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Textos |
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| Ibn Battuta: o maior viajante da Idade Média |
| Civilização Árabe |
Yves D. Papin |
 Abu Abd Allah Muhammad ibn Muhammad ibn Ibrahim al-Luwati at-Tanyi, ou simplesmente Ibn Battuta, nasceu em Tânger em 24 de fevereiro de 1304. Crente fervoroso, aos 22 anos decidiu realizar a peregrinação ritual a Meca que todo muçulmano deve fazer. Aquela seria a primeira de uma série de viagens que o levariam a percorrer aproximadamente 125 mil km durante os 26 anos seguintes.
Ele partiu sozinho em 14 de junho de 1325, sem companheiro nem caravana. Começou a viagem cruzando a atual Argélia, onde visi-tou as cidades de Tremecém, Argel, Bougie, Constantina... |
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| A Canção de Rolando |
| Idade Média |
David Levering Lewis |
 A rota de marcha em retirada tomada pelo exercito de Carlos Magno é hoje uma estrada de duas pistas que se ergue íngreme além de Burguete, um vilarejo basco antigo e um tanto sombrio, que é lembrado nos guias de turismo por seu destaque em O sol também se levanta, de Ernest Hemingway. Como serve de ramificação do caminho de peregrinação ate Santiago de Compostela, um dos locais mais sagrados do catolicismo, a estrada fica especialmente movimentada em julho, quando acontecem as festividades do dia de Santiago. Logo antes de chegar ao pico placas em cuscara (a língua basca) anunciam a aproximação, a 1.177 metros de altitude acima do n&ia... |
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| A Morte de Osíris |
| Mitologia Egípcia |
Luía Manuel de Araújo |
 Ao que parece, o grande deus Rá soube que Nut e Geb secretamente se amavam. Em resposta, lanÇou uma maldição sobre Nut, para que ela não pudesse ter filhos, em qualquer dia do ano. Toth, porém, que também amava Nut, conseguiu graças a magia apoderar-se de partes de vários dias, suficientes para com eles formar cinco dias a mais que poderiam ser acrescentados ao calendário do ano depois do último dia.
No primeiro dia, nasceu Osíris; no segundo, Hórus; no terceiro, Seth; no quarto, Isis, e no quinto, Neftis. Desses cinco deuses, Neftis e Seth casaram-se e o mesmo a... |
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| Ísis e Rá |
| Mitologia Egípcia |
Luís Manuel de Araújo |
 Rá era o grande senhor que tudo criara, céu e terra, homens e deuses e toda a espécie de animais. Era o rei dos homens e dos deuses, sendo infinitamente variado em suas formas e infinitamente variável nos seus propósitos. Era dotado de muitos nomes, sendo alguns deles tão secretos que até mesmo os deuses os desconheciam.
Isis, porem, sentiu grande inveja da omnipotência de Rá. Tinha assumido a forma de uma mulher e tornara-se extremamente persuasiva e muito hábil no uso das palavras.
Infelizmente, criara antip... |
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| As duas interpretações a respeito do Ego |
| Mitologia Chinesa |
Joseph Campbell |
 O termo indiano yoga deriva tia raiz verbal sânscrita yuj, "ligar, juntar ou unir", etimologicamente relacionada com "emparelhar" - uma canga de bois - e é, em certo sentido, análoga à palavra "religião" (latim re-ligio), "ligar de volta ou atar". O homem, a criatura, é ligado de volta a Deus pela religião. Entretanto, a religião, religio, refere-se a uma vinculação historicamente condicionada por meio de uma aliança, sacramento ou livro sagrado, enquanto a ioga é a vinculação psicológica da mente com o princípio superior "pelo qual a mente conhece". |
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| A importância das Musas em Hesíodo e Homero |
| Mitologia Grega |
Fabillane Cabral |
 Aparentemente a Teogonia parece-nos apenas um mero catalogo de nomeações divinas, mas em uma analise mais profunda de seu conteúdo podemos perceber que todo o relato hesiódico vai muito além de nomeações olímpicas, Hesíodo ao compor a Teogonia expôs genealogicamente as gerações divinas e os mitos cosmogônicos, é importante ressaltar que esta ordenação genealógica, não deve ser entendida como uma ordem cronológica pois no tempo mítico não é presente essa relação de "antes e depois" o mito em si não é cronológico ele é contín... |
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| Assassinos: O punhal do fundamentalismo |
| Civilização Árabe |
Marie-Hélène Parinaud |
 No dia 4 de setembro de 1090, Hassan bin Sabbah, um missionário radical, filho de uma poderosa família iraniana da cidade de Qom, conquistou a fortaleza de Alamut, situada no coração das montanhas Elbourz, a 1.800 metros de altitude, no noroeste do Irã. Dali, ele lançaria uma cruzada para impor ao Oriente Médio sua religião: o ismaelismo, ramo dissidente do islamismo xiita que acrescentava aos seis profetas reconhecidos pelo Corão (Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus, Maomé) um sétimo, Ismael.
Bin Sabbah começou então a estabelecer em torno de Alamut uma rede de fortalezas que se estendeu da Sír... |
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| Os Francos |
| Idade Média |
Dadiv Levering Lewis |
 Houve uma época em que poucos dos desfechos relativos aos acontecimentos que deram origem a civilização europeia como a conhecemos hoje poderiam ser classificados como inevitáveis. Às vésperas da chegada do Islã àquele continente, a civilização europeia era apenas - se é que tanto - uma possibilidade. instituições indispensáveis à formação cultural, a estabilidade politica e a vitalidade econômica ou tinham de ser inventadas ou já estavam degradadas além da viabilidade e da capacidade. A nação francesa e o papado, os eixos da Casa da Europa, eram entidades in utero qu... |
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| Os verdadeiros descobridores da América |
| Idade Moderna |
Fabianna Zani (red.) |
 Durante 60 anos, os arqueólogos acreditaram que os primeiros habitantes da américa chegaram ao continente depois de cruzar, há 12 mil anos, uma passagem de terra que ligava a Sibéria e o Alasca, sobre o atual Estreito de Bering. Em 1976, no entanto, vestígios encontrados na região de Monte Verde, no sul do Chile, acabaram por revelar uma outra história: seres humanos já habitavam a América há cerca de 12,5 mil anos. Mais: o achado demonstrou que, se o homem chegou mesmo ao continente pela passagem do norte, isso se deu pelo menos 1,3 mil anos antes do que se imaginava.
A dúvid... |
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| A formação dos primeiros reinos bárbaros |
| Civilização Romana |
David Levering Lewis |
 O medievalista belga Henri Pirenne apresentou uma tese famosa em Mohammed and Charlemagne (Maomé e Carlos Magno), de 1937 um livro inovador em sua época, afirmando que a recuperação da Europa pós-romana foi abafada depois que o Mediterrâneo se transformou em um lago árabe no século VIII. De acordo com essa leitura da historia, as transações politicas, comerciais e culturais do resto do mundo prosseguiam como sempre ao redor da beirada sul do lago "árabe", mas a Europa, fechada e empobrecida, inclinava-se para o norte, em direção ao retrocesso, enquanto se afundava em suas bases teutônicas. Não era a descriç&at... |
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| A História de Maomé e a criação do Islamismo |
| Civilização Árabe |
David Levering Lewis |
 As caravanas de Meca, carregadas de tâmaras, especiarias, perfumes e escravos saiam do deserto, para o norte e para o oeste, ate a Palestina judaico-cristã e a Síria cristã, ou para o sul, ate o Iêmen, e para o oeste, atravessando o mar Vermelho ate a Etiópia cristã. Uma dessas fileiras de camelos que passou pela cidade de Bostra (Busra), na fronteira da Síria, por volta de 582, carregava Muhammad ibn Abd Allah (Maomé, com 11 ou 12 anos, para fora da Arábia pela primeira vez, junto ao do que era seu guardião, Abu Talib). Bostra era uma cidade grande e agitada, localizada na interseção de cinco rotas comerciais. Sua sé episcopal tinh... |
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| O mito da queda do homem nas mitologias judaico-cristã e indiana |
| Mitologia |
Joseph Campbell |
 A extensão da divergência entre as mitologias e em consequência as psicologias - do Oriente e do Ocidente no decorrer do período entre o nascimento da civilização no Oriente Próximo e a época atual de redescoberta mútua, fica evidente nas respectivas versões opostas da mesma imagem mitológica do primeiro ser, que originalmente era um, mas se tornou dois.
"No princípio", afirma um exemplo indiano de c.700 a.e.c., preservado no Brhadaranyaka Upanisad, este universo não era nada senão o Si-Próprio na forma de um homem. Ele olhou em volta e viu q... |
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| Os feitos e a natureza de Demeter |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Embora suas sacerdotisas iniciem as noivas e os noivos nos segredos do ato matrimonial, Demeter, a deusa dos trigais, não tem seu próprio esposo. Quando ainda era jovem e alegre, ela pariu Core e o robusto laco fora do matrimonio, filhos de seu irmão Zeus. Também deu a luz Pluto, apos deitar-se com o titã Jásio, por quem se apaixonara durante o casamento de Cadmo e Harmonia. Estimulados pelo nectar que fluía como água no banquete, os dois amantes saíram furtivamente da casa e se deitaram em um campo arado três vezes. Ao retornarem, adivinhando o que haviam feito pela expressão de seus semblantes e pelo barro que tinham nos braços e nas pernas, Z... |
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| A origem do Islã e os primeiros conflitos com o ocidente |
| Civilização Árabe |
David Levering Lewis |
 O Islã ascendeu quando Roma caiu. Nos primeiros anos do século VI da Era Comum(d.e.c.) o caminho se abriu muito para que o Islã conquistasse o mundo; como em um piscar de olhos os árabes realizaram a maior revolução de poder, religião, cultura e riqueza da historia - e tudo isso fez da Europa a Europa. Os historiadores tem uma infinidade de relatórios de autopsia para explicar a ascensão e a queda do Império Romano. Mas nenhum deles usa o poder explanatório da morte para explicar a desventura imperial do Irã. A Roma greco-latina e o Irã persa eram impérios que se espelhavam em sua expansão militar, criação de ... |
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| Os feitos e a natureza de Hefesto |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Hefesto, o deus ferreiro, era tão fraco quando nasceu que sua mãe, Hera, desgostosa, atirou-o do alto do Olimpo para se livrar da vergonha que o lamentável aspecto de seu filho lhe causava. Contudo, ele sobreviveu a essa desventura sem qualquer dano físico, porque, ao cair no mar, Tetis e Eurinome estavam por perto para resgata-lo. Essas amáveis deusas o abrigaram em uma gruta submarina, onde ele instalou sua primeira forja e recompensou a gentileza das duas, confeccionando-lhes todo tipo de adornos e objetos uteis.
Um dia, passados já nove anos, Hera se encontrou com Tetis, que por acaso portava um broche feit... |
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| Período Pós-Clássico Maia |
| Civilização Maia |
Peter Gendrop |
 Com a chegada dos Toltecas a Tula, em fins do século X, uma nova ordem se instaura na Mesoamerica, que será retomada por outros povos (dentre os quais os Astecas constituirão, segundo Miguel Covarrubias, a última chama e a mais espetacular"). Já latente em muitas regiões, o militarismo se aperfeiçoa e passa a constituir assunto de Estado; a partir dai se verá o guerreiro ocupar o lugar até então reservado exclusivamente ao sacerdote. Instauram-se sacrifícios macros e, dentre os ricos tributos arrancados aos povos submetidos, começam a aparecer objetos de ouro, prata, cobre, metais que, ainda que tardiamente, fazem enfim a sua apariç&atil... |
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| O declínio do mundo clássico Maia |
| Civilização Maia |
Paul Gendrop |
 Pois esse mundo clássico chega ao seu final. Por motivos muito diversos, ainda difíceis de discernir em sua totalidade, o frágil equilíbrio politico e cultural - que os povos da Mesoamerica haviam conseguido manter durante séculos - pouco a pouco se desagrega, começando por Teotihuacan, que ate então brilhara como verdadeiro "farol" espiritual (administrando sem duvida um status quo que Wigberto Jimenez Moreno denomina a Pax Teotihuacana), mas cujas influencias, amplamente difundidas entre os Maias, não chegaram a alterar substancialmente as tradições culturais desse povo. Parcialmente destruída por um incêndio por volta de 650... |
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| A Idade de Ouro dos Maias |
| Civilização Maia |
Paul Gendrop |
 Após um período de estagnação relativamente pronunciada, entre 534 e 613 (designado pelos antropólogos anglo-saxões como hiatus), e que se traduz principalmente pela lentidão generalizada na construção de estelas datadas e outros monumentos, uma efervescência inusitada vai agitar as Terras Baixas, levando ao ponto culminante as tendências regionais que vinham há algum tempo amadurecendo em certas cidades e fomentando um surto, por vezes efêmero, em muitos outros lugares que até então haviam permanecido discretamente nas sombras. Para esse grande "salto a frente" que é a fase clássica "recente" (cujo pont... |
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| O despertar da Civilização Maia Clássica |
| Civilização Maia |
Paul Gendrop |
 Existem poucos exemplos na historia da humanidade de uma civilização surgida dentro de um meio natural tão pouco propicio como Peten (onde atualmente, alias, não vivem mais que uns poucos índios Lacandons, sem contar as turmas de chicleros que extraem da sapota o látex destinado a fabricação da goma de mascar). Tendo um subsolo essencialmente calcário, revestido de uma fina camada de humo, o relevo enrugado é frequentemente tortuoso apresenta aqui e ali bajos ou pântanos sazonais, aguadas ou pontos de agua frequentemente remanejados pelo homem, uns raros lagos ou lagunas e um numero ainda menor de cursos de agua. Retalhada por savanas... |
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| Os feitos e a natureza de Artemis |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Artemis (Diana), irmã de Apolo, anda armada de arco-e-flecha e, como ele, possui tanto o poder de lanrçar pragas ou morte súbita sobre os mortais quarto o de curá-los. Ela é a protetora das crianças pequenas e de todos os animais no período de lactancia, mas também adora a caça, sobretudo a de cervos.
