Impresso em 15/10/2018 às 05:45h. Civilização Hitita -
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Portava os títulos de "Meu Sol", "Grande Rei", "Rei do Hatti" e "Herói". Sua esposa era Gassulawiya cuja morte foi atribuída a uma maldição da rainha-mãe Mal-Nikal, que havia sido exilada. São conhecidos três filhos: Halpa-Sulupi (provavelmente chefe militar desde antes do seu reinado), Muwatalli (herdeiro e futuro hitita) e Hattusili (também futuro rei hitita), o qual após ser curado de certa doença, consagrou-se como sacerdote dos deuses Saushka e Samuha durante todo o reinado de seu pai. A irmã do rei chamada Massanauzzi casou com Masturi, rei de Seha durante o reinado de Muwatalli II.

Quando criança espantou-se com uma tempestade e perdeu a fala recuperando-a e perdendo-a novamente durante um sonho. Foi assistido por médicos de Ahhiyawa e Lazpa (Lesbos). Era devoto da deusa solar Arinna. Sendo o menor dos filhos de Suppiluliuma I, teve que conformar-se com o posto de chefe da Guarda Real, pois seus irmãos mais velhos ocupavam os cargos mais importantes.

Após o assassinato de Zannanza e a morte de seu pai e irmão, Mursili ascendeu ao trono do Hatti apoiado por seus irmãos Sarri-Kusuh, rei de Karkemish, e Telipinu, rei de Alepo (Kaleb). Sendo assim, Mursili sucedeu seu irmão Arnuwanda II. Por sua juventude e (provável) gagueira, era considerado um rei incapaz de lidar com os desafios do seu tempo (guerras e doenças). Isso levou muitos povos a se rebelarem contra o domínio hitita. A epidemia, que matou seu pai e seu irmão, correu ainda por vinte anos e tanto plebeus como nobres se agarram à religião para escapar da praga. Não obstante tudo isso, mostrou-se um rei muito capaz e poderoso.

Quando de sua ascensão enviou Nuwanza, chefe dos vinhos da corte, para Karkemish para ajudar Piyasilis (Sarri-Kusuh) ameaçado pelos Assírios. Ao oeste reconhece Manapa-Tarhunta I de Seha para garanti-lo como um aliado leal na região contra o reino de Arzawa. A sua primeira campanha ao cabo de um ano após sua subida ao trono foi contra os kaskas que atacavam a cidade hitita de Turmitta. O Rei destruiu as duas principais cidades kaskas da região: Halila e Dudduska. Chegaram reforços kaskas de outras regiões, mas foram derrotados. Quando voltava para Hattusha, os kaskas de Ishupitta, na Terra Alta, se negaram a pagar os tributos a que estavam obrigados o que fez com que os hititas atacassem e queimassem a cidade. Porém, após sair da região, Ishupitta voltou a rebelar-se.

No segundo ano, com o seu irmão Sarria-Kusuh protegendo Karkemish contra os assírios pode enviar contingentes à Terra Baixa hitita ameaçada pelos ataques do rei de Arzawa. Também rei pode voltar a fazer campanha contra os kaskas ao norte, na Terra Alta dos Hititas, dirigindo-se à região de Tipiya, que não enviou os tributos exigidos pelo Grande Rei. Sua a principal cidade era Kathaidwa que foi destruída e os hititas fizeram muitos prisioneiros com os quais regressaram à capital; no caminho voltou a combater em Ishupitta, onde novamente obteve a vitória, mas os líderes da revolta, Pazzanna e Nunnuta, antigos vassalos dos hititas, conseguem fugir, e se dirigiram a Palhwisa onde recrutaram contingentes locais, que não foram hábeis inimigos para o exército regular hitita, que os derrotou; o Rei destruiu a cidade pelo fogo após saqueá-la. O exército dos kaskas fugiu; então, o rei dirigiu-se a Istahara onde acampou.

Os líderes rebeldes se dirigiram à cidade de Kammamma, e Mursili exigiu que os entregassem ou, caso contrário, destruiria a cidade. Os habitantes de Kammamma tomaram os dois rebeldes e matou-os submetendo-se depois ao Rei Mursili. Isso pacificou o país dos kaskas e o rei passou o inverno em Ankuwa.

