antigônidas | Anexação Romana | A Batalha de Actium, o Fim do Helenísmo | |
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| Anexação Romana |
Filipe V da Macedônia foi o último governante grego a dispor tanto de talento como de oportunidade para unir a Grécia e preservar sua independência contra o poder de Roma, que não parava de crescer. Sob seus auspícios, a Paz de Naupacte (217 a.e.c.) trouxe um fim aos conflitos entre a Macedônia e as confederações gregas, trazendo popularidade ao rei macedônico. Nesse momento ele possuía o controle de toda a Grécia, excetuando-se Atenas, Rodes e Pérgamo. Em 215 a.e.c., contudo, Filipe forjara uma aliança com o inimigo romano, Cartago. Imediatamente, Roma seduziu as cidades aquéias, fazendo com que abandonassem a antiga lealdade a Filipe, e fez alianças com Rodes e Pérgamo - esse último, o maior poder da Ásia Menor. A Primeira Guerra Macedônica eclodiu em 212 a.e.c., terminando inconclusivamente em 205 a.e.c.. A Macedônia, contudo, havia sido marcada como inimigo de Roma. Em 202 a.e.c. Roma derrotou Cartago, ficando livre para dar atenção ao oriente. Em 198 a.e.c. estourou a Segunda Guerra Macedônica - por razões ainda obscuras, mas basicamente porque Roma via a Macedônia como um aliado em potencial dos Selêucidas, o maior poder do oriente. Os aliados de Filipe na Grécia deserdaram-no, e em 197 a.e.c. ele foi finalmente derrotado na Batalha de Cinoscéfalos pelo cônsul romano Titus Quinctius Flaminius. Para a sorte dos gregos, Flaminius era um homem de moderação e um confesso admirador da cultura grega, além de conhecer e falar o idioma - razão pela qual, na verdade, muitos dos aliados de Filipe haviam se aliado a Flaminius. Filipe teve que capitular sua frota e tornar-se um aliado romano, de forma que foi poupado. Durante os Jogos Ístmicos, realizados no istmo de Corinto em 196 a.e.c., Flaminius declarou, em meio ao entusiasmo geral, a independência das cidades gregas, tornando-as livres, apesar de guarnições romanas ainda se encontrarem em Corinto e na Calcídica. A liberdade prometida por Roma, contudo, era uma ilusão. Todas as cidades, exceto Rodes, faziam parte duma nova Confederação controlada pela própria Roma, e a democracia foi substituída por regimes aristocráticos aliados a Roma. |
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| O Domínio Romano |
Militarmente a Grécia havia entrado num declínio tal que os romanos conquistaram todo o seu território (168 a.e.c. em diante) - ainda que a cultura grega, em contrapartida, houvesse conquistado os romanos. Apesar do início do governo romano sobre a Grécia ser datado convencionalmente com o saque de Corinto por Lucius Mummius em 146 a.e.c., a Macedônia já havia caído sob o controle romano com a derrota de seu rei, Perseu, por Aemilius Paullus na cidade de Pidna em 168 a.e.c. Os romanos dividiram a região em quatro repúblicas menores, e em 146 a.e.c. a Macedônia se tornou oficialmente uma província romana, fazendo de Tessalônica sua capital. O restante das cidades-estados gregas gradualmente, e por fim, prestaram homenagem a Roma, finalmente enterrando sua autonomia de jure. Os romanos deixaram a administração local ao encargo dos gregos sem nem tentar abolir o padrão de política tradicional. A ágora em Atenas continou a ser o centro da vida civil e cultural. O édito de Caracalla em 212 d.e.c., chamado de Constitutio Antoniniana, concedia a cidadania romana a áreas fora da região italiana a todos os adultos do sexo masculino em todo o Império Romano, de forma que populações provinciais tiveram seu status igualado ao da própria cidade de Roma. A importância desse decreto é histórica, mais que política: ele serviu de base para a integração onde os mecanismos econômicos e judiciais do estado poderiam ser aplicados através de todo o Mediterrâneo da mesma forma como houvera sido com o Lácio em toda a Itália. Na prática, naturalmente, a integração não ocorreu de maneira uniforme. As sociedades já integradas a Roma, como a Grécia, foram favorecidas pelo edito, comparadas às sociedades mais distante, às muito pobres ou às que simplesmente eram muito diferentes, como a Bretanha, a Dácia e a Germânia. O édito de Caracalla não colocou em movimento o processo que levou à transferência de poder da Itália e do ocidente à Grécia e ao oriente, mas sim, acelerou-o, estabelecendo a base para a ascensão da Grécia como poder maior na Europa e no Mediterrâneo durante a Idade Média. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
Referência Bibliográfica:
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