Artemis tinha apenas três anos de idade quando, um dia, sentada sobre os joelhos de seu pai, Zeus, ele lhe perguntou que presentes desejava. Ela respondeu, sem pestanejar: "Peço que me conceda virgindade eterna e me dê tantos nomes quantos tem meu irmão Apolo; um arco... |
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| Os feitos e a natureza de Apolo |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Apolo, filho de Zeus e Leto, nasceu de sete meses, mas os deuses crescem muito depressa. Temis o alimentou com néctar e ambrosia, e quando amanheceu o quarto dia ele pediu um arco-e-flecha, providenciado na mesma hora por Hefesto. Ao sair de Delos, dirigiu-se diretamente ao monte Parnaso, onde estava a sua espreita a serpente Piton, inimiga de sua mãe, e feriu-a gravemente com suas flechas. Piton fugiu para o Oraculo da Mãe Terra na cidade de Delfos, assim chamada em homenagem a seu companheiro, o monstro Delfim. Mas Apolo atreveu-se a persegui-la ate o santuário e ali a matou, junto ao precipício sagrado.
Informado p... |
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| Os feitos e a natureza de Hestia |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 O maior mérito de Hestia (Vesta, entre os romanos) e ter sido a única, entre as divindades olímpicas, que nunca participou de guerras ou disputas. Além disso, assim como Artemis e Atena, ela sempre resistiu ao assedio amoroso de deuses, titãs e outros. Assim, depois do destronamento de Cronos, quando Posídon e Apolo apareceram como pretendentes rivais, ela jurou pela cabeça de Zeus que permaneceria virgem para sempre. Em agradecimento por ela ter servido a Paz no Olimpo, Zeus passou a oferecer-lhe a primeira vitima de todo e qualquer sacrifício publico.
Uma vez, em uma festa observada pelos deuses... |
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| Sêneca saúda o amígo Lucílio: A fuga de si mesmo |
| Filosofia Clássica |
Sêneca |
 Pensas que só a ti isso aconteceu e te admiras como se fosse uma coisa nova o fato de em tão longa peregrinação e em tanta variedade de lugares não teres tirado a tristeza e a gravidade da mente? Deves mudar o ânimo, não o céu. Mesmo que atravesses o vasto mar, mesmo que, como diz o nosso Virgílio, "Se percam a terra e as cidades", os vícios te seguem e te perseguem aonde quer que vás.
Sendo perguntado sobre isso, Sócrates disse: "Por que te admiras de que em nada as viagens te beneficiem quando te levas contigo? Vai atrás de ti a mesma causa que te faz fugir." A ... |
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| Os feitos e a natureza de Ares |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 O Ares trácio adora a batalha pela batalha, e sua irmã Eris está sempre criando motivos para desencadear uma guerra, seja difundindo rumores ou semeando ciúmes e invejas. Como ela, Ares nunca privilegia uma cidade ou um partido, mas luta de um lado ou de outro, de acordo com sua inclinação, deleitando com a matança de gente e o saque de cidades. Todos os seus colegas imortais o deiam, desde Zeus e Hera até o mais inferior, exceto Eris, Afrodite - que alimenta uma paixão perversa por ele - e o voraz Hades, que dá boas-vindas aos valentes jovens guerreiros mortos em guerras sangrentas.
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| Os feitos e a natureza de Afrodite |
| Civilização Grega |
Robert Graves |
 Raramente se conseguia convencer Afrodite a emprestar as outras deusas seu cinto mágico, que fazia com que todos se apaixonassem pela portadora, pois tinha muito ciúmes de sua vantajosa posição. Zeus a havia cedido em matrimonio a Hefesto (Vulcano, entre os romanos), o deus ferreiro coxo, mas o verdadeiro pai de seus três filhos - Fobos, Deimos e Harmonia - era Ares, o impetuoso, ébrio e irascível deus da guerra, de membros fortes e bem formados. Hefesto ignorava a traição, ate que, uma noite, os amantes permaneceram tempo demais na cama do palácio de Ares, na Trácia. Quando Hélio se levantou e viu que estavam se divertindo, foi contar tudo a He... |
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| Os feitos e a natureza de Hermes |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Quando Hermes nasceu, no monte Cilene, sua mãe Maia o embrulhou em fraldas e o colocou sobre uma ventoinha de limpar trigo, mas ele cresceu e se transformou em garoto numa rapidez tão assombrosa que bastou a mãe virar-lhe as costas por um momento para ele desaparecer em busca de aventuras. Chegando em Pieria, onde Apolo guardava um excelente rebanho de vacas, Hermes decidiu rouba-las. Contudo, temendo que seus rastros o traíssem, ele rapidamente confeccionou vários sapatos a partir da casca de um carvalho tombado e os amarrou com grama trançada as patas das vacas, conduzindo-as durante a noite pela estrada. Ao descobrir a perda, Apolo rumou-pare o oeste, ate Pilus, e pare o leste, ate ... |
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| Os túmulos dos Átridas |
| Civilização Grega |
Catherine Salles |
 Sob um céu de um azul intenso ao centro de uma coroa de montanhas áridas, a acrópole de Micenas ergue suas maciças fortificações. Em um espaço circular, situado ao longo da rampa que leva à porta do palácio, dezenas de operários escavam o solo sob o calo acabrunhante do sol. Ao redor deles, varias estelas de pedra gravadas com motivos em espiral, enquadrando cenas de caça, indicam que o local já abriga vários túmulos.
Trata-se nesse momento de realizar o enterro de um dos reis de Micenas, cuja ultima morada ficara perto do palácio onde viveu. Os ope... |
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| Os feitos e a natureza de Posídon |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Zeus, Poseidon e Hades, apos destronarem seu pai Cronos, tiraram a sorte em um elmo para decidir quem governaria o céu, o mar e o lúgubre mundo subterrâneo, deixando a terra como domínio de todos. Zeus ganhou o céu; Hades, o mundo subterrâneo; e Poseidon, o mar. Este ultimo, igual a seu irmão Zeus em dignidade mas não em poder, e sendo de natureza áspera e combativa, pôs-se imediatamente a construir seu palácio submarino perto de Aegae, na Eubeia. Em seus espaçosos estábulos guardava cavalos brancos de tração, com cascos de bronze e crinas douradas, e um carro de ouro que fazia com que, ao aproximarem-se, os ventos de tempesta... |
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| Eros |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Alguns estudiosos afirmam que Eros, nascido do ovo primordial engendrado pela Noite, foi o primeiro dos deuses, pois sem ele nenhum dos outros poderia ter nascido. Consideram-no contemporâneo da Mãe Terra e de Tártaro e negam que tivesse pai ou mãe, a não ser que tenha sido obra de Ilitia, a deusa do parto.
Outros dizem que era filho de Afrodite com Hermes ou com Ares, ou com o próprio pai dela, Zeus, ou filho de Iris com o Vento Oeste (Zefiro). Ele era um garoto travesso que não demonstrava nenhum respeito pela idade ou pela posição social, mas voava por ai com asas douradas, lançand... |
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| Teseu, o herói que inspirou Imortais |
| Civilização Grega |
Marlene Suano |
 Teseu é o grande herói da cidade de Atenas e de toda a Ática, região periférica da Grécia onde fica a atual capital do país. O guerreiro é também o personagem da mitologia grega que mais mescla lenda e realidade histórica.
Assim como a maioria das divindades e heróis, a primeira referência que temos de Teseu está na Iíada de Homero, a epopeia que narra a luta dos aqueus contra os troianos para resgatar a rainha Helena. No primeiro canto do poema, o rei Nestor, da cidade grega de Pilos, diz ao herói Aquiles e ao rei Agamêmnon que já havia... |
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| Os Filhos de Zeus |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Zeus, o eterno enamorado, deitou-se com numerosas ninfas descendentes dos titãs e dos deuses e, depois da criação do homem, deitou-se também com mulheres mortais. Nada menos que quarto divindades olímpicas maiores nasceram-lhe ilegítimas. Primeiro, ele gerou Hermes (Mercúrio) com Maia, filha de Atlas, que o pariu numa caverna do monte Cilene, na Arcádia. Depois, gerou Apolo e Artemis (Diana, entre os romanos) com Leto (Latona, entre os romanos), filha dos titãs Ceo e Febe, tendo-a transformado e a si próprio em codornizes, enquanto copulavam. Mas a ciumenta Hera mandou a serpente Piton perseguir Leto mundo afora e decretou que ela não deveria dar a lu... |
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| O Império Romano não acabou em 476 |
| Civilização Romana |
Bruno Fiuza editor História Viva |
 Em entrevista exclusiva, o professor Chris Wickham, da Universidade de Oxford, apresenta uma nova interpretação da passagem da Antiguidade clássica para a Idade Média
O professor Chris Wickham, do Departamento de História da Universidade de Oxford, é hoje um dos mais respeitados estudiosos da chamada Antiguidade Tardia, período que marca a passagem da Era Clássica para a Idade Média. E determinar as diferenças entre esses dois mundos é a grande questão que orienta suas pesquisas. Em 2005, ele apresentou o resu... |
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| Os Bárbaros Germanos |
| Civilização Romana |
Pedro Gomes Barbosa |
 1- Os Bárbaros
Depois de alguns séculos de supremacia, e outros (poucos) de paz, o Império Romano viu-se confrontado, a partir do século III, com ameaças à sua integridade e à sua estabilidade. Na realidade, as agressões tiveram o seu início ainda nos finais do século II, obrigando imperadores como Marco Aurélio a prolongadas estadias nas fronteiras da Germânia. Mas tratava-se, sobretudo, de incursões de pilhagem por parte de alguns grupos germânicos, sem uma intenção de conquista. E, até a segunda metade do sécul... |
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| Da importância da idade na guerra, segundo Tácito |
| Civilização Romana |
Catarina I. S. Gaspar |
 O esforço físico pelo desgaste nos combates e nas longas caminhadas pelas estradas do Império, com o pesado equipamento, eram algumas das duras exigências que se colocavam aqueles que integravam o exercito romano. A vida militar exigia uma preparação física que nem todos teriam e que, naturalmente, se ia perdendo, com o passar dos anos.