Ao terceiro ano do reinado de Mursili II, seu irmão o Rei Sarri-Kusuh de Karkemish teve um confronto com a cidade de Huwarsanasa e com outra cidade da qual não conserva o nome; os chefes rebeldes das duas cidades fugiram a Arzawa. Mursili exigiu ao rei Uhha-Ziti a extradição dos rebeldes, o que o rei de Arzawa recusou e ainda quis ofender ao rei hitita chamando-o de rapaz. Arzawa estava aliada com o rei de Ahhiyawa e indiretamente com o rei de Millawanda, controlada por Ahhiyawa.

O rei de Seha, Manapa-Tarhunta I, era nominalmente aliado dos hititas, mas na realidade favorecia o rei de Arzawa. O rei de Hapalla, que se apoderara da metade de Mira e Kuwaliya (Maskhuiluwa manteve o controle da outra metade) era também aliado de Arzawa. Wilusa, quase sempre aliada dos hititas, neste momento, era aliada de Arzawa. Sendo assim quase toda Arzawa (no sentido regional do termo, ou seja, a Anatólia ocidental) estava nas mãos do rei de Arzawa e seus aliados.

Ao não obter satisfação de sua exigência, o Mursili II enviou à área a dois oficiais, Gulla e Mallaziti, que atacaram Millawanda, onde foram vitoriosos e voltaram a Hattusha com grande espólio e prisioneiros. Arzawa atacou então a parte de Mira que permanecia nas mãos de Mashwiluwa, que era cunhado de Mursili: o primeiro ataque foi sobre a cidade de Impaya e o rei de Mira rechaçou os atacantes, mas não os derrotou. Então o rei de Arzawa atacou Hapanuwa. Enquanto isso, Mursili voltara ao norte contra os kaskas e operava na região de Ishupitta; a cidade kaska de Pishuru conseguiu a hegemonia e reconstruiu a cidade de Palhwisa, que Mursili incendiou no ano anterior, e o rei hitita incendiou-a pela segunda vez; os kaskas ocuparam então a cidade de Kuzastarina, que Mursili atacou e reconquistou, então, avançou até a cidade de Anziliya e conquistou os territórios das proximidades.

Depois dirigiu seu exército contra Arzawa; no monte Lawasa, perto do rio Sehiriya, soube que um grande raio caiu no palácio da Apasa e feriu a Uhha-Ziti. Seguiu adiante e na cidade de Sallapa encontrou-se com os contingentes enviados de Karkemish por seu irmão Sarri-Kusuh e seguiram juntos. Na cidade de Aura encontraram com Mashwiluwa que o informa dos efeitos do raio, provavelmente um meteorito (um objeto que era o resto de um meteorito se adorava em Éfeso ainda no século I, quando chegou ali o Apóstolo Paulo, um dos fundadores do cristianismo). O rei de Arzawa enviou contra os hititas o seu filho Piyama-Kurunta e os dois exércitos encontraram-se no rio Astarpa perto da cidade de Walma; os de Arzawa foram derrotados e se retiraram em desordem até Apasa perseguidos pelos hititas. O rei subiu em um barco e fugiu da cidade, o seu filho Piyama-Kurunta fugiu de barco para Ahhiyawa e não se sabe se estava no mesmo barco com o pai. Mursili foi o primeiro rei médio-oriental que conquistou uma cidade da costa do mar Egeu. Os contingentes de Arzawa reorganizaram-se em dois grupos, uns no monte Arinnanda e outros na cidade de Puranda (o resto fugiu com o rei); Mursili decidiu atacar Arinnanda que estava em uma ilha e como não se podiam usar carros usou a infantaria para cercar a área , e, ao faltar-lhes comida e água, os de Arzawa renderam-se.

Segundo diz Mursili nos seus Anais capturou 15500 civis na campanha. Em seguida começou a cercar Puranda e ofereceu a rendição, que foi rejeitada e como já começava o inverno e a nevar, os hititas foram obrigados a levantar o cerco e passar o inverno em uma fortaleza no rio Astarpa. Naquele inverno Uhha-Ziti morreu da ferida do meteorito. Seu filho Piyama permaneceu no exílio, mas outro, Tapalazunawali, foi na primavera seguinte à terra firme e entrou em Puranda. Mas os ataques hititas iriam se reiniciar.