As Historias de Tácito correspondem, na parte que hoje conhecemos, a narração dos acontecimentos do conturbado ano 69 d.e.c., o ano dos quatro imperadores. A leitura atenta, a importância da idade na guerra, demonstra-nos que o autor utiliza a id... |
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| Zeus e Hera |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Só Zeus, o pai do Céu, podia controlar o raio. Era com a ameaça do seu lampejo fatal que controlava sua família briguenta e rebelde do monte Olimpo. Ele também ordenava os corpos celestes, compunha leis, fazia cumprir juramentos e pronunciava oráculos. Quando sua mãe Reia, prevendo os problemas que sua lascívia viria a causar, proibiu-o de se casar, ele, furioso, ameaçou viola-la. Apesar de ela imediatamente ter-se transformado em uma serpente apavorante, Zeus não se deixou intimidar, transformando-se, por sua vez, em uma serpente macho que, enrolando-se nela num no indissolúvel, cumpriu a ameaça. Foi então que começou sua longa s... |
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| Facies uictoriae - o rosto da vitoria na historiografia de Tácito |
| Civilização Romana |
Maria Cristina de Castro e Maia de Sousa Pimentel |
 Acostumamo-nos a ouvir e a ler nos meios de comunicação eufemismos que escondem realidades terríveis. Com tais eufemismos talvez tentemos não ouvir e não ver o que não queremos sentir: o sofrimento dos outros. Na crueldade da guerra, aceitamos que nos falem de "danos colaterais" para designar populações civis que são massacradas sem nada terem feito, inermes e indefesas, quantas vezes colhidas no seu quotidiano pacífico, em um mercado, em uma festa de casamento, em um passeio com a família. Na lógica dos senhores do mundo, aceitamos que nos falem de "guerra preventiva" para designar a guerra que, sem esperar o ataque, se diz fazer para dissuadi... |
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| O Papa e o Imperador: Confusão política na Idade Média |
| Idade Média |
Jacques le Goff |
 No plano politico da evolução histórica, os fenômenos aparecem muitas vezes complexos, perdidos nas particularidades dos homens, dos acontecimentos, e dos textos dos historiadores facilmente seduzidos por tais aparências e aparições superficiais. A historia política do Ocidente medieval é especialmente complicada porque reflete o extremo desmembramento em virtude da fragmentação da economia e da sociedade, e do monopólio dos poderes públicos pelos chefes de grupos mais ou menos isolados. Mas a realidade do Ocidente medieval não está somente nesta atomização da sociedade e do governo, está também na... |
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| Hera e seus filhos |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Hera (Juno), filha de Cronos e Reia, nasceu na ilha de Samos ou, segundo outras fontes, em Argos, e foi criada na Arcádia por Temeno, filho de Pelasgo. As Estações eram suas pajens. Após haver banido seu pai Cronos, Zeus, irmão gêmeo de Hera, procurou-a em Knossos, em Creta ou, diz-se, no monte Tornax (chamado agora de montanha do Cuco), na Argólida, onde a cortejou, primeiro sem nenhum sucesso. Somente quando ele se disfarçou de cuco molhado e que Hera teve pena do irmão e o aqueceu carinhosamente no peito. Zeus, então, retomou imediatamente sua forma verdadeira e a violou, forçando-a a casar-se com ele por causa da vergonha.
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| O feudalismo ocidental |
| Idade Média |
Jacques le Goff |
 As grandes heresias dos séculos 12º e 13º tem sido às vezes definidas Como:"anti-feudais". Embora o termo seja contestável no âmbito de uma análise detalhada, tem validade no âmbito de uma explicação global.
Ao contestar a própria estrutura da sociedade, essas heresias atacavam seu ânago: o feudalismo.
A feudalização e o movimento urbano são dois aspectos de uma mesma evolução que organiza ao mesmo tempo o espaço: e a sociedade. Para retomar a terminologia de D... |
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| Afrodite |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Afrodite (Vênus), deusa do desejo, surgiu nua da espuma do mar e, cavalgando uma concha de vieira, onde primeiro pôs os pés foi na ilha de Citera. Porém, considerado-a apenas uma ilhota, cruzou o Peloponeso e, finalmente, passou a residir em Pafos, no Chipre, ainda hoje a principal sede de seu culto. Plantas e flores cresciam por onde ela pisasse. Em Pafos, as Estações, filhas de Temis, apressaram-se em vesti-la e adorna-la.
Há quem afirme que ela surgiu da espuma formada pelos testículos de Urano, quando Cronos os atirou ao mar. Conta-se também que Zeus a gerara com Dione, filha de Oceano e ... |
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| O renascimento urbano da Baixa Idade Média |
| Idade Média |
Jacques le Goff |
 Ao mesmo tempo em que Jerusalém monopolizava as imaginações ocidentais, outras cidades, mais reais e com melhor futuro na Terra, se desenvolviam no Ocidente.
Grande parte destas cidades já existiam antes do, ano mil, remontando à Antiguidade ou talvez antes. Mesmo em territórios bárbaros, cristianizados tardiamente, como os dos Escan4inavos, Germânicos e Eslavos, as cidades medievais constituíam um prolongamento das aldeias primitivas: o grod eslavo, o wik nórdico. Raros foram os estabelecimentos urbanos surgidos ex nihilo na Idade média. Ent... |
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| As galeras de guerra da Antiguidade |
| Civilização Grega |
José Varandas |
 O que há de mais cruel do que o combate naval, onde os homens morrem afogados nas águas, ou queimados nas chamas? É necessário que os marinheiros se protejam, que vistam uma armadura ou uma couraça, que ponham um capacete e atem grevas nas pernas. Devem escolher escudos bem sólidos e largos para se defenderem das pedras arremessadas, dos arpões, dos dardos, das flechas, dos pesados projéteis lançados por balistas e escorpiões. E é preciso arranjar coragem quando as pontes de madeira caírem sobre o convés do barco inimigo, para onde correm e onde combatem corpo a corpo até ao fim. Outros ocupam torres e plataformas elevadas, de ond... |
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| A origem líbia de Atena |
| Mitologia Grega |
Robert Graves |
 Conforme os pelasgos, a deusa Atena nasceu às margens do lago Tritônis, na Líbia, onde foi encontrada e criada pelas três ninfas da Líbia, que se vestem com pele de cabra. Em sua infância, ela matou acidentalmente sua amiguinha Palas, enquanto brincavam de lutar com lança e escudo, e, como sinal de sua tristeza, colocou o nome de Palas antes do seu. Chegando à Grécia após passar por Creta, ela viveu primeiramente na cidade de Atenas, às margens do rio Tritão, na Beócia.
Platão identificou Atena, padroeira de Atenas, com a deusa líbia Neith, que pertenc... |
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| O Brasil Indígena |
| Idade Moderna |
Eduardo Bueno |
 Quem são, de onde vieram, para onde vão? Cinco séculos depois do primeiro encontro, os indígenas do Brasil permanecem um mistério para o homem branco. Não se pode afirmar com certeza de onde vieram, embora a teoria da migração via estreito de Behring continue sendo a mais provável - mesmo tendo perdido a exclusividade. Quando teriam chegado à América também é assunto ainda polêmico: 12 mil, 38 mil, ou 53 mil anos atrás? Ninguém sabe ao certo. Sabe-se apenas que aqui estavam.
De qualquer modo, sua simples presença já configurava u... |
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| A criança e a guerra na Grécia Antiga |
| Civilização Grega |
Nuno Simões Rodrigues |
 As palavras transcritas correspondem a versos de uma tragédia grega: As Troianas, de Eurípides. Quem as diz e Andrômaca, uma das cativas, a mulher de Heitor, que estás prestes a perder o seu filho de tenra idade, Astíanax, príncipe de Troia, pela implacabilidade que os Aqueus estão prestes a manifestar, numa demonstração inequívoca de vitória. O nome do menino deixa-nos suspeitar das razões do seu. sacrifício: asty anax, "o senhor da cidade". A herança que o filho de Heitor e neto de Príamo carrega faz dele uma vítima propiciatória e necessária num contexto de guerra. Mortos os grandes ... |
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| Antes do Brasil |
| Idade Contemporânea |
Eduardo Bueno |
 No Brasil, como no restante do Novo Mundo, o que separa a história da pré-história é mais do que um mero prefixo. Existe, entre os dois períodos, um abismo de desconhecimento e incompreensão. Embora o trabalho dos arqueólogos literalmente se aprofunde cada vez mais, restam ainda imensas lacunas a respeito dos habitantes que, em tempos remotos, ocupam o território que viria a ser o Brasil. O que já se sabe, porém, permite afirmar que a herança "pré-histórica" - ou seja, o legado dos povos que por no mínimo dez milênios aqui viveram - é bem mais sólida e está muito mais presente do que o senso comum em ger... |
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| A instalação dos bárbaros na europa nos séc. V e VII |
| Idade Média |
Jacques le Goff |
 O Ocidente medieval nasceu das ruinas do mundo romano. Nelas encontrou ao mesmo tempo apoios e desvantagens. Roma foi seu-alimento e sua paralisia.
Desde a sua fundação por Romulo, a historia romana, mesmo em seus êxitos, não deixa de ser a história de uma grande clausura. A cidade agregou em torno de si um espaço obtido nas conquistas ate um perímetro de defesa que impôs a si própria no século lº° d.e.c. para fechar-se atrás do limes verdadeira Muralha da China do mundo ocidental. E, no interior desta muralha, explorava sem criar: não, houve nenhuma ino... |
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| Massacres rituais nos templos Ptolomaicos |
| Civilização Egípcia |
José das Candeias Sales - Professor auxiliar da Universidade Aberta e investigador do Centro de história da Universidade de Lisboa |
 Construir foi uma atividade carismática do faraó egípcio de todas as épocas, incluindo também o período ptolomaico. Todos os Lágidas, até ao final da dinastia, cumpriram zelosamente as suas obrigações piedosas para com os deuses autótones egípcios, construindo, reconstruindo e decorando santuários, capelas e complexos religiosos. O programa de construções de "moradas divinas" (hut-netjer) dos faraós da dinastia ptolomaica correspondeu a um intencional e estruturado projeto de afirmação e de consolidação políticas e foi um ativo meio de legitimação da sua domin... |
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| Breve história de massacres humanos, de Tróia à 2ª guerra |
| Idade Contemporânea |
João Medina |
 O fenômeno massacre, ainda que, em geral associado a uma guerra em curso, tem a sua especificidade, na medida em que não constitui um ato guerreiro propriamente dito, mesmo quando praticado por soldados no curso de combates de um conflito bélico, porquanto a sua qualidade própria pouco tem a ver diretamente com soldados e combates, antes com homicídio sistemático ou volumoso, de populações civis, portanto indefesas, quase sempre constituídas por mulheres, crianças e idosos, em cidades ou regiões investidas por forças armadas que as dizimam de modo brutal, estivesse esse ato ou não relacionado com a sorte de batalhas que se travavam entre ... |
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| O fim da era viking no Atlântico Norte |
| Idade Média |
James Graham-Campbell |
 A presença escandinava durou muito mais tempo no Noroeste da Grã-Bretanha que no Sul. Após o período inicial de incursões nas ilhas da Escócia e na parte setentrional do território britânico, os colonos nórdicos criaram profundas raízes que ainda hoje podem ser localizadas em topônimos remanescentes e em outros elementos da língua: efetivamente, o norn - uma variação regional da língua norueguesa - era falado e entendido nas ilhas Orcades no século passado. Alguns estilos de construção de telhado também são uma prova da perdurável influência norueguesa.
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| As influências vikings no oriente e na Rússia |
| Civilização Viking |
James Graham-Campbell |
 Os escandinavos que navegaram para o ocidente eram principalmente noruegueses e dinamarqueses, coisa muito natural dada à sua situação geográfica e à antiga orientação para ocidente dos seus contatos culturais. Os vikings suecos percorreram também longas distancias entre os séculos IX e X, mas naturalmente se fixaram no Oriente, onde encontraram culturas muito diferentes. Para lá das terras eslavas do Báltico Meridional e Oriental (a região ocupada hoje em dia pela parte oriental da Alemanha, Polônia, Lituânia, Letônia e Estônia), as suas viagens os levaram através do golfo da Finlândia até os grandes... |
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| A colonização viking do Atlântico Norte |
| Civilização Viking |
James Graham-Campbell |
 Vários dos vikings que deixaram a Noruega para fazer incursões ao longo das costr da Escócia e da Irlanda permaneceram ali como agricultores. Mas alguns deles - ou alguns da segunda geração de colonos - rapidamente navegariam de novo para ocidente, desta vez com destino ao Atlântico Norte: as ilhas Feroe, a Islândia e, finalmente, a Groenlândia e a América do Norte. Outros fizeram a viagem diretamente para oeste partindo da Noruega. Muitos sustentam que a casualidade desempenhou o papel principal na migração viking para ocidente, mas a esta distância no tempo é difícil saber até que ponto a necessidade e a resoluçã... |
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| As invasões vikings no mundo celta |
| Civilização Celta |
James Graham-Campbell |

Assim como aconteceu com outras regiões da Europa Ocidental no final do século VIII, a Escócia sofreu incursões temporárias dos vikings ao longo das suas costas. Como na Inglaterra e na França, os bens religiosos corriam especial perigo. Registraram-se ataques a vários centros monásticos, e a abadia na diminuta ilha de Iona, fundada em 563 pelo irlandês S. Columba, foi assaltada três vezes em pouco mais de dez anos, em 795 (dois anos depois do primeiro ataque viking registrado, em Lindisfarne), 802 e 806; o perigo era tanto, que parte da comunidade se retirou para Kells, na Irlanda (fundada em 807), para maior segurança. |
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| Diálogo mítico entre oriente e ocidente |
| Mitologia Suméria |
Joseph Campbell |
 O mito do eterno retorno, que continua sendo essencial na via oriental, revela uma ordem de formas imutáveis que surgem e ressurgem ao longo do tempo. A rotação diária do sol, o minguar e o crescer da lua, o ciclo do ano e o ritmo de nascimento, morte e renascimento no mundo orgânico, representam um milagre de surgimento contínuo, fundamental à natureza do universo. Todos conhecemos o mito arcaico das quatro idades - do ouro, da prata, do bronze e do ferro - em que o mundo é mostrado em seu declínio, sempre para pior. Em seu devido tempo ele se desintegrara no caos, apenas para ressurgir, viçoso como uma flor, e recomeçar espontaneamente seu curso inev... |
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| A expansão marítima portuguesa |
| Idade Moderna |
Francisco Bethencourt |
 A conquista de Ceuta, em 1415, foi o momento fundador da diáspora global portuguesa. Durante o século XV, os Portugueses levaram a cabo várias missões de reconhecimento no Atlântico Central e Sul, que conduziram a descoberta das ilhas de Porto Santo e Madeira, dos Açores, do arquipélago de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe, e a exploração da costa ocidental da África. A colonização destas ilhas atlânticas, iniciada na década de 1420, precedeu o estabelecimento de feitorias e fortes em Marrocos, na Senegâmbia e no golfo da Guiné. Em 1487, setenta anos de vasta experiência portuguesa das corre... |
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| Os Vikings |
| Idade Média |
James Graham-Campbell |
 Para os historiadores, a época viking começa convencionalmente com o primeiro ataque que se conhece de uma frota norueguesa ao indefeso mosteiro de Lindisfarne, uma ilha perto da costa nordeste da Inglaterra, em 793, e termina no século XI após a conversão ao cristianismo de todos os países escandinavos. Para os arqueólogos, que recorrem a provas materiais como sinais de mudança cultural mais que a acontecimentos históricos para anunciar novos períodos na historia da humanidade, as datas são um pouco diferentes. Uma mudança cultural pode derivar de muitos fatores e manifesta-se de diferentes maneiras. As alterações internas podem ... |
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| A escandinávia antes dos Vikings |
| Idade Média |
James Graham-Campbell |
 Os primeiros escandinavos foram povos nômades, que viviam da caça, da pesca e da colheita de plantas silvestres. Viviam em acampamentos temporários, situados principalmente ao longo das costas, nas margens dos rios e dos Lagos para se beneficiarem dos seus recursos alimentares: peixes, crustáceos, mamíferos e aves marinhas, e os animais que rondavam pelos campos próximos. Perseguindo a caça, mudavam o lugar do seu acampamento, e, portanto, deixaram poucos vestígios além das suas ferramentas e armas, feitas de sílex e de contras pedras, e de algumas sepulturas de pessoas, que foram enterradas junto dos acampamentos. Este tipo de existência migrató... |
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| A influência dos carolíngios na formação do cristianismo ocidental |
| Idade Média |
Michel Angold |
 Foi no curso da disputa iconoclasta que o cristianismo ocidental surgiu como uma entidade distinta, mais ou menos cortados os Laços com Constantinopla e o cristianismo oriental. Há muito se considera a coroação imperial de Carlos Magno em Roma, no dia de Natal de 800, como o evento simbólico que assinalou essa separação, mas a unidade das duas metades do Império Romano sempre foi artificial. Por mais que possa ter havido interfertilizações no decorrer dos séculos, por mais comum que possa ter sido o bilingüismo entre a elite instruída, sempre permaneceram duas culturas distintas: uma latina e a outra grega. Isso foi disfarçado pelo ... |
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| Da brevidade da Vida - Sêneca saúda o amigo Lucílio |
| Filosofia Clássica |
Lucius Annaeus Seneca |
 Meu Lucílio, é de fato alguém indiferente e negligente quem traz à memória um amigo a partir da visão de algum lugar. Algumas vezes, lugares familiares evocam em nosso espírito a lembrança adormecida, permitem que a memória se apague, mas a despertam do torpor; assim se reanima a dor de quem sofre, mesmo que seja algo já amortecido pelo tempo, tal como a visão de um servo doméstico ou uma roupa ou a casa. Eis corno a Campânia e, sobretudo, Nápoles, e a vista da tua Pompéia, de modo incrível, trouxeram ate mim lembranças tuas: tu estás inteiro diante de meus olhos. É como se fosse o momento de noss... |
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| O Iconoclasmo bizantino e o triunfo da religião ortodoxa |
| Império Bizantino |
Michael Angold |
 Bizâncio parecia ser uma causa perdida nos anos inaugurais do século VIII. O povo parecia mais interessado em suas próprias rivalidades politicas do que em enfrentar o inimigo. Em 715, diante de mais uma rebelião, o imperador da época abandonou Constantinopla e retirou-se para a maior segurança de Tessalonica. O moral bizantino estava tão baixo que numa cidade provinciana a população recorreu ao sacrifício de um bebe para conter os muçulmanos. A primeira linha de defesa devia ser o exercito do thema Anatólio, mas seu governador, um sírio chamado Leão, mais conhecido como Leão III (717-41), chegou a um acordo com os ... |
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| Ascenção e formação da cultura islâmica |
| Islamismo |
Michael Angold |
 Os Gassânidas e os Omíadas
Sob 'Abd al-Malik e seu filho al-Walid (705-15), o Islã surgiu como uma civilização distinta. O árabe substituiu o grego como a língua da administração. Foi a culminação de um processo que se iniciara antes de Maome começar a pregar sua mensagem. Em termos superficiais, pelo menos, as conquistas muçulmanas do Crescente Fértil obedeceram a um antiqüíssimo padrão, que viu as tribos árabes do centro ou do sul da península se mudarem para essas terras. Houve uma perturbaçã... |
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| O colapso da vida urbana |
| Império Bizantino |
Michael Angold |
 A história do mundo mediterrâneo é de unidade e diversidade. Durante algum tempo, Roma conseguira unir o mundo mediterrâneo, mas, por volta do século III, a cidade não mais cumpria esse papel. Nos séculos V e VI, Constantinopla tomou seu lugar, embora seu domínio jamais houvesse sido tão assegurado quanto fora o de Roma. A autoridade política do imperador em Constantinopla mal influiu nos reinos bárbaros que surgiram no Ocidente no decorrer do século V Em termos culturais, o Mediterrâneo iria parecer mais diverso no século VI que na Era dos Antoninos, quando Roma se achava no auge do poder. Grande parte disso coube ao cristianismo, q... |
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| O fogo domado pela cruz |
| Idade Média |
Pierre Paillard (Com redação de História Viva) |
 Com a evangelização da Europa, os cultos da Antigüidade à fecundidade e ao Sol, que aconteciam no dia do solstício de verão, foram integrados ao cristianismo. Passaram a acontecer no dia 24 de junho, festa do nascimento de São João Batista. Essa escolha não foi feita ao acaso e guiada apenas pela efeméride, ou seja, a suposta natividade do santo em seguida à noite mais curta do ano no Hemisfério Norte. Na verdade, João, aquele que purificava os judeus pecadores no rio Jordão, representa os elementos que governam as cerimônias solsticiais, a saber, o fogo e a água. Nos Evangelhos, João pronuncia as seguintes palav... |
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| Em busca de uma pátria |
| Civilização Árabe |
Richard Lebeau |
 Houve um tempo em que grupos palestinos, para legitimar a luta pela posse do território que habitavam, alegavam ser descendentes dos filisteus, que desembarcaram nas costas de Canaã 12 séculos antes de Cristo. Essa anterioridade na ocupação da área seria a prova do direito a ela. Do pouco que se sabe desse "povo do mar", porém, sua origem não é semítica, ou seja, os filisteus vieram de fora do Oriente Médio, o que torna difícil acreditar que fossem ancestrais dos palestinos.
De uma década para cá, o discurso mudou, e alguns palestinos passaram a reivindica... |
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| Aníbal e seu exército: O inferno de Roma |
| Civilização Romana |
Alexandre Grandazzi |
 Verão de 216 a.C. Havia quase dois anos, Roma e Cartago se enfrentavam na região da bacia mediterrânea ocidental. O exército de Aníbal, um dos maiores estrategistas militares da história, saiu da Península Ibérica, passou pelos Pirineus e pelos Alpes e acabou na planície do Pó, onde triunfou sobre três legiões que Roma enviara para derrotá-lo. As batalhas ficaram conhecidas como Ticino (novembro de 218 a.C), Trebia (dezembro de 218 a.C) e Trasímeno (junho de 217 a.C).
Depois de perder 20 mil homens na batalha de Trasímeno, os romanos decidiram protela... |
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| Os deuses e os homens |
| Mitologia Grega |
André Bonnard |
 A religião grega começa logo por parecer muito primitiva. É-o realmente. Certas noções que lhe são familiares nos séculos clássicos - como as de hybris e da nemesis - encontram-se em populações tão pouco evoluídas como são as tribos Mois do sul da Indochina. Seria um erro, para procurar compreende-la, ir buscar pontos de comparação à religião cristã.
No decurso de dez séculos de existência, e mais ainda, a vida religiosa dos Gregos tomou formas muito diversas: nunca teve forma dogmática, o que para nos simpli... |
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| A última noite de Mary Stuart |
| Idade Moderna |
Pascal Marchetti-Leca |
 Amanhã não haverá alvorecer. Eu, ao menos, não vou ver o dia amanhecer. Foi o desejo de Deus que chegasse ao fim esse doloroso caminho que foi minha vida. A peregrinação termina por meio de um decreto no último dia 1o de fevereiro, com o selo real de minha prima, Elizabeth da Inglaterra. Esse fim varrerá tanto os sonhos não cumpridos quanto as traições não patentes e as repetidas humilhações. Deo gratias.
Na aurora de minha vida, nada deixava antever o desastre. Para ser rainha, me bastou nascer, em 9 de dezembro de 1542, no castelo de Linlithgow. Mas j&aa... |
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| Dom Quixote escapa da inquisição |
| Idade Moderna |
Thérèse Jerphagnon |
 Em 16 de janeiro de 1605, Miguel de Cervantes, então próximo dos 60 anos, publicou em Madri a primeira parte de O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha. Naquele dia, os romances de cavalaria e a mentalidade medieval como um todo receberam um golpe mortal. No livro, que é considerado a obra fundadora da literatura espanhola, Cervantes narra a saga de um nobre que sonhava com aventuras incríveis de cavalaria mas não conseguia ver a miséria da realidade que o cercava.
A história começa em um vilarejo da região de Castela-La Mancha, vasta planície localizada ao sul da capital espanh... |
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| As origens das classes governantes durante o Império |
| Civilização Romana |
Tim Cornell |
 As origens dos imperadores das dinastias flavia, antonina e severa refletem, em termos sociais, a constante expansão dos direitos políticos e o desenvolvimento econômico do mundo romano. Os Flávios eram oriundos do município de Reate (Rieti), no antigo território sabino; Tacito considerava que Vespasiano tinha promovido uma atmosfera de "parcimônia domestica" típica dos novos homens da Itália e das províncias, depois dos excessos do período julio-claudio. Trajano e Adriano eram da Hispania, da cidade de Itálica, na Betica. Antonino Pio era de Nermausus (Nimes), um antigo centro tribal e colônia romana do Sul da Galia; sua dinastia apó... |
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| Balcãs: Entre Impérios |
| Império Bizantino |
Georges Prévélakis |
 A primeira unificação política dos Bálcãs foi obra da conquista romana. A integração da península balcânica ao Império provocou profundas transformações geográficas e culturais na região. Graças à construção de estradas que pontilharam o território e a edificação de cidades no entroncamento dessas rotas, intensificou à circulação de mercadorias, de homens e de idéias na região. Acompanhando a difusão da civilização romana, propagaram-se a cultura e a língua helênicas. Em 330, o imperador Constantino fundava Constant... |
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| Sólon e o caminho para a democracia |
| Civilização Grega |
André Bonnard |
 A civilização grega nasceu nessa franja da Asia onde, há alguns séculos, cresciam as cidades helênicas. Homero era jônio, Arquíloco também, Safo era eólia. Mas cito apenas alguns exemplos. Foi igualmente nas cidades da Jônia que apareceram, por essa mesma altura, os primeiros sábios e filósofos, as primeiras estatuas de mármore, alguns dos primeiros templos.