No quarto ano de seu reinado, Mursilis atacou Puranda. Tapalazunawali decidiu sair e batalhar, mas o ataque foi repelido pelos hititas; o cerco retomou-se e cortou-se os fornecimentos de água. Tapalazunawali fugiu com seu filho e alguns seguidores. Mursili enviou tropas para persegui-lo. Tapalazunawali conseguiu escapar chegando a Ahhiyawa, mas o seu filho e outros companheiros foram capturados. Com seu líder ausente e sem água, Puranda se rendeu. Outra vez os Anais de Mursili relatam a quantia de 15500 prisioneiros civis. Mursili pediu a extradição de Tapalazunawali e o rei de Ahhiyawa concede-a imediatamente junto com os dois civis que os acompanhavam, que haviam sido deportados para algum lugar do Hatti. Sendo assim, o reino de Arzawa desapareceu.

Mursili enviou um exército para destituir a Manapa-Tarhunta de Seha, devido a sua traição. Manapa-Tarhunta pediu primeiro que não o matasse e que o reconhecesse como vassalo, mas Mursili recusou. Então o Rei de Seha enviou a sua mãe e os anciãos da família a implorar-lhe que aceitasse a Manapa como vassalo. A mãe de Manapa se prostrou aos pés do Rei Mursili que por fim acabou concordando. Então Seha e Appawiya ficaram sob o governo de Manapa-Tarhunta I e este como vassalo dos hititas. Em seguida Mursili foi a Mira, onde instalou a Mashwiluwa como rei de toda a Mira e Kuwaliya e fortificou as cidades de Arsani, Sarawa e Impanna, deixando no país uma guarda pessoal de 600 homens. Em Hapalla o reino foi dado a Targasnalli e estabeleceram-se guarnições hititas na região.

Com Wilusa (Trôade) fez um tratado com o governante Alaksandu (Alexandre, que alguns estudiosos afirmam ser Páris, o sequestrador de Helena na Ilíada de Homero) que havia sido adotado como sucessor por Kukkuni.

No quinto ano, Mursili voltou ao norte contra os kaskas na região do monte Asharpaya; os kaskas dominavam os caminhos que levavam à região de Pala e seguramente também de Tummanna. O rei foi para estas regiões e expulsou os kaskas que controlavam os caminhos e perseguiu-os para o leste, até a terra de Samuha, até a cidade de Ziulila. De lá atacou Arawanna, cujos habitantes atacaram a terra de Kasiya. Vitorioso, Mursili retornou à capital. No sexto ano foi contra os kaskas do monte Tarikarimu à terra de Zihhariya, e assolou o país. Esta campanha foi provavelmente curta.

Ao sétimo ano os anais não são totalmente legíveis: fala-se do Egito e do rei Tette de Nuhase que se sublevou contra os hititas, aliado com Enurta de Barga, provavelmente instigados pela Assíria segundo se soube mais tarde. Abi-Radda, um pretendente ao governo de Barga, com a ajuda hitita enfrentou Enurta. Acredita-se que Kadesh também se sublevou e provavelmente aliando-se ao Egito. Mursili enviou um oficial chamado Kantuzzili à corte de seu irmão Sarria-Kusuh de Karkemish com o pedido de atacar Nuhase. Mursili disse que iria para a área, se o faraó do Egito, também fosse, mas o rei do Egito foi derrotado por alguém que não se menciona e não foi. Sarri-Kusuh derrotou a Nuhase e a situação se estabilizou.