Por essa mesma época, nas cidades da franja extremo-ocidental do mundo helênico, na Sicília e na Grande Grécia, outros sábios e outros filósofos, outros templos, por veze... |
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| Capitão Avery e sua tripulação |
| Idade Moderna |
Daniel Defoe |

Jamais algum desses intrépidos aventureiros conseguiu ser tão comentado, e por tanto tempo, quanto o capitão Avery. Produziu ele tanto alarde pelo mundo quanto agora o faz Meriveis. E foi considerado uma pessoa de extrema importância. Na Europa, representavam-no como alguém que chegara até a dignidade de um verdadeiro rei, com capacidade para fundar uma nova monarquia. Dizia-se que ele se apoderara de imensas fortunas, e que se casara com a filha do Gran Mogol, raptada de um navio indiano que ele capturou. E que teve muitos filhos com ela, vivendo em grande fausto e realeza. Que conseguiu fortalezas, grandes arsenais e que foi senho... |
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| Judeus sem saber |
| Idade Média |
Baudouin Eschapasse |
 Eduardo Manet não esquece aquela noite de junho de 1943. O tempo estava bom em Havana. Ele e a mãe tinham ido ao cinema. Na volta para casa, o futuro escritor cubano ouviu a mãe explicar que ela havia nascido em uma família "marrana". O menino não entendeu imediatamente o que aquilo queria dizer. "Creio que não ouvi direito... o ruído do mar, meus ouvidos zumbiam..."
A frase não fazia sentido para Manet. "Marrano" significa "porco" em espanhol. Confuso, ele perguntou: "Como assim? Você nasceu com os porcos?". O adolescente, prestes a completar 13 anos, compreendeu na hora que acabara de feri... |
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| Os animados cemitérios medievais |
| Idade Média |
Séverine Fargette-Vissière |
 Os cemitérios da Idade Média nada tinham de tenebroso. De dia ou de noite, era neles que a população das maiores cidades européias buscava se divertir, quando não fixar residência provisória ou definitiva. Além disso, as necrópoles eram também um espaço de cidadania, pois lá sempre estavam juízes a comunicar sentenças, e o equivalente aos prefeitos de hoje a dar publicidade a suas ações. Esses locais funcionavam ainda como cartórios a céu aberto. Não que as condições ajudassem, pois já havia acúmulo de corpos e problemas de higiene e limpeza. Mas, de fato, os cem... |
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| Altamente confidencial |
| Idade Média |
Laurent Vissière |
 Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média.
Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei Gontrão... |
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| Calígula, um maluco no poder |
| Civilização Romana |
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 A história não foi complacente com Calígula, o detentor de um reinado tão curto quanto violento no primeiro século de nossa era, em Roma. Ele permaneceu no poder de março de 37 até seu assassinato, em janeiro de 41. Foi o terceiro imperador romano, membro da dinastia júlio-claudiana, iniciada por Augusto.
A reputação de louco feroz, capaz de incríveis crueldades, foi construída ao longo de apenas quatro anos de poder, um período curto demais para fama tão arraigada, mas nada indica que ele fosse diferente do que ainda hoje se diz do personagem. O pró... |
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| Homossexualidade na Igreja: uma tradição medieval |
| Idade Média |
Jean Verdon |
 Apesar de perseguido, o homossexualismo esteve muito presente na Idade Média. Segundo John Boswell, autor de Christianisme, tolérance sociale et homosexualité (Cristianismo, tolerância social e homossexualismo), a prática teve uma importância no período que só seria igualada em nossos dias. Boswell atribui a disseminação do homossexualismo à renascença carolíngia, ao desenvolvimento das cidades e à cultura eclesiástica.
Na Idade Média, o meio monástico era um terreno propício para a sodomia: a Regra de São Bento previa que ... |
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| Saqueadora de cidades |
| Civilização Romana |
Tom Holland |
 Muito antes dos assassinatos dos irmãos Graco e de seus seguidores a Sibila havia previsto tudo aquilo. Romanos se voltariam contra romanos. Não apenas isso, como também, de acordo com os sombrios prognósticos da Sibila, a violência não se limitaria a meras escaramuças na capital. Sua visão do futuro era muito mais negra, muito mais distópica:
"Não serão invasores forasteiros, Itália, porem teus próprios filhos que te estuprarão - um estupro brutal e interminável perpetrado por muitos que te punirão, famosa naç&a... |
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| A capital do mundo |
| Civilização Romana |
Tom Holland |
 Uma cidade livre - era onde o homem podia exercer mais plenamente suas prerrogativas humanas. Os romanos viam nisso uma verdade inquestionável - uma obviedade. Ter civitas - cidadania - era ser civilizado, conceito esse que permanece arraigado a várias línguas. A vida não tinha valor fora do arcabouço civilizatório que somente uma cidade independente podia oferecer. Um cidadão definia-se por suas relações com os outros, pelas alegrias e tristezas compartilhadas, pelas ambições e pelos temores, pelos festivais, pelas eleições, pelas disciplinas de guerra. Como um santuário tornado vivo pela presença de um deus, a ci... |
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| O fim das expedições escandinavas |
| Idade Média |
Marc Bloch |
 Teria sido a sua conversão que persuadiu os Escandinavos à renuncia dos Seus hábitos de pilhagem e de migrações longínquas? Conceber as deslocações dos Vikings como uma guerra de religião desencadeada pelo fervor de um implacável fanatismo pagão é uma explicação que, tendo sido pelo menos esboçada por vezes, contraria demasiado o que sabemos a proposito de almas propícias a respeitar todas as magias. Pelo contrário, podemos acreditar nos efeitos de uma profunda mudança de mentalidade, sob a ação da mudança de crença? Decerto que a historia das navegações e das i... |
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| A cristianização do norte europeu |
| Idade Média |
Marc Bloch |
 Entretanto, o próprio Norte foi-se cristianizando pouco a pouco. E uma c:ivilização que, lentamente, aceita uma outra fé: o historiador não conhece nenhum fenômeno que se preste a observações mais apaixonantes, especialmente quando, como é o caso, as fontes, apesar das lacunas irremediáveis, permitem seguir-lhe as vicissitudes bastante de perto para que tal constitua uma experiência natural, capaz de explicar outros movimentos do mesmo tipo. Mas um estudo minucioso ultrapassaria o âmbito deste livro. Alguns pontos de referência devem ser suficientes.
Não seria... |
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| Os Normandos na França |
| Idade Média |
Marc Bloch |
 O duque da Normandia, conquistador da Inglaterra, por muito francês que fosse pela língua e pelo seu gênero de vida, não deixava de situar-se também entre os autênticos descendentes dos Vikings. Pois, no continente como na ilha, mais de um "rei do mar" se tinha por fim transformado em senhor ou príncipe da terra.
A evolução começara cedo. Desde cerca do ano 850, o delta do Reno tinha assistido a primeira tentativa de constituição de um principado escandinavo, inserido no edifício politico do Estado franco. Por essa época, dois membros da casa real da Din... |
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| Os Normandos na Inglaterra |
| Idade Média |
Marc Bloch |
 As tentativas dos Escandinavos para se instalarem em solo britânico desenharam-se desde o primeiro Inverno que ali passaram em 851. Desde então, os bandos, rendendo-se uns aos outros, não mais largaram a sua presa. Alguns dos Estados anglo-saxões, mortos os seus reis, desapareceram: tais como o Deira, na costa ocidental, entre o Humber e o Tees; o Anglia-Leste, entre o Tamisa e o Wash. Outros, como no extremo norte, e a Mércia, no centro, subsistiram durante algum tempo, mas com -menor extensão e colocados sob uma espécie de protetorado. Apenas o Wessex, que ao tempo se estendia por todo o sul, Conseguiu preservar a sua independência, não sem duras guerras, ilustrada... |
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| Síbila e a República Romana |
| Civilização Romana |
Tom Holland |
 No principio, antes da Republica, Roma era governada por reIs. Acerca de um deles, um tirano soberbo chamado Tarquínio, conta-se uma historia muito estranha. Certa vez ele foi procurado em seu palácio por uma velha que carregava nos braços nove livros. Quando ela os ofereceu a Tarquínio, ele deu uma gargalhada, tão fabuloso era o preço que ela cobrava. Sem qualquer tentativa de barganha, a velha deu-lhe as costas e partiu em silêncio. Ela queimou três daqueles livros e retornou à presença do rei, a quem ofereceu os volumes restantes pela mesma quantia que cobrara antes. Novamente, embora já não tão seguro de si como antes, o rei recusou a ... |
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| Ulisses e o mar |
| Mitologia Grega |
André Bonnard |
 A civilização e uma operação de libertação e de conquista. A segunda epopéia que até nos chegou sob o nome de Homero, ilustra uma das mais importantes destas conquistas: a que o povo grego fez do mar, a força de audácia, de paciência e de inteligência. Ulisses (de quem a Odisséia tirou o nome) é o herói desta conquista.
Não é certo, e mesmo improvável que a Odisséia seja do mesmo autor que a Ilíada. Já os antigos o suspeitavam. A língua do poema, os costumes, as crenças religiosas são mais... |
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| A Ilíada e o Humanismo de Homero |
| Mitologia Grega |
André Bonnard |
 A Ilíada de Homero - primeira grande conquista do povo grego: conquista da poesia - e o poema do homem na guerra, dos homens consagrados a guerra pelas suas paixões e pelos deuses. Ali um grande poeta fala da nobreza do homem frente a esse flagelo detestável, do homem arrebatado por Ares, bebedor de sangue... o mais odioso dos deuses. Ali fala da coragem dos heróis que matam e morrem com simplicidade, do sacrifício voluntario dos defensores da pátria, da dor das mulheres, do adeus do pai ao filho que o continuara, da suplica dos velhos. E muitas outras coisas: a ambição dos chefes, a sua cupidez, as querelas, as injurias com que se cumulam, e mais a covardia, a vaidade, o... |
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| Na terra grega, o povo grego |
| Civilização Grega |
André Bonnard |
 A ultima das expedições guerreiras dos príncipes aqueus, que levaram consigo os seus numerosos vassalos, foi a não lendária mas histórica guerra de Troia. A cidade de Troia-ilion, que era também uma cidade helênica, situada a pequena distância dos Dardanelos, enriquecera cobrando direitos aos mercadores que, para passar o mar Negro, tomavam o caminho de terra, ao longo do estreito, a fim de evitar as correntes, levando aos ombros barcos e mercadorias. Os Troianos espoliavam-nos largamente a passagem. Estes ratoneiros foram pilhados por seu turno. Ilion foi tomada e incendiada após um longo cerco, no principio do século XII (cerca de 1200). Numerosas len... |
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| Gregos... Bárbaros são os outros. |
| Civilização Grega |
André Bonnard |
 No seu tempo, o povo grego foi um povo como todos os outros. Durante séculos, viveu o lento marcar passo da vida primitiva,- que vai dar, ou não, a civilização.
Mais ainda. Ao longo da sua história, e até mesmo no tempo da florescência deslumbrante e múltipla das suas obras-primas, no século de Sófocles, de Hipocrates e do Partenon, o povo grego, incluindo aqui esse coração vivo e ardente da Grécia, essa "Helade da Helade", que é Atenas, não deixou de manter e cultivar superstições e costumes tão estranhos, tão "polin&eacu... |
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| O Governo da Terra Habitada: O Imperador |
| Civilização Romana |
Patrick Le Roux |
 Um príncipe - o primeiro entre os senadores - era capaz de tomar rapidamente todas as decisões necessárias. Augusto declarou expressamente possuir tal autoridade, em um texto destinado a ser gravado em dois pilares, erguidos na entrada de seu mausoléu, no Campo de Marte, que foi intitulado Res Gestae, "as coisas que foram realizadas". Investido da auctoritas (que isgnificava superioridade moral e religiosa) de que os "pais conscritos" ( os senadores) tinham deixados de ser os depositários, o imperador reivindicou exclusivamente para si e sua parentela a herança da tradição aristocrática (mos maiorum, os costumes dos antepassados), em nome da qual pretendia assumir suas funções. A República compo... |
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| Os Gregos no Egito |
| Civilização Egípcia |
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 O ano 1085 a.C marcou o fim da unificação do Egito. O país sofreu uma invasão Assíria e, logo após, foi conquistado pelos persas em 525 a.C. Em 332, depois de derrotar o império Persa, Alexandre, O Grande, foi recebido como libertador do Egito.A civilização egípcia chegou ao seu fim com a chegada dos romanos e a era cristã.
Imediatamente após a sua chegada, Alexandre fundou a cidade de Alexandria e foi consultar o oráculo de Siva, que afirmou que Alexandre era filho de Amon e estava destinado a tornar o mundo o seu império. Ele fora coroado em Mênfis. Numerosos monumentos o retratam como faraó, homenageando os deuses locais.
Coma morte de Alexandre, um d... |
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| Divinos Faraós |
| Civilização Egípcia |
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 O Antigo Império egípcio era administrado pelo governo central, encabeçado por um poderoso soberano, o faraó. Vida, política e religião interligadas, giravam em torno da crença de que o faraó era semideus que agia como intermediário entre deuses e súditos.
Como líder religioso e político, o faraó presidia não apenas elaborados rituais religiosos que eram ligados aos deuses, mas também ampla e altamente organizada burocracia política e administrativa, gerida por um batalhão de assessores e funcionários. A burocracia ainda incluía chefes das províncias, chamadas de momos(antigas regiões independentes). Tem-se a impressão de qu... |
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| O Surgimento da Ciência |
| Civilização Grega |
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 Muito antes do início da filosofia natural, os gregos começaram a reunir grande corpo de dados empíricos na área da cura. Um registro de que medidas parecem ter funcionado, e em que circunstâncias, era visto como necessário para as pessoas não ficarem totalmente indefesas perante a doença.
No entanto, antes do século V, a cura não chegava a ser uma ciência. As medidas consideradas funcionais eram provavelmente as que envolviam encantamentos e amuletos mágicos ou apelos a Asclépio, o deus da cura, com ervas, dietas ou regime; e não havia interesse em investigar a natureza do corpo humano, a própria doença ou porque as medidas funcionavam.
Contudo, à é... |
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| O Traje da Civilização Romana |
| Civilização Romana |
Mário Curtis Giordani |
 Em casa, homens e mulheres vestiam a túnica, espécie de camisa sem mangas ou com mangas curtas. Usavam-se às vezes duas túnicas, dando-se à debaixo o nome de túnica interior ou subucula.
A toga era o traje do cidadão quando o mesmo saía de casa. Podemos chamá-la de o traje nacional dos romanos. Na origem, a toga era uma simples destinada a resguardar o corpo. Ela era o símbolo da autoridade nacional do magistrado, da dignidade do político e da superioridade nacional, do povo nascido para dominar na palavra de Virgílio. Na época imperial, a toga ... |
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| O Nascimento de Uma Nação |
| Civilização Grega |
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 A presença humana na península Balcânica data do período neolítico há milhares de anos. Vestígios indicam que os pélagos foram os primeiros habitantes da região. Eram, provavelmente, de origem mediterrânea.
Os cretenses, no entanto, são apontados por especialistas em história da Grécia como os pioneiros mais importantes da civilização. Sua presença predominou por toda região do Egeu. Tantos os pélagos quanto os cretenses, enfim, devem ser considerados povos anteriores aos gregos- ou, como chamam alguns, povos pré-helênicos.
A história do mar Egeu e seus povos tem suas origens ligadas à ilha de Creta. Por volta de 1800a.C.,... |
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| Os títulos reais sumérios |
| Civilização Suméria |
Pierre Lévêque (dir) |
 O rei governa a cidade; é um grande proprietário. Quer seja en, como em Uruk, lugal, como em Ur, ensi, como em Lagash, ele é sempre o eleito dos deuses que representa na cidade. É o juiz supremo; é a ele que compete construir e restaurar os templos, manter os canais de irrigação e defender o pais. A hierarquia entre os vários títulos reais é difícil de estabelecer, pois tiram os seus nomes dos usos locais. Os reis de Umma são qualificados de ensi pelos seus inimigos de Lagash, ao passo que eles próprios se consideram como lugal. Só a partir do reinado de Lugal-Zagghesi uma diferen&ccedi... |
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| A cólera de Poseidon |
| Civilização Grega |
Maria Celeste Consolin Dezotti |

A palavra tsunami se popularizou após o maremoto que assolou a Ásia em 2004 e voltou às manchetes dos jornais em 2011, depois da tragédia que se abateu sobre o Japão em março deste ano. O fenômeno que o termo nomeia, no entanto, é muito antigo. Há mais de 2 mil anos, textos de autores gregos como Tucídides e Heráclides do Ponto já descreviam ondas gigantescas que devastaram diferentes pontos do litoral da Grécia nos séculos V e IV a.C.
O país fica em cima de uma área de encontro de placas tectô... |
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| Egito, um dom do Nilo |
| Civilização Egípcia |
Pierre Lévêque (dir) |
 O vale do Nilo e o domínio da cheia
A civilização egípcia deve muito ao enquadramento natural onde nasceu; de fato, ela só existe graças ao Nilo, e a geografia desempenhou um papel importante na sua evolução histórica.
No fim da época terciaria, o baixo vale do Nilo forma um golfo marinho desde a costa atual do Mediterrâneo até as proximidades de El Kab. Depósitos de calcário marinho enchem pouco a pouco este golfo e, em seguida, um amplo movimento de agitaç&... |
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| Origem do Homem |
| Pré-História |
Mário Curtis Giordani |
 O grande problema que surge diante do estudioso da pré-história é a origem da Humanidade. De todos os seres que, desde milhões, povoam a Terra, só o homem teve a curiosidade de levantar a dupla questão sobre a sua origem e seu destino. "De onde venho e para onde vou?", eis a pergunta que, por si só, revela a superioridade intelectual do ser que a formula sobre os demais habitantes do planeta.
A resposta das Ciências Biológicas. Para grande parte dos cientistas modernos, que não se interessam, em geral, pelos aspectos filosóficos e teológicos do problema, o aparecimento d... |
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| Romanos contra Celtas, dividir e conquistar |
| Civilização Romana |
John Haywood |
 Estes [Gauleses] não são os inimigos latinos ou sabinos com quem podemos lidar, que se tornando nossos aliados quando os tivermos derrotado na batalha. Investimos as nossas espadas contra feras selvagens cujo sangue devemos derramar, ou derramar o nosso próprio sangue. Consul M. Popilio Laenas (348 a.e.c.) , (Tito Lívio, Histórla de Roma, VII.24)
Quando os Gauleses cisalpinos saquearam Roma, esta era apenas uma das dezenas de cidades-estado da Itália, enquanto os Celtas dominavam a maior parte da Euro... |
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| A dominação etrusca na Itália |
| Civilização Romana |
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 Do século VIII ao V, os etruscos, graças a um formidável desenvolvimento econômico, dominam a Itália central Tradicionalmente, os etruscos são classificados de "povo misterioso"; sem que realmente se precise em que consiste esse mistério. Certamente sua língua, que não pertence ao grupo das línguas indo-europeias, permanece enigmática: ela pode ser lida, porque esta escrita em caracteres gregos mas não é inteiramente decifrada. O primeiro documento escrito, a "Tábua de Corrone", é um texto jurídico datando aproximadamente do ano 200 a.e.c., e que continua bastante enigmático. O outro "mistério etrusco" s... |
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| O Legado das Guerras Púnicas |
| Civilização Romana |
Adrian Goldsworthy |
 Cartago não sobreviveu a luta contra Roma. Aspectos da sua cultura persistiram na região, influenciando a língua, a religião e a arquitetura dos reinos númidas que floresceram brevemente até também eles entrarem em conflito com Roma. Algumas cidades ainda chamavam "sufetas" aos seus altos magistrados séculos mais tarde, quando a região já se tornara há muito uma província romana. Continuaram a existir vestígios religiosos e linguísticos de Cartago na região pelo menos até ao fim do Império Romano do Ocidente. Esta continuidade é bastante típica da presença romana na maioria das proví... |
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| Cooperação dos generais púnicos na 2 Guerra púnica |
| Civilização Romana |
Adrian Goldsworthy |
 Durante a Primeira Guerra Púnica, quase todos os combates tinham ocorrido na Sicília e suas proximidades, com exceção da invasão da África por Régulo e das incursões esporádicas contra os litorais italiano e africano. O segundo conflito entre Roma e Cartago alastrou a uma área muito maior. A partir da sua base na Hispânia, Hannibal, com a nata dos exércitos púnicos, invadiu o Lácio, e foi também na Itália que o maior número de soldados romanos combateu; todavia, os Cartagineses tentariam igualmente reconquistar a Sardenha e a Sicília. Desde o inicio do conflito, os Romanos ameaçaram a proví... |
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| Reis da Polêmica |
| Civilização Hebráica |
Robert Draper |
 Sentada em um banco na Cidade Velha de Jerusalém, a mulher de rosto de lua cheia, toda agasa-lhada no outono gelado, come uma maçã enquanto examina a construção que lhe trouxe fama e dissabores. Não parece bem uma construção, pois são apenas algumas paredes baixas de pedra ao lado de um antigo muro de arrimo terraceado de 20 metros de altura. Mas, como a mulher é arqueóloga e essa é a sua descoberta, seus olhos veem o que pode ser imperceptível a outros. Ela vê a posição do edifício, em uma escarpa na parte norte da Cidade Velha de onde se avista abaixo o vale de Kidron, em Jerusalém, e imagina: é... |
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| A guerra naval no século III a.e.c. |
| Civilização Grega |
Adrian Goldsworthy |
 Em geral, as fontes antigas são muito menos informativas sobre as operações no mar do que em terra. O problema agudiza-se com a natureza dos navios de guerra a remos, cuja essência nos é estranha. A arqueologia marítima vai fornecendo algumas informações, apesar de os destroços dos navios de guerra serem mais raros do que os dos cargueiros, e tem-se aprendido muito com a reconstrução. No entanto, continuam a existir grandes lacunas na nossa compreensão da construção e manutenção das gales clássicas, e da utilização estratégica e tática das esquadras. Um exemplo disto é a nossa... |
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| A guerra no século III a.e.c. |
| Civilização Romana |
Adrian Goldsworthy |
 Os principais desenvolvimentos na teoria e na prática militares anteriores as Guerras Púnicas ocorreram no mundo grego. As cidades-estado gregas tinham desenvolvido a falange de hoplitas, uma densa massa de infantes fortemente couraçados que levava tudo à sua frente. Em terreno plano, estes lanceiros gregos tinham-se revelado superiores a qualquer outro tipo de soldado até ao principio do século IV. Era um sistema de combate ideal para os soldados-lavradores gregos, que desejavam resolver a campanha rapidamente para poderem regressar às suas quintas. Exigia pouca pericia técnica ou instrução, para a qual os cidadãos gregos - à exceç&atil... |
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| O Estado romano na era das Guerras Púnicas |
| Civilização Romana |
Adrian Goldsworthy |

Segundo a tradição posteriormente estabelecida, Roma foi fundada em 754. Eram muitas as histórias que circulavam acerca deste acontecimento, mas a mais popular era a de Rômulo e Remo, os filhos gêmeos de Marte que foram amamentados por uma loba. Rômulo fundou a cidade mas matou o irmão num acesso de raiva quando ele troçou dos seus planos. Chefe de bandidos, vagabundos e proscritos forçados a raptarem mulheres dos vizinhos Sabinos quando pretendiam casar-se, Rômulo foi também o primeiro dos sete reis de Roma, o último dos quais foi expulso em 509, aquando da fundação da República. &Ea... |
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| Petra, sinfonia inacabada dos Nabateus |
| Civilização Persa |
Jacek Rewerski |
 Por 600 anos, uma cidade encravada no deserto da Jordânia foi considerada lenda, como Atlântida ou Tróia. Apesar de dezenas relatos ancestrais, que descreviam com precisão os monumentos grandiosos esculpidos em rocha, ninguém foi capaz de localizá-la até o início do século XIX.