Enquanto se passava isso, no país dos Kaskas um chefe chamado Pihhuniya da terra de Tipiya, unificou as tribos kaskas e se proclamou rei. Pihhuniya iniciou os ataques com os quais conseguiu o domínio da região conhecida como Terra Alta Hitita (região montanhosa ao leste de Hattusha) e da cidade de Istitina que para o pastoreio dos rebanhos dos kaskas. Mursili exigiu ao Rei kaska a evacuação dos territórios ocupados, mas não foi atendido. Mursili foi para Terra Alta e atacou Pihhuniya expulsando-o de lá e recuperando os territórios conquistados. Os kaskas retiraram-se devastando cidades e campos, mas Mursili pacientemente reconstruiu os lugares asolados. O rei chegou a Tipiya, cidade dos kaskas, que a queimou. Pihhuniya se humilhou prostrando-se aos pés do Grande Rei e foi levado para a Hattusha desconhecendo-se sua sorte final. Foi o único rei conhecido dos kaskas.

Mursili saiu de Tipiya e restaurou Istitina como centro das fortalezas da região. Estando lá decidiu combater contra Anniya, rei de Azzi e Hayasa (norte do Eufrates). Azzi acolhera alguns refugiados hititas inimigos de Suppiluliuma I e agora aparecia unida com Hayasa. Mursili exigiu o retorno dos exilados, e o rei Anniya, que se recusou, respondeu com um ataque a Dankuwa.Mursili atacou Ura, uma fortaleza de fronteira que pertencia a Anniya. Este concordou então a retornar os exilados e embora o prometesse numa carta, não conseguiu cumprir com a promessa, já que com certeza os exilados já se puseram a salvo em outros lugares ou morreram. Quando Império Hitita cobrou o cumprimento a Anniya este alega que também Hatti não cumpriu com a entrega dos exilados de Hayasa e Azzi que estavam no reino hitita. Enquanto se faziam as negociações Mursili percebeu que Hutu-Piyanza, que governava Pala, havia de entrar em guerra contra a cidade de Wasumana e o Grande Rei o tinha que ajudar. Mursili enviou Nuwanza, seu copeiro, e os dois em conjunto conseguiram conquistar e destruir Wasumana. Nesse período Mursili foi solicitado em Kizzuwatna pelo sacerdote de Kummani para celebrar um festival religioso e deixou as operações do norte com Nuwanza indo-se para o sul. Ao dar-se conta disso, Anniya de Azzi aproveitou para atacar Istitina e Kannuwara, a primeira foi destruída, mas a segunda resistiu ao ataque e expulsou os atacantes que no entanto passaram a sitiar a cidade.

No nono ano de Mursili, em 1308 a.e.c. diante do fracasso da revolta a Nuhase, os assírios começaram a atacar Karkemish, onde reinava o irmão de Mursili. Como o Grande Rei estava em Kummani para o festival religioso, Sarria-Kusuh de Karkemish reuniu-se lá com ele e estando ali adoeceu e morreu. O ritos fúnebres, fizeram-se na presença do rei. Mursili enviou um tal Kurunta à região de Karkemish para pôr ordem a Nuhase, que talvez tivesse se sublevado e deu-lhe instruções de destruir o alimento (os grãos). Kurunta foi à região e cumpriu a missão, pois Nuhase foi devastada pela fome; Kadesh, rebelde sob o seu rei Aitakkama, foi assediada. Ário-Tesup, ao ver que o grão faltava na cidade assassinou seu pai Aitakkama e se proclamou-se rei declarando a sua lealdade ao Império Hitita e deixando Kurunta entrar na cidade. Aziru de Amurru, reino vizinho a região do conflito, vai permanecer leal e Mursili II reconheceu depois como rei o filho de Aziru, Duppi-Tesup.No norte, Kannuwara continua sob ataque de Anniya de Azzi. Para resolver as coisas, o rei consultou seus deuses sobre o que fazer em Kannuwara e estes foram favoráveis a uma intervenção. O Grande Rei enviou ao príncipe Pilarete-Ziti em auxílio a Nuwanza para comunicar os novos augúrios favoráveis, e por fim os assediantes foram derrotados e um grande número morreu. Mursili saiu de Kummani e foi a Ashtata (Emar), onde construiu fortificações e, estando nesta cidade recebeu a Ário-Tesup de Kadesh e aceitando-o como vassalo. Depois foi a Karkemish para estabelecer um novo rei e proclamou a Sahurunuwa, filho de Sarri-Kusuh e pouco depois recebeu o juramento de Talmi-Sarruma como rei de Kaleb em substituição de Telipinu I, irmão do rei hitita que falecera. Em Karkemish passou a norte, a Tegarama, mas decidiu ainda não atacar Azzi retornando ao sul, a Harã, onde recolheu provisões, e passou ao norte onde atacou a cidade de Yahresa, que atacaram de noite, de surpresa, e incendiou-a; de lá foi para a região de Piggainaresa, onde atacou os kaskas e de lá retornou a Hattusha e passou o inverno na cidade de Hakpis ao norte.