Segundo essas mesmas narrações, Petra surgiu pelas mãos dos nabateus, que apareceram no Oriente Próximo por volta do século VI a.C., durante o Império Persa. Segundo os historiadores Estrabão e Diodoro da Sicília, os nabateus eram cerca de 10 mil beduínos q... |
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| Um trono para dois faraós |
| Civilização Egípcia |
Florence Maruéjol |
 Era uma vez um rei, Tutmés II, que morreu após três anos de governo. Seu herdeiro, ainda menino, carregava o mesmo nome. Ele não era filho da grande esposa real Hatchepsut, mas de uma secundária, sem relevância na sucessão do trono. Por isso, durante sua minoridade, quem assumiu o poder foi a rainha. Primeiro ela se proclamou regente. Em seguida, extrapolou esse papel e decidiu se tornar soberana integral, dando início a um período em que dois monarcas ocuparam o mesmo trono. O que parece conto de fadas é um episódio real: trata-se da única co-regência conhecida na história do Egito antigo.
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| Os enigmáticos etruscos |
| Civilização Romana |
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 Os etruscos têm muitos atributos: dominavam a arte de decorar tumbas e tinham escrita.Durante séculos, a civilização que criaram foi comparada à egípcia. Depois, um manto de fantasia recaiu sobre ela: teria sido anterior e, definitivamente, precursora da grega. Hoje, apesar de indicações relacionadas a uma parte da mitologia e do alfabeto aparentemente comum entre os povos; a tal primazia etrusca sobre a esplendorosa Grécia antiga já não é mais tão aceita, mas há muitos mistérios para a ciência resolver antes de um veredicto final.
Numerosas de... |
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| A Outra Esparta |
| Civilização Grega |
Edição Leandro Narloch |
 Mito e arqueologia concordam num ponto: Esparta é um produto do primeiro grande desastre da história grega. Até por volta do ano 1200 a.C., o Peloponeso (como é conhecida a região do extremo sul da Grécia, onde fica a cidade) estava cheio de pequenos reinos. Inscrições e objetos achados nos palácios do Peloponeso mostram que seus habitantes já falavam uma forma primitiva de grego e levavam uma vida de luxo, comerciando cerâmica, metais preciosos e marfim com o Egito, a Palestina e a atual Turquia.
Uma onda de invasões e saques, porém, acabou com essa vida mansa. B... |
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| Prostitutas da Antiguidade |
| Civilização Grega |
Junito de Souza Brandão |
 Para os povos antigos, a lua era andrógina, como disse Plutarco, "chamase a Lua (Artemis) a mãe do universo cósmico; ela possui uma natureza andrógina". Na Babilônia, o deus-lua Sin é andrógino e quano foi substituído por Istar, esta conservou seu caráter de androgismo. Igualmente no Egito, Ísis é denominada Ísis-Neit, enquanto andrógina.
Pelo mesmo fato de a lua ser andrógina, o homem-lua, cujo representante na terra era o rei ou o chefe tribal, passava a primeira noite de núpcias com a noiva, a fim de provocar a fertilização dela, da ... |
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| Platão, o primeiro cristão |
| Civilização Grega |
Maria Lígia Pagenotto |
 O título de primeiro cristão da história é atribuIdo a um pensador que viveu entre 427 e 347 a.e.c. A expressão pode soar um tanto quanto descabida do ponto de vista cronológico, mas são vários os estudiosos da Filosofla que vêem proximidade entre as idéias do grego Platão e as defendidas pelo cristianismo. Os preceitos fllosóflcos cristãos, que pregam o arnor como meio para se chegar ao Paraíso, por exemplo, encontram com frequência ressonância nas idéias de Platão.
Segundo artigo do pesquisador do Instituto de Estudos da Linguage... |
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| A farmácia de Epicuro |
| Civilização Grega |
Prof. Gilson Cláudio Barbosa de Miranda |
 Na cultura ocidental, o homem sempre se perguntou sobre o fim último da vida, e diversas respostas marcararn diferentes momentos da história de nossa civilização. Algumas dessas respostas foram importantes no processo de construção de nossa cultura. Por exemplo, para Aristóteles, o fim ultimo da vida è a busca da felicidade pela prática da virtude. Para Os pensadores cristãos, por outro lado, seria a salvação da alma conquistada pela prática da moral cristã. Uma terceira resposta foi formulada por Aristipo de Cirene, nascido em Cirene, cidade egipcia fundada por colonos gregos. Ele viveu provavelmente entre 435 e 356 a.e.c. O seu ... |
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| O gás do Oráculo de Delfos |
| Civilização Grega |
John R. Hale, Jelle Zeilinga de Boer, Jeffrey P. Chanton e Henry A. Piller |
 O templo de Apolo, incrustado na fascinante paisagem montanhosa de Delfos, abrigava o poderoso oráculo e era o mais importante local religioso do antigo mundo grego. Os generais buscavam conselhos do oráculo a respeito de estratégias de guerra. Os colonizadores procuravarn orientação antes de suas expedições para Italia, Espanha e Africa. Os cidadãos consultavarn-no sôbre investimentos e problemas de saúde. As recomendações do oráculo emergiarn de forma notavel nos mitos.
Quando Orestes perguntou-lhe se deveria vingar a morte de seu pai, assassinado por sua m&atil... |
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| Atlântida |
| Mitologia Grega |
Junito de Souza Brandão |
 Etimologia: Em grego Άτλαντίς (Atlantís), prende-se a Atlas, em grego (Átlas), "que sustém a abóbada celeste", vocábulo formado, ao que tudo indica, de um prefixo intensivo a- e de tlã, que aparece no grego (tlênais), "supostar".
Em dois de seus diálogos, Timeu e Crítias, conta Platão que Sólon, quando de sua viagem ao Egito, interrogara alguns sacerdotes e um dels, que vivia em Saís, no Delta do Nilo, lhe relatou tradições muito antigas relativas a uma guerra entre Atenas e os habitantes da Atlântida. Esse relato do fil... |
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| Alexandre Magno na Índia |
| Civilização Grega |
Prof. Voltaire Schilling |
 No projeto inicial das conquistas de Alexandre Magno, começado em 334 a.e.c. quando ele atravessou o Estreito do Helesponto, que separa a Europa da Ásia Menor, para ir derrubar o Império Persa e submeter parte do Oriente, não havia qualquer referência a uma possível conquista da Índia.
Todavia, foi a dinâmica das suas operações militares - especialmente aquelas últimas em que dedicou-se a liquidar com os derradeiros bolsões de resistência que os sátrapas persas lhe moviam - , que fizeram com que ele, depois de oito anos de marchas forçadas pela L&iacut... |
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| 500 anos de Trevas |
| Civilização Grega |
Ricardo Giasseti |
 A história tradicional conta que, entre 1200 a.e.c. e 700 a.e.c., a Grécia passou por uma Idade das Trevas. Logo após a famosa Guerra de Tróia, aquela exuberante civilização regrediu à barbárie. O povo abandonou as cidades e partiu para o campo. A arte da escrita se perdeu. Nenhum registro foi preservado. Durante um bom tempo, isso foi consenso entre os estudiosos.
Mas, nas últimas décadas, alguns arqueólogos tentam provar que tal época teria durado bem menos que 500 anos - ou talvez nem tenha existido. São os chamados revisionistas, que defndem a tese de que tud... |
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| Rei Tut: Segredos de Família |
| Civilização Egípcia |
Zahi Hawass |
 As múmias provocam a nossa imaginação. Impregnadas de mistério e magia, elas já foram pessoas que viveram e amaram, tal como nós. Estou convencido de que é nosso dever honrar esses mortos antigos e garantir que descansem em paz. No entanto, há segredos dos faraós que só podem ser revelados por meio do estudo de suas múmias. Em 2005, quando foram feitas tomografias computadorizadas da múmia de Tutankhamon, pudemos comprovar que ele não morrera devido a um golpe na cabeça, como muitos acreditavam. Nossa análise revelou que o orifício na parte de trás de seu crânio havia sido aberto durante o processo de mu... |
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| Quando o Irã era um modelo de tolerância |
| Civilização Persa |
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 Cercado por fronteiras naturais, o Irã é uma fortaleza situada a 700 metros de altitude, em média. Conhecida como Pérsia, a região foi berço de vários impérios, cuja história alterna idades de ouro e períodos obscuros. Durante toda a Antiguidade, porém, um traço marcou os soberanos persas: a tolerância.
Entre os séculos VII a.C. e VII d.C., reis como Ciro e Xerxes governaram imensos territórios, sempre respeitando as crenças e tradições das populações locais. Essa atitude fez da cultura persa um patrimônio t&a... |
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| A Beleza Egípcia |
| Civilização Egípcia |
Fred Linardi |
 A busca pela beleza não é um hábito típico dos tempos modernos. Já na Antiguidade, ela ocupava parte do dia de mulheres e homens e dispendia tempo de pesquisa; egípcios, gregos e romanos procuravam tanto a cura como correções estéticas por meio de diferentes substâncias e misturas. "Elementos como o leite e o azeite perfumado eram usados na pele com funções cosméticas e de atração sexual. O mesmo que acontece hoje, com a diferença de que agora os cosméticos são vistos como algo neutro, enquanto naquela época eram considerados mági... |
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| O cerimonial da corte hitita |
| Civilização Hitita |
Johannes Lehmann |
 O rei hitita era simultaneamente sumo sacerdote, por isso é difícil estabelecer qual culto caberia ao soberano terreno e qual ao vigário da divindade. Em todo caso, o cerimonial da corte se torna o regulamento para proteger a vida do rei e preservar a pureza do sumo sacerdote.
"Tão logo o rei desceu do carro, se o chefe da guarda pessoal está Ia pronto, então o chefe da guarda pessoal se inclina e confia o rei ao chefe dos pajens. Se ao invés, foi posto à disposição algum outro dignatário, então quem estiver à frente como o mais nobr... |
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| O rei-mulher |
| Civilização Egípcia |
Chip Brown |

Há algo de emocionante na ponta de seus dedos. No resto de seu corpo, não resta nenhuma graça. O pano em seu pescoço parece fora de moda. Sua boca, com o lábio superior sobrepondo-se ao inferior, se reduz a um franzido pavoroso. As cavidades oculares se acham preenchidas com resina negra, e as narinas, oclusas de forma bem pouco elegante com rolinhos de tecido. O ouvido esquerdo se afundou carne adentro na lateral do crânio. E quase não há cabelo em sua cabeça.
Eu me inclino sobre a caixa-vitrine aberta no Museu Egípcio do Cairo e contemplo ... |
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| As subversivas e sedutoras amazonas |
| Mitologia Grega |
Catherine Salles |
 As amazonas pertencem ao domínio da transgressão. Essas guerreiras mitológicas simplesmente desprezavam os valores femininos vigentes na Antiguidade. Por isso, os gregos as viam como um desafio a qualquer "lei natural" ou social. Mais ainda, como um mal encarnado e ambíguo, que causava repulsa e, ao mesmo tempo, seduzia os homens. De fato, elas tinham em si uma centelha revolucionária, capaz de virar pelo avesso todas as certezas da sociedade grega.
No mundo real, a mulher era sempre um ser menor, e sua função essencial era parir os futuros cidadãos da Grécia. O homem e a mulher eram complementares, mas sua natureza, de acordo com a vontade dos deuses, e... |
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| Bichos Eternos |
| Civilização Egípcia |
A. R. Williams |
 Em 1888, ao escavar a areia nas proximidades do vilarejo de Istabl Antar, um fazendeiro egípcio descobriu uma sepultura coletiva. Os corpos não eram humanos. Eram de felinos - um número assombroso de gatos da Antiguidade mumificados e enterrados em covas. Alguns envoltos em linho ainda pareciam apresentáveis e uns poucos exibiam caras enfeitadas. As crianças do vilarejo ofereciam os melhores espécimes aos turistas por qualquer troco. O resto era vendido a peso como fertilizante. Um navio chegou a transportar cerca de 180 mil gatos mumificados para Liverpool, uma carga que pesava algo como 17 toneladas, para serem espalhados pelos campos da Inglaterra.
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| A Criação no poema de Atra-Hasis |
| Civilização Suméria |
Mariana Garcia Coelho |
 Muitas vezes nos perguntamos como e por que estamos vivos, aqui? Como surgiu a humanidade? Deus ou deuses nos criaram? Somos produtos da evolução da vida no planeta?
Essas perguntas são inerentes ao ser humano, desde os primórdios. Todas as civilizaç&o... |
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| O Oráculo de Delfos |
| Mitologia Grega |
Prof. Voltaire Schilling |
 Durante mais de 15 séculos, do nascimento ao fim da cultura grega antiga, o Oráculo de Delfos, ou templo de Apolo, serviu como local onde os peregrinos vindos das mais diversas latitudes do mundo helênico consultavam as pitonisas, as sacerdotisas oraculares, para saber qual o seu destino, da sua família ou da sua pátria. Delfos tornou-se um dos lugares sagrados mais venerados pelos gregos, sendo que suas previsões e predições tiveram enorme repercussão nos destinos de reis, de tiranos e de muita outra gente famosa daqueles tempos.
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| Invasões Irlandesas |
| Mitologia Celta |
Leontina Barca |
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| Orfismo |
| Mitologia Grega |
Junito de Souza Brandão |
 Tem razão Mircea Eliade, ao afirmar que "parece impossível escrever sobre Orfeu e o Orfismo sem irritar certa categoria de estudiosos: quer os céticos e os 'racionalistas', que minimizam a importância do Orfismo na história da espiritualidade grega, quer os admiradores e os 'entusiastas', que nele vêem um movimento de enorme alcance".
Falar de Orfismo é, no fundo, descontentar a gregos e troianos. Apesar dos pesares, v... |
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| Festas Celtas Irlandesas |
| Mitologia Celta |
Pedro Pablo G. May |

Entre os Tuatha dé Dannan, encontramos representadas as principais divindades irlandesas e, por extensão, as celtas. Os relatos de suas aventuras sustentam a tese de que no início deveriam tratar-se de grandes heróis ou caudilhos que com o passar do tempo "melhoraram de categoria", assimilando sua imagem a de seus colegas do continente. Das quatro grandes festas celtas do ano - Samain, Imbolc, Beltaine e Lughnasa -, esta última está diretamente relacionada com um dos mais conhecidos entre estes deuses.
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| O Livro das Conquistas |
| Mitologia Celta |
Pedro Pablo G. May |
 Um mito moderno criado durante o Romantismo defende a existência de sete “países” celtas “tradicionais”, a saber: Irlanda, ilha de Man, Escócia, Gales, Inglaterra, Bretanha e Galícia. De acordo com esse delírio surgido em fins do século XIX e aumentado ao longo do século XX, sobretudo com a intenção de justificar certas posturas nacionalistas a partir de uma base “histórica”, essas seriam as únicas nações de pura linhagem celta nas quais surgiu e se desenvolveu a cultura que nos interessa. Mas a verdade é ... |
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| Utnapishtim e o Dilúvio |
| Civilização Suméria |
Mariana G. Coelho |
 Dentre as várias mitologias sumerianas e babilônicas, estão os relatos do dilúvio, episódio também retratado nas Escrituras Sagradas dos judeus e cristãos. Muitas tabuinhas foram preservadas até hoje na Mesopotâmia, entre elas uma em sumério, duas em acádico (do século XVII) e uma em grego.
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| O Cristianismo no Egito |
| Civilização Egípcia |
Mariana G. Coelho |
 Atualmente os cristãos coptas do Egito são cerca de 7 (sete) milhões, um número razoável que persiste dentro do mundo islâmico. Parte de seu culto e crença estão baseados no episódio da fuga da "Família Sagrada" para o Egito, tanto na Bíblia, quanto nos livros apócrifos. E é, especificamente, nos apócrifos que se sustenta a teoria de que Jesus viveu no território egípcio durante três anos. Já os islâmicos dão crédito à versão que diz que Jesus nasceu no Egito e depois partiu para a Palestina, local onde toda sua história é narrada.
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| Quando no Alto - Cosmogonia Babilônica |
| Civilização Babilônica |
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 Quando no alto,o Céu não tinha aind aum nome, e embaixo só existia o Apsu, Tiamat (Oceano) e Mummu (A reunião das águas doces com as águas salgadas), e o Destino ainda não estava estabelecido, foi então que o Apsu e sua mulher, Tiamat, criaram os primeiros deuses. Foram: Lakhmu, e Lakhamu, Anchar e Kicar. Anchar procriou Anu, igual a si mesmo, e Anu, à sua própria imagem, criou Nudimmud (Ea, Enki).
Depois nasceram todos os outros, numerosíssimos, qu, cantando e fazendo alarde por toda a Terra, não deixavam dormir nem pensar ao Apsu e Tiamat. Apsu, não tolerando m... |
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| Templo de Bastet descoberto no Egito |
| Mitologia Egípcia |
Mariana G. Coelho |

O templo foi encontrado próximo a estação de trem da cidade de Alexandria e possivelmente aponta para um local muito procurado pelos arqueólogos, os alojamentos reais da cidade. As ruínas dos prédios foram escavados na área de Kom el Dikka na cidade de Alexandria, fundada por Alexandre, o Grande por volta de 331 a.e.c. Mais precisamente abaixo de um recinto militar, na rua Ismail Fahmi.
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| Os cultos e refinados filisteus |
| Civilização Assíria |
Elisabeth Yehuda |
 Embora sua engenhosidade não tenha sido reconhecida pelos moradores da montanha, os invasores destacaram-se na arte da construção naval, introduzindo grandes inovações tais como a âncora de pedra com braços de madeira, a vela móvel para as embarcações e o cesto da gávea. A arquitetura também pôde se beneficiar: até então, a construção fazia uso apenas de pedras brutas e tijolos. Os povos do mar trouxeram a técnica de esculpir grandes blocos rochosos. Além disso, desenvolveram e aperfeiçoaram o processamento de metais. Em XI a.C., as cidades filistéias floresceram e destacavam-se pelos... |
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| O processo de criação de Relevos |
| Civilização Egípcia |
Odsson Ferreira |
 A decoração de um pilone bem como sua construção é uma empresa complexa que exigia o trabalho de vários profissionais especializados cada um em determinada área. Depois de erguido, um pilone ou coluna é apenas um amontoado de rochas de formas indefinidas; terminado o trabalho de “montagem”, a peça recebe um acabamento que deixa sua superfície lisa e pronta para a decoração; após esse processo, os artistas começavam seus desenhos utilizando grafites e materiais semelhantes a fim de se fazer correções e melhoramentos... |
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| Vida após a morte na Grécia Antiga |
| Mitologia Grega |
Junito de Souza Brandão |
 O reino ctônio de Plutão chamava-se mais comumente Hades, mas havia outros nomes pelos quais podia ser designado, na Grécia e em Roma, muitas vezes tomando-se a parte pelo todo, como Érebo, Tártaro, Orco, Inferno, estes dois últimos provenientes do latim. Discutida a etimologia de Hades, tentaremos estabelecer as das outras denominações, quando existirem
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| O Egito e as aguas sagradas do Nilo |
| Mitologia Egípcia |
Prof. Voltaire Schilling |

O rio Nilo, o maior rio em extensão do mundo, também é o responsável direto por manter a continuidade de uma das mais antigas culturas que temos registro, a cultura egípcia. Saiba um pouco da sua história e do simbolismo das suas colossais construções.
José e as pragas do Egito
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| Aton, o primeiro Monoteísta |
| Mitologia Egípcia |
Claudine Le Tourneur |
 Na história do Egito antigo, não há casal mais sedutor do que o rei Akenaton e sua esposa Nefertiti, no século XIV a.e.c. Por mais excêntricas que fossem suas representações, a sedução não se limita aos seus aspectos físicos. Ambos tornaram-se personagens simbólicos da civilização egípcia por terem sido a origem do único cisma profundo conhecido pelo Egito no decorrer de seus três mil anos de história. Destituindo o todo poderoso clero de Amon para impor um deus único, representado pelo disco solar Aton, ... |
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| Hoplita, exército de cidadãos livres |
| Civilização Grega |
Laurent Henninger |
 Há uma dezena de anos, o mundo dos especialistas em Antiguidade grega foi abalado pelo trabalho de Victor Davis Hanson, professor da Universidade da Califórnia. Desde então, as polêmicas não cessaram de circular ao redor das hipóteses e idéias apresentadas no livro O Modelo Ocidental da Guerra, com um subtítulo mais explícito: A Batalha da Infantaria na Grécia Clássica. Examinando de perto o sistema político-econômico das cidades gregas e as narrativas das batalhas de época, o historiador propõe uma teoria que é, desde então, adotada por quase todos os especialistas anglo-saxões em questões militar... |
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| Foi Péricles quem fez! |
| Civilização Grega |
Violaine Vanoyeke |
 Temístocles reconstruiu a muralha de Atenas. Címon decorou e equipou a praça pública, o bairro da Cerâmica e a Acrópole. Mas o verdadeiro “fazedor de obras” ateniense foi Péricles. O patriota Péricles desejava que a beleza de Atenas estivesse à altura de seu prestígio. Ao iniciar essas grandes transformações, ele garantia também trabalho aos atenienses.
Dois trunfos permitiram que ele colocasse seus planos em execução: o decreto de 450 a.C. que lhe dava o direito de dispor do dinheiro necessário para reconstruir os templos destru&i... |
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| Os Cultos de Dioníso |
| Mitologia Grega |
Junito de Souza Brandão |
 Dionísias Rurais - Celebravam-se no mês Posídon, o que corresponde, mais ou menos, à segunda metade de dezembro. São as mais antigas das festas áticas de Dionisio, mas pouco se sabe, até o momento, a respeito das mesmas. Realizavam-se apenas nos "demos", isto é, nos burgos da Ática, dependendo o brilho de tais festejos dos recursos de cada um dos cem demos que constituíam a terra de Platão. A cerimônia central consistia num kômos, quer dizer, aqui no caso, numa alegre e barulhenta procissão com danças e cantos, em que se escoltava um enorme falo. Os participantes dessa ruidosa falofória cobriam o rosto com máscar... |
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| Religião na Grécia Antiga |
| Mitologia Grega |
Junito de Souza Brandão |
 Aconcepção popular grega da outra vida, que é, a bem verdade, resultante de vastos sincretismos, que se estendem de Homero aos derradeiros neoplatônicos (séc. III d.e.c.), passando luminosamente pela Eneida de Vergílio, composta, já se sabe, no séc. I a.e.c. (exceto, em parte, nos Mistérios e no Oráculo de Delfos), que a preservasse de erros e transmitisse a doutrina e a crença a seus adeptos, fortalecendo-lhes a fé. A ausência da ema classe sacerdotal há de trazer à religião helênica consequencias sérias. Não havendo quem consagrasse sua vida ao serviço dos deuses, de seus templos e de seus ... |
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| Os Faraós Negros |
| Civilização Egípcia |
Robert Draper |
 No ano de 730 a.C., um homem chamado Piye chegou à conclusão de que a única maneira de salvar o Egito de si mesmo era invadi-lo. E muito sangue iria correr antes de chegar o momento da redenção.
"Preparem as melhores montarias de seus estábulos", ordenou ele a seus comandantes. A magnífica civilização que construíra as grandes pirâmides havia perdido o rumo, destroçada por medíocres chefes guerreiros.
Durante duas décadas, Piye estivera à frente do próprio reino na N&u... |
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| Homero e a busca da virtude |
| Mitologia Grega |
Prof. Voltaire Schilling |
 É muito citado entre os estudiosos da ética dos gregos, o registro feito por Homero do testemunho do velho Nestor, o único idoso e sábio que acompanha os aqueus no sítio que moviam à cidade de Tróia, (Canto XI da Ilíada), relatando um encontro que ele assistira um tanto antes da guerra, no palácio do rei Peleu, o pai de Aquiles. Na cerimônia em que o filho apresentava seus respeitos para ir acompanhar Agamêmnon e Menelau na missão de resgatar Helena das mãos dos troianos, o pai aconselhou-o "a ser sempre o melhor (aristeuein) e estar acima dos demais". Que o jovem buscasse através de façanhas... |
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| Contribuição Minóica à religião grega |
| Mitologia Grega |
Prof. Junito de Souza Brandão |
 O grande mitologema cretense do rei Minos está indissoluvelmente ligado ao palácio de Cnossos e a seu labirinto, bem como ao arquiteto Dédalo ao Minotauro e ao mito de Teseu e Ariadne. Se, do ponto de vista histórico, Minos foi um nome dinasta, que governou Creta, ao menos como rei suserano de Cnossos, mitica¬mente a coisa é bem diversa.
Filho de Zeus e Europa (que Zeus raptara sob a forma de Touro) ou do rei cretense Astérion e da mesma Europa, Minos tinha dois irm&atil... |
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