No décimo ano fez a campanha contra Azzi; Anniya não queria fazer frente aos hititas em campo aberto e pôs seu povo nas fortalezas mais inacessíveis; Mursili só conseguiu conquistar duas fortalezas: Aripsa e Duskamma. Aripsa estava em um promontório rochoso no Mar Negro, e Duskamma não devia de estar muito longe. Quando ele conquistou Aripsa, Duskamma rendeu-se voluntariamente. A campanha acabou sem uma vitória decisiva. No décimo primeiro retornou a Azzi e "organizou" a região.

Os anais reais hititas indicam "um sinal do Sol" durante o décimo ano do reinado de Mursili, enquanto se preparava para lançar uma campanha contra os kaskas. Alguns estudiosos atribuíram este sinal a um eclipse. Astronomicamente falando, só há duas possíveis datas para o eclipse: a 13 de abril de 1308 a.e.c. ou 24 de junho de 1312 a.e.c. do calendário juliano. O eclipse de 1312 a.e.c. foi completo e ocorreu ao sul da Anatólia do Norte no início da tarde e sua visão teria sido espetacular para o exército de Mursili estacionado na Hattusha. O eclipse de 1308 a.e.c. foi parcial e teve lugar ao amanhecer e foi visível a sul da Arábia. Somente a sombra teria sido percebida na Anatólia e na Síria.

Em décimo segundo ano, combateu revolta de Mashwiluwa de Mira. O rei não tinha filhos e com permissão de Mursili II adotou o seu sobrinho Kupanta-Kurunta como herdeiro. Inesperadamente um dia o rei sublevou e convenceu a cidade de Pitasa para que se unisse-se a ele. Mursili foi a Sallapa e convocou a Mashwiluwa tentando chegar a um acordo, mas o rebelde negou-se a apresentar-se e fugiu para a terra de Masha. Mursili marchou contra Masha e destruiu-a em parte e enviou novos mensageiros a Mashwiluwa insistindo em que este comparecesse à sua presença e ameaçando as pessoas de Masha com a destruição do país se Mashwiluwa se recusasse. Os habitantes de Masha capturaram Mashwiluwa e o enviaram para o Grande Rei, e foi tratado com clemência (era tio do Rei) e foi-se instalar como governante (sacerdote?) de uma cidade sagrada do rio Siyanta. Mursili reconheceu que o filho adotivo não participou da revolta e num tratado estabeleceu como Kupanta-Kurunta rei de Mira e Kuwaliya, o qual até onde se sabe permaneceu leal a Mursili.

No resto dos anos de seu reinado fez campanhas contra os kaskas em Pala e Tummanna. Em algum momento dominou Mitanni diretamente ou por uma revolta local contra a Assíria. Quando de sua morte foi sucedido por seu filho Muwatalli II.

 

 
Notas:
Referências:

 

BIBBY, Geoffrey, Als Troja brannte und Babylon fiel, Das mythische Zeitalter unserer Kultur, Hamburg, 1964;

CERAM, CW. Le secret des Hittites. Traduit par Henri Daussy. Paris, Librairie Plon;

CONTENAU, G. La civilisation des Hittites et des Hurrites du Mitanni: Payot, Paris 1951;

GOTZE, ALbrecht, Zur Chronologie der Hethiterkonige em "Pesquisas na Ásia Menor", vol. I fasc. I, Weimar, 1927;

LEHMANN, Johannes. Os Hititas: Hemus, São Paulo, 2004.

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FERREIRA FH., O.A. . Portal Templodeapolo.net, Porto Alegre-RS. Disponível em: -. Consulta: 15/10/2018.